O caso ao qual você se refere é o de Erick Rian Duarte Santos, que desapareceu em São José dos Pinhais no dia 21 de fevereiro de 2025. O fato de o corpo não ter sido encontrado, apesar dos indícios no Canal Extravasor (onde uma testemunha relatou a queda e uma marca de calçado compatível foi encontrada na estrutura da ponte), gera uma angústia profunda na família e na comunidade.
Respondendo tecnicamente à sua pergunta: sim, existe uma probabilidade real e fundamentada de um corpo não ser encontrado em um rio, mesmo que pequeno, de águas lentas e em área urbana.
Aqui estão os principais fatores forenses e hidrológicos que explicam esse fenômeno:
1. O Ciclo de Flutuabilidade (Janela de Oportunidade)
Quando uma pessoa se afoga, o corpo geralmente afunda inicialmente devido à perda de ar nos pulmões. Ele só volta à superfície quando os gases da decomposição interna o tornam suficientemente leve para flutuar.
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A "Janela": Se o corpo flutuar e não for avistado ou resgatado em poucos dias, os tecidos começam a se romper, os gases escapam e o corpo afunda uma segunda vez.
- O Destino Final: Uma vez que afunda pela segunda vez, ele tende a se depositar no fundo, onde pode ser coberto por sedimentos, tornando a localização quase impossível sem equipamentos de sonar de alta varredura ou dragagem.
Se o corpo se prender em galhadas no fundo, ou quaisquer armadilhas naturais, e capaz que esta janela nem exista.
2. Obstáculos e Detritos Urbanos
Rios em áreas metropolitanas costumam ter uma quantidade alta de "lixo estrutural" (pneus, carrinhos de supermercado, galhos, móveis e entulho de construção).
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Engastamento: Um corpo pode ficar preso embaixo de uma estrutura pesada ou dentro de um emaranhado de detritos que a correnteza lenta empurra para o fundo.
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Vegetação: As plantas aquáticas e a vegetação ciliar (macrófitas) podem formar "tapetes" que escondem o corpo tanto da visão aérea (drones) quanto das equipes de mergulho.
3. Sedimentação e Assoreamento
Rios de águas lentas têm baixa energia para carregar sedimentos. Isso significa que a areia e o lodo se depositam rapidamente.
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Em poucos meses, um corpo depositado em um ponto de remanso (onde a água quase para) pode ser coberto por uma camada de sedimentos, integrando-se ao leito do rio.
4. Sifões e Estruturas de Engenharia
O Canal Extravasor, especificamente, é uma obra de engenharia para controle de cheias. Ele possui manilhas, tubulações laterais e, às vezes, trechos com grades ou sifões. Se o corpo for sugado para dentro de uma dessas tubulações de drenagem que estão submersas, ele pode ficar confinado em um local onde os mergulhadores não conseguem acessar por segurança ou falta de visibilidade.
Por que as buscas falham?
A visibilidade em rios metropolitanos é frequentemente próxima de zero devido à poluição e ao revolvimento do lodo. O trabalho dos bombeiros nessas condições é feito quase inteiramente pelo tato, o que torna a busca em uma extensão de quilômetros extremamente difícil. No caso de Erick, a extensão do canal e o fato de ele desaguar em outros sistemas (como o Rio Iguaçu) aumentam exponencialmente a área de busca.
Infelizmente, a ausência do corpo não descarta a fatalidade no rio, e também alimenta a esperança da família em outras hipóteses, já que a certeza absoluta na perícia aquática é muito difícil de obter sem a localização física.
De todo modo, se tratando de um desaparecimento, nenhuma hipótese pode ser descartada até ser completamente exaurida. DENÚNCIAS PELOS NÚMEROS 181 ou 197
Nota do Editor: Pesquisas elaboradas com auxílio do Deep Research estão sujeitos a ambiguidade referencial, podendo confundir fatos e pessoas. Embora Sílvio de Souza Lôbo Júnior tenha revisado o material para sanar tais inconsistências, adverte-se que imprecisões podem persistir. Contamos com sua ajuda para esclarecimentos e sugestões. Fale com o Editor.



























