Seção dedicada a atualização geral. É um mini jornal, expondo matéria de temas variados como política, educação, saúde, lazer, além de charges, e análise sobre o que acontece no dia-a-dia do Brasil e do mundo.


Temos 276 convidados e nenhum membro online
O técnico Carlos Alberto Parreira, de 83 anos, passou por uma cirurgia na manhã deste domingo (28), no Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro. A cirurgia foi bem-sucedida e deve ser divulgado novo boletim médico.

Parreira está internado, desde o último dia 16, com problemas no pulmão. Nesse sábado (27), ele apresentou uma piora, passando a ter de respirar com ajuda de aparelhos.
Em sua carreira, o técnico se consagrou pela participação vitoriosa no comando da seleção brasileira durante a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos.
Parreira também treinou as seleções dos Emirados Árabes, em 1990, e da Arábia Saudita, em 1998. Teve passagens pela seleção brasileira nos anos 2000, além de treinar times como Corinthians e Fluminense.

Para impulsionar essa cena com mais produtores e artistas locais e estimular ainda mais práticas culturais entre a população, uma nova unidade do Sesc será inaugurada no bairro Caborê, em agosto.
"Paraty é um território muito rico, com diversas comunidades tradicionais, caiçaras, indígenas, quilombolas, e festejos populares muito ativos. Tem todo um conjunto de elementos que tornam a cidade muito especial, e toda a economia gira em torno do turismo cultural e de natureza".
A primeira parte da obra, com 3 mil metros quadrados de área construída, já foi finalizada e será inaugurada no dia 12 de agosto. O espaço é voltado para a formação e produção cultural, com salas para aulas e ensaios de música e dança, e ateliês de artes plásticas e cultura maker (faça você mesmo). Antes que o primeiro tijolo fosse colocado, um diagnóstico foi feito para identificar os principais interesses e necessidades.
"Nós fizemos várias ações de aproximação com os grupos locais, especialmente da juventude, inclusive para apresentar o Sesc para os moradores, porque a gente precisava entender como fortalecer a comunidade", explica Couto.
Por enquanto, estão previstas 28 atividades, como oficinas, capacitações profissionais e exposições. Com a abertura do Caborê, o Sesc espera triplicar os atendimentos feitos na cidade de 20 mil para 60 mil por ano.
Todas as iniciativas são gratuitas, e os trabalhadores do comércio têm prioridade na inscrição. Além disso, 30% das vagas são reservadas a pessoas com renda mensal de até dois salários mínimos.
Antes da inauguração, uma operação teste abriu o local para oficinas de dança, percussão, desenho e coral. Essas atividades eram oferecidas pelo Sesc na unidade Santa Rita, que ocupa um casarão no Centro Histórico da cidade, e foram transferidas para o Caborê.
Quem estreou o espaço foi a turma Vozes da Memória, um coral cênico composto apenas por cantores na terceira idade, como Silvana Basilio, de 71 anos.
"Eu tô vibrando com isso aqui. Até a localização é melhor pra mim, porque não pode entrar carro no Centro Histórico e isso dificulta pra quem tem algum problema de mobilidade, como eu".
Além de apurar as habilidades vocais dos seus integrantes, o coral também trabalha com as lembranças musicais deles. Para Silvana, foi um resgate:
"Eu participei de um coral quando tinha 14 anos de idade na escola. Depois disso, nunca mais. Hoje, eu me sinto realizada. Cantar faz bem pra mente, pra alma..."
Sara Cabral, de 63 anos, também adora as grandes apresentações públicas que o grupo faz no final do ano: "Dá um friozinho na barriga sempre, mas eu adoro desafios. No ano passado, eu interpretei uma drag queen e foi ótimo!"
"Eu entrei no coral depois de ser convidada por uma pessoa que já fazia parte e não vou sair nunca mais. As minhas tardes eram 'cama e sofá'. Depois que eu conheci o grupo, isso acabou. A gente dança, canta, brinca umas com as outras. Todo mundo aqui é amigo, cada um tem seu espaço, e todos têm seu talento", celebra Sara.
Outro destaque da nova unidade é um estúdio completo para gravação de áudio, a primeira estrutura profissional desse tipo de Paraty. O analista de cultura do Sesc, Guilherme Carvalho é o responsável pela programação de música do polo sociocultural.
"Nós temos um potencial enorme não só de ampliar o atendimento às populações de Paraty, mas também aumentar a frequência de artistas do restante do Brasil na cidade. E essa é uma forma de difusão democrática de cultura"
Guilherme lembra que sua formação como músico começou com a participação em um coral do Sesc, ainda jovem, e reforça a importância desses serviços sociais para a formação e o crescimento de muitos profissionais brasileiros.
"Eu vejo nessa estrutura os reflexos de uma pedagogia que, em mim, impactou muito positivamente, porque há um compromisso com o desenvolvimento social e o desenvolvimento humano a partir da cultura", acrescenta.
Mesmo quem não participa das oficinas e projetos vai poder aproveitar o espaço, que terá portas abertas para a comunidade a partir da inauguração. Um imponente jequitibá, árvore símbolo da mata atlântica, ocupa lugar de destaque, no centro de uma agradável praça para encontros e descanso, representando o respeito pela natureza.
Além de ser um destino cultural, Paraty também abriga a maior porção contínua preservada de Mata Atlântica do país, e o conjunto dessas duas riquezas garantiu ao município o título de Patrimônio Mundial da Humanidade.
A nova unidade está sendo construída em meio a uma área verde conservada e ao lado do Perequê-Açu, principal rio da cidade. Por isso, o projeto arquitetônico foi planejado para respeitar e se integrar com a natureza ao redor.
Os visitantes também poderão contemplar um mural de 280 metros que está sendo pintado por artistas locais. Além disso, no dia 13 de setembro, data de aniversário de 80 anos do Sesc, será aberta uma exposição exclusiva, com obras de 30 artistas de Paraty, selecionadas pela curadora do Museu Bispo do Rosário, Carolina Rodrigues. Um dos destaques será uma instalação de uma casa de reza do povo Guarani.
O projeto do Sesc Caborê inclui ainda uma segunda etapa de obras, com previsão de entrega para 2029. Este será o espaço para eventos da unidade, com um grande anfiteatro e outras instalações intercaladas com área verde.
"Esse equipamento oportuniza encontros que até hoje ainda não aconteceram e que a gente espera que aconteçam a partir de agora. Essa integração é um norte pra gente de muitas formas, não só com a natureza e com comunidade, mas com a produção cultural brasileira", resume o gerente Antonio Couto.
*A equipe viajou a Paraty para conhecer a nova unidade a convite do Sesc Nacional.

Também no mês de maio, os gastos foram recordes, da ordem de R$ 4,08 bilhões, mostrando aumento de 19% sobre o valor registrado no mesmo mês de 2025 (R$ 3,42 bilhões). Os dados foram analisados pelo ministério e divulgados pelo Banco Central.
No acumulado janeiro-maio deste ano, o Brasil recebeu quase 5 milhões de turistas internacionais, mantendo o nível do mesmo período de 2025.
Os dados apontam ainda para alta de turistas chineses em maio de 2026. Foram 15.380 visitantes da China desembarcando no país, expansão de 75% em relação a igual mês de 2025, quando o Brasil recebeu 8.767 chineses. Desde o dia 11 de maio, os chineses estão isentos de visto para entrar no Brasil em viagens de turismo ou negócio. A medida é válida até 31 de dezembro
No acumulado janeiro-maio, 55.260 visitantes da China vieram para o país, número 43% maior em comparação com o mesmo período do ano passado, quando 38.607 chegaram ao Brasil.
Na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, o crescimento do número de turistas estrangeiros e de gastos no Brasil é uma boa notícia para os bares, restaurantes e toda a cadeia do turismo, tanto nas cidades de negócios como nas cidades mais turísticas.
“O Ministério do Turismo e a Embratur vêm trabalhando muito bem tanto que, no ano passado, o Brasil já teve um movimento recorde de turistas estrangeiros”.
Solmucci informou que as vendas do setor de alimentação fora do lar, em maio deste ano, cresceram 4,6% em relação ao mesmo mês do ano passado “e o turismo, tanto o doméstico quanto o internacional, contribuiu sem dúvida para este resultado positivo".

A Inglaterra bateu o Panamá por 2 a 0, com gols de Jude Belligham e Harry Kane no segundo tempo do terceiro e último jogo da fase de grupos no no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos). Os Três Leões – apelido da seleção britânica - se classificaram à segunda fase (mata-mata) do Mundial na liderança do Grupo L com sete pontos. O Panamá deu adeus ao Mundial.
Colômbia e Portugal avançaram em primeiro e segundo lugares na chave. As equipes travaram um embate acirrado durante os 90 minutos, em duelo disputado em Miami, que terminou empatado sem gols. Líder da chave, com sete pontos, a Colômbia enfrentará Gana no mata-mata. Já Portugal, vice-líder com cinco pontos, medirá forças contra a Croácia.
Estreante em Copas do Mundo, a República Democrática do Congo arrancou a classificação à segunda fase da Copa do Mundo na noite deste sábado (27) com vitória de virada emocionante sobre o Uzbequistão, por 3 a 1, em Atlanta (Estados Unidos), pelo Grupo K. Atrás no placar durante todo o primeiro tempo – Shomurodoy marcou aos nove minutos para os uzbeques -, a seleção congolesa arrematou a vaga no mata-mata com dois gols de Wissa (ao 22 minutos e aos 45) e Mayele, aos 32 da etapa final.
Áustria e Argélia foram as duas últimas seleções a se classificarem para o mata-mata da Copa do Mundo, após empatarem em 3 x 3 em Kansas City no sábado, em um resultado que eliminou o Irã do torneio.
A Argentina venceu a Jordânia por 3 a 1. Lionel Messi tornou-se o primeiro jogador a marcar gols em sete partidas consecutivas. A Argentina enfrentará Cabo Verde em Miami na sexta-feira, após ter vencido todas as partidas da fase de grupos.

A celebração nesse dia faz referência a uma revolta ocorrida em 1969, na cidade de Nova York. Na ocasião, frequentadores do Stonewall Inn, um dos bares gays populares de Manhattan, reagiram a uma operação policial violenta, prática habitual do período. A resistência virou um marco do movimento LGBTQIA+ por direitos nos Estados Unidos (EUA) e passou a ser comemorada em muitos outros países, incluindo o Brasil.
Para o coordenador do Observatório Brasileiro LGBTI+, Ciro Henrique Santos, a data representa uma vitória.
“Chegamos até aqui, né? Mesmo dentro de um sistema em que a nossa vida é impossível, em que a todo momento eles querem negar a nossa existência, a gente continua resistindo”, diz.
Segundo relatório divulgado este ano pelo Observatório, apenas entre janeiro e março de 2026, o país registrou 50 mortes por LGBTfobia.
“Muito se fala dos torturados e mortos da ditadura, mas a gente também precisa pensar e lutar pelos torturados e mortos da nossa democracia. A população LGBT continua sendo violentada por ser quem se é dentro de um Estado Democrático de Direito”, diz Santos.
“Ao mesmo tempo que a todo momento eles querem nos matar, a gente propõe a mudança e a transformação através da vida, através da alegria, através de movimento. E eu acho que é isso que esse dia 28 traz para a gente”.
Em ano eleitoral, a presidente da Aliança Nacional LGBTI+, Rafaelly Wiest, reforça a necessidade de um voto consciente em pessoas que defendam os direitos LGBTs. Isso vale para cargos executivos, como a Presidência da República e governos estaduais, mas sobretudo para Câmara Federal, Senado e Assembleias Legislativas, que escolherão novos membros neste ano.
Segundo ela, existe uma lacuna nos legislativos do país em relação aos direitos LGBTs. Prova disso é que a maior parte dos direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans, intersexo e mais foi garantida por decisões judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF).
“A gente tem ainda um legislativo muito parado para nossas causas. Ele não legisla em favor da nossa comunidade, muito menos pacifica decisões importantes da Suprema Corte” diz.
Direitos como o casamento civil entre pessoas do mesmo gênero e a criminalização da LGBTfobia, ou seja, as atitudes de preconceito e ódio contra pessoas LGBTQIA+, foram garantidos por decisões do Supremo.
“A gente não vai voltar atrás, a gente não quer perder direitos e não vai aceitar nenhum retrocesso”, enfatiza Wiest.
“Não é tolerável, não é admissível que a gente ainda sofra por LGBTfobia, sofra por discriminação, não consiga utilizar banheiro, espaço público, não consiga estar dentro de escola, direitos fundamentais que estão garantidos na Constituição Federal”.

A celebração nesse dia faz referência a uma revolta ocorrida em 1969, na cidade de Nova York. Na ocasião, frequentadores do Stonewall Inn, um dos bares gays populares de Manhattan, reagiram a uma operação policial violenta, prática habitual do período. A resistência virou um marco do movimento LGBTQIA+ por direitos nos Estados Unidos (EUA) e passou a ser comemorada em muitos outros países, incluindo o Brasil.
Para o coordenador do Observatório Brasileiro LGBTI+, Ciro Henrique Santos, a data representa uma vitória.
“Chegamos até aqui, né? Mesmo dentro de um sistema em que a nossa vida é impossível, em que a todo momento eles querem negar a nossa existência, a gente continua resistindo”, diz.
Segundo relatório divulgado este ano pelo Observatório, apenas entre janeiro e março de 2026, o país registrou 50 mortes por LGBTfobia.
“Muito se fala dos torturados e mortos da ditadura, mas a gente também precisa pensar e lutar pelos torturados e mortos da nossa democracia. A população LGBT continua sendo violentada por ser quem se é dentro de um Estado Democrático de Direito”, diz Santos.
“Ao mesmo tempo que a todo momento eles querem nos matar, a gente propõe a mudança e a transformação através da vida, através da alegria, através de movimento. E eu acho que é isso que esse dia 28 traz para a gente”.
Em ano eleitoral, a presidente da Aliança Nacional LGBTI+, Rafaelly Wiest, reforça a necessidade de um voto consciente em pessoas que defendam os direitos LGBTs. Isso vale para cargos executivos, como a Presidência da República e governos estaduais, mas sobretudo para Câmara Federal, Senado e Assembleias Legislativas, que escolherão novos membros neste ano.
Segundo ela, existe uma lacuna nos legislativos do país em relação aos direitos LGBTs. Prova disso é que a maior parte dos direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans, intersexo e mais foi garantida por decisões judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF).
“A gente tem ainda um legislativo muito parado para nossas causas. Ele não legisla em favor da nossa comunidade, muito menos pacifica decisões importantes da Suprema Corte” diz.
Direitos como o casamento civil entre pessoas do mesmo gênero e a criminalização da LGBTfobia, ou seja, as atitudes de preconceito e ódio contra pessoas LGBTQIA+, foram garantidos por decisões do Supremo.
“A gente não vai voltar atrás, a gente não quer perder direitos e não vai aceitar nenhum retrocesso”, enfatiza Wiest.
“Não é tolerável, não é admissível que a gente ainda sofra por LGBTfobia, sofra por discriminação, não consiga utilizar banheiro, espaço público, não consiga estar dentro de escola, direitos fundamentais que estão garantidos na Constituição Federal”.

A plataforma foi elaborada a partir de pesquisas e análises elaboradas nos últimos anos pelo Ipea, sobre desigualdade racial e racismo, um repositório de mais de 500 publicações.
“É no cotidiano das interações das pessoas com os serviços públicos, que essas desigualdades podem ser mitigadas ou reforçadas”, assinala Roberto Pires, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, doutor em Políticas Públicas e coordenador da plataforma desenvolvida em parceria com o Ministério da Igualdade Racial.
Segundo Pires, a Inclua deve ser utilizada por gestores públicos para identificar situações que possam perpetuar discriminação racial. O recurso, diz o coordenador, “oferece alguns materiais que inspiram ações para aprimorar a equidade, o acesso e a inclusão.
A Inclua foi criada em 2022. A nova versão acrescenta a aba Temáticas, que reúne instrumentos de diagnóstico de riscos de exclusão racial em políticas e serviços públicos.
Também foi incorporado um assistente de inteligência artificial que auxilia a elaboração de planos de ação, e a Coleção Gestão Pública Antirracista, composta por materiais de apoio destinados a gestores e equipes da administração pública.
Toda a administração pública direta ou indireta, seja federal, estadual ou municipal; os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nos três níveis da Federação, e até empresas que prestam serviço para o Estado podem utilizar a plataforma no portal do Ipea.
A Inclua dispõe de tutorial que orienta o uso.
Conforme Roberto Pires, “a Inclua é voltada para estimular o uso autônomo de suas ferramentas.”
O coordenador disse que a plataforma Inclua “é dinâmica” e “continuará sendo aperfeiçoada”, inclusive com as contribuições dos usuários, que podem enviar seus comentários para o e-mail da Inclua.

A um público formado majoritariamente por estudantes de ensino médio de Brasília (DF), a aula, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), marcou a abertura do Fest Drag 2026, que tem programação durante o final de semana. Domingo (28) é Dia do Orgulho LGBT.
“O capitalismo de plataforma remonta ao primeiro momento de acumulação do capital. Esses trabalhadores não têm mais jornada ou local de trabalho”, lamentou.
Ela avaliou que os trabalhadores de aplicativo experimentam uma realidade similar ao feudalismo.
“Eles estão pagando para usar as ferramentas que vão usar para trabalhar, inclusive a internet. Eles estão pagando para trabalhar”. Haveria assim uma nova classe de trabalhadores sem perspectivas.
Rita von Hunty alertou também que as redes sociais proporcionam espaços reduzidos de discussão ou reflexão. Por isso, teria diminuído também a capacidade de escutas e discussões adequadas. Para ela, tem sido cultivado mais o ódio do que a conversa.
“Ou você curte ou você bloqueia. São os sentimentos antidemocráticos. Não há possibilidade de espaço democrático sem a possibilidade de escuta atenta, leitura aprofundada e dissenso”, afirmou. Ela ponderou que consensos praticamente não existem na democracia porque deveria haver pressupostos de pluralidades e dissensos.
Ela disse ao público que a rede social é uma empresa com visão de lucro. “Todas as redes sociais já sabem que a forma mais cabal de dar lucro é produzindo afetos irracionais. Quem viraliza com mais facilidade na rede? Afetos irracionais”.
Além do trabalho, Rita citou que a era da comunicação das plataformas fez crescer discussões desprovidas de conteúdos políticos. Os usuários das redes teriam erguido inimigos imaginários em guerra.
“A gente só vai conseguir sair dessa mais ou menos ileso se a gente voltar a sustentar entre nós os espaços que fomentam debate, aprofundamento, dissenso, conversa e garantias de direitos para as minorias”, disse.
Para ela, há uma experiência de condução ao isolamento. “Nós precisamos recusar a resposta fácil, insistir no pensamento crítico. Recusar a sensibilidade imediata e investir nas formas mais perenes de afeto”.
Em entrevista à Agência Brasil, Rita von Hunt defendeu o engajamento dos jovens para a defesa da democracia. No entanto, ela chama a atenção para o fato de que há fenômenos de violência na juventude, inclusive contra a mulher. “A gente está vendo, por exemplo, uma crescente violência masculina nas gerações mais novas”.
Por outro lado, ela explica que há esperança em manifestações relacionadas à conscientização sobre os danos da inteligência artificial e das mudanças climáticas.
Outra preocupação manifestada na entrevista é relacionada ao avanço das bets, os sites de apostas esportivas. “Não há nenhum motivo para que as bets operem nesse país da forma que operam”. Para ela, as bets estão atuando para a dilapidação do patrimônio das pessoas e do poder de compra das classes mais baixas.
Nesse cenário atual, ela entende que falar em democracia no Brasil é “otimismo”. “Estado Democrático de Direito em um país que tem genocídio de população preta não é possível”.
Rita disse que é preciso combater todas as formas de opressão, como as visões machistas, misóginas, capacitistas e LGBTfóbicas. “Eu faço isso como drag, entre drags, entre não drags. Hoje a gente fez um evento com estudantes do ensino médio. É a minha semente de vida. O que eu almejo deixar de legado é o combate a esses discursos de destruição”.
O evento, realizado pelo Distrito Drag, continua no CCBB Brasília neste final de semana de forma gratuita. Estão previstas apresentações de artistas como Sandra Sá, Majur e Lorena Simpson.
Confira a programação no site do evento.
A programação ainda conta, na programação, com performances de artistas como Dacota Monteiro e Las Bibas. A classificação indicativa é livre é livre.
Rita von Hunty é a apresentadora da série Como Nascem os Heróis, exibida pela TV Brasil. Composta por 10 episódios, a série investiga a construção histórica e simbólica dos personagens inscritos no Livro de Aço de Heróis e Heroínas da Pátria, no Panteão da Pátria, em Brasília (DF). A produção propõe um diálogo crítico sobre as biografias de figuras como Zumbi dos Palmares, Anita Garibaldi e Getúlio Vargas, utilizando uma linguagem ágil que mescla reflexão histórica, humor e ironia.

Morto em 1972 pela ditadura militar brasileira e enterrado como indigente na vala clandestina do Cemitério Dom Bosco, em Perus, na capital paulista, os restos mortos de Grenaldo de Jesus da Silva, pai de Grenaldo Mesut, foram finalmente sepultados na manhã desta sexta-feira (26), em São Paulo, enquanto o público presente entoava a canção Pra Não Dizer que Não Falei das Flores, de Geraldo Vandré.
E para que o país não se esqueça das vítimas da ditadura, uma imensa placa foi colocada na sepultura com uma foto de Grenaldo e um texto informando quem foi ele e a data em que foi morto, seguido pela mensagem de seu filho: “Podia ser diferente, não é, meu pai?”.
A cerimônia de sepultamento é resultado dos trabalhos da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (Cemdp), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), pela Comissão de Familiares de Pessoas Mortas e Desaparecidas Políticas de São Paulo, pela Concessionária Cortel e pelo Centro de Arqueologia e Antropologia Forense da Universidade Federal de São Paulo (Caaf/Unifesp).
Antes do sepultamento, o filho de Grenaldo - que carrega seu mesmo nome - fez uma emocionante homenagem ao pai, que ele pouco pôde conhecer.
“Para mim é uma felicidade muito grande, é uma mistura de emoções, mas eu estou muito feliz”, disse Grenaldo ao lado da filha e da esposa.
“E que essa felicidade possa também ser passada aos outros que estão ainda na luta buscando os seus entes queridos e seus familiares. E que um dia eles possam ter a mesma felicidade que eu estou tendo, de poder dar um lugar digno para o meu pai, que foi um herói dessa nação”, completou.
Emocionado, Grenaldo não conseguiu ler a mensagem que havia escrito junto da filha para o momento. E que acabou sendo lida por sua filha.
“Hoje eu me despeço de alguém que nunca pôde realmente fazer parte da minha vida. Existem dores que nascem da convivência e outras que nascem da ausência. A sua ausência atravessou décadas, gerações e histórias que nunca puderam ser vividas e mesmo assim, senti falta de todos esses momentos que nunca tive”, escreveu.
“Perder alguém que nunca as teve parece impossível de se explicar. É sentir falta de conversas que não aconteceram, de abraços que não vieram e de memórias que não puderam ser construídas. Ainda assim, sua existência permaneceu viva na espera, na busca e na esperança de que um dia eu o encontraria”, prosseguiu na mensagem.
“Mesmo que não fosse da maneira que eu imaginei. Hoje dou um lugar à memória, ao luto que ficou suspenso e a história que insistiu em permanecer. Que esta despedida traga a possibilidade do descanso que eu não pude ter durante todos esses anos e que o senhor, meu pai, possa finalmente encontrar esse descanso e, desta vez, de uma forma digna, honrada e justa, assim como imagino que o senhor tenha sido em vida”, concluiu.
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, acompanhou o sepultamento. “[Este momento] tem um profundo significado para a história do Brasil” e “significa um grande avanço para o Estado brasileiro”, disse.
“A gente quer garantir não só o direito à memória, mas à verdade, à reparação e à justiça. Esse sepultamento para a gente tem um simbolismo muito grande, principalmente por ser realizado no dia de hoje, que é o Dia Internacional de Apoio às Vítimas da Tortura. Isso mostra o compromisso do nosso governo em não aceitar que a tortura seja uma prática possível dentro do nosso país em nenhum outro momento”, disse a ministra à reportagem.
Janine Mello disse que o governo federal pretende continuar investindo recursos nos trabalhos de identificação dos mortos pela ditadura militar, que permitiu que Grenaldo pudesse ser enfim sepultado.
“A gente ainda tem um longo caminho pela frente. A gente já conseguiu alguns avanços importantes aqui em relação à alteração das certidões de óbito. A gente tem tido também avanço na identificação de vítimas da ditadura. Hoje a gente avança do ponto de vista simbólico com esse sepultamento, mas temos um plano de ação pela frente que vai nos demandar muito trabalho e muito esforço, mas que estamos muito comprometidos a fazer”, afirmou.
Para a procuradora da República Eugênia Augusta Gonzaga, presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, a cerimônia ajuda a devolver alguma dignidade para as famílias que foram vítimas das violências provocadas pela ditadura militar brasileira.
“Isso devolve a dignidade para esses corpos que foram escondidos e que ficaram aqui no meio da lama, e também devolve para as famílias a esperança de um dia poder fazer esse sepultamento”, disse.
“Esse é um momento de valor imensurável para a família dele e, de certo modo, para todas as famílias, porque a luta de um é a luta de todos”, afirmou.
Em entrevista à Agência Brasil, o professor da Unifesp e coordenador do Centro de Antropologia e Arqueologia Forense, Edson Teles, reconheceu a importância da identificação das ossadas encontradas na vala clandestina que existia no Cemitério Dom Bosco para a construção da memória do país.
“Quando a gente entrega para a família os restos mortais de um desaparecido, a gente também faz uma grande reparação histórica ao país e aos movimentos de direitos humanos. Conhecer essa história é entender a fundo a estrutura de violência de Estado que a gente vive de forma cotidiana no país”, disse.
Segundo Ricardo Polito, diretor executivo do grupo Cortel, o sepultamento de Grenaldo representou não “só o encerramento de uma busca, mas também um símbolo da força, da memória, da verdade e da dignidade humana”.
“Quando fui procurado para que pudéssemos viabilizar esse sepultamento, entendi imediatamente que não se tratava de um serviço comum. Tratava-se de uma família que aguardava há mais de cinco décadas por um momento como este. Tratava-se da oportunidade de devolver dignidade, memória e respeito a uma história que jamais poderia ser esquecida”, explicou Polito.
Para a escritora, ex-presa política e atualmente integrante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos Amelinha Teles, o sepultamento de Grenaldo é um “reconhecimento de que essa luta [dos familiares] vale a pena”.
“A luta dos familiares contribuiu para a gente construir a verdade, a memória e a justiça”, disse.
“Esse é um momento de vitória, de agradecimento e de mostrar que a necessidade dessa luta continua. O Grenaldo hoje teve a felicidade de poder enterrar o seu pai. Mas muitos ainda não tiveram essa oportunidade. A pergunta ‘onde estão os desaparecidos políticos?’ continua no ar e nós precisamos dar uma resposta para isso”, acrescentou.
Grenaldo foi militar da Marinha brasileira, nascido em São Luís, no Maranhão. Ele foi preso em 1964 e expulso da Força enquanto reivindicava melhores condições de trabalho. Chegou a fugir da prisão e viver na clandestinidade, mas foi morto em 30 de maio de 1972 ao tentar capturar uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Na época, a imprensa chegou a divulgar que ele teria se suicidado, seguindo a versão informada pela ditadura. No entanto, o Comitê Brasileiro pela Anistia, os movimentos de familiares de mortos e desaparecidos políticos e ex-presos políticos não aceitaram essa versão oficial e seu caso acabou sendo incluído entre as vítimas de repressão.
As circunstâncias da sua morte permaneceram obscuras até que uma reportagem da jornalista Eliane Brum, publicada em 2003, contou que ele havia sido morto por agentes do Estado com dois tiros, um na nuca e outro no peito.
Documentos do Instituto Médico Legal (IML) registraram que Grenaldo teria sido sepultado em 1º de junho de 1972 no Cemitério Dom Bosco como indigente, e constava como desaparecido até ter seus remanescentes ósseos identificados pela equipe do Projeto Perus, em abril do ano passado.
A vala clandestina de Perus foi descoberta pelo jornalista Caco Barcellos, em 1990, quando investigava homicídios praticados por policiais militares.
Analisando laudos periciais em uma sala do IML, em particular nos processos de 1971 a 1973, referentes a encaminhamentos de mortos feitos pelo Departamento de Ordem Política e Social (Dops), o jornalista notou que havia a letra “T” escrita com lápis vermelho em alguns documentos. Ele então perguntou aos funcionários do IML o significado daquela marcação e descobriu que a letra T se referia a “terrorista”.
Barcellos comunicou à gestão da então prefeita de São Paulo Luiza Erundina sobre a existência dessa vala, que determinou o início das escavações. No local, foram encontradas 1.049 ossadas sem identificação de vítimas de esquadrões da morte, indigentes e presos políticos.
Assim que a vala foi descoberta, a prefeitura assinou um convênio com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para a identificação das ossadas. Também houve encaminhamento para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O trabalho foi interrompido pouco tempo depois e, em 2002, as ossadas foram levadas para o Cemitério do Araçá, na capital paulista, sob responsabilidade da Universidade de São Paulo (USP).
A demora para conclusão do trabalho de identificação foi questionada em uma ação civil pública de 2009, do Ministério Público Federal.
Em 2014, uma parceria da Secretaria Especial de Direitos Humanos, hoje Ministério dos Direitos Humanos, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) permitiu a retomada do trabalho de identificação dos restos mortais resgatados da vala clandestina do Cemitério de Perus. Mas poucas ossadas foram identificadas até hoje.
Em 2024, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania assinou um novo acordo de Cooperação Técnica junto à Unifesp e à Secretaria Municipal de Direitos Humanos e da Cidadania de São Paulo para financiar a contratação da equipe pericial e a retomada dos trabalhos.
Em março do ano passado, a então ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania Macaé Evaristo reconheceu publicamente a falha do Estado brasileiro na guarda e na identificação dos remanescentes ósseos da Vala Clandestina de Perus.
“O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em nome do Estado brasileiro, pede desculpas aos familiares dos desaparecidos políticos durante a ditadura militar brasileira, iniciada em 1964, e à sociedade brasileira pela negligência, entre 1990 e 2014, na condução dos trabalhos de identificação das ossadas, encontradas na vala clandestina de Perus, localizada no Cemitério Dom Bosco em São Paulo”, disse a ministra, na ocasião, a familiares das vítimas.
Até então, apenas seis restos mortais, das 42 pessoas que provavelmente foram assassinadas durante a ditadura militar e sepultadas na vala de Perus, haviam sido identificados: Denis Casemiro, identificado em 1991, e depois confirmado em 2025; Frederico Eduardo Mayr (1992); Flávio Carvalho Molina (2005); Dimas Antônio Casemiro (2018), Aluísio Palhano Pedreira Ferreira (2018) e Grenaldo de Jesus Silva (2025).

O caso ocorreu em 12 de novembro do ano passado, quando quatro policiais militares entraram na unidade portando armas, uma delas um fuzil, depois de terem recebido a ligação do pai da menina. Os policiais permaneceram na escola por mais de uma hora.
A secretaria ressaltou que a PM recebe treinamento para atuar em ocorrências de intolerância religiosa e desinteligência.
Soldado da PM, o pai da criança de 4 anos alegou que a unidade estaria obrigando a filha a ter “aula de religião africana”. No dia anterior (11), o pai da criança já havia ido à escola demonstrar sua insatisfação em relação à aula e teria se portado de maneira inadequada, retirando do mural o desenho de Iansã que a filha havia feito.
Na época, a diretora Aline Aparecida Nogueira informou por meio de nota, que a escola “não trabalha com doutrina religiosa" e que o "trabalho centrado a partir do currículo antirracista”. Ela disse ainda ter sido “coagida e interpelada pela equipe por aproximadamente 20 minutos”.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Para a diretora-executiva do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cempec), Beatriz Cortez, que vem acompanhando o caso desde início, o episódio revela pelo menos três camadas críticas de análise que expõem o desconhecimento sobre o papel da escola e a legislação vigente. A primeira questão central envolve a legitimidade da presença da PM dentro do ambiente escolar.
Segundo Beatriz, a corporação tem o dever de entrar nas escolas para garantir e proteger a integridade física de alunos, professores, pais ou funcionários. No entanto, o uso da força policial para intervir em discussões pedagógicas é inadequado.
“Pode entrar como cidadão, como munícipe, como pai de aluno para discutir o currículo, mas a Polícia Militar armada, em horário de serviço, entrar na escola para discutir o currículo não está adequado e não deveria acontecer”, afirmou.
Beatriz destacou que a conduta da direção da escola estava respaldada pela legislação nacional, e que o currículo escolar não é definido de forma isolada por diretores ou professores, mas sim por diretrizes legais, como as leis 10.639 de 2003 e 11.645 de 2008.
“Mostrar a cultura africana, indígena, trazer as referências que estão no nosso cotidiano dessas culturas faz parte da lei de diretrizes e bases da educação nacional”, explicou.
Ao analisar o vídeo divulgado amplamente na época, Beatriz percebe um equívoco na interpretação do que constitui o ensino religioso em oposição ao estudo cultural de um povo.
No registro, o policial militar acusa a instituição de promover o ensino de uma religião de matriz africana. A atividade que gerou o incômodo consistiu na leitura de um livro que trazia informações sobre os orixás, seguida de uma proposta para que os alunos fizessem um desenho a partir da leitura.
“A religião é parte indissociável da cultura, da arte e do cotidiano das sociedades, e estudá-la não se confunde com a prática de catequização ou ensino religioso, explica.
Beatriz exemplifica que as escolas frequentemente estudam o nazismo e as diferenças entre as culturas anglo-saxã e latina (cristã) sem que isso seja visto como doutrinação.
"Ninguém vai dizer que você está dando aula de ensino religioso se na época do Natal tem uma árvore de Natal na escola. Nós normalizamos a referência à cultura cristã e não normalizamos a referência a outras religiões”, ponderou.
O advogado e especialista em direito público, Paulo Peixoto, disse que a abordagem realizada pela Polícia Militar foi além daquilo que é permitido e que não havia uma situação de emergência ou flagrante de crime que justificasse a presença policial.
“A polícia não tem qualquer direito de interferência sobre as questões pedagógicas de uma escola. Rege aqui o princípio da própria autonomia das escolas, da liberdade de cátedra dos professores, de poder ministrar os temas que estão previstos em lei”, afirmou.
Peixoto destacou que o tema em questão não configura prática criminosa e trata-se de um conteúdo obrigatório e se houver discordância por parte dos pais, o assunto deve ser levado à diretoria e discutido estritamente dentro do âmbito escolar, e não por meio de acionamento policial.
Em caso de abordagem policial indevida na escola, ele orienta a direção a conversar com os policiais para entender exatamente qual é o motivo da abordagem e registrar todo o ocorrido.
“Se possível, deve-se documentar a ação por meio de vídeos e imagens, especialmente se houver qualquer conduta abusiva ou intimidadora por parte dos agentes. A conduta deve ser levada à Corregedoria ou à Ouvidoria da Polícia Militar para que sejam adotadas as providências cabíveis e o caso deve ser relatado à Secretaria da Educação. Além disso, acionar o Ministério Público”, explicou o advogado.
No Angelus dominical, Leão XIV agradeceu aos peregrinos que, numerosos, compareceram à Praça São Pedro não obstante o calor. Muitos se refugiaram
...No Angelus dominical, Leão XIV agradeceu aos peregrinos que, numerosos, compareceram à Praça São Pedro não obstante o calor. Muitos se refugiaram sob a colunata de Bernini para se reparar do sol e da onda de calor que atinge toda a Europa. Comentando o Evangelho do dia, o Pontífice indicou três atitudes: desapego, perda e acolhimento.
Mais uma vez, Leão XIV expressou seu pesar pelas vítimas e consequências do terremoto. Na Venezuela, a Igreja está na linha de frente para as
...Mais uma vez, Leão XIV expressou seu pesar pelas vítimas e consequências do terremoto. Na Venezuela, a Igreja está na linha de frente para as ajudas. "Como Cáritas e como Igreja Católica, estamos tentando ajudar a todos o máximo possível", afirma dom José Luis Azuaje Ayala.
Um dos maiores escritores da Europa Oriental concedeu uma entrevista à mídia vaticana após o encontro do Papa Leão XIV, por ocasião do centenário
...Um dos maiores escritores da Europa Oriental concedeu uma entrevista à mídia vaticana após o encontro do Papa Leão XIV, por ocasião do centenário da Livraria Editora Vaticana. A partir das palavras do Pontífice, o intelectual refletiu sobre temas como a verdade, a humanidade e a beleza.

Já para as residências que exigem pré-requisito, como ano adicional de estudo e área de atuação para a residência em área profissional da saúde (multiprofissional e uniprofissional), as inscrições podem ser efetuadas até 15 de julho.
O processo seletivo unificado tem o objetivo de democratizar o acesso à residência médica e otimizar a ocupação dessas vagas no país.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
O valor da taxa de inscrição será de R$ 330 para todas as especialidades de acesso direto da residência médica.
Para os demais programas de residência na área profissional da saúde, a taxa de inscrição foi fixada em R$ 220.
O boleto deve ser pago até 6 de julho. A Rede HU Brasil, antiga Ebserh, coordenadora do Enare, informa que as inscrições somente serão efetivadas após a comprovação de pagamento da taxa de inscrição.
Em 2025, este certame registrou mais de 138 mil inscritos e a oferta de mais de 12 mil vagas para residência médica distribuídas em 225 instituições participantes, entre hospitais, fundações universitárias e institutos.
O candidato pode consultar o mapa de vagas ofertadas por Unidade da Federaçã.
De abrangência nacional, o Enare terá as provas aplicadas em 60 cidades brasileiras, em 13 de setembro.
A etapa correspondente à prova objetiva será composta exclusivamente pela nota final obtida pelo candidato na prova do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), conforme a Teoria de Resposta ao Item (TRI), conforme definido pelo Inep.
Desde a edição de 2025, o Enare conta com integração ao Enamed, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em parceria com a Rede HU Brasil.
Pela parceria, o resultado do Enamed poderá ser usado no Enare para as especialidades médicas de acesso direto. O Enamed é obrigatório para concluintes do curso de medicina.
Os médicos formados em anos anteriores também podem se inscrever no Enamed, caso tenham interesse em usar o resultado no Enare.
As inscrições do Enamed 2026 estão abertas exclusivamente no Sistema Enamed.
Notas obtidas em edições anteriores do Enamed podem ser aproveitadas desde que o candidato tenha alcançado nível de desempenho classificado como proficiente.
Os editais de seleção para ingresso em Programas de Residência Médica e de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde podem ser acessados na página oficial do Enare.
Os documentos detalham todas as normas para participação no certame, incluindo orientações sobre inscrição, etapas de avaliação, critérios de classificação, documentação exigida, prazos e demais procedimentos necessários.
Para esclarecer dúvidas sobre editais, inscrições, locais de prova ou andamento do processo seletivo Enare, a FGV disponibiliza canais oficiais de suporte técnico e de atendimento ao candidato.
Os participantes podem acionar o serviço para resolver pendências ou obter orientações no site, por e-mail ([email protected] ) ou telefone 0800-591-3078.
A ligação é gratuita. O atendimento ao público é feito de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 18h (no horário de Brasília).

Desse total, R$ 460,66 milhões correspondem ao Desenrola Famílias, R$ 2 bilhões ao Desenrola Empresas e mais de R$ 3 bilhões ao Desenrola Fies. No Desenrola Rural, já foram renegociados cerca de R$ 3,5 milhões.
O programa contempla contratos firmados até 31 de janeiro de 2026 que apresentem atrasos entre 91 e 720 dias.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os índices de endividamento e inadimplência têm avançado em 2026.
O último relatório da CNC aponta que, em maio, 81,6% das famílias estavam endividadas, um aumento de 0,7% em relação ao mês anterior e 3,4% sob maio de 2025.
Já o nível de inadimplência, ou seja, famílias com dívidas em atraso, também representou um leve crescimento de 0,2% no mês, ao variar para 29,9%. Em relação ao ano passado, houve aumento de 0,4%.
As projeções da CNC para os meses de junho e adiante apontam continuação da elevação do endividamento, acompanhada de ligeiro crescimento das contas em atraso.
Apesar disso, com o Desenrola 2.0, lançado em maio deste ano, a confederação aumentou as expectativas sobre o endividamento e a inadimplência dos brasileiros. Para a CNC, o programa federal traz a expectativa de repetir a desaceleração de indicadores, observada na primeira versão do programa, em 2023.

O resultado do recurso da solicitação de atendimento especializado deverá ser consultado no endereço eletrônico da Página do Participante do exame no Portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Se o documento, a declaração ou o parecer que motivou a solicitação de tempo adicional for aceito, o participante terá direito ao tempo adicional de 60 minutos em cada um dos dois dias do exame, desde que tenha sido solicitado no ato de inscrição.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Os candidatos que tiverem a solicitação negada poderão entrar com recurso administrativo a partir desta segunda-feira (29) até a próxima sexta-feira, 3 de julho.
Para solicitar nova análise quanto aos atendimentos especializados, é necessário enviar documentação que comprove a condição alegada.
O participante deverá prestar informações exatas e verdadeiras no sistema de inscrição quanto à condição que motiva a solicitação de atendimento especializado e/ou de recurso de acessibilidade, sob pena de responder por crime contra a fé pública e de ser eliminado do exame a qualquer tempo.
O Inep tem o direito de exigir, a qualquer momento, documentos que atestem a condição que motiva a solicitação de atendimento especializado.
De acordo com o edital, o Inep ampliou as condições de atendimento especializado no Enem 2026. Pelas novas regras, uma pessoa diagnosticada com histórico de crise de ansiedade ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), por exemplo, poderá contar com um acompanhante.
A solicitação feita no momento da inscrição é voltada a pessoas com deficiências ( física, visual, auditiva e intelectual), transtornos e que realizam acompanhamentos específicos de saúde. Inclui também condições como a de gestantes, lactantes e diabéticos, além de pessoas idosas e estudantes em classe hospitalar, entre outras necessidades.
Após o período de inscrição, se o participante necessitar de recurso de acessibilidade não previsto no edital ou de atendimento especializado devido, por exemplo, a acidentes ou casos de força maior, deverá solicitá-lo por meio da plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação do poder Executivo federal, o Fala.BR, com o envio de documento que comprove a situação declarada, até dez dias antes da aplicação do exame.
Em 2026, as provas do Enem serão aplicadas em dois de domingos de novembro, dias 8 e 15, nas 27 unidades da federação.
Confira as próximas etapas do Enem 2026, definidas pelo Inep, a seguir:
· resposta à solicitação de atendimento especializado: 26 de junho;
· recurso à negativa de atendimento especializado: de 29 de junho a 3 de julho;
· resultado do recurso: 10 de julho;
· aplicação das provas: 8 e 15 de novembro.
· resultado das provas do Enem: janeiro de 2027
O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições de ensino de Portugal que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior portuguesas.
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Na edição deste ano, os concluintes da educação básica na rede pública tiveram a inscrição pré-preenchida no sistema. Os participantes tiveram apenas que confirmar sua participação e complementar informações como: o município onde deseja realizar as provas, a língua estrangeira escolhida e a necessidade de recursos de acessibilidade, quando necessário.
Pela primeira vez, em 2026, o Enem também será adotado como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, o que amplia seu papel no acompanhamento das políticas educacionais.

Os novos dados divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Ministério da Educação (MEC) fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O levantamento anual permite calcular as taxas de rendimento escolar no país.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, comemora o fato de mais estudantes permanecem na escola, avançarem de série e concluírem os estudos no tempo adequado.
“O cenário reflete uma combinação de políticas públicas voltadas à permanência, à aprendizagem e ao aprimoramento das condições de oferta da educação básica. Observamos, ainda, melhoria simultânea nos indicadores de abandono, repetência e atraso escolar no Brasil.”
Os dados também indicam que mais estudantes têm conseguido permanecer no ensino médio. Entre 2022 e 2025, a taxa de não retorno ao ensino médio caiu 28%, o que significa que mais jovens permaneceram em sala de aula de um ano letivo para outro.
O presidente do Inep, Manuel Palacios, estima que se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em 2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio. “Um número muito grande de jovens, que poderia estar fora da escola, seguiu estudando.”
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Entre as iniciativas que contribuíram para a melhoria do ensino médio na rede pública está o programa Pé-de-Meia, diz o MEC. A chamada Poupança do ensino médio já beneficiou 7,2 milhões de estudantes, desde sua criação em 2024.
A iniciativa federal oferece incentivo financeiro para os estudantes que frequentam as aulas, passam de ano, concluem a educação básica e fazem as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Para o ministro da Educação, o Pé-de-Meia é o carro-chefe nessa recuperação da educação básica brasileira e um dos mais relevantes das últimas duas décadas por enfrentar a desigualdade de oportunidades.
“O jovem mais vulnerável precisa ter as mesmas chances de concluir os estudos que qualquer outro estudante. O Pé-de-Meia não é apenas uma transferência de renda. É uma política educacional para melhorar a permanência e o desempenho dos estudantes.”
Os avanços observados no ensino médio também são resultado de outras ações desenvolvidas em outras etapas da educação básica. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, por exemplo, está associado à elevação do índice de alfabetização de 36%, em 2021, para 66%, em 2025.
O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada busca garantir a alfabetização de todas as crianças do país até o final do 2º ano do ensino fundamental, além de recuperar as aprendizagens afetadas pela pandemia, de 100% das crianças matriculadas no 3°, 4° e 5° ano.
O MEC destaca que o percentual de matrículas na modalidade de educação em tempo integral passou de 15,1%, em 2021, para 25,8%, em 2025, alcançando 8,8 milhões de estudantes da rede pública.
Nesta modalidade, o estudante permanece na escola por, no mínimo, sete horas diárias ou 35 horas semanais, com o objetivo de ampliar as oportunidades de aprendizagem.
No período de 2021 a 2025, o registro é de mais de 1,8 milhão de novas matrículas por meio da política. Pela primeira vez, a educação em tempo integral alcançou a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que previa um em cada 4 estudantes na modalidade.
O MEC também atribui os bons resultados à transformação digital da escola pública, por meio da Por meio da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), que amplia a infraestrutura tecnológica das redes de ensino e do acesso à internet de qualidade nas escolas públicas de educação básica do país.
Devido à iniciativa, o número de escolas com conexão à internet cresceu 43,7%. Em 2023, eram 66,8 mil escolas estaduais e municipais conectadas. Agora, são 100 mil.
Entre 2023 e 2025, mais de R$ 3 bilhões foram investidos em escolas. O MEC contabiliza que a iniciativa já beneficiou cerca de 24 milhões de estudantes e ampliou as possibilidades de acesso a recursos educacionais digitais.
O Exame Nacional do Ensino Médio é a principal forma de acesso à educação superior no Brasil por meio de programas criados pelo MEC como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fies.
O Enem registrou aumento de 46% nas inscrições feitas por concluintes de escola pública, de 2022 a 2025.
Em 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para participantes que atendam aos critérios estabelecidos e passou a contar com inscrição pré-preenchida para concluintes da educação básica na rede pública.
O ministro Barchini explica que o governo federal trabalha para que mais estudantes ingressem no ensino superior ou na educação profissional.
Pela primeira vez, em 2026, o Enem também será adotado como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, o que amplia seu papel no acompanhamento das políticas educacionais.

O levantamento inédito foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Unibanco, nesta quinta-feira (25). O estudo mapeou 151 iniciativas em 24 estados e tem como pilar o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens.
O documento mostra que todas as 52 iniciativas do eixo de currículo usam algum instrumento de apoio à reorganização. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os currículos específicos das redes são adotados em 88% dos casos.
Para a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, os resultados do diagnóstico permitem compreender com mais profundidade como as redes estão estruturando suas políticas e onde estão os principais desafios.
“Ao transformar essas evidências em ação, conseguimos qualificar a assistência técnica, aprimorar diretrizes e fortalecer uma política mais aderente às realidades locais, o que é fundamental para ampliar seu impacto sobre a aprendizagem dos estudantes.”
O superintendente Executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, avalia que o conjunto expressivo de iniciativas estruturadas demonstra compromisso com a garantia do direito à aprendizagem.
“Estados e municípios já acumularam conhecimentos valiosos. Transformar esse patrimônio em inteligência coletiva é um caminho para acelerar a superação das lacunas de aprendizagem e reduzir desigualdades educacionais.”
Segundo o levantamento, porém, há falhas na escuta ativa de quem está na ponta. Apenas 44% das redes de ensino indicaram manter canais de escuta ativa com professores e gestores para o redesenho colaborativo das estratégias para entender as demandas.
Em 67% das iniciativas, o documento curricular foi elaborado pela equipe técnica central e apenas apresentado aos professores para validação, com participação docente ativa em apenas 25% dos casos.
Os debates com as regionais de ensino ou órgãos similares ocorreram em 27% das iniciativas e apenas 8% deles não registraram qualquer processo formal de consulta.
Esses atores são indicados pelos próprios secretários de educação como pontos focais responsáveis pela liderança ou articulação das ações de recomposição das aprendizagens. “Isso sinaliza uma participação ainda restrita dos atores escolares na reorientação das políticas”, diz o relatório.
A especialista em Pesquisa Social e Educacional do Instituto Unibanco e coordenadora do levantamento, Fabiana Bento, afirma que esse resultado não deve ser interpretado, necessariamente, como um problema porque é esperado que a elaboração das propostas curriculares seja conduzida pelas equipes técnicas das secretarias.
Ela reflete que é preciso se fortalecer o movimento de retroalimentação entre formulação e implementação da política educacional para permitir que a experiência da sala de aula contribua para a evolução contínua da política. “À medida que as políticas de recomposição das aprendizagens se consolidam, existe uma oportunidade para ampliar os espaços de diálogo com os profissionais que atuam nas escolas. São eles que vivenciam, cotidianamente, os desafios da aprendizagem e podem oferecer contribuições importantes para o aperfeiçoamento das propostas curriculares.”
Segundo o relatório, os programas formativos são direcionados majoritariamente a coordenadores pedagógicos (73%) e gestores escolares (63%), alcançando diretamente os professores em apenas 52% dos casos. “A menor presença de formações direcionadas aos professores pode acender um alerta sobre o quanto as ações têm conseguido, de fato, apoiar a prática docente”, pondera o estudo.
O suporte material de ensino ainda é majoritariamente tradicional e analógico, complementado por recursos de apoio pedagógico. Considerando os percentuais, o uso central de livros didáticos, sequências impressas e atividades estruturadas correspondem a 52% das iniciativas. Também se destacam as apostilas (32%) e os recursos audiovisuais (30%). Apenas 20% dos materiais fazem interação com ferramentas digitais.
A especialista Fabiana Bento explica que a pesquisa não permite concluir que a ausência de tecnologias adaptativas seja o principal entrave para a recomposição das aprendizagens e que o desafio está em ampliar a capacidade de adaptar essas estratégias às diferentes necessidades e ritmos de aprendizagem dos estudantes.
“As tecnologias podem ser uma aliada importante nesse processo, mas fazem parte de um conjunto mais amplo de apoios, que inclui materiais pedagógicos, formação dos profissionais, uso das evidências produzidas pelas avaliações e estratégias de acompanhamento das aprendizagens.”
O estudo evidencia o pequeno número de ações voltadas à saúde mental dos educadores e que ainda há espaço para ampliar a institucionalização de ações voltadas ao bem-estar destes profissionais.
Entre as iniciativas analisadas, 54% delas não têm nenhuma ação voltada à saúde mental dos profissionais; apenas 7% tratam de prevenção ao burnout, que é o estado de exaustão física e mental extrema causado por estresse crônico no ambiente de trabalho.
Do total, 14% das redes de ensino têm programas de apoio psicológico direto aos docentes. O estudo também chama a atenção para a total ausência de formações dos docentes sobre trauma e aprendizagem.
Nas ações de cuidado psicossocial voltadas aos estudantes, a maioria (57%) está em estágio intermediário de desenvolvimento. As ações priorizam práticas coletivas de acolhimento contínuo (75%), rodas de conversa (71%) e espaços de escuta (64%). Projetos voltados para competências socioemocionais (46%) e atendimento psicológico especializado (36%) são menos frequentes.
Nas redes que mapearam o ambiente escolar, os maiores desafios identificados foram a violência verbal/virtual (bullying/cyberbullying), em 82% dos casos, conflitos/agressividade (73%) e a baixa participação das famílias (64%), o que contribuem para piora dos quadros.

Elas concorrem ao Prêmio Melhores Escolas do Mundo 2026 e estão entre as dez finalistas de cada uma das cinco categorias da premiação.
Em São Gabriel da Cachoeira eram 2h quando o resultado foi transmitido. Na Terra Indígena Alto Rio Negro, estudantes e lideranças indígenas aguardavam acordados e reunidos, torcendo pela escola.
A comemoração foi geral quando a escola foi anunciada como uma das finalistas na categoria Ação Ambiental.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Na Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, onde está a unidade do Ginásio Educacional Tecnológico (GET) finalista na categoria Superação de Adversidade, o dia também foi de festa.
“O coração está transbordando de alegria. É muito gostoso a gente receber esse reconhecimento em uma área vulnerável como é a nossa”, comemorou a diretora do GET IV Centenário, Alessandra Aguiar.
O Centro Educacional Primeiro Mundo foi também reconhecido na categoria Superação de Adversidades, por conectar estudantes de uma região remota da Amazônia a oportunidades acadêmicas, científicas e tecnológicas normalmente disponíveis apenas nos grandes centros urbanos.
O Centro de Educação Infantil Rosa Mutran Maluf, de Cuiabá, em Mato Grosso, está entre os finalistas na categoria Inovação. A instituição desenvolveu uma metodologia pioneira que transforma salas de aula tradicionais em espaços de aprendizagem sensoriais, investigativos e colaborativos, promovendo uma educação antirracista desde a primeira infância.
O GET IV Centenário fica na Maré, bairro que abriga um complexo de 16 favelas no Rio de Janeiro. A região é constantemente alvo de operações policiais e disputa de grupos armados. Apenas entre 2016 e 2025 ocorreram 231 operações, que resultaram em 160 mortes e 1.538 ações de violência, segundo o projeto De Olho na Maré.
Segundo Alessandra, foi depois de uma das operações que a escola, que atende crianças de 6 a 11 anos de idade, percebeu a necessidade da conversa e da escuta dos estudantes.
“A gente criou o Café com Música e Prosa, que é o acolhimento socioemocional, principalmente por conta dos dias após as operações policiais. Eles precisavam falar. Eles precisavam colocar para fora”, explicou a diretora da escola.
A escuta virou diária e passou a fazer parte do projeto Fábrica de Sonhos. Os primeiros 20 minutos do dia são para que os estudantes falem sobre as próprias questões, sentimentos e preocupações.
“Os 20 minutos que a gente para para ouvir essas crianças no começo do dia, fazem toda a diferença. E isso é um processo diário. Todos os dias, antes de começar as matérias, a gente para para ouvir e para dizer para eles que eles podem sonhar e realizar tudo que eles quiserem”, disse.
Esse processo gerou resultados. A escola conseguiu zerar o abandono escolar e melhorar o rendimento, que alcançou 97% de alfabetização na idade adequada.
“Eu acredito que sem relação, não tem aprendizado. Sem vínculo, não tem aprendizado. Então, a relação da gente com a família, a relação da gente com as crianças é muito importante e eles se sentem à vontade e acolhidos para estarem aqui. Às vezes, o que eles não falam em casa, eles contam aqui para a gente”, disse Alessandra.
O projeto Fábrica de Sonhos, além da escuta, reúne um conjunto de práticas que colocam o estudante no centro do processo de aprendizagem. Utilizando a tecnologia, por exemplo, as crianças investigam problemas reais da comunidade e desenvolvem soluções práticas por meio da aprendizagem.
As famílias também são parte essencial. No início do ano, participam do planejamento colaborativo, compartilham metas e projetos e definem responsabilidades junto com a escola.
Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, a metodologia aplicada na escola será incorporada em outras 350 escolas da rede municipal da cidade, com potencial para expansão para demais escolas da rede.
Na Escola Baniwa Kalipana, o aprendizado é baseado no território, na gestão ambiental e nos sistemas de conhecimento ancestrais. Os professores são todos educadores indígenas e o conhecimento é repassado também na própria língua indígena.
Os educadores da escola destacam que, historicamente, a educação formal não reconhecia os sistemas de conhecimento locais nem os modos de vida de muitos jovens em comunidades indígenas remotas da Amazônia.
“Isso gerava um distanciamento cultural que aumentava a probabilidade de eles deixarem o território em busca de oportunidades externas e enfraquecia significativamente as chances de transmissão de conhecimento entre gerações”, explica o texto de apresentação da escola na premiação.
O modelo adotado pela escola foi desenvolvido por lideranças locais Baniwa e Koripako, juntamente com as famílias, anciãos e membros da comunidade.
A escola baseia o ensino no sistema agrícola Káali, um sistema indígena regional milenar que conecta o cultivo da mandioca a conhecimentos ecológicos, memória, cantos, artes, espiritualidade, saúde, produção de alimentos e à vida familiar e comunitária.
“Esse conhecimento territorial é então integrado a disciplinas como português, matemática, história e outras exigidas nacionalmente, dentro de uma estrutura curricular que apoia explicitamente a adaptação às realidades locais e aos contextos educacionais indígenas”, diz o texto.
No Centro de Educação Infantil Rosa Mutran Maluf foi desenvolvida a metodologia Criancice, que substitui salas de aula fixas por diferentes territórios de aprendizagem temáticos.
As crianças circulam por ambientes voltados à ciência, arte, literatura, movimento, tecnologia e cultura, construindo conhecimento por meio da experimentação, da brincadeira e da investigação.
A escola valoriza a diversidade étnico-racial e trabalha com materiais que representam a cultura afro-brasileira e indígena e ações permanentes de educação antirracista.
O Centro Educacional Primeiro Mundo oferece oportunidades acadêmicas e científicas de alto nível para cerca de 4 mil estudantes de diferentes origens sociais, econômicas e culturais.
A instituição desenvolveu um robusto programa educacional de excelência, que inclui estudantes indígenas da etnia Kayapó, neurodivergentes e pessoas com deficiência, promovendo a convivência em um ambiente educacional integrado.
Em apenas três anos, os estudantes conquistaram mais de mil medalhas em olimpíadas acadêmicas nacionais e internacionais.
O World’s Best School Prizes, traduzido com Prêmio Melhores Escolas do Mundo, é promovido pela plataforma T4 Education e apoiado pela Fundação Lemann, American Express e Accenture.
O prêmio tem cinco categorias: Inovação, Ação Ambiental, Colaboração Comunitária, Superação de Adversidades e Apoio a Vidas Saudáveis.
Após o anúncio dos finalistas, está aberta, até o dia 29 de outubro, a votação popular, pela internet. Os vencedores de cada categoria serão anunciados em novembro. Eles passarão a integrar grupo que reúne as melhores escolas, que possibilita trocas e apoios pedagógicos com educadores e especialistas de diversas partes do mundo.
“Essas escolas vêm de partes muito diferentes do mundo. O que elas compartilham é uma clara recusa em aceitar que uma educação de excelência seja reservada para algumas crianças e não outras”, afirmou, durante o anúncio dos finalistas, o fundador e CEO T4 Education, responsável pela premiação, Vikas Pota.
As escolas vencedoras e finalistas serão convidadas a participar do World Schools Summit, em Londres, nos dias 16 e 17 de janeiro de 2027, reunindo educadores, formuladores de políticas públicas e lideranças do setor educacional para compartilhar experiências e boas práticas.
* A matéria foi alterada e atualizada no dia 26, às 15h33, para acrescentar informações, trocar título e subtítulo.

Ao todo, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) contabiliza que mais de 220 mil participantes da primeira edição utilizaram a nota para concorrer a uma vaga em algum processo de seleção de profissionais para atuar no magistério público.
O Ministério da Educação (MEC) informou que 2.031 entes federativos aderiram voluntariamente à Prova Nacional Docente (PND) em 2026. O número representa uma participação das redes de ensino de 96% das capitais e 85% dos estados brasileiros.
Em comparação com 2025, quando 1.508 municípios e 22 estados aderiram à PND, o crescimento na participação foi superior a 30%.
Do total de entes que aderiram ao exame, 615 manifestaram interesse em utilizar os resultados da PND em processos seletivos no ano de 2026.
As inscrições para a Prova Nacional Docente de 2026 estão abertas até 3 de julho e devem ser feitas exclusivamente pelo Sistema PND no portal Inep.
Podem participar da PND os estudantes concluintes de cursos de licenciaturas, inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, bem como os demais interessados em participar de concurso ou processo seletivo promovido pela União, estados, Distrito Federal e municípios que adotem o resultado da avaliação como etapa de processo de admissão próprio.
O prazo final de 3 de julho vale também para os candidatos que necessitam de atendimento especializado e para os candidatos que querem ser tratados pelo nome social durante todo o processo da PND.
A PND será aplicada em 20 de setembro, sob responsabilidade do Inep.
O exame será dividido em dois blocos:
A prova integra as ações do Programa Mais Professores para o Brasil. A política federal tem o objetivo de fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação (2025), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha 8,4 milhões de não alfabetizados com 15 anos ou mais, correspondendo a 4,9% da população brasileira, o menor percentual da série histórica iniciada em 2016.
“Nós passamos 526 anos perseguindo esse número. De acordo com a Unesco, isso quer dizer que, no Brasil, pela primeira vez na história, o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no Brasil. Nós estamos caminhando para a erradicação do analfabetismo”, disse o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
O anúncio foi feito durante um evento no Ceará, ao lado do ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana (PT-CE), e do governador Elmano de Freitas.
De acordo com o ministro, o resultado reflete as políticas de recomposição de matrículas promovidas desde 2023 na Educação de Jovens e Adultos (EJA), cenário que se arrastava desde 2019, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.
“Nós tivemos no ano passado 40 mil matrículas a mais do que nos anos anteriores. Isso já se mostra em resultados, já se mostra com a queda do analfabetismo”, comemorou o ministro da Educação.
O ministro elencou três indicadores que registraram melhorias simultâneas inéditas:
“Pela primeira vez, nós temos esses três dados: diminuição do abandono, diminuição da reprovação e diminuição da distorção idade-série. Mas, mais do que isso, tudo isso aconteceu sem diminuir a qualidade da educação”, disse, reforçando os impactos dos resultados sobre o desempenho pedagógico.
O ministro ainda citou outras ações federais adotadas desde 2023.
“Nós expandimos as escolas em tempo integral, criamos a estratégia nacional de Escolas Conectadas para que toda escola pudesse ter internet. Nós aumentamos a complementação da União no Fundeb em mais de R$ 40 bilhões. Enfim, nós temos hoje o maior orçamento da história do Ministério da Educação, um conjunto de ações que contribuíram para que a gente chegasse nesses resultados.”
Segundo a avaliação do ministro, o principal fator por trás da melhora dos índices educacionais é o programa Pé-de-Meia, coordenado pelo MEC, de incentivo financeiro do governo federal voltado a estudantes do ensino médio público.
“O Pé-de-Meia é um programa que existe com frequência escolar. Os jovens estão frequentando mais a escola, estão faltando menos, estão prestando mais atenção nas aulas.”

Em comparação com 2025, quando 1.508 municípios e 22 estados aderiram ao chamado Enem dos Professores, a adesão ao exame teve um crescimento superior a 30%.
Do total de entes que aderiram ao exame, 615 manifestaram interesse em utilizar os resultados da PND em processos seletivos no ano de 2026.
Entre os estados estão:
Já entre as capitais que pretendem adotar a prova estão:
Em 2026, a adesão à PND passou a ter validade por tempo indeterminado. Isso significa que as redes que aderiram poderão utilizar os resultados da prova nos próximos anos sem a necessidade de nova adesão, bastando prever expressamente o uso dos resultados da PND em seus editais de seleção.
As inscrições para a Prova Nacional Docente de 2026 estarão abertas até 3 de julho e devem ser feitas exclusivamente pelo Sistema PND no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Podem participar da PND os estudantes concluintes de cursos de licenciaturas, inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, bem como os demais interessados em participar de concurso ou processo seletivo promovido pela União, estados, Distrito Federal e municípios que adotem o resultado da avaliação como etapa de processo de admissão próprio.
A prova está marcada para 20 de setembro, sob responsabilidade do Inep.
O exame será dividido em dois blocos:
A prova integra as ações do Programa Mais Professores para o Brasil. Essa política pública visa fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério.

A medida está publicada na edição desta terça-feira (23) do Diário Oficial da União.
Esses atos deverão passar pelos respectivos conselhos de educação e seguir orientações do Ministério da Educação.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp