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Em breve um acervo de revistas do século XX. (Saiba mais)
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Na comparação com julho de 2025, a indústria recuou 0,5%. A média móvel trimestral, que ajuda a identificar a trajetória recente do setor, encolheu 0,8%.
De acordo com o IBGE, a variação positiva acumulada em 12 meses (0,6%) representa “ligeira perda de ritmo” em comparação ao acumulado até junho de 2026 (0,7%).
Veja o comportamento da indústria brasileira ao longo do ano, na comparação entre meses imediatamente seguidos:
Janeiro: 2,1%
Fevereiro: 1,0%
Março: 0,1%
Abril: 1,2%
Maio: -1,0%
Junho: -1,6%
Julho: 0,2%
O desempenho de julho deixa a indústria 2,1% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 15% abaixo do nível mais alto já registrado, alcançado em maio de 2001.
A pesquisa revela que três das quatro grandes categorias econômicas apresentaram avanço de junho para julho:
bens de consumo duráveis: 3,2%
bens de capital: 2,4%
bens de consumo semi e não duráveis: 0,5%
bens intermediários: -0,2%
Das atividades monitoradas pelo IBGE, 13 das 25 tiveram alta entre os meses:
equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos: 12,2%
produtos alimentícios: 1%
coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis: 1,1%
outros equipamentos de transporte: 11,2%
produtos do fumo: 11,1%
máquinas, aparelhos e materiais elétricos: 2,3%
confecção de artigos do vestuário e acessórios: 2,6%
Pelo lado negativo, a maior pressão de baixa veio da indústria extrativa, que recuou 1%.
O IBGE acrescenta que outras contribuições negativas relevantes ficaram como impressão e reprodução de gravações (-17,2%), produtos diversos (-9,0%), metalurgia (-1,4%), produtos químicos (-0,8%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,3%).
O índice de difusão mostrou que 69,6% dos 789 produtos pesquisados pelo IBGE apresentaram desempenho positivo na passagem de junho para julho. Esse é o segundo maior indicador do ano, perdendo apenas para março (80,6%).

Os Estados Unidos ameaçaram com ataques ainda mais devastadores. O Irã acusou Washington de atingir uma festa de casamento, matando cinco pessoas e ferindo dezenas.
Na terça-feira (1°), o Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou ter atacado as defesas aéreas da Guarda Revolucionária Islâmica, sistemas de radar, recursos marítimos, recursos de colocação de minas e instalações de comunicação.
A mídia iraniana noticiou ataques a vários alvos próximos ao Estreito de Ormuz — a estreita via navegável onde Teerã tem ameaçado petroleiros que tentam passar sem sua permissão.
O Irã respondeu atacando o que afirmou serem alvos dos EUA no Barein, Jordânia, Kuwait e Iraque, e declarou que seu objetivo agora é expulsar as forças estadunidenses da vasta rede de bases militares que elas mantêm há décadas em todo o Oriente Médio.
“A maldade norte-americana na região será recebida com respostas mais pesadas, mais generalizadas e devastadoras, e qualquer país que cooperar com o agressivo exército dos EUA deve aceitar as consequências perigosas”, afirmou o comando militar do Irã.
As Forças Armadas da Jordânia informaram ter enfrentado 13 mísseis, dos quais 10 foram interceptados e três caíram em áreas remotas. A Guarda Revolucionária disse ter matado um grande número de militares estadunidenses na Jordânia, mas autoridades dos EUA disseram à Reuters que não houve vítimas, de acordo com avaliações iniciais.
No Kuwait, o Irã afirmou ter realizado um ataque com mísseis e drones contra a vasta Base Aérea Ali Al Salem dos EUA e ter tido como alvo a residência de um comandante dos EUA.
O corpo de bombeiros do Kuwait informou que as equipes extinguiram, na madrugada desta quarta-feira, um incêndio em um complexo residencial atingido por um drone iraniano, o que causou danos, mas não resultou em vítimas.
O Catar, que abriga a maior base aérea dos EUA no Golfo, afirmou que “considera a República Islâmica do Irã totalmente responsável, do ponto de vista legal, por esses ataques e suas repercussões e consequências”.
O Barein, que abriga o quartel-general regional da Marinha dos EUA, declarou que drones iranianos foram interceptados e destruídos.
A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que suas forças terrestres realizaram ataques combinados com mísseis e drones contra bases estadunidenses em Erbil, no norte do Iraque, alegando ter matado vários militares norte-americanos no local. Nem o Iraque nem os EUA confirmaram o ataque.
O Irã também disse que dois petroleiros foram atingidos por minas enquanto eram conduzidos pelo Estreito de Ormuz por agentes dos EUA por um canal que Teerã diz ter fechado.
O Irã registrou pelo menos 12 mortes na noite dos ataques dos EUA, com cinco pessoas — incluindo uma criança de quatro anos — que teriam sido mortas enquanto comemoravam um casamento em uma casa em Sirik, uma cidade na costa do Estreito de Ormuz.
A mídia iraniana informou que até 68 pessoas ficaram feridas no local e divulgou imagens de várias crianças feridas no hospital. Autoridades iranianas compararam o incidente a um ataque a uma escola para meninas que matou 160 pessoas na primeira noite da guerra.
A Reuters não conseguiu verificar o incidente de forma independente, e autoridades norte-americanas não se pronunciaram sobre o assunto.
Um vídeo filmado pela Agência de Notícias da Ásia Ocidental do Irã no suposto local mostrava escombros espalhados pelos cômodos e pelo pátio de uma residência. Um par de sandálias femininas de tiras estava abandonado sobre um tapete encharcado de sangue.
“Só fico feliz que o número de vítimas não tenha sido ainda maior”, disse Ali Molahi, identificado como o pai da noiva.
A troca de disparos foi a mais grave desde julho, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, interrompeu abruptamente duas semanas de intensos bombardeios contra o Irã após alertas de seus altos comandantes militares de que estavam esgotando munições e ficando sem alvos significativos.
*Reportagem adicional de Parisa Hafezi e Jana Choukeir em Dubai, Idrees Ali e Daphne Psaledakis em Washington, e Yasmine Ghania e Muhammad Al Gebaly no Cairo
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O lançamento da biografia Dona Helena Theodoro — Uma Tia Negra da Filosofia Popular Brasileira, na Biblioteca Parque Estadual (BPE), nesta quarta-feira (2), vai trazer o encontro da professora e da aluna, que têm em comum a admiração pela jornada uma da outra.

Por meio da trajetória da professora Helena Theodoro, uma liderança na defesa da inclusão dos saberes africanos, afro-brasileiros e indígenas nas universidades, a aluna Carla Rocha apresenta a história das chamadas Tias Negras, mulheres reconhecidas pelas suas atuações de acolhimento da coletividade e de preservação da memória das suas comunidades.
“No mundo africano é o Bantu [princípio ancestral africano], ‘eu sou, porque nós somos. Eu existo, logo penso, e não penso, logo existo’. Nós temos ancestralidade”, citou a professora, em entrevista à Agência Brasil, para exemplificar o que é o acolhimento da coletividade na comunidade negra.
“Ela tem um vigor fantástico e não é uma pessoa que busca ser absoluta. Ela quer empoderar todas as pessoas. Quer todo mundo junto com ela, não quer atrás dela. Ela dá a mão para todo mundo”, disse Carla em entrevista à Agência Brasil.
Para Carla, ser orientada por Helena Theodoro, que está viva, e assistir a aulas dela há mais 30 anos é um diferencial. “Não tenho capacidade de dizer o quanto é grandioso”, completou.
“Helena está aqui e a possibilidade de estar com ela é gigante. É uma mulher de muita força. Tem 83 anos e sai para dar aula, tem evento quase todo dia. Eu falo ‘dona Helena, às vezes fico cansada só de lhe ver. De manhã, a senhora está no Rio, à tarde em São Paulo e à noite já está em casa de volta’”, disse Carla sorrindo.
“Ela sempre esteve na luta, atuante junto ao povo negro do Brasil e buscando referência em viagens a países africanos e em outros como convidada, por saberem que aqui tinha essa mulher”, acrescentou a aluna.
A publicação é resultado de uma tese de mestrado de Carla no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A ideia de escolher Helena Theodoro para contar o que representam essas mulheres fortes foi do professor Rafael Haddock-Lobo, que era o orientador da aluna, junto com o coorientador, Marcelo Derzi Moraes.
A professora, que sempre teve aproximação muito grande com seus alunos e, com frequência, contava sobre sua participação nesse processo de militância, ao ser convidada por Rafael para participar da banca do mestrado de Carla, não sabia qual era o tema do trabalho.
“Eu não sabia o que ela estava fazendo como tema da tese, mas sabia que estava trabalhando na linha de filosofia popular brasileira, que é o que eu trato no sentido de filosofias africanas e indígena estarem na universidade na medida em que os povos originários e a comunidade negra são muito anteriores ao pensamento europeu”, relatou.
“Quando chego à banca e ele me entrega a tese, começo a chorar. ‘Como você faz isso comigo?’. Foi assim encantador. Muita emoção”, confessou a primeira mulher negra a ter uma tese de doutorado em filosofia africana, o que ocorreu em 1985. Em 1975 tinha concluído um mestrado.
Carla, que agora está fazendo doutorado, conta também com Helena Theodoro como orientadora, o que já tinha ocorrido no mestrado. A professora destacou que o livro trata muito da sua participação efetiva na valorização da comunidade negra e da importância do conhecimento, e não é uma biografia dela.
“É um estudo de pensamentos filosóficos e de maneira de atuação. Fiquei muito feliz porque não é uma coisa presa à minha vida. É um pensamento que venho buscando desde que fiz doutorado”.
Naquele momento, a professora estava com um número alto de participação em bancas. Só no ano passado foram 32, porque era a única professora pós-doc em filosofia africana e a única negra do departamento de filosofia da UFRJ.
“Eu tenho 83 anos de idade e continuo na militância, escrevendo e trabalhando porque os meus pais eram militantes. Os meus pais tinham curso superior e aglutinavam a família. Meu pai dizia que a minha mãe e as irmãs dela formavam a máfia do bem, porque tudo era coletivo”, afirmou.
Na lembrança estão todos os aniversários da família comemorados na casa da sua Tia Alice, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, chegando a ter 94 pessoas presentes. A exceção era o Natal, que reunia a família na casa da Tia Conceição, quituteira, na Ilha do Governador, também zona norte da cidade.
“A gente aprendeu a se amar, a se gostar, a se aglutinar. Sempre foi a visão do Buntu ’eu sou porque nós somos’”, disse.
A vida teve também momentos difíceis como a morte, em 1981, do filho Maurício aos 4 anos que teve com o ex-marido Nei Lopes, escritor, cantor, compositor e pesquisador das culturas africanas. Na época, teve apoio de diversos representantes da comunidade negra e de integrantes de terreiros.
“Eu fui muito amparada pelo Ilê Axé Opô Afonjá [ terreiro de candomblé], pelo mestre Didi e todo o pessoal. Acho que se não tivesse esse tipo de apoio, não teria conseguido superar. Me fizeram, com 15 dias, voltar para a escola e dar aula”, contou.
A Biblioteca Parque Estadual (BPE) é um equipamento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec-RJ), “dedicado à democratização do acesso ao livro, à leitura e à literatura”.
O encontro começará às 14h e seguirá até às 17h. Além de Helena Theodoro, terá a participação dos professores Rafael Haddock-Lobo (UFRJ), Marcelo José Derzi Moraes (UERJ) e Mariane Biteti (UERJ).
Nascida no Rio de Janeiro, Carla Rocha foi criada no conjunto habitacional do Ipase [Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado, extinta autarquia federal] , em Vicente de Carvalho, na zona norte da capital. Além da licenciatura em filosofia, é formada em jornalismo e especializada em assessoria de comunicação e gestão de negócios sustentáveis.
Mestre e doutoranda em filosofia pelo Laboratório Encruzilhadas Filosóficas, do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Rio, é autora de ensaios e contos pelo selo da Festa Literária das Periferias (Flup) e integra o coletivo Mulheres Sambistas.
A biografia Dona Helena Theodoro — Uma Tia Negra da Filosofia Popular Brasileira, de acordo com a Biblioteca Parque Estadual, ‘também reúne textos de Rafael Haddock-Lobo, responsável pela orelha; Mariane Biteti, autora do prefácio; Marcelo José Derzi Moraes, que assina a apresentação; e Helena Theodoro, responsável pelo posfácio’.

Nos primeiros seis meses deste ano, a comissão contabilizou seis assassinatos no campo, enquanto, de janeiro a junho de 2025, foram 27. O número de conflitos, por outro lado, subiu de 798 para 841.
Os dados relativos ao primeiro semestre de 2026 servirão para avaliação das tendências dos conflitos no campo neste ano e vão contribuir para o relatório anual “Conflitos no Campo Brasil", que será lançado em 2027.
Os levantamentos são realizados com base nas fontes coletadas pelos agentes da CPT em todo o Brasil, além de notícias veiculadas pela imprensa, divulgações de órgãos públicos, movimentos sociais e organizações parceiras da CPT ao longo do ano.
“O campo brasileiro está distante do que chamamos de um lugar de paz, onde as pessoas não precisam sempre resistir para a permanência na terra”, definiu a coordenadora nacional da CPT, Cecília Gomes, em entrevista à Agência Brasil.
Na concepção da comissão, o número de assassinatos foi menor, mas se mantém uma característica do ano passado que são os massacres, quando há o assassinato de mais de uma pessoa.
Na avaliação de Cecília Gomes e da CPT, tem se intensificado a mercantilização e a financeirização da terra, com a atuação de fundos de pensão e o interesse nas chamadas terras raras, que, muitas vezes, estão em comunidades tradicionais e camponesas.
“Toda essa corrida pela terra e pelo que tem na terra acontece cada vez mais no território brasileiro, no sentido da financeirização da terra”, denunciou Cecília.
Os casos registrados neste ano são em grande maioria conflitos por terra (711), seguidos por conflitos por água (100) e ocorrências de trabalho escravo rural (30).
Os 711 conflitos por terra incluem casos de violência e de resistência envolvendo ocupações e acampamentos. Enquanto as violências aumentaram de 584 para 663, as resistências mantiveram a tendência de queda dos últimos 10 anos e caíram de 66 para 48 casos.
O Maranhão (153) também concentra a maior parte desses conflitos, seguido pela Bahia (76), Pará (68) e Rondônia (54). Outro destaque foi o estado do Amazonas, onde as ocorrências subiram 140% em comparação ao mesmo período de 2025 ─ de 37 para 52.
A forma de violência mais frequente nos conflitos por terra foi a contaminação por agrotóxicos, que aumentou de 98 para 169 casos, seguida de invasão aos territórios (de 96 para 109), desmatamento ilegal (de 67 para 107) e ameaça de despejo (de 63 para 70). O CPT atribui essas violências à expansão do agronegócio, destacando o estado do Maranhão.
Cecília Gomes alertou para a gravidade da violência por agrotóxicos, usados como arma química:
“Não vai matar no momento inicial, mas vai matando o sujeito aos poucos”.
Os conflitos pela água foram constatados em 20 estados, com significativa expansão em relação ao primeiro semestre do ano passado ─ um aumento de 47 para 100 registros.
O Pará teve o maior número de ocorrências (16), seguido por Minas Gerais (11), Amazonas (10) e Mato Grosso (10).
No caso do Pará, o CPT informou que os primeiros meses deste ano têm sido marcados pela luta dos povos indígenas contra a privatização dos rios, por parte do governo federal, e contra a ação de garimpeiros. Há também a luta de ribeirinhos e outros povos contra a atuação de mineradoras.
A Comissão Pastoral lembrou que a luta dos indígenas contra a privatização dos rios resultou na revogação do Decreto nº 12.600/2025, em fevereiro de 2026. A medida incluía hidrovias nos rios Madeira, Tapajós e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização.
As ocorrências de trabalho escravo rural caíram no primeiro semestre de 2026, com 30 registros contra 101 no mesmo período de 2025.
Do mesmo modo, o número de trabalhadores vitimados passou de 842 para 355. O maior contingente de trabalhadores resgatados ocorreu no primeiro semestre de 2023, quando 1.395 pessoas foram encontradas nessas condições.
Um dos destaques nesse eixo foi o estado de São Paulo, que apresentou os maiores números de trabalhadores resgatados (148) e de casos registrados (cinco). Em três dessas ocorrências, os trabalhadores foram encontrados em atividades de plantio e corte de cana-de-açúcar.
Entre os seis assassinatos registrados até junho em conflitos no campo está incluído o massacre de três posseiras registrado em Lábrea (AM). Houve ainda dois indígenas assassinados, em Roraima e Mato Grosso do Sul, e um trabalhador rural sem-terra. As vítimas tinham entre 14 e 45 anos.
A CPT informa também que os números de casos e de vítimas da violência aumentaram, passando de 418 para 588 e de 308 para 497, respectivamente.
A violência com maior incidência foi a contaminação por minérios, com 195 casos. Não houve notícia dessas ocorrências no primeiro semestre de 2025.
Todos esses registros foram em Jacareacanga, no Pará. As agressões decorreram do garimpo ilegal de ouro na Bacia do Rio Tapajós e atingiram a Terra Indígena Munduruku.
A contaminação por agrotóxicos (132 em 2026, contra 10 nos primeiros seis meses do ano passado), a criminalização (51 contra 46) e os ferimentos (42 contra 26) também se destacam entre as formas de violência.
As principais vítimas foram os povos indígenas, os trabalhadores e trabalhadoras sem-terra, os posseiros, os seringueiros e os quilombolas.
Embora não integre o cálculo dos conflitos no campo, as manifestações representam importante estratégia das comunidades para denunciar as violências sofridas e lutar pela garantia de seus direitos, sendo uma forma de resistência contabilizada pela CPT.
No primeiro semestre de 2026, houve 284 manifestações, um aumento em relação ao primeiro semestre de 2025, que teve 253. A CPT cita como destaques os atos públicos, marchas, protestos, romarias, bloqueios de rodovias, ocupações de prédios públicos e outras mobilizações.
As principais reivindicações são pela demarcação de terras indígenas, contra os agrotóxicos, contra a mineração e a privatização das águas e por melhores condições de trabalho.
Cecília Gomes afirmou que a CPT entra no campo não somente para denunciar, mas para mostrar como os povos atuam na resistência e no enfrentamento a essas formas de mercantilização e financeirização da terra.
“Ela colabora e está junto das comunidades nesses enfrentamentos. A CPT não só documenta. Ela está lá auxiliando nas vivências com esses povos e comunidades na resistência”.
Além disso, a entidade atua na perspectiva de construção de incidências e políticas públicas voltadas para o campo. A construção de documentos é também nessa perspectiva, indicou Cecília.

Augusto Cury (Avante)
Visita a Federação Israelita do Estado de São Paulo. À noite, participa do podcast Salada Cast.
Edmilson Costa (PCB)
Cumpre agenda da secretaria-geral do PCB em Lisboa.
Romeu Zema (Novo)
Participa de encontro com motoristas de aplicativo e concede entrevista ao podcast Inteligência Ltda.
Ronaldo Caiado (PSD)
Pela manhã, concede entrevista ao vivo para a rádio Metropolitana 90.5 FM, em São Paulo (SP) e visita o Mercado Municipal de Pinheiros (SP). À noite, participa de sabatina do Programa 'WW Especial Eleições' da CNN Brasil, também em São Paulo.
Samara Martins (UP)
Participa de confraternização do partido no bar Partisan, na Lapa, no Rio de Janeiro (RJ).
Wilson Grassi (Democrata)
Em Brasília, participa de protesto pacífico contra a suspensão de seus canais digitais de campanha.
Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Renan Santos (Missão) não divulgaram a agenda de campanha até o momento desta publicação.
Os candidatos Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) não têm agenda pública de campanha nesta quarta-feira.
A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

Nos primeiros seis meses deste ano, a comissão contabilizou seis assassinatos no campo, enquanto, de janeiro a junho de 2025, foram 27. O número de conflitos, por outro lado, subiu de 798 para 841.
Os dados relativos ao primeiro semestre de 2026 servirão para avaliação das tendências dos conflitos no campo neste ano e vão contribuir para o relatório anual “Conflitos no Campo Brasil", que será lançado em 2027.
Os levantamentos são realizados com base nas fontes coletadas pelos agentes da CPT em todo o Brasil, além de notícias veiculadas pela imprensa, divulgações de órgãos públicos, movimentos sociais e organizações parceiras da CPT ao longo do ano.
“O campo brasileiro está distante do que chamamos de um lugar de paz, onde as pessoas não precisam sempre resistir para a permanência na terra”, definiu a coordenadora nacional da CPT, Cecília Gomes, em entrevista à Agência Brasil.
Na concepção da comissão, o número de assassinatos foi menor, mas se mantém uma característica do ano passado que são os massacres, quando há o assassinato de mais de uma pessoa.
Na avaliação de Cecília Gomes e da CPT, tem se intensificado a mercantilização e a financeirização da terra, com a atuação de fundos de pensão e o interesse nas chamadas terras raras, que, muitas vezes, estão em comunidades tradicionais e camponesas.
“Toda essa corrida pela terra e pelo que tem na terra acontece cada vez mais no território brasileiro, no sentido da financeirização da terra”, denunciou Cecília.
Os casos registrados neste ano são em grande maioria conflitos por terra (711), seguidos por conflitos por água (100) e ocorrências de trabalho escravo rural (30).
Os 711 conflitos por terra incluem casos de violência e de resistência envolvendo ocupações e acampamentos. Enquanto as violências aumentaram de 584 para 663, as resistências mantiveram a tendência de queda dos últimos 10 anos e caíram de 66 para 48 casos.
O Maranhão (153) também concentra a maior parte desses conflitos, seguido pela Bahia (76), Pará (68) e Rondônia (54). Outro destaque foi o estado do Amazonas, onde as ocorrências subiram 140% em comparação ao mesmo período de 2025 ─ de 37 para 52.
A forma de violência mais frequente nos conflitos por terra foi a contaminação por agrotóxicos, que aumentou de 98 para 169 casos, seguida de invasão aos territórios (de 96 para 109), desmatamento ilegal (de 67 para 107) e ameaça de despejo (de 63 para 70). O CPT atribui essas violências à expansão do agronegócio, destacando o estado do Maranhão.
Cecília Gomes alertou para a gravidade da violência por agrotóxicos, usados como arma química:
“Não vai matar no momento inicial, mas vai matando o sujeito aos poucos”.
Os conflitos pela água foram constatados em 20 estados, com significativa expansão em relação ao primeiro semestre do ano passado ─ um aumento de 47 para 100 registros.
O Pará teve o maior número de ocorrências (16), seguido por Minas Gerais (11), Amazonas (10) e Mato Grosso (10).
No caso do Pará, o CPT informou que os primeiros meses deste ano têm sido marcados pela luta dos povos indígenas contra a privatização dos rios, por parte do governo federal, e contra a ação de garimpeiros. Há também a luta de ribeirinhos e outros povos contra a atuação de mineradoras.
A Comissão Pastoral lembrou que a luta dos indígenas contra a privatização dos rios resultou na revogação do Decreto nº 12.600/2025, em fevereiro de 2026. A medida incluía hidrovias nos rios Madeira, Tapajós e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização.
As ocorrências de trabalho escravo rural caíram no primeiro semestre de 2026, com 30 registros contra 101 no mesmo período de 2025.
Do mesmo modo, o número de trabalhadores vitimados passou de 842 para 355. O maior contingente de trabalhadores resgatados ocorreu no primeiro semestre de 2023, quando 1.395 pessoas foram encontradas nessas condições.
Um dos destaques nesse eixo foi o estado de São Paulo, que apresentou os maiores números de trabalhadores resgatados (148) e de casos registrados (cinco). Em três dessas ocorrências, os trabalhadores foram encontrados em atividades de plantio e corte de cana-de-açúcar.
Entre os seis assassinatos registrados até junho em conflitos no campo está incluído o massacre de três posseiras registrado em Lábrea (AM). Houve ainda dois indígenas assassinados, em Roraima e Mato Grosso do Sul, e um trabalhador rural sem-terra. As vítimas tinham entre 14 e 45 anos.
A CPT informa também que os números de casos e de vítimas da violência aumentaram, passando de 418 para 588 e de 308 para 497, respectivamente.
A violência com maior incidência foi a contaminação por minérios, com 195 casos. Não houve notícia dessas ocorrências no primeiro semestre de 2025.
Todos esses registros foram em Jacareacanga, no Pará. As agressões decorreram do garimpo ilegal de ouro na Bacia do Rio Tapajós e atingiram a Terra Indígena Munduruku.
A contaminação por agrotóxicos (132 em 2026, contra 10 nos primeiros seis meses do ano passado), a criminalização (51 contra 46) e os ferimentos (42 contra 26) também se destacam entre as formas de violência.
As principais vítimas foram os povos indígenas, os trabalhadores e trabalhadoras sem-terra, os posseiros, os seringueiros e os quilombolas.
Embora não integre o cálculo dos conflitos no campo, as manifestações representam importante estratégia das comunidades para denunciar as violências sofridas e lutar pela garantia de seus direitos, sendo uma forma de resistência contabilizada pela CPT.
No primeiro semestre de 2026, houve 284 manifestações, um aumento em relação ao primeiro semestre de 2025, que teve 253. A CPT cita como destaques os atos públicos, marchas, protestos, romarias, bloqueios de rodovias, ocupações de prédios públicos e outras mobilizações.
As principais reivindicações são pela demarcação de terras indígenas, contra os agrotóxicos, contra a mineração e a privatização das águas e por melhores condições de trabalho.
Cecília Gomes afirmou que a CPT entra no campo não somente para denunciar, mas para mostrar como os povos atuam na resistência e no enfrentamento a essas formas de mercantilização e financeirização da terra.
“Ela colabora e está junto das comunidades nesses enfrentamentos. A CPT não só documenta. Ela está lá auxiliando nas vivências com esses povos e comunidades na resistência”.
Além disso, a entidade atua na perspectiva de construção de incidências e políticas públicas voltadas para o campo. A construção de documentos é também nessa perspectiva, indicou Cecília.

Além de reconhecer que Luís Messias foi alvo de prisão arbitrária e exoneração do cargo público de agente de polícia em 1964, a decisão atribui ao Estado a responsabilidade por graves sequelas físicas e psicológicas sofridas por ele em decorrência da repressão.
Depoimentos contidos no texto confirmam a atuação de Luís Messias no movimento estudantil, tendo sido presidente e um dos fundadores do Grêmio Estudantil da União dos Estudantes dos Cursos Secundários do Amapá (UECSA).
Os depoimentos trazem ainda informações sobre a prisão por motivação política, as condições de encarceramento e o impacto psicológico causado pela repressão estatal, incluindo o surto psicótico associado a acidente vascular cerebral (AVC), que Luís Messias sofreu com 25 anos de idade.
Não houve assistência psicológica ou neurológica, o que culminou na perda de forma irreversível da memória recente – circunstância que o impedia de reconhecer, no dia seguinte, pessoas com quem havia acabado de conversar.
Para o juiz, ficou claro que a reparação deveria compreender não apenas a compensação financeira, mas também o direito à memória, à verdade e às garantias de não repetição das violações.
Além disso, o juiz reconheceu que os efeitos da perseguição se estenderam à esposa e aos filhos de Luís Messias, que sofreram dano moral reflexo.
“[A família experimentou], de forma direta e autônoma, a desestruturação da unidade familiar decorrente da privação de liberdade do chefe de família, a perda do sustento em razão da demissão arbitrária, o estigma social de serem rotulados como "família de subversivos" (...) e, sobretudo, o sofrimento prolongado de conviver com o quadro de enfermidade mental irreversível do ente querido”, diz trecho da sentença.
A defensora pública federal Nayara Ribeiro Schröder Xavier, que atuou no caso, ressaltou que a decisão também reforça o entendimento de que familiares têm direito à reparação pelos danos morais reflexos decorrentes da perseguição.
Ela destacou ainda que a sentença aprofunda o entendimento de que ações indenizatórias relacionadas a graves violações de direitos humanos praticadas durante a ditadura são imprescritíveis.
Tal reparação civil não deve ser confundida com o pedido de reconhecimento da condição de anistiado político, previsto na Lei da Anistia, e sob responsabilidade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
“A sentença possui especial relevância por conferir efetividade, no âmbito local, ao direito à memória, à verdade e à reparação, além de reconhecer juridicamente fatos históricos documentados pela Comissão Estadual da Verdade do Amapá e seus efeitos sobre a vítima e sua família”, destaca a defensora pública federal.
O ex-agente de polícia e liderança estudantil do Amapá Luís Messias Tavares foi identificado pelos militares como opositor do regime e rotulado como "comunista". Ele foi preso pelo Exército e mantido na Fortaleza de São José de Macapá, em condições degradantes de higiene e alimentação e sob vigilância armada, além de ter sido exonerado sumariamente do serviço público.
De acordo com o processo, o encarceramento provocou um surto psicótico e um acidente vascular cerebral (AVC), que resultaram em perda irreversível da memória e comprometimento permanente de sua saúde mental até sua morte, em 2011.

A diretora de Ensino e Pesquisa da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Michele Gonçalves dos Ramos, explica que pelo menos outros dois mil profissionais já realizaram esse curso ao longo dos últimos três anos.
O ministro da Justiça e Segurança Pública Wellington César Lima e Silva considera o dia de capacitação fundamental para colocar em prática iniciativas de proteção, visto que são necessários profissionais preparados.
“Isso é muito importante porque estamos falando justamente de quem está todos os dias nas ruas, nas delegacias e nos serviços públicos, atendendo a população e sendo o primeiro contato de uma mulher com o Estado.”
Ele explicou que vão participar da capacitação policiais civis, militares e penais, dos Corpos de Bombeiros, das guardas municipais e das perícias oficiais.
Além da confirmação da capacitação na quarta-feira, o ministro da Justiça e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, assinaram também duas portarias sobre o tema. A primeira regulamenta procedimento de análise e de aprovação dos planos estaduais e do plano distrital de combate à violência contra a mulher.
Segundo Michele Gonçalves dos Ramos, a portaria assegura uma aplicação mais transparente e rápida dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para essa finalidade.
A segunda portaria institui o Grupo de Trabalho interministerial para a elaboração de um protocolo nacional de atendimento às mulheres vítimas de violência sexual.
"O objetivo desse protocolo é de servir como uma referência para o atendimento realizado nas delegacias de todo o país”, disse Michele Gonçalves dos Ramos.
Assim, a ideia é avançar na uniformização de procedimentos para as delegacias de Polícia Civil de todo o país.
“Para que esse atendimento realizado nessas delegacias seja feito de forma ainda mais qualificada, humanizada e articulada entre os diferentes serviços, incluindo a saúde e outros órgãos de rede de proteção.”
Os ministérios ainda entregaram um dossiê com o título Mulheres e Meninas Seguras, Evidências para o Enfrentamento da Violência de Gênero com 14 artigos escritos por pesquisadores do tema.
“Quando a gente publica uma revista, isso tem que fazer chegar lá na ponta para melhorar a qualidade das reflexões, do pensamento e das mudanças que a gente tem que ter”, disse a ministra Márcia Lopes.
Ela destacou que houve queda do número de feminicídios, conforme o governo divulgou neste mês. O Brasil registrou 848 vítimas entre janeiro e julho deste ano, contra 876 no mesmo período de 2025. O resultado representou uma redução de 3,2%.

A premiada atração da TV Brasil vai ao as às 23h e traz traz entrevistas com especialistas, acadêmicos, pensadores e pessoas comuns que ajudam a entender essa identidade que reúne diferentes tons, povos e culturas.
“A Região Norte é majoritariamente habitada, tradicionalmente, por grupos indígenas. Muitos que não querem se identificar como indígenas, acabam incorporando a identidade parda. Muitas vezes até por uma questão de sobrevivência, para evitar massacres, para evitar opressões”, explica Gersem Baniwa, professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília.
Já para o filósofo, ambientalista e líder indígena, Ailton Krenak, a invenção do pardo é um truque colonial:
“Essa disputa na nossa história colonial de quem é pardo, quem é preto, quem é branco, quem é mulato, quem é indígena, é uma disputa política. É uma disputa política que os indígenas não entraram. E por isso eles perderam e passaram a ser chamados de pardos para que eles não pudessem reivindicar território, porque pardo não reivindica território.”
Pretos e pardos são os que mais abandonam os estudos antes de chegar ao ensino superior: são três em cada cinco brasileiros. Uma realidade que vem mudando graças às ações afirmativas, como as cotas raciais, que destinam percentuais de vagas a pretos, pardos, indígenas e quilombolas.
Na contramão das estatísticas, a assistente social Luiza Carvalho sabe bem o que é conviver com o preconceito desde criança.
“Eu lembro de receber essa orientação, nitidamente. Que eu tinha que colocar o pregador no nariz, porque senão ia ficar largo. De controlar o meu consumo de café e Coca-Cola, dizendo que se eu consumisse mais, eu iria ficar mais escura.”
Hoje, ela se orgulha de ter conquistado uma carreira acadêmica driblando preconceitos:
“Eu acabei de concluir o doutorado, mas foi extremamente cansativo, eu quase desisti. Eu fui a única pessoa [negra] da minha seleção de doutorado. E eu sou uma mulher parda. Se isso não diz nada pra sociedade, sabe? Não é sobre ter vagas apenas. Mas é sobre quem consegue chegar a fazer essa seleção”.
Para o presidente do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais, Helio Santos, essas políticas devem sempre ser inclusivas.
“Para cada cem afro-brasileiros, oitenta e dois são pardos e dezoito são pretos. Dentro dessa categoria, o pardo, vai ter uma elasticidade de tom de pele muito grande. Então, quando a pessoa tem uma dúvida, significa que ela deve ser incluída. Porque eu não tenho nenhuma dúvida quando estou diante de um branco”.
Mas a questão da identidade parda passa por outros recortes, como a do apagamento social. “Quando a gente pensa em como a categoria parda se constituiu, foi justamente para esvaziar o ingrediente africano e indígena”.
A historiadora Ana Flávia Magalhães chama atenção para como o racismo se mantém até hoje no país:
“No Brasil não existe racismo porque os negros sabem o seu lugar. Quando se diz isso, o que está se justificando? Aqui a gente não tem problema porque há um pacto de silêncio sobre isso. Embora todo mundo saiba o que cor e origem significam nesse país, né?”
Gustavo Amora é pesquisador e precisou recorrer à justiça para garantir seu direito de ingressar em concurso público por meio das cotas raciais: "Fiz a prova, depois fui chamado para uma banca de heteroidentificação".
Após a avaliação ele teve o pedido indeferido. "Fui a público, ingressei na justiça e depois pautei a imprensa. E a partir da primeira reportagem, centenas de pessoas do Brasil inteiro começaram a me procurar. Então a gente se organizou num grupo com aproximadamente 150 pessoas”.
Gustavo ganhou a causa na justiça, mas ainda aguarda para assumir o cargo. Para ele, a união de candidatos negros não reconhecidos pelas bancas pressionou por mudanças na heteroidentificação dos concursos públicos.
Mas garantir a representatividade de pessoas pardas no Brasil exige ações coordenadas em diversas frentes sociais, institucionais e políticas. E essa mudança também passa pela educação.
Uma escola pública de Ceilândia, na região administrativa de Brasília, trabalha conteúdos antirracistas durante todo o ano em sala de aula. É o que explica a orientadora educacional Eliane dos Santos: “a gente voltou de novo na Lei 10.639. A lei tem mais de 20 anos, então por que isso não é feito? A gente não precisa de mais leis, a gente precisa de coisa efetiva, vamos mostrar o que dá pra fazer”.
Na escola, são feitas diversas atividades em que os professores mostram para as crianças que não existe apenas uma cor de pele. Um aprendizado que a aluna Ana Luisa Souza, de 10 anos, diz que já experimenta na prática:
"Eu acho minha cor bonita. E não pode uma pessoa falar que a cor da outra pessoa que é feia. Acho isso errado.”
Conhecimento que enche de orgulho os educadores da escola, como Eliane. “É muito transformador, dá esperança para a gente ver que é uma geração diferente e faz valer a pena o trabalho da gente. E você descobrir que tem cor de pele, te fazer sentir orgulho disso, não querer ser igual o outro. E a criança branca também, aprende a respeitar a criança negra e a entender que a diversidade é legal, porque tudo é aprendido”.
Reportagem: Carina Dourado
Apoio à reportagem: Thiago Padovan, Vitor Abdala
Produção: Carol Oliveira
Reportagem cinematográfica: Robson Moura, Sigmar Gonçalves
Auxílio técnico: Alexandre Souza, Jairom Rio Branco
Apoio à reportagem cinematográfica: Amâncio Ronqui, JM Barboza, André Rodrigo Pacheco, Manoel Lenaldo
Colaboração técnica: Thiago Pinto, Thyago Pignata, Rafael Carvalho
Edição de texto: Cintia Vargas
Edição e finalização de imagem: Rivaldo Martins
Arte: Aleixo Leite, Caroline Ramos, Wagner Maia
No ar desde 2008, o Caminhos da Reportagem é uma das produções jornalísticas brasileiras mais prestigiadas pelo público e pela crítica. No final de 2025, o programa da TV Brasil ultrapassou a marca de 100 prêmios recebidos.
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Com 45 anos de experiência profissional, ela se disponibilizou a treinar equipes para lidar com pacientes em momentos de estresse pós-traumático.
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“É possível a gente fazer intervenções em grupos e situações de desastres de forma eficaz”, afirma Esly. Ela defende uma terapia denominada EMDR, abordagem psicoterapêutica que desbloqueia memórias dolorosas
Na Venezuela, onde mais de 6 mil pessoas morreram depois do terremoto em junho, a psicóloga desenvolveu um programa de intervenção para profissionais na diversidade. “Nós já formamos mais de 100 colegas nesse manejo, de forma que possam implementar o trabalho. E eles atenderam mais de 500 pessoas”.
Ela, de forma online, e a equipe na Venezuela atendem todas as quintas-feiras. “Para quem vier, nós fazemos esses exercícios online gratuitamente”, diz.
Entre as profissionais que receberam orientação da psicóloga desde o dia seguinte ao terremoto, está a psicoterapeuta Deglya Flores, de 59 anos. Ela vive em Caracas e testemunha que ficou muito impactada pelas cenas que viu nas cidades mais atingidas. “Contactaram a mim e outras pessoas para nos oferecer ajuda”, recorda. O contato foi por videoconferência.
“O resultado foi maravilhoso porque muitos de nós estávamos altamente perturbados. Eu estava desesperada e angustiada pela magnitude do evento, da dor e da angústia nas pessoas”.
Na Venezuela, há segundo ela, apenas 17 terapeutas especialistas no tratamento de traumas.
Com o atendimento, ela explica que o grupo venezuelano tem também atendido, a distância, pessoas vítimas do terremoto na Colômbia. O grupo tem atuado com profissionais de saúde mental e também voluntários em geral dispostos a fazer uma escuta, inclusive prestando serviços aos acampamentos em La Guaira (região mais atingida pelo desastre).
A psicóloga brasileira afirma que se sente bem em formar pessoas em locais de dificuldades porque o conhecimento se espalha. “O trabalho de voluntariado preenche um lugar muito especial no meu coração”.
Outra iniciativa voluntária de apoiar a saúde mental nasceu de um grupo de seis amigos, em 2017, em São Paulo (SP). Saídos de crises de depressão, os rapazes resolveram amarrar mensagens por escrito em viadutos e pontes no centro da cidade, oferecendo ajuda a quem estava sofrendo.
“Colocávamos nosso número de telefone e as pessoas entravam em contato”, lembra Felipe Santos, que hoje é o coordenador nacional do projeto Help.
Os seis amigos se transformaram em 7 mil voluntários em todos as unidades federativas do país. A página no instagram tem 389 mil seguidores.
Há profissionais de saúde mental e de outras áreas que fazem palestras em unidades de ensino e também escutas em espaços públicos, como rodoviárias e parques. Essas atividades são chamadas de “cantinho do desabafo”. Em São Paulo, nesta semana, por exemplo, os voluntários atenderam na estação de trem de Francisco Morato.
“Temos uma atenção especial com os mais jovens, que têm adoecido mais com ansiedade e depressão”, afirma Felipe Santos.
O atendimento ocorre também de forma remota, com o primeiro contato por whatsapp.
Ele testemunha que os mais jovens têm procurado com frequência e relatado problemas emocionais diversos relacionados a dependências de tecnologias e a apostas online.
Em Brasília, o coordenador do grupo é um militar da Marinha, Thiago Domingos, de 31 anos, que se tornou voluntário depois de ter conhecimento de casos de suicídios entre jovens nas Forças Armadas. “O nosso projeto trabalha com prevenção e tenta ajudar as pessoas que não têm recursos para consultas com psicólogos”.
Além das atividades do ‘cantinho do desabafo”, Thiago explica que tem ouvido relato, em palestras em escolas, de casos de bullying e outros problemas emocionais. “Aqui em Brasília, atendemos cerca de 5 mil pessoas nos últimos anos”. Em Brasília, há 15 psicólogos voluntários que atendem regularmente.
Entre as profissionais, Juliana Cei, de 38 anos, encontrou na atividade um novo sentimento pela profissão. Ela trabalha na área organizacional de uma empresa e procura, nas horas livres, atender pessoas de forma voluntária nos espaços públicos.
“A gente está vivendo uma crise de saúde mental generalizada. Há uma epidemia de solidão e as pessoas têm tido poucas oportunidades de interagir, de formar laços, de ter uma rede de apoio”, considera.
Ela explica que, quando encontrou o projeto de voluntariado, percebeu que poucos jovens têm tempo de convivência de qualidade com os familiares. “Tudo isso tornou o jovem muito mais suscetível a crises”.
Juliana destaca ainda que tem percebido maior número de mulheres em busca de ajuda. “Eu conversei com mulheres que contaram situações bem sensíveis. A gente ouve com muita atenção.
Entre os retornos que recebeu de pessoas atendidas pelo projeto, ela recorda com especial carinho uma ocasião em que uma adolescente perguntou sobre a atividade de psicologia. “A gente acaba plantando uma sementinha naquela pessoa que, às vezes, está sofrendo. Mas ela não quer só sair do sofrimento. Ainda pensa em ser voluntária um dia”.
Também sensível às dores alheias, o psicólogo brasiliense Lucas Hedler, de 45 anos, explica que aderiu ao trabalho voluntário para ajudar outras pessoas trans como ele. “Eu resolvi fazer um grupo de apoio para a gente poder falar sobre as nossas inseguranças. Poder compartilhar nossa história de forma segura e que também tenha um resultado psicológico”, afirma.
Ele lamenta que a comunidade LGBTQIA+ em geral tem convivido, por vezes, com um ambiente familiar que pode ser mais inseguro do que a rua.
Inclusive, Lucas diz ter muito interesse em atender pessoas vítimas de traumas. “A pandemia foi muito difícil para as pessoas trans. Muitas sofreram agressões, foram expulsas de casa e não tiveram para onde ir”.
O psicólogo pretende criar mais projetos de atendimento voluntário para esse grupo. “Eu estou me especializando em autismo também porque a incidência desse transtorno em pessoas trans é alta”.
Para atendimentos de saúde mental, há outros caminhos gratuitos:
CVV: Centro de Valorização da Vida - Ligue 188
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...Por meio de duas declarações, a Missão de Observação Permanente da Santa Sé na ONU pede a aplicação do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares: suas consequências duradouras nos lembram que por trás de "doutrinas, arsenais e considerações de vantagem estratégica" estão pessoas cuja dignidade "nunca pode ser subordinada a interesses militares ou políticos".
"Saibam que nenhuma das suas legítimas aspirações escapa à atenção e ao cuidado pastoral da Igreja que, como Corpo de Cristo, possui um coração
..."Saibam que nenhuma das suas legítimas aspirações escapa à atenção e ao cuidado pastoral da Igreja que, como Corpo de Cristo, possui um coração que os acompanha com ternura e compaixão", disse Leão XIV aos peregrinos do Brasil e Portugal presentes na Praça São Pedro para a Audiência Geral. Proximidade também manifestada a representantes da KAICIID, que procura promover o diálogo inter-religioso através de projetos, como a Plataforma Inter-religiosa para o Diálogo e a Cooperação no Mundo Árabe.

A proposta de consulta pública contempla a revisão e a atualização de 197 cursos técnicos, distribuídos em 13 eixos tecnológicos.
Após o envio da participação social, será automaticamente gerado um número de protocolo, que será encaminhado ao e-mail informado no formulário online.
O Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT), vigente desde 2020, é referência da educação técnica de nível médio no país.
O material orienta instituições de ensino na organização e oferta de cursos técnicos, itinerários formativos para as redes de ensino.
O material também serve para informar os estudantes sobre perfis profissionais e possibilidades de atuação no mundo do trabalho com o objetivo de ajudá-los na escolha de suas formações e futuras carreiras.
Para o setor produtivo, serve de parâmetro na seleção de profissionais qualificados.
A atualização do documento busca adequar a formação educacional às transformações tecnológicas, às novas demandas do mundo do trabalho e às alterações normativas recentes na legislação educacional, como as diretrizes estabelecidas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e na Política Nacional de Educação
Profissional e Tecnológica (PNEPT).

O documento informa data, horário e local de aplicação da prova, número de inscrição, além de indicar, quando for o caso, o atendimento especializado aprovado e uso do nome social. O candidato pode acessar o cartão na Página do Participante da Prova Nacional Docente (PND) diretamente pelo Sistema PND.
Para orientar os candidatos a não perderem prazos importantes, o Inep elaborou o Guia do Participante da Prova Nacional Docente – 2026.
A retificação da nova data de divulgação do cartão de confirmação da inscrição foi publicada pelo Inep no Diário Oficial da União. As demais datas do cronograma da PND 2026 estão mantidas.
Conforme previsto no edital da PND 2026, a aplicação das provas está marcada para 20 de setembro em todos os estados, no Distrito Federal e nos municípios listados no Portal do Inep.
Confira as demais datas do cronograma da PND 2026:
A avaliação teórica terá como base o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, desde a edição de 2024, foca nos cursos de formação docente.
A prova, com duração total de cinco horas e 30 minutos, será composta por uma parte de formação geral docente, comum aos cursos de todas as áreas, e outra de componente específico, próprio de cada área de avaliação das licenciaturas.
A parte de formação geral docente terá 30 questões de múltipla escolha, envolvendo situações-problema e uma questão discursiva que avaliará aspectos como clareza, coerência, coesão, estratégias argumentativas, vocabulário e gramática adequados à norma padrão da língua portuguesa.
A parte de componente específico de cada área de avaliação da PND terá 50 questões de múltipla escolha envolvendo situações-problema e estudos de caso.
Nesta edição, 21 áreas da licenciatura serão avaliadas. Em relação a 2025, a ampliação de áreas da PND em 2026 incluiu as licenciaturas em: teatro, dança, ciências naturais e letras e espanhol.
A Prova Nacional Docente, além de estimular a realização de concursos públicos nas redes públicas de ensino, tem os objetivos de melhorar a qualidade dos processos seletivos para professores, e, também, induzir o aumento de professores qualificados no magistério público.
A iniciativa federal voltada aos licenciados integra o programa Mais Professores para o Brasil que reúne ações integradas para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica e o incentivo à docência no Brasil.

Neste ano, a premiação recebeu mais de 3,9 mil inscrições. O prêmio reconhece práticas educacionais de excelência desenvolvidas por professores, coordenadores e gestores de escolas públicas e privadas de todo o Brasil.
Ao todo, são nove finalistas na categoria Professor/Coordenador, distribuídos nos eixos Direitos Humanos, Inovação e Tecnologia e Sustentabilidade; e três na categoria Gestor Escolar, voltada a iniciativas de Gestão da Aprendizagem.
Na categoria Professor/Coordenador, são escolhidos os três primeiros colocados em cada eixo temático. Entre os primeiros colocados de cada eixo será escolhido o Educador do Ano.
Na categoria Gestor Escolar, os três finalistas também serão classificados, e o primeiro colocado será reconhecido como Gestor do Ano.
Os primeiros colocados receberão um prêmio de R$ 25 mil, além de bolsa de pós-graduação no Instiuto Singularidades e acesso por 24 meses à plataforma PROFS, voltada pra a formação continuada e apoio pedagógico.
Já os segundos colocados receberão R$ 20 mil, bolsa de 50% na pós-graduação e acesso à PROFS por 12 meses. Já os terceiros colocados receberão R$ 15 mil, bolsa de 50% na pós-graduação e acesso à plataforma por 12 meses.
O Prêmio Educador Nota 10 é realizado pelo Instituto Somos e pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.
Conheça os finalistas
Na categoria Gestor Escolar foram selecionados os seguintes profissionais:
Edileuza Araujo de Souza - Escola Estadual Floresta, em Paranã (TO)
O projeto Dados que Inspiram Mudança, Resultados que Transformam implantou uma gestão pedagógica baseada em evidências. Entre as principais estratégias adotadas estão o Painel Vivo de Aprendizagem, o Assessoramento Pedagógico por Dados, o boletim de devolutiva para famílias e a ação Adote uma Habilidade, que engajou toda a equipe escolar na recomposição das aprendizagens.
João Carlos Carneiro - CEMEB José dos Santos Novaes, em Itapevi (SP)
O projeto Menos Processos, Mais Aprendizagem: Inovação e Tecnologia a Serviço da Educação apresenta um sistema integrado de gestão escolar com uso de tecnologias acessíveis para reduzir burocracias, automatizar processos e devolver tempo à equipe pedagógica. A iniciativa utilizou ferramentas como WhatsApp com chatbot, QR Codes, catracas biométricas, câmeras Wi-Fi, dashboards, sistema de som setorizado, Chromebooks e o sistema de gamificação “Notinhas”.
Tânia Maria de Farias Pereira - EMTI Francisco de Assis Gomes Rufino, em Tambori (CE)
O projeto Conectando Vidas: gestão baseada em evidências para proporcionar aprendizagem, protagonismo e transformação social fortaleceu a aprendizagem e o protagonismo estudantil por meio de uma gestão orientada por evidências, integrada a projetos de leitura, matemática, cultura, empreendedorismo, educação ambiental e projeto de vida.
Entre os professores e coordenadores, os finalistas na categoria “Inovação e Tecnologia” são:
Michelle Mariano Mendonça, coordenadora pedagógica na EMEF Raul de Leoni, em São Paulo (SP)
O projeto Rede Formativa: Fortalecendo Elos na Escola Pública criou uma rede de colaboração entre escola, universidades e instituições de pesquisa, aproximando estudantes e professores da produção científica e cultural.
Josane do Nascimento Ferreira Cunha, professora de Química no Instituto Federal de Mato Grosso – campus Cuiabá Bela Vista
O projeto MIPIPEQ: Democratização da Ciência Química e Protagonismo Estudantil utiliza uma metodologia própria para transformar o ensino de química em uma experiência investigativa, criativa e conectada a desafios reais da sociedade. Os estudantes desenvolvem produtos, protótipos e soluções voltadas à inclusão, sustentabilidade, saúde e inovação, articulando ciência e impacto social.
Daniela Steinheuzer, professora na Rede Estadual de Ensino em Blumenau (SC)
O projeto Terrário e o Ciclo da Água na Previsão do Tempo, realizado na Escola Estadual Básica Bruno Hoeltgebaum utilizou terrários e o horto escolar para transformar conceitos científicos abstratos em experiências concretas.
Na categoria “Sustentabilidade”, os finalistas são:
Fernanda Ferreira de Oliveira, professora na EM Antonio Boldrin, em Piracicaba (SP)
O projeto Encantados levou crianças da educação infantil a investigar seres presentes em narrativas indígenas, afro-brasileiras e da cultura popular, utilizando literatura, oralidade, arte e brincadeiras como caminhos para a aprendizagem.
Renata Araujo de Souza, professora concursada da Educação Básica na EMEB Agostinho dos Santos, em São Bernardo do Campo (SP):
Em Infâncias em Estado de Pesquisa: As Poéticas do Pensar com a Natureza como Território de Descobertas, bebês e crianças bem pequenas foram estimulados a investigar a natureza por meio de experiências sensoriais, artísticas e científicas.
Lazelane Ferreira da Silva, professora de geografia no Colégio Estadual Professor Joaquim Carvalho Ferreira, em Goiânia (GO)
O projeto Miniflorestas como Estratégia para o Conforto Térmico mobilizou estudantes na criação de uma minifloresta formada por espécies nativas do Cerrado em uma escola localizada em uma região urbana com pouca arborização.
Os finalistas na categoria “Direitos Humanos” são:
Rodrigo da Vitória Gomes, professor de química e pedagogo da Educação de Jovens e Adultos na EE Foz do Riacho - Centro de Detenção e Ressocialização de Linhares (CDRL), em Linhares (ES)
O projeto Além das Grades: A Ciência como Ponte para a Liberdade utilizou uma Feira de Ciências como instrumento de educação, cidadania e ressocialização para estudantes privados de liberdade. Desenvolvido em uma unidade prisional, o projeto criou oportunidades para que os participantes atuassem como pesquisadores, desenvolvendo investigações científicas relacionadas a problemas reais.
Qircia Aparecida Fonseca Santana, professora no Colégio Estadual de Tempo Integral de Iraquara, em Iraquara (BA)
O projeto Leituras Negras: diálogos com as comunidades tradicionais de Iraquara promoveu o encontro entre literatura afro-brasileira e indígena e os saberes das mulheres quilombolas da região.
Daniela Aparecida Ferreira Arfelli atua na Escola Estadual Assentamento Santa Clara, em Mirante do Paranapanema (SP)
O projeto Vozes em Territórios de Luta: Práticas de Letramento com Estudantes Acampados e Assentados nasceu da necessidade de ampliar o letramento em um contexto de vulnerabilidade social. Por meio de práticas significativas de leitura e produção textual, os estudantes foram incentivados a registrar suas histórias, vivências e identidades. O resultado foi a produção do livro coletivo Palavras que se Conectam.

Os estudantes do ensino médio da educação de jovens e adultos (EJA), beneficiários do programa, também terão depositada hoje a parcela pela aprovação de ciclos de formação e conclusão dessa etapa final da educação básica.
Na modalidade da EJA, os pagamentos do incentivo ocorrem de forma diferente dos estudantes do ensino médio regular.
Enquanto no ensino médio EJA, o estudante recebe até quatro parcelas do incentivo-frequência no valor de R$ 225 cada, totalizando até oito parcelas de frequência por ano, no ensino médio regular os estudantes recebem até nove parcelas de frequência por ano, cada uma no valor de R$ 200.
O Pé-de-Meia funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio.
De acordo com o calendário de pagamentos do Pé-de-Meia de 2026, também chamado de Poupança do Ensino Médio, a parcela será depositada conforme o mês de nascimento dos estudantes de 14 a 24 anos, que cumprem os requisitos do programa.
Confira o calendário de pagamentos até 31 de agosto:
· nascidos em janeiro e fevereiro: receberam em 24 de agosto;
· nascidos em março e abril: receberam em 25 de agosto;
· nascidos em maio e junho: receberam em 26 de agosto;
· nascidos em julho e agosto: receberam em 27 de agosto;
· nascidos em setembro e outubro: receberam em 28 de agosto;
· nascidos em novembro e dezembro: recebem em 31 de agosto.
Nesse período, também poderão ser liberadas para os estudantes uma ou mais parcelas de matrícula de 2026 e do incentivo-frequência de meses anteriores, caso as redes de ensino corrijam dados que impediam o recebimento.
Os beneficiados pela iniciativa federal podem consultar os dados sobre os pagamentos na página eletrônica dedicada ao estudante, dentro do site do programa Pé-de-Meia. É necessário fazer login na conta da plataforma Gov.br
A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos. Entre eles, estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
Em 2026, é preciso que as famílias dos estudantes tenham cadastro ativo no CadÚnico até a data-base de 7 de agosto de 2026. A atualização do CadÚnico tem validade de 24 meses. O Ministério da Educação (MEC) é o responsável por verificar se o jovem pode participar do programa federal a partir dos dados do CadÚnico.
Também é preciso que a renda familiar seja de até meio salário mínimo por pessoa.
Além disso, os alunos precisam ter entre 14 e 24 anos no ensino médio regular ou entre 19 e 24 anos na educação de jovens e adultos.
O estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular e manter frequência a pelo menos 80% nas aulas.
O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil.
Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.
O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login da plataforma digital Gov.br. É preciso digitar a senha da conta.
Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa por meio do link de Perguntas Frequentes sobre o Pé-de-Meia, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa, incluindo critérios para participar, formas de consultar o benefício, calendário de pagamentos e passo a passo sobre a liberação de movimentação da conta para menores de idade.
Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco do MEC, no telefone 0800-616161. A ligação é gratuita.

Os ex-estudantes do ensino superior que foram beneficiados pela política pública devem procurar as instituições financeiras com quem firmaram o contrato: o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal.
O Fies é o programa federal que oferece financiamento a quem deseja estudar em uma instituição privada de ensino superior. Após a formatura, o estudante precisa devolver o montante financiado pelo governo com juros baixos e condições facilitadas de pagamento, respeitando o limite da renda do ex-estudante.
O Desenrola Fies 2026 é voltado a estudantes com contratos do Fies firmados até 2017 que estavam, em 4 de maio de 2026, na fase de amortização. Este é período em que o estudante começa a pagar o valor principal do financiamento estudantil e os juros acumulados para quitar a dívida após terminar a faculdade.
A renegociação contempla contratos adimplentes e inadimplentes, conforme as condições previstas para cada perfil.
A data de 4 de maio de 2026 é adotada como referência para verificar a situação do contrato e aplicar critérios como o tempo de inadimplência e o enquadramento do estudante no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
Também podem participar do Desenrola Fies 2026 os estudantes com o nome inscrito em cadastros de inadimplentes por atraso no financiamento.
Não estão aptos à renegociação os estudantes que contrataram o Fies a partir de 1º de janeiro de 2018, assim como aqueles com contratos nas fases de uso do financiamento ou de carência.
As condições de renegociação de dívidas do Fundo oferecidas variam de acordo com a situação de cada contrato de financiamento.
Dependendo do perfil da dívida e da quantidade de dias de inadimplência (atraso no pagamento da parcela), os benefícios podem ser aplicados tanto para a quitação à vista quanto para o parcelamento, conforme as regras específicas de cada faixa de renegociação.
Os descontos disponíveis devem ser consultados nos canais oficiais dos dois agentes financeiros oficialmente responsáveis pelo financiamento.
A renegociação somente é efetivada após o pagamento da parcela de entrada. Caso esse pagamento não seja feito, a proposta é cancelada.
A formalização da renegociação pode ser feita pelos aplicativos oficiais dos agentes financeiros para dispositivos móveis (tablets e smartphones) ou presencialmente em qualquer agência do banco responsável pelo contrato.
Na Caixa Econômica Federal, a renegociação está disponível também no aplicativo Fies Caixa. Mas, em situações específicas, como parcelamentos mais longos que exigem fiador da dívida, o beneficiário poderá ser orientado a procurar atendimento presencial nas agências do banco público.
No Banco do Brasil, a adesão está disponível pelo aplicativo ou em agência, conforme a modalidade escolhida.
Após a formalização da renegociação e o pagamento da parcela de entrada, o nome do estudante e dos fiadores será retirado dos cadastros de inadimplentes, quando aplicável.
O prazo para renegociação das dívidas considera a vigência da Medida Provisória nº 1.355/2026, que institui o Novo Desenrola Brasil, e também o calendário legislativo do Congresso Nacional. Esse programa é voltado à renegociação e à regularização de dívidas de pessoas físicas, com o objetivo de contribuir para a recuperação da capacidade financeira das famílias.

O prazo considera a vigência da Medida Provisória nº 1.355/2026 que institui o Novo Desenrola Brasil e também o calendário legislativo do Congresso Nacional.
Cada contrato do Fies pode passar por apenas uma renegociação durante a vigência do Desenrola Fies, avisa o Ministério da Educação.
O Fies é o programa federal que oferece financiamento para quem deseja estudar em uma instituição privada de ensino superior. Após a formatura, o estudante precisa devolver o montante financiado pelo governo com juros baixos e condições facilitadas de pagamento, respeitando o limite da renda do ex-estudante.
O Desenrola Fies 2026 é voltado aos estudantes com contratos do programa firmados até 2017 que estavam, em 4 de maio de 2026, na fase de amortização. Esse é o período em que o estudante começa a pagar o valor principal do financiamento estudantil e os juros acumulados para quitar a dívida após terminar a faculdade.
A renegociação contempla contratos adimplentes e inadimplentes, conforme as condições previstas para cada perfil.
A data de 4 de maio de 2026 é adotada como referência para verificar a situação do contrato e aplicar critérios como o tempo de inadimplência e o enquadramento do estudante no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
Também podem participar do Desenrola Fies 2026 os estudantes com o nome inscrito em cadastros de inadimplentes por atraso nesse financiamento estudantil.
Não estão aptos à renegociação os estudantes que contrataram o Fies a partir de 1º de janeiro de 2018, assim como aqueles com contratos nas fases de uso do financiamento ou de carência.
As condições oferecidas para renegociação de dívidas do fundo variam de acordo com a situação de cada contrato de financiamento.
Dependendo do perfil da dívida e da quantidade de dias de inadimplência (atraso no pagamento da parcela), os benefícios podem ser aplicados tanto para quitação à vista quanto para o parcelamento, conforme as regras específicas de cada faixa de renegociação.
Os descontos disponíveis devem ser consultados nos canais oficiais dos agentes oficialmente responsáveis pelo financiamento: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
A renegociação somente é efetivada após o pagamento da parcela de entrada. Caso esse pagamento não seja feito, a proposta é cancelada.
A formalização da renegociação pode ser feita pelos aplicativos oficiais dos agentes financeiros para dispositivos móveis (tablets e smartphones) ou presencialmente, em qualquer agência do banco responsável pelo contrato.
Na Caixa Econômica Federal, a renegociação está disponível também no aplicativo Fies Caixa. Mas, em situações específicas, como parcelamentos mais longos que exigem fiador, o beneficiário do financiamento poderá ser orientado a procurar atendimento presencial nas agências da instituição.
No Banco do Brasil, a adesão está disponível pelo aplicativo ou em agência, conforme a modalidade escolhida.
Após a formalização da renegociação e o pagamento da parcela de entrada, o nome do estudante e dos fiadores será retirado dos cadastros de inadimplentes, quando aplicável.

Os estudantes do ensino médio da educação de jovens e adultos (EJA) que são beneficiários do programa também terão depositada a parcela pela aprovação de ciclos de formação e conclusão desta etapa final da educação básica.
Na modalidade da EJA, os pagamentos do incentivo ocorrem de forma diferenciada da dos estudantes do ensino médio regular.
Enquanto no ensino médio EJA, o estudante recebe até quatro parcelas do incentivo frequência no valor de R$ 225 cada, totalizando até oito parcelas de frequência por ano; no ensino médio regular, os estudantes recebem até nove parcelas de frequência por ano, cada uma delas no valor de R$ 200.
O Pé-de-Meia funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio.
De acordo com o calendário de pagamentos do Pé-de-Meia de 2026, também chamado de Poupança do Ensino Médio, a parcela será depositada conforme o mês de nascimento dos estudantes de 14 a 24 anos, que cumprem os requisitos do Pé-de-Meia.
· nascidos em janeiro e fevereiro: receberam em 24 de agosto;
· nascidos em março e abril: receberam em 25 de agosto;
· nascidos em maio e junho: receberam em 26 de agosto;
· nascidos em julho e agosto: receberam em 27 de agosto;
· nascidos em setembro e outubro: recebem em 28 de agosto;
· nascidos em novembro e dezembro: receberão em 31 de agosto.
Neste período, também poderão ser liberadas para os estudantes uma ou mais parcelas de matrícula de 2026 e do incentivo-frequência de meses anteriores, caso as redes de ensino corrijam dados que impediam o recebimento dessas.
A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos. Entre eles, estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
Em 2026, é preciso que as famílias dos estudantes tenham cadastro ativo no CadÚnico até a data-base de 7 de agosto de 2026. A atualização do CadÚnico tem validade de 24 meses. O Ministério da Educação (MEC) é o responsável por verificar se o jovem pode participar do programa federal a partir dos dados do CadÚnico.
Também é preciso que a renda familiar seja de até meio salário mínimo por pessoa.
Além disso, os alunos precisam ter entre 14 e 24 anos no ensino médio regular ou entre 19 e 24 anos na educação de jovens e adultos (EJA).
O estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular e manter frequência em pelo menos 80% nas aulas.
Os beneficiados pela iniciativa federal podem consultar os dados sobre os pagamentos na página eletrônica dedicada ao estudante dentro do site do programa Pé-de-Meia. É necessário fazer com login na conta da plataforma Gov.br
O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil.
Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.
O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login da plataforma digital Gov.br. É preciso digitar a senha da conta do estudante.
Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa por meio do link do Pé-de-Meia de Perguntas Frequentes, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa, incluindo critérios para participar, formas de consultar o benefício, calendário de pagamentos, perguntas frequentes e passo a passo sobre a liberação de movimentação da conta para menores de idade.
Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco do MEC, no telefone 0800-616161. A ligação é gratuita.

Os dois primeiros dias são exclusivos para visitação escolar previamente agendada. No sábado e no domingo, as atrações são abertas ao público em geral, mas é preciso retirar ingressos gratuitos no site.
São apresentados, por exemplo, o mundo da geometria, que lida com as formas; o da aritmérica, que trabalha com números; e o da dinâmica, que fala dos fenômenos que evoluem no tempo.
O diretor-geral do Impa, Marcelo Viana, contou que a organização buscou representações concretas para a abstração característica da matemática.
“Em cada caso, tem um parceiro que está lá com jogos ligados àquele tema, disponíveis para a garotada brincar. É um sucesso”, disse.
Também há estandes como o do projeto Meninas Olímpicas do Impa (MOI), que é uma iniciativa da instituição para promover a presença feminina nas áreas de ciências, matemática e engenharia, e o da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).
Entre as atrações, há ainda experiências do No Fluid (Laboratório de Dinâmica de Fluidos) do Impa, que apresenta diversos tipos de turbulência e ruídos do mar.
“A produção está muito caprichada. Foi uma colaboração entre o próprio pesquisador e a nossa equipe. Tem uma espécie de túnel de vento mostrando o fenômeno de turbulência e como ela é importante para a geração de energia a partir de ondas e do som. É quase cinema”, analisou Viana.
O público terá oportunidade de assistir ao documentário Counted out – Matemática é poder, lançado em 2024, que narra como os números moldam a sociedade, influenciando desde o orçamento familiar até políticas públicas.
“Hoje em dia, tudo está sendo definido por ferramentas de inteligência artificial (IA), que é matemática na sua base. Então, quem controla o conhecimento matemático adquire um poder que não tem precedente na história. E quem tem o poder o exerce. Se você não tem, vai ser vítima desse poder”, disse Marcelo Viana.
O festival tem também teatro, com exibição da peça Constante e Finito, da Trestada Produções. O espetáculo é inspirado em textos da coluna Matematicamente, do professor de matemática da Universidade de Brasília (UNB), Pedro Roitman, publicada na revista Ciência Hoje das Crianças.
Entre as atrações, estão ainda a Arena Gamer, com jogos desenvolvidos pelo AfroGames, incluindo um criado especialmente para o FestMat.
O diretor-geral do Impa definiu que a programação é variada e voltada para todas as idades.
“De um ano a 99 anos tem alguma coisa para você fazer. E o melhor é que a garotada está muito animada. Este é o nosso público alvo”.
Hora de as escolas públicas escolherem os livros didáticos, pedagógicos e literários que são utilizados pelas escolas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental no ciclo 2027-2030. O prazo de seleção termina em 8 de setembro.

Os professores dos anos iniciais, coordenadores e gestores escolares devem analisar as obras disponíveis e avaliar quais materiais estão mais alinhados à proposta pedagógica da unidade, os objetivos de ensino, bem como as características e as necessidades da comunidade escolar.
O Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) é uma política pública executada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e pelo Ministério da Educação (MEC).
A distribuição dos livros às escolas de todo o país é gratuita.
As escolas pertencentes a redes públicas de ensino com adesão ao PNLD para essa etapa devem participar da escolha.
As unidades também precisam ter registrado estudantes no Censo Escolar de 2025.
Os materiais para os estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental 1 (EF1) estão organizados em três categorias para escolha.
1ª – escolha obrigatória para estudantes do 1º e 2º anos com os seguintes conteúdos:
língua portuguesa;
arte;
educação física*;
matemática;
ciências da natureza, história e geografia (obra interdisciplinar);
educação digital e midiática.
Nesta primeira categoria, todos os livros do estudante são consumíveis (não reutilizáveis) e permanecem com o aluno, que pode escrever e interagir diretamente com o material e, por exemplo, escrever nas páginas.
2ª – escolha obrigatória para estudantes do 3º, 4º e 5º anos, com os seguintes conteúdos:
língua portuguesa;
arte;
educação física;
matemática;
ciências da natureza;
história;
geografia;
livro regionalizado de história e geografia;
produção de texto;
educação digital e midiática.
Nesta segunda categoria, as obras de história e geografia apresentam conteúdos relacionados às respectivas regiões das escolas. Os livros de língua portuguesa e matemática não são reutilizáveis. Os demais são reutilizáveis e devem ser devolvidos à escola ao final do ano letivo.
O FNDE explica que os livros de educação física das Categorias 1 e 2 são destinados exclusivamente aos professores.
3ª – escolha optativa: 1º ao 5º ano, para língua espanhola e língua inglesa.
Os livros da categoria três 3 são reutilizáveis e devem ser devolvidos à escola no fim do ano letivo.
O processo deve ser feito pelos profissionais da educação de todo o país exclusivamente no sistema PNLD Gestão. Os professores e gestores precisam estar cadastrados no Sistema Gestão Presente (SGP), que centraliza as informações educacionais de mais de 46 milhões de estudantes da educação básica no Brasil, ou possuir cadastro anterior no Portal do Livro Digital e utilizar uma conta Gov.br.
A escola pode selecionar coleções distintas para cada disciplina curricular. Não é necessário escolher a mesma coleção para todas elas. Em cada componente, devem ser selecionadas as coleções disponíveis no processo de escolha.
A escola que não desejar receber determinada obra ou componente deverá registrar a opção “NÃO DESEJO RECEBER O LIVRO”, no sistema.
Para as categorias 1 e 2, caso a escola não realize a escolha nem registre a opção de não recebimento, o FNDE fará a atribuição dos exemplares com base em critérios técnicos previamente estabelecidos.
Na categoria 3, como a adesão é voluntária, caso a escola não manifeste interesse, não haverá atribuição técnica.
Para ajudar neste processo, o Ministério da Educação (MEC) disponibilizou o Guia Digital do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD).
A ferramenta reúne informações sobre as obras aprovadas e incluem:
- resenhas e dados sobre as obras
- metodologias propostas para facilitar o planejamento das aulas;
- estrutura dos conteúdos;
- avaliação realizada para aprovação das obras e alinhamento com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
- orientações aos profissionais das redes públicas de ensino para fazer as escolhas mais adequadas;
Em caso de dúvidas, o interessado deve entrar em contato com a equipe do livro pelo e-mail.

Também recebem o incentivo estudantes do ensino médio da educação de jovens e adultos (EJA), pela aprovação de ciclos de formação e conclusão da etapa final da educação básica. Nesta modalidade, os pagamentos ocorrem de forma diferenciada dos estudantes do ensino médio regular.
Nas duas situações, é preciso atingir, pelo menos, 80% de frequência nas aulas.
O Pé-de-Meia funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio.
De acordo com o calendário do Pé-de-Meia de 2026, chamado de Poupança do Ensino Médio, a parcela será depositada conforme o mês de nascimento dos estudantes de 14 a 24 anos, que cumprem os requisitos.
Confira o calendário de pagamentos que seguem até 31 de agosto:
Neste período, poderão ser liberadas para os estudantes uma ou mais parcelas de matrícula de 2026 e do incentivo-frequência de meses anteriores, caso as redes de ensino corrijam dados que impediam o recebimento.
A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos. Entre eles, estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
Neste ano, é preciso que as famílias dos estudantes tenham cadastro ativo no CadÚnico até a data-base de 7 de agosto de 2026. A atualização do CadÚnico tem validade de 24 meses. O Ministério da Educação (MEC) é o responsável por verificar se o jovem pode participar do programa federal a partir dos dados do CadÚnico.
A renda familiar do alunos deve ser até meio salário mínimo por pessoa.
Os alunos precisam ter entre 14 e 24 anos no ensino médio regular ou entre 19 e 24 anos na educação de jovens e adultos (EJA). O estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular e manter frequência em pelo menos 80% nas aulas.
Os beneficiados pela iniciativa federal podem consultar os dados sobre os pagamentos na página eletrônica dedicada ao estudante, no site do programa Pé-de-Meia. É necessário fazer com login na conta da plataforma Gov.br
O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil.
Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.
O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login da plataforma digital Gov.br. É preciso digitar a senha da conta do estudante.
Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa na página Pé-de-Meia de Perguntas Frequentes, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa, incluindo critérios para participar, formas de consultar o benefício, calendário de pagamentos, perguntas frequentes e passo a passo sobre a liberação de movimentação da conta para menores de idade.
Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco do MEC, no telefone 0800-616161. A ligação é gratuita.
