O editor não se responsabiliza pelos comentários registrados aqui., El editor no se hace responsable de los comentarios registrados aquí., The editor is not responsible for the comments registered here., 编辑不对此处记录的评论负责。, संपादक यहाँ दर्ज की गई टिप्पणियों के लिए जिम्मेदार नहीं है।


Temos 3128 convidados e nenhum membro online

O colegiado será responsável por propor diretrizes, estratégias e instrumentos voltados à diminuição da mortalidade materna, fetal e infantil, respeitando as especificidades de cada Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). A atuação inclui o monitoramento de indicadores de saúde, análise de fatores de risco e avaliação das ações desenvolvidas nas regiões atendidas.
Entre as principais competências do colegiado estão a elaboração de metodologias estratégicas e do Plano de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena, além do acompanhamento da implementação das medidas nos DSEIs.
Outra função é promover a articulação entre órgãos públicos, organizações da sociedade civil, comunidades indígenas e especialistas, incluindo representantes das medicinas tradicionais indígenas.
O grupo ainda poderá recomendar medidas para prevenir riscos epidemiológicos, especialmente em áreas com povos indígenas isolados ou de recente contato.
Nesses casos, as ações deverão seguir princípios como a precaução, o respeito à autodeterminação dos povos e a não imposição de contato, além da proteção integral à vida, às culturas e aos territórios tradicionalmente ocupados.

Os investimentos ultrapassam R$ 130 milhões e, segundo a pasta, são o maior orçamento já endereçado à proteção de direitos deste público.
“Reconhecer a dignidade de todos os brasileiros e de todas as brasileiras significa que todo ser humano tem o mesmo valor intrínseco, digno de igual respeito e consideração.”
Durante a cerimônia de entregas do Governo Federal para a População em Situação de Rua, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, destacou a urgência de enxergar essa população como cidadãos de direitos.
“Por mais que esse preconceito ecoe nas mentes de parte da sociedade brasileira, nós não vamos desistir dos valores de solidariedade e humanidade e vamos pagar o preço que for necessário para manter esses valores como orientadores da política pública”, disse o ministro Guilherme Boulos.
O MJSP anunciou a formação, em direitos humanos e respeito à dignidade das pessoas em situação de vulnerabilidade, de 5.077 profissionais de segurança pública que atuam em contato direto com a população em situação de rua. O investimento será de R$ 900 mil.
Convidado para o evento na capital federal, o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo, reivindicou o fim da violência de agentes da segurança pública contra a população de rua.
“Há princípios fundamentais que não podem ser desrespeitados, e, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, está que ninguém pode ser submetido à tortura, a tratamento vexatório, de constrangimento, e é isso o que nós vemos em muitos municípios”, protestou Júlio Lancellotti.
O padre ainda cobrou a atuação dos Ministérios Públicos Federal e estaduais e da Defensoria Pública para proteger os interesses das pessoas mais vulneráveis.
Entre as iniciativas apresentadas nesta terça, está o lançamento das ações preparatórias para o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, que será realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além do censo demográfico inédito, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) também firmaram um acordo de cooperação técnica e financeira para fortalecer a rede de serviços do Sistema Único de Assistência Social (Suas).
A iniciativa prevê o investimento anual de R$ 50 milhões, para integrar 263 Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros-Pop) à Rede Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais).
O ministro do MDS, Wellington Dias, defende que o ponto principal é tirar essas pessoas da invisibilidade. O chefe da pasta reconheceu que o conjunto de anúncios de políticas governamentais deve cruzar as barreiras institucionais e chegar de fato, "lá na calçada, na praça, onde as pessoas estão".
Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, os repasses financeiros respeitarão as peculiaridades locais, considerando as diferenças de demanda entre uma capital e uma cidade de médio porte, para garantir as condições de atendimento.
Em outra parceria do Ministério da Justiça, essa com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o governo federal vai investir R$ 2,9 milhões no fortalecimento das Cozinhas Solidárias, para garantir alimentação digna a este público.
O valor servirá para contratar e capacitar 88 bolsistas, que atuarão como agentes formadores e articuladores da economia popular e solidária junto à população em situação de rua, em todas as 27 unidades da federação.
De acordo com o MDS, o programa Cozinha Solidária distribuiu, em 2025, cerca de 15 milhões de refeições nas unidades em funcionamento no Brasil. A nova etapa do Cozinha Solidária terá foco na população em situação de rua.
O secretário nacional de Economia Popular e Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Fernando Zamban, afirmou que é prioritário garantir a dignidade e os direitos deste público, sem medidas assistencialistas, que não resolvem o problema da invisibilidade das pessoas que estão em situação de vulnerabilidade e de rua.
“É preciso ter ações concretas, mais estruturantes, que deixem o legado histórico para essa população que foi tão marginalizada pelo Estado brasileiro.”
“Reconhecer os talentos que as pessoas em situação de rua têm hoje e dar a elas a oportunidade de reconstruir suas vidas economicamente, baseadas em princípios de cooperação, de solidariedade, de autogestão, é fundamental e necessário.”
O Ministério da Saúde anunciou R$ 120 milhões anuais para políticas voltadas à população em situação de rua. De acordo com a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, a pasta atingiu o número recorde de equipes do Consultório na Rua (eCR), formadas por equipes multiprofissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). A expansão consolida a presença do Estado em todas as 27 unidades da federação.
“Estamos falando literalmente de 170 equipes, até 2022, e, hoje, são 333 equipes espalhadas ao longo do território nacional."
A representante da Saúde adiantou que uma agenda em São Paulo formalizará, nesta quarta-feira (24), um aumento imediato de 20% de equipes na capital paulista.
“Onde tem gente, tem SUS presente. Então, onde tiver população em situação de rua, vai ter o SUS presente, chegando a cada uma e cada um que precisar do cuidado, da assistência, da articulação intersetorial, baseada na ‘rualidade’ e na territorialidade”, defendeu Ana Luiza Caldas.
O ministro Guilherme Boulos revelou também que o governo está finalizando a regulamentação, junto à Caixa Econômica Federal e ao Ministério das Cidades, para garantir um percentual obrigatório de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida reservado especificamente para a população em situação de rua e mulheres vítimas de violência.
A vice-presidente do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política para Inclusão Social da População em Situação de Rua (CIAMP-Rua), Joana Basílio, enfatizou que a situação de vulnerabilidade é fruto do abandono do próprio Estado. Joana argumentou que, para cobrar deveres dos cidadãos, o Estado precisa, primeiramente, ofertar e garantir os seus direitos básicos.
“A gente precisa fazer com que essa política chegue na ponta e, de fato, a quem está na rua.”
Conhecido por denunciar sistematicamente a instalação da chamada "arquitetura hostil" para impedir a permanência e abrigo de pessoas em situação de rua em espaços públicos, como em viadutos, pontes e marquises, o padre Júlio Lancellotti ainda pediu ao ministro Boulos que os órgãos federais sejam os primeiros a retirar este tipo de estrutura de seus prédios. São exemplos de arquitetura hostil pedras e grades pontiagudas, pinos chumbados e arames.
Por fim, Boulos disse que, brevemente, será lançada a segunda edição do Plano Nacional Ruas Visíveis. A iniciativa do governo federal, articulada a estados e municípios, visa ao enfrentamento das vulnerabilidades sociais e à promoção de mais inclusão da população em situação de rua no Brasil.

O lançamento ocorreu em evento realizado no Palácio da Justiça, sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), para divulgar diversas ações para garantir direitos da população em situação de rua, ampliar o acesso a serviços públicos e proteção social.
De acordo com o lançamento feito, a etapa inicial do censo ocorrerá em cinco capitais, cobrindo um município por região do país: Belo Horizonte, Goiânia, Florianópolis, Manaus e Salvador.
Em vídeo divulgado durante a cerimônia, o presidente do órgão, Márcio Pochmann, destacou que a iniciativa inédita muda a metodologia adotada pelo IBGE desde o primeiro censo do país, em 1872, que sempre fez a contagem demográfica no Brasil com base nos residentes em domicílios fixos.
Pochmann destacou a importância de incluir essa parcela da população nos índices oficiais para a formulação de políticas públicas precisas. “A partir de agora, nós teremos a informação que inclui os brasileiros que não têm um domicílio fixo", afirmou.
"O IBGE, contando com toda a sabedoria técnica e o apoio que vem tendo, terá condições de estabelecer uma referência metodológica que até hoje nós não temos. Será um marco necessário, que esperamos, através desse censo, revelar uma realidade talvez não tão bem conhecida no Brasil", afirmou o economista Márcio Pochmann.
Previsto para ocorrer entre 3 e 7 de julho de 2028, o pioneiro Censo Nacional da População em Situação de Rua terá os primeiros resultados divulgados em dezembro de 2028.
Para o ministro da Secretária-geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, a iniciativa do IBGE vai estruturar políticas públicas mais eficientes e baseadas na realidade, assim como já é feito com recortes de gênero, raça e idade.
“O censo nos dá os dados seguros para que a gente possa ter uma política pública que chegue em quem ela precisa chegar. [...] O censo do IBGE [da População em Situação de Rua] nos dando dados exatos, precisos, vai permitir, de uma vez por todas, tirar a população de rua da invisibilidade estatística.”
Aos presentes, a ministra do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Janine Mello, previu que o estudo demográfico da população em situação de rua em todo o território brasileiro servirá como referência para os outros países que também convivem com essa questão. “O crescimento da população de rua está presente, hoje, em vários outros países, que não sabem como contar a sua população em situação de rua. E a gente tem metodologia. Mas, precisamos aprimorá-la e queremos avançar, inclusive, para discutir isso com os outros países.”
A confirmação do primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua pelo IBGE foi celebrada como a vitória de uma "luta histórica" pelo Padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo.
O líder religioso convidado do evento na capital federal destacou que a contagem oficial põe fim à distorção deliberada das estatísticas demográficas por gestões municipais. Segundo Júlio Lancellotti, estes levantamentos locais fazem apenas uma checagem visual distante.
“O censo [municipal] é muito manipulado, segundo o interesse da prefeitura de diminuir o número, esconder [as pessoas em situação de rua]. Muitas vezes, o contato era só visual e uma barraca era considerada como uma pessoa. Então, não se levou em conta os grupos familiares que estavam ou estão pelas ruas das nossas cidades.”
Para ele, a entrada do IBGE para fazer a contagem oficial corrigirá a distorção metodológica que invisibiliza este público.
A confirmação da realização do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua foi destacada pelo presidente do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política para Inclusão Social da População em Situação de Rua (CIAMP-Rua), Anderson Miranda, como uma conquista de uma luta histórica contra o argumento antigo de que o IBGE não tinha metodologia para fazer a contagem — o que levava os municípios a criarem levantamentos censitários próprios. Anderson Miranda falou com a experiência de quem viveu mais de 35 anos em situação de rua.
“Contava-se cachorro, gado, mas não contavam a população em situação de rua. Para nós, é importante, com orçamento, incluir a população de rua nos dados censitários. O IBGE vai fazer o censo, vai nos apoiar e vai sensibilizar. Não falar da população de rua, é um 'não' à garantia”, apontou a liderança.

Em meio ao Mês do Orgulho LGBTQIA+, o Museu da Diversidade Sexual (MDS) promove, nesta quinta-feira (25), uma discussão aberta para todos os públicos sobre o reconhecimento da linguagem Pajubá como patrimônio linguístico.
Por muito tempo, contudo, a linguagem foi estigmatizada por ser amplamente utilizada por trabalhadoras sexuais travestis, segundo conta Amara Moira, escritora e curadora da Masterclass Pajubá:
“A própria comunidade, muitas vezes, olhou para essa linguagem como uma língua de marginais e fazia questão de se distanciar. Hoje, a gente pode sentir orgulho dela, mas é importante pensar que até algum tempo atrás essa era uma linguagem estigmatizada”.
Ao longo do tempo, à medida em que a discriminação contra pessoas LGBTQIA+ diminuiu, a língua Pajubá começou a entrar em desuso. As gerações mais novas pararam de utilizá-la, o que contribuiu para seu esquecimento.
Amara argumenta que a linguagem precisa ser relembrada porque representa um importante recorte da vida da comunidade LGBTQIA+.
“Olhar para essas palavras é também pensar o que estava no horizonte e quais eram as necessidades e urgências [da comunidade]. Além disso, vai mostrando como a nossa imaginação operava e documentando a transformação dos momentos e das épocas,” explica.
Nos últimos anos, a linguagem Pajubá tem ressurgido por meio de produções artísticas. “Acho que o novo caminho para o Pajubá pode ser justamente esse, com o cinema, o teatro, a música e a literatura”, acredita Amara.
O encontro começa às 19h, no Centro de Empreendedorismo e Pesquisa do museu. Rua do Arouche, 24, na República.
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior.

A nova estrutura representa um marco para essas cidades, que não contavam com sistema de tratamento de esgoto e apresentam baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O serviço contribuirá para a qualidade de vida de cerca de 270 mil moradores.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Além disso, impactará de forma positiva o meio ambiente. Com a operação da estação, os efluentes que hoje são lançados in natura na Bacia do Guandu passarão a ser tratados, reduzindo a carga de poluição no manancial responsável pelo abastecimento de 9 milhões de pessoas na região metropolitana do Rio.
Durante a inauguração, o ministro das Cidades, Vladimir Lima, destacou que só é possível executar grandes obras de infraestrutura no país com a parceria entre governos e capital privado.
“É importante a parceria com estados, prefeituras e concessionária. Só é possível fazer isso aqui acontecer a quatro mãos.”
A nova estação integra um plano de expansão do saneamento conduzido pela Águas do Rio, que já investiu R$ 6,3 bilhões em quase cinco anos de operação e prevê chegar a R$ 24 bilhões em infraestrutura sanitária nos próximos anos.
“Essa entrega é um passo importante para a região. São investimentos que transformam a vida dos fluminenses com mais saúde e geração de emprego, ajudando também a recuperar os nossos mananciais”, destacou o diretor-presidente da Aegea (Águas do Rio), Radamés Casseb.
Em 2024, o país registrou 336 mil internações por doenças relacionadas à água e cerca de 11,5 mil mortes associadas a esse tipo de enfermidade, além de um impacto estimado em R$ 174 milhões para o sistema público de saúde, segundo dados do Programa Trata Brasil.
Mais uma importante referência da cultura popular brasileira será celebrada no meio acadêmico. A Universidade Federal de Pernambuco concede o título de In Memoriam de Doutor Honoris Causa para o pernambucano Vitalino Pereira dos Santos, o Mestre Vitalino.

A cerimônia acontece nesta sexta-feira (26) no Centro Acadêmico do Agreste, em Caruaru, terra do Mestre. A homenagem reconhece à contribuição do artesão e ceramista, nascido em 1909, para a cultura popular. Mestre Vitalino retratou, por meio de esculturas de barro, o cotidiano nordestino, alcançando reconhecimento internacional, com exposições no exterior e peças presentes nos acervos do Museu de Arte Popular de Viena, na Áustria, e no Museu do Louvre, em Paris.
A produção artística de Mestre Vitalino passou a ser iconográfica, influenciando a formação de novas gerações de artistas. Basta circular por feiras, ateliês e, inclusive, pelos arraiais deste período junino, para encontrar os traços do ceramista nas obras produzidas atualmente por outros artesãos. Através de bonecos e bonecas de barro, a obra retrata a cultura, o folclore e, sobretudo, o povo do interior. Desde cedo ele começou a modelar bois e cavalos em formato pequeno e, posteriormente, juntou a esse talento sua atividade como músico, com o pífano.
Mestre Vitalino faleceu em 20 de janeiro de 1963. Os cinco filhos, Amaro, Manuel, Severino, Antônio e Mariquinha seguiram a profissão de artesão. Parte da produção pode ser apreciada nos museus Casa do Pontal e Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, no Acervo Museológico da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife e em Caruaru, no acervo do Alto do Moura, onde a história do Mestre com o barro começou. Mais de 200 peças originais do artista foram tombadas pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco.
*Com sonoplastia de Jailton Sodré
2:41Para quem gosta de participar dos circuitos de eventos literários pelo país, já é possível se programar melhor. Antes de completar dois meses de lançamento, a plataforma digital Mapa dos Eventos Literários do Brasil, disponível no site do Ministério da Cultura (MinC), tem mais de 500 ações cadastradas. São feiras, festas, festivais, saraus, clubes de leitura e slams de todas as regiões do país. A ferramenta está disponível no site gov.br/cultura, na aba “Assuntos”.

Lançado durante a Bienal do Livro da Bahia, em Salvador, o mapa registrou, no segundo mês de funcionamento, 114 novos eventos inseridos na plataforma, o que representa crescimento de 29,5%, e segue aberto para novos cadastros. A iniciativa quer organizar, dar visibilidade e fortalecer a cena literária brasileira, contribuindo para o acesso ao livro, à leitura e à literatura em diferentes territórios.
Até o momento, cerca de 93% dos cadastros, 468 registros, correspondem a feiras, festas e festivais literários. São Paulo é o estado com mais inserções de dados no mapa: são 73.
Na distribuição por regiões, o Sudeste concentra 171 eventos, o que representa 34,2% do total. Em seguida, aparecem o Nordeste, com 161 eventos; o Sul, com 102 registros; outros 39 pela região Norte; e o Centro-Oeste, com 27. No geral, a maioria tem programação prevista para o segundo semestre.
Outro dado relevante é o perfil de longevidade das iniciativas: 157 eventos já realizaram ao menos 11 edições, enquanto 267 registros realizaram de uma a cinco edições.
2:09Neste 24 de junho, os arraiais de todo país celebram o santo católico que batiza os festejos do ciclo junino. Desde o fim de maio, muitas cidades já festejam São João.

Na região Nordeste, atrações musicais, manifestações culturais, ritos religiosos e gastronomia típica são o combo da celebração.
Em São Luís, esta quarta-feira (24) é noite de centenas de grupos de bumba meu boi tomarem os arraiais da Ilha e do interior. Vários bois, inclusive, realizam a cerimônia de batizado, pedindo proteção e celebrando o Santo.
Começando no fim da tarde e entrando pela madrugada, os grupos se apresentam nos arraiais do Ipem, Vila Palmeira, Itaqui-Bacanga, Cidade Operária, Largo de Santo Antônio, Largo de São Pedro, João de Deus, Liberdade, João Paulo e na Praça Maria Aragão.
Entre os shows desta quarta-feira no Mossoró Cidade Junina, no Rio Grande do Norte, se apresentam Thiago Freitas, Alok e Jonas Esticado.
Mas o destaque é o espetáculo musical ao ar livre “Chuva de Balas no País de Mossoró”, que conta uma história real, ocorrida no século passado, de como a população da cidade, padre e prefeito se uniram e pegaram em armas para expulsar o bando de Lampião do município.
Em Campina Grande, Paraíba, os polos juninos abrigam uma variedade de ritmos nas ilhas de forró, nos coretos, no Palco Cultural, no Quadrilhódromo e na Pirâmide.
No Palco Principal do Parque do Povo, os shows serão de Vicente Nery, José Augusto, Waldonys e Fabiana Souto.
Já as bandas Encantu's e Libanos encerram o a programação de São João do Parque Solon Lucena, em João Pessoa.
O dia de São João é feriado estadual em Pernambuco. Por isso, Olinda começa cedo a programação, com destaque para o Cortejo Junino Amantes do Carnaval, saindo da Praça do Carmo por volta de 17h.
Já o Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, em Caruaru, tem Felipe Amorim, Márcia Fellipe, João Gomes e a lenda do forró Jorge de Altinho. No Polo Alto do Moura se apresentam Renatto Pires, Thullio Milionário e a banda Cavalo de Pau.
E com a terceira partida da seleção brasileira pela Copa do Mundo contra a Escócia, às 19h, vários polos juninos do Brasil vão transmitir o jogo em pleno arraial, com telões instalados.
Para quem vai sair de casa e não quer perder o jogo, é bom consultar a programação do arraial da sua preferência pelas redes sociais.
Pra quem vai ficar em casa, mas quer curtir um pouquinho o São João, a TV Brasil transmite, a partir de 21h, mais um Arraiá Brasil.
O programa vai transmitir o show de Alceu Valença em Salvador; Santana, o Cantador direto do município baiano de Amargosa; João Gomes e Jorge Altinho em Caruaru; e Jonas Esticado, que se apresenta em Mossoró.
As redes sociais de alguns governos e prefeituras transmitem parte dos shows pelo YouTube.
*Com sonoplastia de Jailton Sodré
3:44Maria Bethânia é a principal voz desta edição do Viva Maria, dedicada às festas juninas. A cantora baiana relembra com emoção a tradição que cultiva desde que chegou ao Rio de Janeiro, em 1965: acender a fogueira de São João todo ano. Para ela, junho é um mês que "aproxima" — com suas fogueiras, adivinhações e o céu enfeitado de balões.

Do interior de Minas Gerais, a correspondente Concessa, de Paracatu, traz o sabor da festa popular: milho verde, mingau, pamonha, canjica, pé de moleque e a arte de fazer rapadura — "doce, mas não mole". Ela lembra também a Rainha da Chita, eleita nas escolas com venda de votos, e as brincadeiras de quebrar moringa e segurar ovo na colher.
O programa ainda alerta para os riscos de soltar balões e fazer fogueiras em época de seca, e convida o público a acompanhar o Arraiá do Brasil, faixa especial da TV Brasil com festas juninas da Bahia e de Pernambuco, às quartas-feiras a partir das 21h.
Acompanhe no player acima.
9:52A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), anunciou nesta terça-feira (23) a programação da 24ª edição do evento, que ocorre entre os dias 22 e 26 de julho. Neste ano, a homenageada é a poeta Orides Fontela (foto), que renovou o modernismo e abriu portas para a contemporaneidade, tornando-se conhecida pelo rigor formal com a língua e pela boa recepção da crítica. A trajetória da poeta foi marcada ainda pela precariedade material durante anos, que a deixou inclusive sem moradia.

Entre as atrações do evento estão mais de 20 mesas literárias com autores nacionais e internacionais, oficinas, apresentações artísticas, contação de histórias e ações de mediação de leitura. Alguns escritores de destaque confirmados são Andrea del Fuego, Itamar Vieira Júnior, Socorro Acioli e Milton Hatoum, imortal da Academia Brasileira de Letras.
O evento já dá seus primeiros passos este mês, com o Ciclo da Autora Homenageada, em São Paulo, entre os dias 25 e 27, com quatro encontros sobre a obra de Orides Fontela.
Rita Palmeira, curadora desta edição da Flip, fala sobre a mesa de abertura do ciclo.
“A gente abre o ciclo com uma mesa que é uma mesa de abertura que reúne o Alcides Villaça, que é poeta, professor e um leitor muito fino de poesia, e que estudou com a Orides na USP; e junto a ele Fernando Paixão, que também é poeta e professor. Os dois são dois leitores muito especiais de poesia e em particular da Orides. Então eles fazem essa mesa que é uma apresentação mais geral da Orides”.
O diretor artístico da Flip, Mauro Munhoz, destaca a importância da festa literária.
“A Flip provoca impactos que se desdobram no tempo. No curto prazo, transforma Paraty em um palco de encontros e reflexões que reverberam o país afora. No médio prazo, fortalece economias locais, não só em Paraty, mas fortalece economia e cultura em todo o país. No longo prazo, consolida-se como patrimônio vivo, ampliando horizontes e formando novas gerações de leitores e escritores, fortalecendo assim o pensamento crítico e a própria democracia”.
Outras atrações do evento são Flipinha, FlipZona e FlipEduca, voltadas para a ampliação do acesso à literatura por meio de experiências voltadas a crianças, jovens, educadores e comunidade.
Apesar dos danos, a Igreja já acionou sua resposta de emergência: "Muitas paróquias acolheram pessoas para passar a noite em suas instalações. Já
...Apesar dos danos, a Igreja já acionou sua resposta de emergência: "Muitas paróquias acolheram pessoas para passar a noite em suas instalações. Já ativamos uma rede de solidariedade por meio da Cáritas paroquial. A partir de amanhã, serão realizadas inspeções para determinar quais igrejas poderão ser reabertas." Que Deus nos ajude e nos conceda o consolo necessário para acompanhar nosso povo nestes tempos difíceis."
Todos vós, de diferentes países, reunistes-vos aqui, movidos pela mesma paixão e pelos mesmos valores, para além de qualquer diferença de língua,
...Todos vós, de diferentes países, reunistes-vos aqui, movidos pela mesma paixão e pelos mesmos valores, para além de qualquer diferença de língua, nacionalidade ou cultura. Este fato, típico dos eventos desportivos internacionais, oferece um sinal de esperança, um sinal do mundo que desejamos; contribui para encontros pacíficos entre os povos e para a fraternidade: disse o Santo Padre à Federação Italiana de Natação, recebida por Leão XIV na manhã desta quinta-feira, 25 de junho, no Vaticano
Em seu discurso na 56ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o observador permanente, monsenhor Juan Antonio Cruz
...Em seu discurso na 56ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o observador permanente, monsenhor Juan Antonio Cruz Serrano, destacou o multilateralismo como instrumento para a resolução dos profundos e complexos desafios do continente. Ele lembrou a crise humanitária no Haiti, apelando para a intensificação da cooperação e dos esforços de solidariedade

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação (2025), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha 8,4 milhões de não alfabetizados com 15 anos ou mais, correspondendo a 4,9% da população brasileira, o menor percentual da série histórica iniciada em 2016.
“Nós passamos 526 anos perseguindo esse número. De acordo com a Unesco, isso quer dizer que, no Brasil, pela primeira vez na história, o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no Brasil. Nós estamos caminhando para a erradicação do analfabetismo”, disse o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
O anúncio foi feito durante um evento no Ceará, ao lado do ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana (PT-CE), e do governador Elmano de Freitas.
De acordo com o ministro, o resultado reflete as políticas de recomposição de matrículas promovidas desde 2023 na Educação de Jovens e Adultos (EJA), cenário que se arrastava desde 2019, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.
“Nós tivemos no ano passado 40 mil matrículas a mais do que nos anos anteriores. Isso já se mostra em resultados, já se mostra com a queda do analfabetismo”, comemorou o ministro da Educação.
O ministro elencou três indicadores que registraram melhorias simultâneas inéditas:
“Pela primeira vez, nós temos esses três dados: diminuição do abandono, diminuição da reprovação e diminuição da distorção idade-série. Mas, mais do que isso, tudo isso aconteceu sem diminuir a qualidade da educação”, disse, reforçando os impactos dos resultados sobre o desempenho pedagógico.
O ministro ainda citou outras ações federais adotadas desde 2023.
“Nós expandimos as escolas em tempo integral, criamos a estratégia nacional de Escolas Conectadas para que toda escola pudesse ter internet. Nós aumentamos a complementação da União no Fundeb em mais de R$ 40 bilhões. Enfim, nós temos hoje o maior orçamento da história do Ministério da Educação, um conjunto de ações que contribuíram para que a gente chegasse nesses resultados.”
Segundo a avaliação do ministro, o principal fator por trás da melhora dos índices educacionais é o programa Pé-de-Meia, coordenado pelo MEC, de incentivo financeiro do governo federal voltado a estudantes do ensino médio público.
“O Pé-de-Meia é um programa que existe com frequência escolar. Os jovens estão frequentando mais a escola, estão faltando menos, estão prestando mais atenção nas aulas.”

Em comparação com 2025, quando 1.508 municípios e 22 estados aderiram ao chamado Enem dos Professores, a adesão ao exame teve um crescimento superior a 30%.
Do total de entes que aderiram ao exame, 615 manifestaram interesse em utilizar os resultados da PND em processos seletivos no ano de 2026.
Entre os estados estão:
Já entre as capitais que pretendem adotar a prova estão:
Em 2026, a adesão à PND passou a ter validade por tempo indeterminado. Isso significa que as redes que aderiram poderão utilizar os resultados da prova nos próximos anos sem a necessidade de nova adesão, bastando prever expressamente o uso dos resultados da PND em seus editais de seleção.
As inscrições para a Prova Nacional Docente de 2026 estarão abertas até 3 de julho e devem ser feitas exclusivamente pelo Sistema PND no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Podem participar da PND os estudantes concluintes de cursos de licenciaturas, inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, bem como os demais interessados em participar de concurso ou processo seletivo promovido pela União, estados, Distrito Federal e municípios que adotem o resultado da avaliação como etapa de processo de admissão próprio.
A prova está marcada para 20 de setembro, sob responsabilidade do Inep.
O exame será dividido em dois blocos:
A prova integra as ações do Programa Mais Professores para o Brasil. Essa política pública visa fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério.

A medida está publicada na edição desta terça-feira (23) do Diário Oficial da União.
Esses atos deverão passar pelos respectivos conselhos de educação e seguir orientações do Ministério da Educação.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

A Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) pode ser obtida na Página do Participante no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O pagamento pode ser feito em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários, por meio de pix, cartão de crédito, débito em conta corrente ou poupança.
Não serão aceitos pagamentos de inscrições por depósito em caixa eletrônico, via postal, transferência ou depósito em conta corrente, nem ordem de pagamento.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
O Inep avisa que o valor referente ao pagamento da taxa de inscrição não será devolvido, se realizado em duplicidade ou se for diferente de R$ 85.
Assim como não será devolvido o pagamento da taxa de inscrição, exceto em caso de cancelamento desta edição do Enem.
O edital do exame esclarece que é proibido transferir o valor referente ao pagamento da taxa de inscrição do Enem para outro participante.
No Enem 2026, o Inep concedeu gratuidade para pessoas dos seguintes perfis e, por isso, não será gerada GRU Cobrança para pagamento:
O Ministério da Educação (MEC) e o Inep decidiram ampliar o prazo para pagamento da taxa. Assim, um novo calendário foi elaborado:
O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Podem participar da PND os estudantes concluintes de cursos de licenciaturas, inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, bem como os demais interessados em participar de concurso ou processo seletivo promovido pela União, estados, distrito federal e municípios que adotem o resultado da avaliação como etapa de processo de admissão próprio.
No período de inscrição – 22 de junho a 3 de julho, o candidato que quer ser tratado pelo nome social deve assinalar a opção. O benefício é destinado à pessoa que se identifica e quer ser reconhecida socialmente em consonância com sua identidade de gênero. É pré-requisito que o participante tenha o nome social cadastrado na Receita Federal.
Aquele participante que necessitar de atendimento especializado deverá, no ato da inscrição, informar as condições que motivam o pedido e indicar os recursos de acessibilidade que necessita.
O atendimento especializado é destinado a pessoas com deficiência (PCD), com transtornos do neurodesenvolvimento, como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA); gestantes, lactantes, diabéticos, idosos ou com outras condições específicas.
Na sua solicitação: baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual, surdocegueira, dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA), discalculia, diabetes, fibromialgia, transtornos mentais, gestante, lactante, idoso e/ou outra condição específica.
O valor da taxa de inscrição será de R$ 85 para os candidatos não isentos.
A GRU Cobrança usada para o pagamento da taxa de inscrição da PND deve ser gerada pelo Sistema PND e o pagamento poderá ser efetuado em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários até o dia 8 de julho.
Desde segunda-feira (15), os participantes que solicitaram isenção da taxa de inscrição da Prova Nacional Docente (PND) podem consultar, no Sistema PND, a resposta do Inep sobre os pedidos.
Os participantes que obtiveram a isenção deferida deverão realizar a inscrição no período estabelecido pelo edital. Já aqueles que tiverem o pedido negado após a análise dos recursos poderão efetuar a inscrição mediante pagamento da taxa correspondente.
As provas serão aplicadas no dia 20 de setembro em todos os estados e no Distrito Federal, nos municípios listados no Sistema PND e no Portal do Inep.
A prova, com duração total de cinco horas e 30 minutos será composta por uma parte de formação geral docente, comum aos cursos de todas as áreas, e uma de componente específico, próprio de cada área de avaliação das licenciaturas.
Em relação a 2025, a ampliação de áreas da PND incluiu as licenciaturas em: teatro, dança, ciências naturais e letras – espanhol.
Nesta edição, ao todo, serão 21 áreas da licenciatura avaliadas na PND.
1. artes visuais;
2. ciências biológicas (biologia);
3. ciências naturais (ciências da natureza);
4. ciências sociais;
5. computação;
6. dança;
7. educação física;
8. filosofia;
9. física;
10. geografia;
11. história;
12. letras espanhol;
13. letras inglês;
14. letras português;
15. letras português e espanhol;
16. letras português e inglês;
17. matemática;
18. música;
19. pedagogia;
20. química;
21. teatro.
A divulgação do resultado final da PND será em 15 de dezembro.

O estudo inédito, baseado em análises avançadas de geoquímica, microscopia e tomografia 3D, revela que bactérias oxidantes de enxofre desempenharam papel decisivo na mineralização rápida do fóssil, garantindo sua preservação tridimensional excepcional.
O trabalho reuniu especialistas de 15 instituições internacionais. O documento detalha análises de tomografia, geoquímica isotópica, microscopia eletrônica e espectrometria de massa.
Notícias relacionadas:
“A preservação desse pterossauro é extraordinária. Estamos falando de tecidos e moléculas que, em condições normais, desapareceriam em poucos dias. O fato de termos acesso a esse nível de detalhe, mais de 100 milhões de anos depois, mostra como a Bacia do Araripe é um dos sítios fossilíferos mais importantes do planeta”, destaca entusiasmado o paleontólogo Alexander Kellner, do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), um dos autores do estudo.
A professora titular da Cátedra John Curtin e diretora fundadora do Centro de Geoquímica Orgânica e Isotópica da Austrália Ocidental na Universidade Curtin, Klitin Grici afirmou que as descobertas abrem uma nova janela para a formação de fósseis.
"Este fóssil é uma verdadeira cápsula do tempo — não apenas está lindamente preservado, mas, pela primeira vez, detectamos traços de esteroides em um pterossauro, fornecendo mais evidências de que essas criaturas provavelmente se alimentavam de peixes ou lulas", afirmou Klitin.
A pesquisa aponta que é um processo em “efeito dominó” no qual a decomposição inicial do animal cria microambientes químicos que alimentam microrganismos específicos. Esses micróbios desencadeiam uma sequência de precipitações minerais (sulfatos, fosfatos e múltiplas fases de carbonato), que selam o fóssil antes que tecidos e biomoléculas se degradem.
“Essa descoberta muda nossa compreensão sobre como fósseis excepcionais se formam. Mostramos que micróbios podem criar microambientes altamente eficientes para preservar tecidos e moléculas que normalmente desapareceriam em dias. O estudo comprova que a Bacia do Araripe continua revelando segredos extraordinários. Este trabalho reforça a importância científica e patrimonial da região”, avalia o professor Antônio Álamo Feitosa Saraiva, da Universidade Regional do Cariri.
" Os pterossauros eram répteis voadores que viveram ao lado dos dinossauros e foram os primeiros vertebrados a dominar o voo motorizado, com algumas espécies atingindo envergaduras gigantescas, acima dos 10 metros. O presente exemplar representa um indivíduo do grupo denominado de Anhangueridae e tinha perto de 8 metros de abertura alar", afirma o professor Renan Bantim, Curador do Museu de Plácido Cidade Nuvens, onde o exemplar está depositado.
Além da questão científica, cabe comemorar a parceria entre o Museu Nacional/UFRJ e a Universidade Regional do Cariri (URCA), vem de longa data e tem produzido achados espetaculares. Agora, através do Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação - INCT Paleovert - programa financiado pelo CNPq, temos a possibilidade de firmar parecerias como esta liderada pela Universidade Curtin da Austrália, e atuar na fronteira do conhecimento na pesquisa de organismos que há milhões de anos habitaram o nosso planeta" reforça Kellner.
O estudo foi publicado no dia 18 na revista iScience.

O registro no conselho é necessário para o exercício legal da profissão de médico no Brasil.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a medida provisória (MP) entra em vigor imediatamente, mas a exigência de proficiência na prova para o exercício profissional valerá apenas para quem ingressar na graduação de medicina a partir da data de publicação da norma no Diário Oficial da União.
O presidente do Inep, Manuel Palacios, explica que tornar o Enamed uma política de avaliação e análise de competências de estudantes de medicina referência representa um instrumento para monitorar a formação médica ofertada por instituições públicas e privadas de educação superior, porque é necessário o controle mais rigoroso do padrão de ensino.
“Haverá um controle mais preciso da qualidade da formação oferecida pelas instituições, o que também ajuda o próprio estudante a escolher em que instituição vai se inscrever, onde vai se formar. Assim como, a medida provisória de hoje assegura à população serviços médicos de qualidade, praticados por um profissional que passou por um exame de proficiência.”
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
A MP cria a política integrada para formação médica no país e também estabelece que o Enamed será aplicado, obrigatoriamente, a cada seis meses pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil. O graduado que não obtiver avaliação satisfatória no Enamed poderá refazê-la em edições semestrais seguintes.
O Inep prevê que as provas serão realizadas de forma descentralizada em todos os municípios que oferecem cursos de graduação em medicina. Entre os objetivos, o novo formato permitirá a comparação de resultados entre as edições.
A normativa editada pelo presidente da República também oficializa o alinhamento entre formação médica nacional e internacional. Pela política, o Enamed substituirá integralmente a primeira fase (teórica) do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida).
Dessa forma, médicos formados fora do país e os graduados no Brasil serão submetidos exatamente ao mesmo exame. A mudança não abrange a segunda etapa do Revalida, composta por exames práticos em estações clínicas que simulam atendimentos reais.
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, em entrevista à imprensa, destacou que a avaliação de estudantes de medicina poderia estar sendo realizada desde 2015, como prevista no programa Mais Médicos, mas não houve continuidade em outras gestões federais.
O representante do Ministério da Saúde indica que o Enamed representa a possibilidade de alinhamento da graduação em medicina às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e da população.
“No ano passado, voltamos a ter um exame específico dos estudantes de medicina e pelas matrizes de elaboração dessas provas, que são feitas por uma comissão de especialistas. É possível utilizar o Enamed enquanto a prova teórica. que é a chamada a primeira etapa do Revalida.”
O Inep, responsável pela realização das duas provas, esclarece que os médicos formados no exterior que já tiveram o diploma revalidado em data anterior à de entrada em vigor da normativa estão dispensados de fazer o Enamed.
Confira mais informações no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
Outra novidade da nova medida provisória é que a avaliação do Enamed será, obrigatoriamente, aplicada no fim do 4º ano do curso de medicina.
A etapa terá caráter diagnóstico e formativo, voltada para identificar deficiências de aprendizagem dos estudantes de medicina. A secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Marta Abramo, ressaltou que o Enamed aplicado aos estudantes do quarto ano é útil tanto para as instituições de ensino reavaliarem a sua proposta pedagógica quanto para regulação pelo poder público.
“As instituições de ensino podem reavaliar sua atuação pedagógica para melhorar a formação desse estudante para que este chegue ao final do curso com a as condições de exercício da profissão e para que seja aprovado no exame de proficiência, mas também vai trazer para o MEC insumos importantes para monitorarmos a qualidade desses cursos e poder agir quando necessário”, disse a secretária Abramo.
A edição de 2025 do Enamed registrou que 99 cursos (32%) obtiveram conceito Enade nas faixas 1 e 2 — menos de 60% dos seus estudantes apresentaram desempenho considerado adequado ao exame. Estes cursos passaram por ações de supervisão e sanções, anunciadas em março deste ano, como a suspensão de novos ingressos.
Os resultados do Enamed divulgados em janeiro deste ano mostraram que 85% dos cursos municipais foram considerados insatisfatórios.
Entre os 944 estudantes de instituições de educação superior municipais participantes no exame de 2025, apenas 49,7% tiveram conceito proficiente.
Com a nova medida provisória, os órgãos de regulação estaduais e do Distrito Federal, que controlam tanto os cursos estaduais quanto os municipais, deverão também tomar medidas de supervisão, a partir dos resultados insatisfatórios do Enamed.
A secretária do MEC, Marta Abramo comemora a medida. “Sem a medida provisória, até hoje, não tínhamos a possibilidade de atuação [federal] sobre esses cursos. Isso vai garantir também que o estudante que ingresse seja em um curso privado, público, estadual, federal ou municipal, tenha a garantia de que o Estado vai estar atuando para melhoria desse curso”.
Desde a primeira edição, em 2025, o Enamed possibilita que os resultados obtidos pelos participantes do exame possam ser usados para ingressar em programas à residência médica de especialidades de acesso direto. Isto porque a prova do Enamed equivale à parte teórica do Exame Nacional de Residência (Enare).
Com a MP, os resultados do Enamed poderão oficialmente ser usados para esta finalidade, a de acesso à residência médica.
O texto da MP ainda cria o Sistema Nacional de Avaliação das Residências (Sinares) para avaliação da qualidade dos programas de residência médica e da formação dos profissionais residentes.
Para operar a nova política de maneira democrática, a MP prevê a criação de uma comissão consultiva de acompanhamento do Enamed, com representantes do MEC, do Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira e de entidades da sociedade civil.
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, demonstrou otimismo quanto à tramitação da nova medida provisória (MP) do Enamed no Congresso Nacional para virar lei federal.
O secretário citou que a proposta do governo reflete o desejo da população e as demandas históricas das próprias entidades médicas e destacou que uma pesquisa realizada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) demonstrou que 88% dos 2.017 entrevistados em fevereiro deste ano entendem que o Enamed deve obrigatório para que o graduado exerça a medicina.
“Quem é atendido por um médico quer saber se esse profissional teve qualidade na formação. Ao mesmo tempo, esta é uma demanda das entidades médicas que pleiteiam que haja um exame de proficiência.”
A expectativa do governo é que o debate legislativo sirva para aperfeiçoar o dispositivo. Para ilustrar a qualificação do debate de uma política pública de saúde pelo Congresso, Proenço resgatou a apreciação do programa Mais Médicos do Ministério da Saúde pelo parlamento, para melhor o atendimento aos usuários do SUS.
“A medida provisória [da época] foi modificada, foi muito melhorada ao longo da tramitação no Congresso. Temos essa mesma expectativa de responder ao clamor da sociedade e também que a medida provisória possa ser aperfeiçoada para que seja convertida em lei.”
O Conselho Federal de Medicina disse à Agência Brasil que ainda não teve acesso ao teor da medida provisória para comentar sobre a criação da política integrada para formação médica no país nem sobre a representação do colegiado na comissão consultiva de acompanhamento do Enamed.
A edição de 2026 do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2026 está com inscrições abertas até 29 de junho, exclusivamente pelo Sistema Enamed.
Saiba mais sobre o Enamed aqui.

Em relação a 2024, houve redução de 0,4 ponto percentual (p.p.) na taxa nacional, representando uma diminuição de cerca de 592 mil pessoas analfabetas no país.
Os dados estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação (2025), divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O analfabetismo atinge principalmente a população idosa. Em 2025, havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o que representa 14,9% das pessoas desse grupo etário. Os analfabetos com 60 anos ou mais de idade eram 58% do total de analfabetos do país. Já a taxa de analfabetismo de pretos ou pardos (20,6%) era quase três vezes superior à de brancos (7,3%) nesse grupo etário.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Quando se adiciona os grupos mais jovens no cálculo da taxa de analfabetismo, os percentuais diminuem progressivamente: 8,3% entre as pessoas com 40 anos ou mais, 5,8% entre aquelas com 25 anos ou mais, e 4,9% na população com 15 anos ou mais.
Segundo o IBGE, a taxa de analfabetismo entre as pessoas de 15 a 59 anos de idade foi de 2,6%, indicando que as novas gerações tiveram maior acesso à escolarização, sendo alfabetizadas ainda na infância.
"Essa diferença de 11,3 p.p. entre os grupos etários reforça a importância de políticas de manutenção de crianças e jovens na escola, bem como aquelas específicas para alfabetização de adultos e idosos.”
Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais de idade foi de 4,6%, enquanto entre os homens foi de 5,2%. A redução em relação a 2024 foi de 0,4 p.p. para ambos os sexos. Na população com 60 anos ou mais de idade, a taxa de analfabetismo das mulheres, que historicamente era superior à dos homens, em 2025 passou a ser menor, com 13,7% para mulheres e 14,1% para homens, o que representa uma diferença de 0,4 p.p.
“A variação das taxas por sexo, especialmente entre os mais velhos, sugere avanços na escolarização feminina em todas as gerações, apontando para uma reversão do legado de desigualdade educacional do passado”, analisa o IBGE.
Em 2025, 59,4% das mulheres com 25 anos ou mais de idade haviam completado, ao menos, a educação básica obrigatória, enquanto entre os homens esse percentual era de 55,2%. Ambos os grupos apresentaram crescimento em relação a 2024, indicando uma tendência positiva no acesso à escolarização.
Em relação à cor ou raça, 64,9% das pessoas de cor branca haviam concluído o ciclo básico educacional, contra 51,3% das pessoas de cor preta ou parda, resultando em uma diferença de 13,6 p.p. entre esses grupos. Essa diferença permanece praticamente inalterada em relação a 2024, quando era de 13,3 p.p., no entanto, é 2,8 p.p. menor que em 2016, quando a diferença era de 16,4 p.p., refletindo as persistentes desigualdades.
Em 2025, no Brasil, 64,1% das crianças de 0 a 1 ano e 57,1% das crianças de 2 a 3 anos que não frequentavam creche estavam fora da escola por opção dos pais ou responsáveis. Esse motivo permaneceu como o mais citado em todas as grandes regiões, com frequência mais elevada entre o primeiro grupo.
O segundo motivo mais citado foi não ter escola/creche na localidade, falta de vaga ou a não aceitação da matrícula por causa da idade da criança. Entre as crianças de 0 a 1 ano, 28,1% dos responsáveis apontaram esse fator; entre as de 2 a 3 anos, o percentual foi de 33,4%.
No grupo de jovens de 14 a 29 anos do país, 7,7 milhões não haviam completado o ensino médio em 2025, seja por terem abandonado a escola antes do término dessa etapa ou por nunca a terem frequentado. Desses jovens, 59,8% eram homens e 40,2% eram mulheres. Considerando a distribuição por cor ou raça, 26,4% eram brancos e 72,8% eram pretos ou pardos.
Ao serem perguntados sobre o principal motivo de abandono escolar ou de nunca terem frequentado a escola, os jovens de 14 a 29 anos indicaram, majoritariamente, a necessidade de trabalhar, mencionada por 43% dos entrevistados em 2025.
O segundo motivo mais citado foi não ter interesse em estudar, que alcançou 25,6% dos casos, confirmando a reversão da tendência de queda observada desde 2024. O aumento, de 2 p.p. em relação ao ano de 2023, pode sinalizar um desalinhamento entre as expectativas dos jovens e o modelo educacional.
Os demais motivos permaneceram estáveis ou apresentaram variações modestas: gravidez foi mencionada por 9,9% dos jovens; problemas de saúde permanente, por 4,4%; realizar afazeres domésticos ou cuidar de pessoas, por 3,9%; e não ter escola na localidade, vaga ou turno desejado, por 2,8%.
O Brasil tinha 46,6 milhões de jovens com 15 a 29 anos de idade em 2025, e 17,5% deles não estavam trabalhando, não estudavam no ensino regular nem frequentavam algum curso de qualificação profissional. Essa proporção recuou 4,9 pontos percentuais (p.p.) frente a 2019, quando 22,4% dos jovens do país não trabalhavam, nem estudavam ou se qualificavam.

O percentual representa ganho real de 1,5% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, que foi de 3,9%. A medida é válida para professores com jornada de 40 horas semanais e produz efeitos financeiros a partir de janeiro de 2026.
Pelas novas regras, o piso será atualizado todos os anos por ato do Ministério da Educação, publicado até o último dia útil de janeiro. O cálculo do reajuste passará a considerar a soma de dois indicadores:
A lei também estabelece limites para a correção anual. O reajuste não poderá ser inferior à inflação medida pelo INPC, nem superior à variação das receitas do Fundeb entre os dois anos anteriores, incluindo as complementações da União. No ano passado, seguindo a mesma regra, o reajuste foi de 6,27%.
Outra mudança importante é a exigência de maior transparência. O Ministério da Educação deverá divulgar, anualmente, a memória de cálculo utilizada na atualização do piso, com dados detalhados sobre receitas, metodologia e série histórica, em plataforma de dados abertos.
A norma reafirma que o financiamento do piso salarial terá como base os recursos vinculados à educação previstos na Constituição, especialmente aqueles relacionados ao Fundeb. O texto destaca que a valorização dos profissionais deve respeitar os pisos mínimos de investimento em educação estabelecidos na legislação.
Além dos professores da educação básica, estão contemplados profissionais contratados temporariamente e aqueles que atuam na educação infantil, reconhecendo a integração entre as atividades de cuidar, brincar e educar.

Os estudantes devem ter participado de uma ou mais edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos últimos três anos e ter concorrido a vagas na etapa regular do Sisu 2026.
Nesta primeira edição do Sisu+, 34 instituições, como universidades e institutos federais, aderiram ao processo seletivo.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Para se inscrever no Sisu+, os interessados devem acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.
No momento da inscrição, o candidato poderá escolher até dois cursos, de modo independente das escolhas feitas em janeiro deste ano.
Se necessário, os estudantes que participaram da etapa regular podem atualizar informações socioeconômicas e alterar modalidades de concorrência.
É preciso indicar a primeira e segunda opção de preferência dos cursos. Até o fim do período de inscrição, o candidato pode alterar sua inscrição quantas vezes quiser.
Em cada uma delas, o estudante poderá visualizar o curso escolhido, o local de oferta, a instituição de ensino, o turno, o grau, eventuais ações afirmativas próprias da instituição (quando houver) e as modalidades de concorrência nas quais estará inscrito.
Confira o passo a passo para inscrição informado pelo Ministério da Educação (MEC):
- acesse o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior;
- faça o login na plataforma com a sua conta Gov.br;
- informe todos os dados de cadastro, como informações de contato, nome social e endereço;
- preencha o questionário de informações sociais e econômicas para que o MEC possa identificar as modalidades de cotas disponíveis;
- escolha o curso e a instituição desejadas;
- o sistema considerará a maior nota desde o Enem 2023 para classificar o candidato;
- com curso e opções definidos, e após verificar as modalidades de vagas disponíveis, é só confirmar a escolha e a inscrição no Sisu+ estará concluída.
As notas de corte para a vaga pretendida já podem ser consultadas diretamente nas páginas do Sisu Aluno e do Sisu Vagas. As notas devem ser utilizadas pelos candidatos apenas como uma referência da situação em que se encontram para a vaga selecionada e não como uma garantia de seleção, avisa o MEC.
Se o candidato aprovado na chamada regular do Sisu 2026 estiver matriculado em curso de graduação de instituição pública de ensino superior, pode participar normalmente do Sisu+, desde que opte por apenas uma das vagas, pois a legislação proíbe que uma mesma pessoa ocupe duas vagas simultaneamente.
A divulgação da única chamada regular com os nomes dos pré-selecionados será feita em 24 de junho na página eletrônica do Sisu.
Para quem precisar recorrer à lista de espera porque não está entre os pré-selecionados, o prazo para manifestação de interesse será de 24 a 26 de junho.
De acordo com o edital, o processo de matrícula para os selecionados na chamada regular começará a partir de 25 de junho.
Por fim, a matrícula dos convocados por meio da lista de espera terá início a partir de 1º de julho.
Coordenado pelo MEC, o Sisu regular tem o objetivo de democratizar o acesso ao ensino superior em instituições públicas que aderiram ao processo seletivo.
Já o Sisu+ não constitui novo processo seletivo, mas sim uma extensão do Sisu 2026. Foi desenhado pelo MEC para ser uma ferramenta mais eficiente a fim de aperfeiçoar a seleção de candidatos a vagas no ensino superior.
O ministério projeta que o Sisu+ seja usado em cursos tradicionalmente com alta rotatividade, onde o estudante é admitido, mas desiste da vaga ou muda de área, o que gera para as universidades públicas a necessidade da organização de sucessivas chamadas para preenchimento de vagas.
Com o Sisu+, a instituição pode adotar a estrutura automatizada do Sisu para rodar as listas de espera de forma mais rápida, garantindo que a vaga não fique ociosa.