Explore artigos e informações essenciais para profissionais do Direito e cidadãos interessados em atualizações jurídicas. Nosso foco contempla legislação, jurisprudência e doutrina, com análises de casos e estudos aprofundados sobre os diversos ramos do Direito.


Em breve um acervo de revistas do século XX. (Saiba mais)
Temos 2549 convidados e nenhum membro online
O cardeal pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, cardeal Luis Antonio Gokim Tagle, decano do Colégio Cardinalício, presidiu a oração do
...O cardeal pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, cardeal Luis Antonio Gokim Tagle, decano do Colégio Cardinalício, presidiu a oração do Terço Missionário no campus da Pontifícia Universidade Urbaniana, na véspera do 100º Dia Mundial das Missões. Ele exortou a não esquecermos aqueles que se doam com alegria em áreas de conflito e pobreza: "O amor de Deus é mais forte do que qualquer barreira".
Em Londres, para uma série de eventos ecumênicos, o cardeal prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso presidiu a missa na Catedral de
...Em Londres, para uma série de eventos ecumênicos, o cardeal prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso presidiu a missa na Catedral de Westminster. Em sua homilia, ele exortou as pessoas a permanecerem firmes em sua identidade cristã, "para que possamos encontrar os outros sem medo ou confusão". O diálogo entre pessoas de diferentes religiões, enfatizou, permite vencer a "ignorância e o preconceito" e colaborar na resolução pacífica de conflitos.
A irmã Ana Rita Nunes Araújo, Ecónoma Geral da Congregação das Irmãs Franciscanas das Vitórias, fundada em 1884 pela Venerável Mary Jane Wilson,
...A irmã Ana Rita Nunes Araújo, Ecónoma Geral da Congregação das Irmãs Franciscanas das Vitórias, fundada em 1884 pela Venerável Mary Jane Wilson, esteve recentemente em Roma e,em entrevista à Rádio Vaticano, falou do carisma da Congregação e da fundadora, uma anglicana de origem britânica que se converteu ao catolicismo e fundou, na Madeira, a Congregação. Falou igualmente das missões que têm pelo mundo fora, a começar por Angola, onde ela própria foi missionária por quase uma década.
As abelhas têm papel fundamental para a polinização de frutas e vegetais. Além disso, a produção de mel e seus derivados movimentam o mercado de exportação. Diante de tamanha importância para a alimentação, a preservação da biodiversidade e o comércio, existe uma preocupação com a redução na população desses insetos devido ao uso de agrotóxicos. E para detectar essas substâncias em abelhas e pólen, uma grande quantidade delas precisa ser sacrificada. Mas uma nova técnica desenvolvida no Instituto de Química do Campus São Carlos da Universidade de São Paulo pode reduzir o impacto ambiental como explica a pesquisadora Ana Maria Barbosa Medina. Ela conta que por meio de testes foi reduzirdo o número de abelhas necessárias para identificar os agrotóxicos.

No estudo, a equipe de cientistas fez testes com duas espécies de abelhas: as africanizadas e as nativas jataís. No método convencional, são necessários entre 5 e 15 gramas de abelhas trituradas. O que equivale a morte de 150 unidades no caso das africanizadas.
Com a nova técnica, é possível detectar a presença de agrotóxicos com apenas três abelhas. De acordo com a pesquisadora Ana Maria Barbosa Medina, na análise das nativas jataís, esse número é ainda mais expressivo.
Além disso, em comparação com o método convencional, a técnica da USP utiliza uma quantidade 15 vezes menor de produtos químicos, gerando menos resíduos. A princípio, foi analisada a presença de dois agrotóxicos: o imidacloprida e o tiametoxam. Em uma próxima etapa, o método será testado com outros tipos de inseticidas e, também, outras espécies de abelhas.
2:30O Viva Maria de hoje apresenta a QuitérIA, uma inteligência artificial feminista desenvolvida pelo Instituto AzMina para monitorar projetos de lei sobre gênero no Congresso Nacional. A ferramenta integra a plataforma Elas no Congresso, que acompanha propostas legislativas relacionadas aos direitos de meninas, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ desde 2019.

Batizada em homenagem a Maria Quitéria de Jesus, considerada a primeira mulher a integrar o Exército Brasileiro, a ferramenta utiliza mais de 300 palavras-chave para identificar projetos e indicar se as propostas são favoráveis ou desfavoráveis aos direitos monitorados.
Em conversa com a apresentadora Mara Régia, Maria Isis, coordenadora do Instituto AzMina, destaca que as propostas legislativas sobre gênero aumentaram 83% na atual legislatura, em comparação com a anterior. Os projetos relacionados à violência de gênero cresceram 74%, passando de 529 para 919.
Mas o aumento das propostas não significa, necessariamente, avanços. Segundo Maria Isis, parte dos projetos prioriza o endurecimento de penas, sem enfrentar as causas da violência. A coordenadora também chama a atenção para iniciativas que podem restringir direitos sexuais e reprodutivos e direitos da população LGBTQIAPN+.
A entrevista aborda ainda a importância de acompanhar a atuação dos parlamentares, já que o aumento da presença feminina no Congresso não garante, por si só, a defesa dos direitos das mulheres. A conversa também destaca temas emergentes, como a misoginia nas redes sociais e os impactos da tecnologia sobre crianças e adolescentes.
A plataforma Elas no Congresso é pública e gratuita. No endereço elasnocongresso.com.br, é possível consultar projetos de lei, conhecer a metodologia de monitoramento e receber alertas sobre temas de interesse.
14:13O workshop GameLab reúne professores para discutir como os jogos podem ser incorporados ao processo de aprendizagem nas escolas, conforme explica o organizador do projeto, Ricardo Silva:

"A gente está conseguindo levar como é que esse processo criativo, principalmente para os professores, eles para poderem criar os seus próprios jogos dentro da sala de aula e aplicar isso para os seus estudantes. Seja utilizando conhecimentos que eles têm dentro de sala de aula, mas também aproveitando conteúdos que já existem no mercado e adaptando-os para poder colocá-los em sala de aula. Apresentando um pouco das histórias dos jogos e também ensinar esse processo criativo", diz.
O projeto é direcionado para escolas municipais de Salvador.
"A nossa intenção é que esse projeto continue para mais escolas, não somente aqui de Salvador, mas também pelo interior do Estado, de maneira que a gente consiga aí apresentar todas essas soluções que os professores podem estar criando seus próprios jogos dentro de sala de aula", diz.
Nesta semana, o GameLab é realizado na Escola Subúrbio 360.
Outras informações sobre o projeto podem ser encontradas no site gpescola.com.br.
1:13O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br) apresentou, nesta quinta-feira (17), propostas para regulação das redes sociais no país. A entidade é formada por representantes do terceiro setor, do setor empresarial, da academia e do governo.

O grupo propõe 46 diretrizes para orientar a criação de projetos de lei e subsidiar as decisões dos poderes públicos, como explica Rafael Evangelista, representante da comunidade científica e tecnológica no CGI.
"Porque o que a gente tem hoje é uma situação de assimetria de poder brutal. A gente tem uma concentração de poder daqueles que controlam as plataformas de redes sociais e que têm efeitos em vários aspectos da sociedade. Então, vai ter efeito no processo democrático; o primeiro eixo, que é o eixo de soberania, conversa diretamente com os atentados à democracia que a gente já sabe que tiveram uma viabilização a partir da infraestrutura das plataformas."
As diretrizes foram agrupadas em seis temas: soberania; transparência; economia e concorrência; direitos humanos; prevenção e responsabilidade; e governança e regulação assimétrica. Entre as medidas estão a prevenção contra interferências indevidas em processos eleitorais, a criação de mecanismos de transparência na moderação de conteúdo e a rotulação de conteúdos gerados ou alterados por inteligência artificial.
Para a coordenadora do CGI, Renata Mielli, a regulação das redes sociais precisa garantir a soberania nacional no ambiente digital.
"É a necessidade de o Estado brasileiro ter a capacidade de garantir mecanismos para que nós sejamos soberanos dentro deste ambiente digital. E essa soberania, ela não pode ser vista nem como isolamento; nós precisamos olhar o que está acontecendo no mundo, e adotar, no Brasil, escolhas e medidas que façam sentido para a realidade brasileira."
As diretrizes preveem que as regras não sejam aplicadas de forma idêntica a todas as redes sociais. O texto destaca que é preciso considerar o porte dos aplicativos e seu poder de mercado, além de preservar a atuação de redes comunitárias e de pequenas empresas.
Um jogo educativo de realidade virtual para auxiliar na identificação de situações que podem aumentar ou reduzir o risco de acidentes no ambiente doméstico. A partir de tese desenvolvida pela estudante Jamylle Lucas Diniz, foi criado o PrevineQuedas. Jamylle Lucas , aluna do programa de pós-graduação em enfermagem da UFC, explica o foco do estudo.

"A proposta foi transformar conhecimentos relacionados aos fatores de riscos que ocasionam as quedas e as medidas de prevenção em uma experiência mais interativa com essa população".
Jamylle Lucas fala sobre o processo de concepção do jogo a partir de diálogos com idosos.
"A gente discutiu, em vários momentos, os ambientes da casa em que mais acontecem as quedas, os objetos e os mobiliários que deveriam estar presentes nos cenários de risco de quedas ou os objetos que previnem as quedas dentro desse ambiente. E a tecnologia foi construída não apenas pensando na pessoa idosa, mas também ouvindo e incorporando a perspectiva delas nesse processo".
A tese é intitulada Gerontecnologia do tipo jogo sério de realidade virtual para prevenção de quedas em pessoas idosas. Foi vencedora do prêmio CAPES de Teses 2026, na área de avaliação Enfermagem. Jamylle Lucas dá mais detalhes do jogo.
"Por meio da realidade virtual, o jogador precisa identificar esses elementos e dessa forma é estimulado a reconhecer situações que podem favorecer ou prevenir a queda dentro do ambiente domiciliar.
Para usar o PrevineQuedas são necessários o smartphone, óculos de realidade virtual, o aplicativo correspondente e uma cadeira giratória.
1:50Uma pesquisa apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) está desenvolvendo uma tecnologia que une inteligência artificial e biotecnologia para otimizar a produção de biogás em aterros sanitários. O projeto visa maximizar o aproveitamento de resíduos urbanos e impulsionar a geração de energia limpa, como detalha a Diretora de Administração e Finanças da Faperj, Luciana Lopes:

"Nós estamos falando do aproveitamento dos resíduos dos aterros para ampliar a produção de biogás, utilizando ferramentas de biotecnologia e inteligência artificial. Então, essa é uma pesquisa que tem um potencial alto para produzir, ao mesmo tempo, benefício ambiental, avanço tecnológico e resultado econômico. E é justamente essa capacidade de transformar ciência em solução que torna projetos como esse tão importantes para o desenvolvimento do nosso estado."
O estudo analisa uma série de dados para identificar os fatores que influenciam a produção de metano, principal componente do biogás, e descobrir formas de tornar mais eficiente o desempenho dos poços de captação instalados nos aterros.
A tecnologia será testada em uma unidade em operação e poderá ser adaptada para diferentes locais. De acordo com o pesquisador Álvaro Freitas, a equipe vai avaliar as condições dos aterros para entender por que alguns poços produzem menos gás do que outros.
"Onde a inteligência artificial entra nesse trabalho? Nós precisamos entender quais são as famílias de bactérias que estão presentes dentro do aterro sanitário, as condições da matéria orgânica, as condições do ambiente em termos de temperatura, umidade, pH e uma série de outras presenças físico-químicas. E, misturando todos esses fatores, nós conseguimos estabelecer a melhor dosagem do nosso biocomposto para que ele seja inserido lá."
Outro aspecto destacado pelo pesquisador é a peculiaridade dos aterros nas diferentes regiões do país. Freitas explica que é nessa questão que o uso da IA será mais decisivo.
"O aterro sanitário presente em um estado da região Nordeste é diferente de um aterro sanitário presente no estado da região Sudeste, por exemplo. Então, entendendo as regionalidades, as características de cada aterro e as questões ambientais, nós conseguimos dosar melhor o nosso composto e fazer com que ele maximize aquela produção de metano dentro de um aterro."
O biogás é gerado naturalmente durante a decomposição de resíduos orgânicos e pode ser usado na produção de energia elétrica. Após passar por tratamento e purificação, ele também pode ser transformado em biometano, um combustível renovável.
Com o aumento da quantidade de gás captada, cresce também o potencial de geração energética a partir do lixo que chega diariamente aos aterros sanitários. Além disso, a proposta pode fortalecer a gestão dos resíduos urbanos, combinando inovação, sustentabilidade e aproveitamento de uma fonte renovável de energia.
3:41A partir desta terça-feira, 8 de setembro, procedimentos de certificação e homologação de produtos para telecomunicações serão feitos na plataforma Certifica.

A informação é da Anatel, a Agência Nacional de Telecomunicações.
O antigo Sistema de Gestão de Certificação e Homologação, conhecido pela sigla SCH deixa, então, também a partir desta terça, de receber novos requerimentos.
O acesso à nova plataforma Certifica é feito no endereço: apps.anatel.gov.br.
Por lá, podem ser encaminhados e acompanhados procedimentos relacionados à avaliação da conformidade e à validade de produtos.
Os interessados nesses procedimentos são, geralmente, fabricantes, importadores, laboratórios e agentes envolvidos na certificação de produtos para telecomunicações.
Os formulários e manuais de orientação podem ser consultados na página de certificação de produtos da Anatel. Já as dúvidas sobre os procedimentos podem ser encaminhadas pelo endereço eletrônico [email protected].
1:22
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), iniciou a operação de um modelo computacional próprio de previsão do tempo. Desenvolvido nos últimos três anos, o Modelo para Previsões de Oceano, Terra e Atmosfera (Monan) está rodando no supercomputador Jaci, instalado no centro de dados do Inpe em Cachoeira Paulista (SP).

De acordo com o ministério, com o novo modelo, a precisão das previsões meteorológicas brasileiras passa agora a estar no mesmo patamar de órgãos de referência dos Estados Unidos e da Europa.
Um modelo de previsão do tempo é um software que simula as condições futuras da atmosfera por meio de equações físicas. Ele é alimentado por dados coletados em tempo real por satélites, radares e estações meteorológicas. A precisão e o detalhamento dos resultados gerados dependem diretamente do nível de avanço tecnológico do modelo e da capacidade de processamento dos supercomputadores utilizados.
O modelo brasileiro opera com cobertura global e resolução de 10 km, com duas atualizações diárias. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Monan gera previsões do tempo altamente confiáveis com até 11 dias de antecedência. A pasta ressalta que o novo modelo garantirá alertas antecipados de desastres, agilizando o monitoramento de tempestades, frentes frias e secas severas.
O Monan também deve auxiliar no planejamento de plantios e colheitas, mitigando os prejuízos causados pelas oscilações do clima tropical, além de gerar estimativas mais detalhadas sobre o volume de chuvas nas bacias hidrográficas.
Ainda de acordo com o ministério, as próximas etapas de desenvolvimento incluirão um modelo regional para a América do Sul, capaz de captar o comportamento do tempo em recortes de apenas 5 km. Além disso, serão implementadas ferramentas específicas para previsões de curtíssimo prazo, chamadas de nowcasting, e válidas para até seis horas.
*Com informações da Agência Brasil
2:40Estudantes do curso técnico em Aquicultura do IFPA Campus Vigia aprenderam a transformar o filé de dourada em um novo produto alimentício durante uma atividade prática da disciplina de Beneficiamento do Pescado. O professor do IFPA, Paulo Marcelo Lins, falou sobre a importância do projeto na produção de alimentos.

"Muito do pescado que é produzido tem porcentagens que se perdem. O filé de muitas espécies da nossa região é cerca de 30%, no máximo 30% de proteína que é aproveitada durante o processamento. Então, a elaboração de embutidos de pescado pode ser uma forma da gente aproveitar aquela proteína que não foi bem aproveitada durante o processo de filetagem."
Durante a produção, os alunos acompanharam todas as etapas do processo, desde a preparação dos ingredientes até o embutimento e os cuidados com higiene e manipulação dos alimentos. A receita utilizou o filé de dourada, tripa suína, batata, limão, pimenta-do-reino e açafrão. O professor do IFPA, Paulo Marcelo Lins, falou sobre a importância do projeto para a formação acadêmica.
"Bom, esse tipo de projeto é muito importante para fortalecer o aprendizado dos alunos, para fixar o conhecimento, para pôr em prática aquilo que eles viram em sala de aula e, além disso, desperta neles o potencial empreendedor que pode ter dentro de cada um em vislumbrar a elaboração de tecnologias como essa na vida profissional deles."
A experiência mostrou aos estudantes novas possibilidades de aproveitamento da matéria-prima regional e também apresentou caminhos para quem deseja empreender com produtos derivados do pescado.
1:51Sete em cada dez empresas brasileiras guardam dados de clientes, mas a adoção de medidas de proteção está estagnada, de acordo com pesquisa da Cetic.br, o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (31).

A informação mais armazenada é a biometria, como a digital por exemplo, e 9% das organizações têm dados de pessoas com menos de 18 anos. Apesar disso, somente um quinto tem uma área ou equipe dedicados à proteção de dados pessoais e apenas 16% têm um encarregado sobre o tema.
A questão é que esses números pouco se mexeram desde 2021, ano da primeira pesquisa. Tem espaço para melhorar, diz o coordenador do levantamento com as empresas, Leonardo Lins.
“Há uma preocupação legal, mas essa também é necessidade de aumentar a preocupação como o fluxo dos dados, dentro da organização. E é aí que a gente observa que há algumas lacunas importantes. Por exemplo, a nomeação de um encarregado de dados a gente também não observa aumento ao longo da série de pesquisa, desde 2021, da mesma proporção. Muito focado em grandes empresas e do setor TIC”.
Enquanto isso, um terço dos usuários de internet acima de 16 anos foram alvo de tentativas de golpe, cerca de 45 milhões de pessoas, afirma a pesquisa. Os aplicativos de mensagem, como Whatsapp e Telegram, e as ligações de telefone são os meios mais comuns de abordagem dos golpistas.
É preciso mais informações para uso seguro da internet, avalia Winston Oyadomari, outro coordenador da pesquisa.
“Se, por um lado, qualquer um está exposto a esse risco e pode ser vítima de um golpe como esse, quando a gente avalia o perfil de escolaridade, os indivíduos de menor escolaridade reportam mais, por exemplo, perda de dados de acesso a contas, prejuízo financeiro. Além do mal-estar que isso causa pras famílias. É importante relacionar essa questão dos golpes com dados pessoais à questão das habilidades digitais. Melhores habilidade para um uso seguro e adequado da tecnologia”.
Preocupação que aumenta com a popularização da Inteligência Artificial, destaca Manuela Ribeiro, coordenadora de projetos de pesquisa Cetic.br.
“Isso exige que também sejam pensadas ações para que as pessoas saibam como esses dados estão sendo utilizados, por exemplo, ou como vão ser usados os dados pessoas, na IA generativa. E, além disso, acompanhar que as organizações, sejam públicas ou privadas, de fato usem essas tecnologias de modo que elas garantam a proteção dos dados dos indivíduos”.
66% dos entrevistados que usam IA generativa, como Chat GPT e DeepSeek, afirmam estar preocupados com uso de dados pessoais por essas empresas.
*Com produção de Daniel Lima
2:41
Pela primeira vez, o exame nacional contou com inscrição automática para estudantes concluintes do ensino médio na rede pública com o objetivo de aumentar a participação desse público no exame.
A prova de língua estrangeira conta com cinco questões de múltipla escolha, com foco na interpretação e compreensão de textos.
Para reforçar os estudos e adquirir vocabulário, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza gratuitamente a plataforma MEC Idiomas. A ferramenta digital oferece aulas gratuitas de inglês e espanhol do nível básico ao avançado.
O participante inscrito de forma automática deverá também preencher o Questionário Socioeconômico.
Para preencher o questionário socioeconômico do Enem 2026, o candidato também deve acessar a Página do Participante do exame. É preciso usar a senha da plataforma Gov.br.
O formulário online, com cerca de 23 a 25 perguntas obrigatórias, mapeia a realidade social, econômica e educacional dos participantes.
Os dados fornecidos não podem ser alterados.
Somente após preencher o questionário socioeconômico, o candidato terá acesso à informação sobre seu local de prova.
As provas serão aplicadas em dois domingos de novembro, nos dias 8 e 15, no turno da tarde.
O primeiro dia do Enem terá duração de cinco horas e 30 minutos. Neste dia, os candidatos farão a redação e os exames de linguagens (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação), códigos e suas tecnologias e ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia) e suas tecnologias.
No segundo dia, os estudantes farão provas de ciências da natureza e suas tecnologias (biologia, química e física) e matemática. Os participantes terão cinco horas para fazer as provas.
Saiba tudo sobre o exame no Guia do Enem, disponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC).
Nesta edição, o Ministério da Educação (MEC) registrou mais de 5 milhões de inscrições.
Pela primeira vez, além de promover o acesso ao ensino superior, o Enem também terá como objetivo avaliar o domínio das competências e habilidades esperadas no fim do ensino médio, integrando o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

Até onde vai o impacto do que as pessoas criam com a IA? Essa foi uma das perguntas que motivou as estudantes Alice Gomes, Beatriz Vasconcellos e Letícia de Oliveira, de 14 anos de idade, do 9º ano do Colégio e Curso Desafio, em Recife, a criarem a ferramenta Pense Bem.
“No Pense Bem, você pode colocar publicações que você pretende fazer para que ele faça o cálculo de risco, como que isso pode escalonar, se aquilo ali pode ter um efeito dominó negativo”, explica Beatriz Vasconcellos, uma das estudantes criadoras do Pense Bem.
A plataforma já está no ar, mas ainda deve ser aprimorada para ser lançada oficialmente.
“Antes de publicar, pense no impacto”, esse é o convite para quem acessa. A partir daí, são feitas diversas perguntas para que se possa avaliar se o conteúdo oferece ou não algum risco ao ser divulgado.
Entre as perguntas estão:
A plataforma, então, classifica o conteúdo quanto ao risco e aponta se é possível fazer adequações ao conteúdo e a postagem para que ela não gere desinformação e cause danos à população.
"A gente viu em várias pesquisas que as fake news podem afetar muito a vida das pessoas, até mesmo na vida pessoal, a socialização. Fake news criada por uma pessoa, sobre uma pessoa, pode afetar diretamente até mesmo o psicológico", avalia Beatriz.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) chegou a classificar a desinformação como principal risco global para 2025 e para os anos que estão por vir, à frente das mudanças climáticas, da crise ambiental, dos fluxos migratórios, da violência e do terrorismo.
As três estudantes fizeram pesquisas e entrevistas com professores, estudantes e especialistas para desenvolver o trabalho.
“Existem muitos impactos negativos que podem acontecer por causa da desinformação. E eu acho que o que mais choca, o que mais é surpreendente, pelo menos para mim, é que eu descobri o quanto a desinformação pode afetar a nossa democracia. Tanto em ano de eleição, quanto em ano que não seja de eleição, a democracia pode ser afetada com desinformação, quando são espalhadas fake news”, disse Beatriz.
Para Alice Gomes, também integrante do grupo, a IA ajuda, mas pode também fazer com que as pessoas não questionem o que chega pela internet ou mesmo em grupos de WhatsApp de família.
“Isso faz com que a pessoa, quando ela recebe uma informação, ela não procure antes se essa informação é verdadeira ou falsa. Ela apenas pega essa informação e acaba compartilhando a informação, sem saber se ela é verdadeira ou não, sem saber as fontes dela”, disse.
Alice revela que o projeto a ajudou a mudar a forma como recebe, compartilha e cria conteúdos na internet.
“A gente vê uma notícia online ou até em aplicativos do nosso dia a dia e logo pensa ‘Nossa, eu vou pesquisar melhor sobre essa notícia’. Eu diria que melhorou o nosso pensamento como pessoa”.
“A sua solução é fazer com que as outras pessoas também melhorem o seu dia a dia, melhorem também o seu pensamento crítico”, defende.
A terceira integrante do grupo, Letícia de Oliveira, ressalta que a pesquisa a ajudou a ver o mundo digital de outra forma e a importância de uma educação midiática e uma educação para os meios digitais.
“A gente percebe que a desinformação está sendo um problema muito grave, que afeta a população e as pessoas ao redor da gente. Eu vi, tanto no grupo da família, quanto no Instagram, pessoas sendo afetadas pelas fake news, pelas informações digitais”, disse.
“Eu acho que o assunto da desinformação digital era uma coisa falada, mas nunca foi uma coisa que eu aprofundei muito em saber. E aí, com esse projeto, eu consegui ter mais conhecimento sobre a desinformação e como nós podemos ajudar as outras pessoas a combater ela”, acrescenta a estudante.
O Pense Bem tem ainda desdobramentos voltados para a formação nas escolas, com jogos e mesmo uma formação em educação digital, ainda em desenvolvimento.
Esse não é o primeiro trabalho do trio, que desenvolveu também no âmbito da competição a plataforma Fato ou Boato, para identificar notícias falsas. Nela é possível colar o link da notícia para que seja analisada a veracidade.
As três estudantes estão empolgadas com a visita à Nasa e, com o projeto, contam que se interessaram mais por tecnologia. Letícia e Alice cogitam seguir carreiras em áreas tecnológicas. Já Beatriz, pretende ser médica.

São esperados mais de 900 mil estudantes para a segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), que está em sua 21ª edição. Eles foram classificados entre os 18,3 milhões de alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio que participaram da primeira fase, em 9 de junho.
O resultado será conhecido em 15 de dezembro, e a olimpíada vai distribuir 8.450 medalhas nacionais, sendo 650 de ouro, 1.950 de prata e 5.850 de bronze, além de 51 mil certificados de menção honrosa.
Segundo o Impa, os medalhistas nacionais da Obmep terão acesso ao Programa de Iniciação Científica (PIC Jr.), com aulas avançadas de matemática e bolsa mensal de R$ 300, concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Além do Impa, a Obmep é realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Ministério da Educação (MEC).
No caso dos docentes, o Impa aplicará a primeira Olimpíada de Professores da Obmep Mirim. Podem participar profissionais com matrícula ativa que lecionam do 1º ao 5º ano do ensino fundamental em escolas públicas e privadas.
Serão distribuídas 25 medalhas de ouro, 50 de prata, 100 de bronze e 500 menções honrosas. Os premiados participarão de um curso de formação em matemática para professores do ensino fundamental I, oferecido pelo Impa.
No caso dos medalhistas de ouro, haverá ainda atividades presenciais no Rio de Janeiro, com despesas custeadas pelo Impa. Além disso, eles poderão submeter projetos pedagógicos para aplicação em sala de aula, com a possibilidade de receber uma bolsa de R$ 700, por quatro meses, para a implementação.
Segundo o Impa, a iniciativa busca fortalecer a formação em matemática e valorizar o trabalho dos docentes que atuam nos anos iniciais da educação básica.
O instituto conta com apoio acadêmico da Associação Nacional dos Professores de Matemática na Educação Básica (ANPMat).

A inscrição automática no Enem 2026 contemplou, pela primeira vez, os estudantes concluintes do ensino médio da rede pública em 2026, com o objetivo de aumentar a participação desse público no exame.
A prova de língua estrangeira possui cinco questões de múltipla escolha, com foco na interpretação e compreensão de textos.
Para reforçar os estudos e adquirir vocabulário, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza gratuitamente a plataforma MEC Idiomas. A ferramenta digital oferece aulas gratuitas de inglês e espanhol do nível básico ao avançado.
O participante inscrito de forma automática deverá também preencher o Questionário Socioeconômico.
Para preencher o questionário socioeconômico do Enem 2026, o candidato também deve acessar a Página do Participante do exame. É preciso usar a senha da plataforma Gov.br.
O formulário online, com cerca de 23 a 25 perguntas obrigatórias, mapeia a realidade social, econômica e educacional dos participantes.
Os dados fornecidos não podem ser alterados.
Somente após preencher o questionário socioeconômico, o candidato terá acesso à informação sobre seu local de prova.
As provas serão aplicadas em dois domingos de novembro, nos dias 8 e 15, no turno da tarde.
O primeiro dia do Enem terá duração de 5 horas e 30 minutos. Neste dia, os candidatos farão a redação e os exames de linguagens (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação), códigos e suas tecnologias e ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia) e suas tecnologias.
No segundo dia, os estudantes farão provas de ciências da natureza e suas tecnologias (biologia, química e física) e matemática. Os participantes terão 5 horas para fazer as provas.
Saiba tudo sobre o exame no Guia do Enem, disponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC).
Nesta edição, o Ministério da Educação (MEC) registrou mais de 5 milhões de inscrições.
Pela primeira vez, além de promover o acesso ao ensino superior, o Enem também terá como objetivo avaliar o domínio das competências e habilidades esperadas no fim do ensino médio, integrando o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) irá receber o investimento de R$ 10 milhões para dar continuidade aos trabalhos de recuperação após o incêndio sofrido em 2018. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini.

A instituição passou por um grande incêndio e, desde então, está em obras para restaurar parte do acervo que foi perdido e reconstruir as estruturas danificadas. Entre 2023 e 2026, o MEC investiu outros cerca de R$ 68 milhões no museu.
"Não mediremos esforços para garantir que esse patrimônio nacional possa ser totalmente reconstruído", disse o ministro, ao visitar o museu.
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o museu guardava o maior acervo de história de ciência natural da América Latina e funcionava como uma importante instituição de pesquisa científica, trabalho este que segue ativo com acadêmicos produzindo e divulgando conhecimento. Graças ao trabalho das equipes que se dedicaram ao Núcleo de Resgate de Acervos, inúmeras coleções puderam ser recuperadas, parcial ou inteiramente.
O incêndio ocorreu em setembro de 2018, ano em que a instituição completava 200 anos de história, e atingiu o Paço de São Cristóvão, espaço que abrigava a maior parte do acervo do museu, destruindo cerca de 85% dos 20 milhões de itens preservados no local.
Foram perdidos documentos, livros, coleções fósseis, mobiliários do primeiro reinado e peças herdadas da família imperial. Além dos itens, o fogo arruinou salas de aula, laboratórios, computadores e a fachada histórica do museu.

Podem participar dos cursos os professores do ensino fundamental e médio, além de gestores escolares de todas as etapas da educação básica.
A plataforma online reúne cursos e outras ações de formação desenvolvidas pelo MEC e por instituições parceiras.
Antes de realizar a inscrição em um dos cursos de formação, os interessados devem ler todas as informações e conferir carga horária, critérios de avaliação e conteúdo do curso na página da plataforma Avamec.
Para participar de um curso, basta entrar na página da formação e confirmar a inscrição, informando os dados solicitados.
O MEC explica que, se houver mais de uma turma com adesão aberta, será necessário selecionar uma delas para prosseguir sua inscrição.
A plataforma reúne ainda 694 cursos, 499 instituições e 13.501 turmas.
Dados do Censo Escolar da Educação Básica mostram que o Brasil tinha, em 2025, 2.407.049 de professores, o que representa um aumento de 10,05%, em uma década. Esses profissionais atuam nas 178,8 mil escolas de educação básica no Brasil.
As mulheres continuam sendo maioria (78,8%) na docência da educação básica. Já o número de professores do sexo masculino passou de 435.965 para 510.660 no mesmo período, alta de 17,1%.
Os professores da educação básica e superior podem solicitar a Carteira Nacional Docente do Brasil. O documento tem validade de dez anos e reconhece a profissão. Com a carteira, os profissionais da educação têm acesso a benefícios como cartões de crédito com condições específicas para os docentes, descontos em hotéis e facilitação do uso da meia-entrada em eventos culturais (cinemas, teatros e shows). Também há descontos em lojas físicas e de e-commerce credenciadas.
Para solicitar a CNDB, os professores precisam estar com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular junto à Receita Federal e possuir cadastro ativo no e-Social pelo empregador.
O acesso deve ser feito pelo sistema oficial do MEC, com a senha da conta Gov.br.

A corriqueira pergunta feita a crianças sobre qual carreira desejam seguir incentivou a professora Giovanna Macedo, de Campinas (SP), a usar a inteligência artificial (IA) para mostrar a seus alunos, de 9 e 10 anos, como eles seriam representados, no futuro, desempenhando os ofícios que sonharam.
O vídeo com as reações das crianças emocionadas viralizou nas redes sociais e ganhou o mundo. As respostas foram de jogador de futebol a astronauta, passando por veterinária, bailarina, cantor, artista e outras.
Giovanna explica que a intenção foi permitir que crianças imaginassem uma fase da vida que ainda está distante para elas.
“Para mim, como professora, é muito significativo criar situações em que os alunos se sintam valorizados e vejam que alguém acredita neles, que têm potencial para irem além.”
A professora contou à Agência Brasil que desde a infância tinha o desejo de lecionar. Neste 15 de outubro, Dia do Professor, a jovem de 27 anos comemorou mais um ano de atuação no magistério, carreira que abraçou há 8 anos, em 2018.
Apesar do tempo na profissão, a docente admite que ainda não tem capacitação em inteligência artificial, mas conta que está sempre antenada nas inovações e usa as tecnologias intuitivamente para ter ideias e produzir recursos visuais que tornem suas aulas mais interessantes.
“Mais do que utilizar uma tecnologia nova, nosso papel é encontrar formas de despertar a curiosidade das crianças, fortalecer a autoestima e ampliar os horizontes delas. Quanto mais conseguirmos mostrar o que são capazes de aprender, criar e sonhar, mais sentido terá o nosso trabalho.”
Após a repercussão da atividade realizada com auxílio de IA generativa, Giovanna confessa ter planos de fazer uma especialização em metodologias e didática para aprimorar seus conhecimentos da nova tecnologia.
“Gostaria que experiências como essa inspirassem outros educadores a explorar novas metodologias e a pensar em maneiras criativas de aproximar os conteúdos escolares da realidade dos alunos.”
Nesta nova cultura digital, em que quadro negro e giz vem sendo substituídos por computadores, as escolas precisam acompanhar as mudanças sociais e tecnológicas com responsabilidade, diante de um cenário em que os estudantes já crescem com acesso a informações entregues em segundos, mas que, muitas vezes, não sabem transformar esse conteúdo em conhecimento.
O posicionamento é de Kassula Correa, diretora-geral da Start Anglo Bilingual School, uma escola privada do Rio de Janeiro.
“Uma criança pode ter facilidade para mexer no celular e, ainda assim, não saber pesquisar com profundidade, identificar uma informação falsa ou compreender os riscos de compartilhar determinados dados.”
Para a educadora, o uso da inteligência artificial ainda deve considerar as diversidades em sala de aula.
“Precisamos oferecer ferramentas, formação e condições para que o professor consiga ensinar a essa geração em que cada criança tem seu ritmo, suas dúvidas e sua maneira de aprender.”
Mesmo em tempos de transformação digital, Kassula defende que a escola preserve o papel de ambiente de desenvolvimento socioemocional.
“Por mais que a tecnologia avance, a escola continua sendo um lugar de relações humanas. É onde a criança aprende a conviver, a lidar com dificuldades, a se conhecer e a descobrir do que é capaz.”
O professor, doutorando e mestre em Educação, Marcio Luiz Dias, atua há 13 anos na formação continuada em tecnologias educacionais do corpo docente da rede pública de ensino do Distrito Federal. Seu foco é a inteligência artificial na educação.
Ele compreende que a formação continuada é indispensável tanto para professores com formação analógica quanto para os recém-formados em licenciaturas.
“No campo digital, as mudanças ocorrem em velocidade tão rápida que torna praticamente impossível que o currículo das faculdades esteja sempre atualizado.”
Marcio acha legítimo o receio de alguns colegas professores em utilizar a inteligência artificial na educação, no entanto, avalia que este é um caminho sem volta. “É algo que se popularizou há relativo pouco tempo, mas que tem ampliado sua presença de forma rápida e abrangente.”
Nas capacitações oferecidas pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), a orientação aos docentes é mediar para que a classe supere o uso mecânico das ferramentas digitais.
“O Currículo em Movimento das Escolas Públicas do DF preconiza que a formação continuada extrapole o uso instrumental das tecnologias e passe para o uso crítico, colaborativo e focado na intencionalidade pedagógica”, relaciona o professor Marcio Luiz.
Já a gestora educacional Kassula Correa defende a importância de valorizar a experiência analógica prévia dos docentes e aproximá-la das novas tecnologias de forma prática, contínua e acolhedora.
“Muitos deles desenvolveram estratégias incríveis de ensino usando quadro, livros, papel e muita criatividade. O que precisamos é aproximar esses profissionais das novas possibilidades, respeitando suas trajetórias.”
A IA também pode contribuir diretamente para automatizar e otimizar rotinas burocráticas e repetitivas, como tarefas administrativas e operacionais, e também para desenvolver atividades que promovam mais a colaboração e o significativo engajamento estudantil, lista o professor do DF.
Como consequência direta, o professor Marcio Luiz aponta para a liberação de tempo de qualidade para que o professor estude mais, planeje as aulas e se dedique ao acompanhamento individualizado das necessidades dos estudantes.
“Nós professores nos vemos com uma série de rotinas burocráticas, repetitivas, cansativas que, embora essenciais para o andamento da escola, tomam nosso tempo para estudar, planejar aulas, testar formatos e adequações, bem como acompanhar de maneira mais próxima nossos estudantes.”
Apesar de a tecnologia trazer agilidade na hora de diversificar exercícios, adaptar níveis de dificuldade, elaborar planos de aula e agilizar correções objetivas, a diretora Kassula ressalta que a escolha da melhor estratégia para a turma depende exclusivamente do julgamento humano do educador.
“A qualidade do ensino continua dependendo da capacidade de transformar os recursos tecnológicos em experiências que ajudem o aluno a aprender. Avaliar o desenvolvimento de uma criança exige compreender seu percurso, suas dificuldades e seus avanços.”
O professor do Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional (CEMI) de Taguatinga, cidade do Distrito Federal, Jaime Guilherme de Oliveira, ensina computação gráfica para estudantes de 14 a 18 anos do ensino médio. Muitos deles sequer têm computador em suas residências.
Vindo do mercado corporativo, na rede pública, o docente passou por capacitações via Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE) da secretaria de educação do DF.
São eles: Cursos de Linguagens Digitais e IA na Prática Docente, além de pós-graduação em Proficiência em Tecnologias Digitais para uma Educação Empreendedora e cursos online permanentes.
Como resultado do aprendizado incorporado, Jaime Guilherme coloca a inteligência artificial para trabalhar a seu favor na rotina docente, como na criação de conteúdo para as aulas expositivas que facilitem sua compreensão; no planejamento das atividades de cada turma; na elaboração de avaliações adaptadas às necessidades de alunos com neurodivergências ou necessidades específicas; e no desenvolvimento de jogos educativos para fixação e revisão dos conteúdos.
É de autoria do tutor Jaime, via ChatGPT, o jogo interativo Arena ABNT, com as regras, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ensinadas de forma lúdica para a escrita de trabalhos acadêmicos.
Nas dinâmicas pedagógicas, Jaime vê a IA como uma oportunidade para aproximar os alunos das transformações do mundo do trabalho.
O docente, no entanto, reflete que mais importante do que saber gerar conteúdo é saber por que este está sendo criado, para quem será destinado e quais consequências poderá produzir.
“A ferramenta pode fazer muito por nós, mas a intenção, a sensibilidade, o pensamento crítico e a responsabilidade continuam sendo essencialmente humanas.”
Em sua atuação como formador de outros professores, Marcio Luiz Dias enxerga que o acesso a dispositivos móveis e à internet no Distrito Federal é amplo, mas o principal desafio consiste em transformar a conectividade em uso crítico, cidadão e produtivo. E o educador estimula a conectividade para ir além:
“O letramento digital deva atuar fortemente contra riscos, como aplicação de golpes e fakenews propagadas pelas redes sociais, bem como de se tornar uma fonte de novos aprendizados dos quais a pessoa necessite no campo pessoal ou da cidadania.”
Tratando especificamente dos estudantes, o professor Marcio estimula que os profissionais da educação tenham autoridade para estabelecer que a IA seja utilizada pelos estudantes como ferramenta de apoio para assimilar, raciocinar, pesquisar, questionar, debater.
“Reconheço que isso não é fácil, mas o caminho do letramento digital, da formação docente, de estipular e cobrar a análise, a síntese e a argumentação do aluno já foram testados com sucesso”, conclui Marcio.
O combate ao "atalho" exige dos alunos capacidade de análise, síntese e argumentação própria, desenvolvidas via letramento digital.
Dentro do ambiente escolar, o professor Jaime Guilherme de Oliveira ensina aos jovens que a IA deve ser usada com intencionalidade clara; caso contrário, os atalhos da ferramenta geram entregas vazias. "Quando existe uma intenção clara, a ferramenta amplia o alcance de quem já tem algo a dizer."
O professor de Taguatinga, Jaime Guilherme, projeta a presença crescente da IA no planejamento docente e na personalização da aprendizagem. Ele defende que a tecnologia não substitui o professor, que tem papel insubstituível na mediação pedagógica, orientação ética, checagem de dados e formação crítica dos alunos.
O Ministério da Educação (MEC) informou à Agência Brasil que uma nova resolução sobre o uso de inteligência artificial deverá ser publicada em breve, sem precisar uma data.
O documento terá o objetivo de ampliar o uso pedagógico da tecnologia, preservar a autonomia dos professores e garantir a proteção dos estudantes.
Com a futura publicação, a pasta busca estabelecer diretrizes claras e segurança jurídica para que gestores e redes de ensino façam uso das novas tecnologias de forma segura, inclusiva e responsável.
“A partir da resolução, o país passa a contar, de forma inédita, com um parâmetro nacional unificado para orientar a adoção consciente e ética da inteligência artificial em todas as etapas de ensino”, diz a nota do MEC.
Sobre conectividade nas escolas públicas de educação básica em todo o país, o MEC tem a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec).
Em julho deste ano, 108.658 escolas estavam conectadas dentro dos parâmetros de qualidade adequados, classificadas nos níveis 4 e 5 do Indicador Escolas Conectadas (Inec), o que corresponde a 78,7% das 138.086 escolas monitoradas.

Nos planos de governo dos dois candidatos à Presidência da República, a educação ocupa papel de destaque, mas as prioridades são distintas. Enquanto o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula Silva (PT), afirma que a educação constitui o principal instrumento de transformação e mobilidade social, o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) insere a educação no contexto do fortalecimento das famílias e do mercado de trabalho.
Entre as propostas estão a construção de creches e pré-escolas, ampliação de medidas de formação docente e valorização dos professores, além de aumentar o número de matrículas em tempo integral e aprimorar programas como o Pé-de-Meia.
Por sua vez, o plano do candidato Flávio Bolsonaro inclui as diretrizes educacionais dentro do eixo “Brasil que prepara – para sua família ter as ferramentas para vencer”. De acordo com o candidato, as famílias serão o centro das políticas públicas e defende “uma escola que ensina, e não que doutrina, respeitando os valores que os pais passam em casa”.
Entre as propostas destacadas está a reformulação do ensino técnico para aproximar escolas e empresas; a expansão das escolas cívico-militares e a transferência do ensino superior para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Outra política em destaque é a criação do voucher-creche, que será oferecido à família quando não houver vaga pública.
Confira abaixo as principais propostas para a área da educação dos dois candidatos que se enfrentam no segundo turno das eleições marcado para o dia 25 de outubro.
Sobre alfabetização, Flávio vai priorizar o método fônico, focado na associação entre sons e letras.
Já Lula tem a meta de alcançar 80% das crianças alfabetizadas na idade certa, até 2030, dentro da estratégia do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.
Em relação às creches, Flávio Bolsonaro quer ampliar a oferta em período integral, com alimentação de qualidade e foco no desenvolvimento das crianças. Se não houver vaga na rede pública de ensino, a família receberá um voucher-creche para financiar o acesso à rede privada credenciada. O plano não detalha, entretanto, de onde viriam os recursos para financiar o voucher.
Lula planeja dar continuidade à construção de 3.562 creches e pré-escolas em 2.360 municípios por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com mais recursos a estados e municípios. No plano, Lula reforça a retomada de obras de equipamentos de educação que estavam paralisadas em governos anteriores, como creches, escolas e quadras esportivas.
Em relação ao financiamento da educação pública, na gestão Flávio, os repasses de verbas do orçamento para os estados e municípios estarão condicionados a resultados, com o cumprimento de metas de aprendizagem.
Já Lula quer manter a política de reajuste do Piso Nacional do Magistério, que serve obrigatoriamente de referência para o vencimento-base inicial da carreira de professor e é calculado com base na Lei 15.437/26.
O candidato Lula vai instituir a estratégia nacional permanente de recomposição e aceleração das aprendizagens, com atenção especial aos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e ao ensino médio.
Para acompanhamento e reforço da educação dos estudantes, a proposta registrada por Flávio Bolsonaro é a de criação do Programa Acolher, em que alunos com bom desempenho recebem remuneração para oferecer reforço aos colegas com dificuldades.
No próximo mandato, Lula promete aumentar o acervo da biblioteca digital da plataforma MEC Livros e incluir novas línguas no MEC Idiomas, para o aprendizado de línguas estrangeiras sem custos.
No documento, o candidato Flávio Bolsonaro defende a “escola que ensina”, voltada ao conhecimento e sem “doutrinação político-partidária ou militância”. O destaque de seu plano é que a educação esteja alinhada ao papel da família na definição de valores às crianças e adolescentes.
O plano de governo de Flávio prevê ainda a expansão das escolas cívico-militares como forma de unir disciplina e bom desempenho - mesma medida adotada pelo governo de seu pai, Jair Bolsonaro.
Flávio também diz que vai aplicar efetivamente a política nacional para atendimento a alunos com altas habilidades.
Lula destaca medidas de apoio à formação docente e para elevar o interesse de estudantes de licenciaturas pela profissão, a exemplo do Pé-de-Meia Licenciatura. Por meio do reforço do programa Bolsa Mais Professores, Lula também quer atrair e manter docentes em redes públicas de educação básica e áreas do conhecimento com carência de profissionais.
Na mesma temática de formação docente, o candidato Flávio reforça que a capacitação continuada de professores será baseada em evidências científicas, sem detalhar as propostas.
Lula colocou como prioridade em seu plano de governo a ampliação da educação em tempo integral em todas as etapas e modalidades da educação básica. A jornada ampliada corresponde a, pelo menos, sete horas diárias ou 35 horas semanais. O objetivo é ultrapassar a marca 25,8% de matrículas de tempo integral na educação básica, com 1,8 milhão de matrículas entre 2023 e 2025.
Flávio também apoia a escola em tempo integral para que a criança não “fique entregue à própria sorte no contraturno.” A proposta ainda prevê escola aberta nas férias com a oferta de atividades esportivas, de arte, música e literatura no período de recesso.
Nos locais onde faltarem vagas na rede pública, Flávio diz que vai oferecer vouchers educacionais para que as famílias matriculem os alunos em escolas da rede privada.
O presidente Lula quer aprimorar o Pé-de-Meia, programa de incentivo financeiro-educacional a alunos do ensino médio beneficiários do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Desde 2024, o programa alcançou 7,3 milhões de estudantes em todo o Brasil.
Já Flávio Bolsonaro quer a ampliação do ensino técnico profissionalizante em parceria com indústrias e o setor produtivo, com foco na inovação. De acordo com o plano, empresas poderão financiar a qualificação técnica dos profissionais com bolsas. A ideia é que o jovem saia da escola com habilidades que são demandadas pelo mercado.
Igualmente, Lula quer criar mais oportunidades de acesso ao ensino técnico de nível médio para preparar os jovens para as exigências de um mundo em rápida transformação. No plano de governo do candidato, a oferta de mais vagas em cursos de educação profissional está atrelada à expansão da rede dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.
Na instalação dos novos campi dos institutos federais (IF), Lula dará prioridade para interiorização, periferias urbanas, municípios com baixa oferta de cursos técnicos e áreas classificadas como "vazios educacionais", devido à ausência total desta modalidade de ensino. De acordo com o documento, serão mais 111 IFs, com novos campi em 106 municípios de todos os estados.
Flávio Bolsonaro diz em seu plano que irá priorizar as escolas na inclusão digital de seu eventual governo. Para preparar a juventude para lidar com o próprio dinheiro, empreender e usar as novas tecnologias, entre elas a inteligência artificial, a promessa é levar robótica, computadores, tablets e internet às escolas.
Lula, no próximo mandato, quer universalizar a conectividade das escolas brasileiras, com internet de qualidade com foco em inclusão e cidadania digital. O crescimento dos atuais 75% de escolas com conectividade nos parâmetros adequados se dará com recursos do Novo PAC.
O candidato do PL propõe transferir a governança de todo o ensino superior brasileiro do Ministério da Educação (MEC) para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com o objetivo de aproximar a graduação e a ciência.
Flávio cita ainda um “novo formato de financiamento estudantil” pelo governo federal. Ele propõe adotar o Empréstimo Contingente à Renda, programa em que o pagamento da dívida será iniciado apenas após inserção do estudante no mercado de trabalho, com parcelas proporcionais aos ganhos do formando e com prazo mais longo para quitação do financiamento. O modelo é semelhante ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), criado em 1999, no governo Fernando Henrique Cardoso.
Já o candidato do PT quer dar sequência ao fomento do ensino superior com verbas de custeio e investimentos na infraestrutura das universidades, tais como laboratórios, restaurantes, salas de aula e novas sedes. Entre as medidas, estão a conclusão da implantação de novas universidades, entre elas a unidade do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), no Ceará, a Universidade Indígena (Unind) e Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), ambas em Brasília
Em um próximo mandato, o presidente sinaliza ainda avançar na implantação de novos hospitais universitários da rede HU Brasil, vinculada ao MEC, e na articulação com o programa Agora tem Especialistas, do Ministério da Saúde, para oferta gratuita de serviços especializados no Sistema Único de Saúde (SUS), como exames, consultas ambulatoriais e cirurgias. Os hospitais universitários também têm a função de apoiar a formação de profissionais de saúde, o ensino e a pesquisa.
Flávio Bolsonaro defende que o sistema educacional deve ser o ponto de partida para a inovação, alinhando o aprendizado às demandas reais do mercado de trabalho moderno e “sem métodos obsoletos”. Com a nova Política Nacional de Formação de Talentos, propõe uma estratégia de identificar habilidades dos estudantes e desenvolver competências do futuro.
Pela proposta do candidato Flávio, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) passará a priorizar o impacto produtivo, a inovação e a transferência de tecnologia brasileira no financiamento da pesquisa científica. Já a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) deverá dar apoio aos cursos de pós-graduação voltados ao mercado, com o objetivo de aproximar as universidades e as empresas.
Já Lula planeja continuar a investir na ampliação e na melhoria da qualidade de pós-graduação nas áreas de conhecimento, nas regiões e nas localidades pouco ou não atendidas.
Lula explica que seu governo continuará investindo em ciência, tecnologia e inovação para sustentar o desenvolvimento produtivo do país. Esse avanço baseia-se em uma “rede institucional que financia a modernização, conecta a pesquisa ao agronegócio e à indústria, capacita pequenas e médias empresas e forma novos talentos”, com foco em criar soluções para aumentar a competitividade do Brasil.
Um dos principais programas educacionais do terceiro governo Lula foi o Pé-de-Meia. A iniciativa, criada em 2024, visa promover a permanência e a conclusão escolar de pessoas matriculadas no ensino médio público, por meio do pagamento de uma bolsa. O programa reduziu a evasão escolar ao menor nível desde 2007 e diminuiu a reprovação no ensino médio público em 62%.
Apesar de não constar no plano de governo, o presidente mencionou recentemente que pretende expandir a iniciativa ao ensino superior, criando o Pé-de-Meia universitários.
Em relação à alfabetização, em 2025 o Brasil superou a meta de crianças alfabetizadas na idade certa. O país alcançou, no ano, 66% dos estudantes aptos a ler e escrever ao final do segundo ano do ensino fundamental.
Entre 2020 e 2023, no governo do então presidente Jair Bolsonaro, a pandemia de covid-19 provocou um impacto severo na educação, percebido até os dias atuais. Em novembro de 2020, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mais de 5 milhões de meninas e meninos de 6 a 17 anos não tinham acesso à educação no Brasil. Desses, 40% eram crianças de 6 a 10 anos, faixa etária em que a educação estava praticamente universalizada antes da pandemia.
O fechamento prolongado das escolas elevou o analfabetismo infantil para 30%, conforme estudos de 2023. A proporção de crianças de até 8 anos não alfabetizadas foi o dobro dos 14% registrados antes da crise sanitária, em 2019.
Uma das principais bandeiras do ex-presidente Jair Bolsonaro para a educação durante seu governo (2019 - 2022) foi a oficialização do Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (PECIM), tema retomado pelo candidato Flávio.
O programa consistia em passar à administração da Polícia Militar as escolas geridas pelas Secretarias Estaduais de Educação. O foco era a disciplina, com regras rígidas de corte de cabelo e uniforme, com uso de boina, tal qual os colégios militares. As Secretarias de Educação participavam da gestão da escola na parte pedagógica.
Em relação ao ensino superior, no seu primeiro ano de governo, Bolsonaro cortou 30% do orçamento das universidades federais. Ele afirmou que a verba seria repassada à educação básica.
Sobre a expansão da rede, Lula criou oito universidades federais no primeiro mandato (2003 a 2006), seis no segundo (2007-2010) e três no terceiro (2023 a 2026). Bolsonaro criou uma, em 2019.
*Colaborou Marcelo Brandão

A PND será reaplicada em todo o país no próximo domingo (18) e o novo documento traz as informações sobre data, horário, endereço do local da prova e, também, se o candidato terá direito ao atendimento especializado e ao tratamento pelo nome social, se as respectivas solicitações foram aprovadas pelo Inep.
A reaplicação é para os candidatos que faltaram à aplicação regular do exame, em 20 de setembro, porque foram comprovadamente afetados por problemas logísticos no dia da prova ou que estavam infectados por uma das doenças contagiosas listas no edital, dentre elas: tuberculose, meningites, varíola, sarampo, rubéola, catapora ou covid-19.
A PND é composta por duas partes: formação geral e componente específico.
Os candidatos terão o total de cinco horas e trinta minutos para responder às questões do exame apelidado de CNU dos Professores ou Enem dos professores.
Após a reaplicação, em 18 de outubro, o cronograma da PND 2026 segue a seguinte ordem:
Criada pelo Ministério da Educação em 2025, a Prova Nacional Docente tem o objetivo de promover a realização de concursos públicos ou de outros processos seletivos para a contratação de docentes qualificados pelas redes públicas de ensino.
Os resultados obtidos pelos candidatos podem ser usados por estados e municípios que fizeram a adesão formal ao programa. Os entes podem adotá-lo como mecanismo único ou complementar de seleção dos profissionais para trabalhar no magistério público.
A iniciativa federal integra o programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações integradas para valorizar e a qualificar a educação básica pública e incentivar a busca pela carreira da docência no Brasil.

Lula afirmou que serão depositados R$ 700 todo mês, por dez meses. Além disso, serão depositados R$ 2,5 mil ao final de cada ano de curso.
A versão escolar do programa Pé-de-Meia foi criada em 2024. Trata-se de um incentivo financeiro-educacional pago pelo governo federal para promover a permanência e a conclusão escolar de pessoas matriculadas no ensino médio público.
Pela manhã, Lula participou de um evento no Palácio do Planalto, onde foi anunciado pelo governo um pacote de cinco medidas voltadas aos microempreendedores individuais (MEIs), com foco na redução do endividamento, ampliação do acesso a recursos para investimento, aumento do teto de faturamento e simplificação de regras para pequenos negócios.
O candidato do PT passou parte da tarde e da noite com sua equipe de campanha, em Brasília, gravando programas para o horário eleitoral.
Várias cidades do Brasil tiveram atos em apoio à reeleição de Lula.
Em São Paulo, apoiadores se reuniram no Largo da Batata, na capital paulista, com a participação de várias lideranças do PT, do PSOL, do PV e da Rede. “Essa é uma eleição histórica. Estão em risco em nosso país as conquistas do povo brasileiro, as políticas de combate às desigualdades e as nossas liberdades democráticas conquistadas por aqueles que enfrentaram a ditadura”, disse a deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL-SP).
Em Teresina, estudantes e movimentos sociais foram às ruas. Em Brasília, estudantes e apoiadores se reuniram em frente ao Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios.