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Em breve um acervo de revistas do século XX. (Saiba mais)
Temos 478 convidados e nenhum membro online

Os votos foram proferidos durante o julgamento virtual que delibera sobre a manutenção da decisão individual do ministro Floriano de Azevedo Marques, que suspendeu a campanha.
Faltam os votos de André Mendonça, Nunes Marques e Sebastião Reis Júnior. A sessão será encerrada às 23h59.
No sábado (19), além de determinar a suspensão da campanha, o ministro também interrompeu as aparições do candidato no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV e proibiu o acesso ao fundo eleitoral de campanha.
Marques atendeu ao pedido de suspensão feito pela Coligação Paraná para Todos, formada pelo PT, e entendeu que Deltan está inelegível.
A coligação recorreu ao TSE depois de o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná ter deferido o registro de candidatura de Deltan, na semana passada, por 4 votos a 3, por considerá-lo elegível.
Antes de entrar para a política, o candidato atuou como procurador da República e chefiou a força-tarefa das investigações da Operação Lava Jato.
Em 2023, Deltan teve o mandato de deputado federal cassado pelo TSE. A decisão apontou que Deltan pediu exoneração do cargo de procurador do Ministério Público Federal (MPF) para evitar a perda do cargo e ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.
Quando deixou o MPF, Deltan já havia sido condenado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) à pena de censura e de advertência e ainda tinha 15 procedimentos disciplinares em tramitação contra ele no órgão.
Pela legislação, são inelegíveis, pelo prazo de 8 anos, membros do Ministério Público que tenham perdido o cargo por sentença ou que tenham pedido exoneração durante a tramitação de processo disciplinar.

Os jogos de volta ocorrerão na semana seguinte. O Verdão decidirá a vaga em embate contra o Tricolor carioca no Nubank Parque, em São Paulo, no dia 21 de outubro, às 21h30. No dia seguinte, será a vez de o Flamengo duelar contra o Estudiantes no Maracanã, também às 21h30.
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🗓️🏆 Tabela definida! As datas e horários da Semifinal da CONMEBOL #Libertadores 2026, em outubro. pic.twitter.com/K4MGu6JqGc — CONMEBOL Libertadores (@LibertadoresBR) September 21, 2026
- Flamengo supera Del Valle na altitude pelas quartas da Libertadores.
- Fluminense leva susto, mas é 1º classificado à semi da Libertadores.
- Stefani é bicampeã de duplas do SP Open, o 1º ao lado de Dabrowski.
Os times que avançarem à final receberão prêmio de US$ 7 milhões (aproximadamente R$ 36 milhões). A decisão do título será no dia 28 de novembro no Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai). Quem vencer levantará a taça e será contemplado com US$ 25 milhões (R$129 milhões). Já o vice-campeão receberá US$ 7 milhões (R$ 36 milhões).
Nos últimos cinco anos, somente times brasileiros decidiram a taça Libertadores, com exceção da final de 2023, quando o Fluminense faturou o título ao ganhar do Boca Juniors (Argentina). Em 2020, o Palmeiras foi campeão com vitória sobre o Santos. No ano seguinte, o Verdão voltou a levantar a taça ao superar o Flamengo. Em 2022, o Flamengo foi campeão ao bater na final o Athletico-PR. Em 2024, o Botafogo conquistou o título inédito ao superar o Atlético-MG. Já no ano passado, o Flamengo arrematou seu quarto título da Libertadores ao derrotar o Palmeiras.
Jogos de ida
14/10 - Fluminense x Palmeiras - às 21h30, no Maracanã;
15/10 - Estudiantes x Flamengo - às 21h30, em local ainda a ser definido;
Jogos de volta
21/10 - Palmeiras x Fluminense - às 21h30 - no Nubank Parque;
22/10 - Flamengo x Estudiantes - às 21h30, no Maracanã.

Os beneficiários que cursam a educação de jovens e adultos (EJA) também recebem agora a parcela de aprovação no segundo semestre do ciclo EJA.
O valor é de R$ 200 para os estudantes do ensino regular, e de R$ 225 para os da EJA.
Neste período, também poderão ser pagas parcelas de matrícula de 2026 e de frequências de meses anteriores para estudantes que tenham informações enviadas ou corrigidas pelas redes de ensino.
A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos. Entre eles, estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
Em 2026, é preciso que as famílias dos estudantes tenham cadastro ativo no CadÚnico até a data-base de 7 de agosto de 2026. A atualização do CadÚnico tem validade de 24 meses. Também é preciso que a renda familiar seja de até meio salário mínimo por pessoa.
Além disso, os alunos precisam ter entre 14 e 24 anos, no ensino médio regular, ou entre 19 e 24 anos, na EJA.
O estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular e manter frequência escolar em pelo menos 80%.
Caso a frequência do estudante fique abaixo de 80% em algum momento do ano letivo, os valores das parcelas referentes a esses meses ficarão retidos.
Quando o beneficiário voltar a apresentar uma frequência igual ou superior ao mínimo exigido, poderá receber os recursos bloqueados.
No ensino médio regular, os estudantes recebem até nove parcelas de frequência por ano, no valor de R$ 200. Já no ensino médio da EJA, são até quatro parcelas por semestre, totalizando até oito parcelas de frequência por ano, cada uma delas de R$ 225.
O Pé-de-Meia é o programa federal de incentivo financeiro-educacional, na modalidade de poupança, voltado à permanência escolar e à conclusão dos estudos por alunos matriculados no ensino médio público. O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil.
O beneficiário do Pé-de-Meia ainda recebe R$ 1 mil ao final de cada ano letivo do ensino médio regular concluído. O valor só pode ser retirado da poupança após a formatura no ensino médio.
Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.
O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login e senha da plataforma digital Gov.br.
Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa por meio da página eletrônica de Perguntas Frequentes do Pé-de-Meia, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa, incluindo critérios para participar, formas de consultar o benefício, calendário de pagamentos, perguntas frequentes e passo a passo sobre a liberação de movimentação da conta para menores de idade.
Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco, no telefone 0800-616161.
As inscrições para eleição dos representantes da sociedade civil no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) foram prorrogadas e podem ser feitas até o dia 30 de setembro de 2026. O prazo terminaria nesta terça-feira (22).

O novo prazo foi publicado nesta segunda (21), no Diário Oficial da União. De acordo com o Ministério da Cultura, o período de análise de documentos previsto no Edital de Chamamento Público MinC nº 9 também foi alterado e será entre os dias 1º e 13 de outubro de 2026.
O processo continuar a ser realizado pela plataforma digital Vota Cultura.
Serão escolhidos os membros para 21 colegiados nacionais de Participação Social e o Plenário do CNPC para o mandato de 2026 a 2029.
O Ministério da Cultura informou ainda que foram feitas mudanças nas comprovações documentais, permitindo a inclusão de novos documentos, como portfólios, vídeos e complementos, após finalizada a inscrição.
Essa inclusão, segundo a pasta, é restrita à correção dos motivos que geraram a inabilitação pela comissão avaliadora durante a fase de recursos.
Se um candidato precisar alterar dados cadastrais ou anexos, será possível fazer uma nova inscrição. Neste caso, o cadastro anterior será cancelado e todos os documentos deverão ser anexados novamente. A alteração dos dados ou anexos poderá ser refeita quantas vezes necessária, sendo válida apenas a última inscrição enviada.
A confirmação complementar para pessoas negras poderá ser feita de forma remota e por meio do envio de fotos e vídeo. A sessão telepresencial por videoconferência prevista ocorrerá apenas para a resolução de eventuais problemas técnicos.
Para povos e comunidades tradicionais, será permitido o uso de formulários de declaração de pertencimento em formato coletivo, ou seja, é possível utilizar uma única declaração com assinaturas das lideranças para atestar o pertencimento de várias pessoas. O nome e o CPF de cada uma delas deve constar na lista.
Os servidores da União que atuam em áreas relacionadas à cultura não podem votar ou se candidatar. Já servidores de estados e municípios ligados à cultura podem se inscrever para votar, mas não podem concorrer.
E os servidores, inclusive da União, vinculados a áreas que não são finalísticas estão liberados tanto para votar quanto para se candidatar.
A promoção e a campanha eleitoral são permitidas imediatamente após a efetivação da inscrição do candidato.
As inscrições serão avaliadas e declaradas habilitadas, se cumprirem todos os requisitos. A lista deve ser divulgada no dia 14 de outubro.
Os pedidos de informações e dúvidas podem ser enviados para [email protected]
>> Veja aqui materiais com orientação sobre a inscrição e a eleição
* Com informações do Ministério da Cultura

Se classificando como “socialista democrata”, Zohran Mamdani é o primeiro muçulmano a virar prefeito de Nova York. Após o encontro, ambos falaram com a imprensa.
Questionado por Lula se Nova York também tinha problemas sociais, Mamdani disse que o custo de vida na cidade é muito elevado e citou a criação, durante sua gestão, dos supermercados populares.
“Nós vivemos na cidade mais cara das Américas. A terceira cidade mais cara do mundo. E um em cada quatro nova-iorquinos vivem na pobreza”, disse Mandani, acrescentando que o presidente do Brasil é uma “inspiração” para ele.
Lula criticou o fato de a Europa e o Japão terem aumentando os investimentos em armas e defesa militar, enquanto não teria sobrado “quase nada” para políticas de educação e de combate à fome.
“Como ele [Mamdani] é uma pessoa muito jovem, que tem muitos anos [de] vida [pela frente], eu espero que ele esteja preparado para se transformar num grande soldado, para colocar fim ou diminuir a pobreza e a invisibilidade que vivem os pobres”, disse Lula a jornalistas.
O presidente Lula ainda se reuniu, em Nova York, com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi. Ambos discutiram a necessidade de fortalecer o multilateralismo nas relações internacionais e a integração latino-americana.
Lula informou que Orsi autorizou o Brasil a usar o excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para a China. Os dois presidentes discutiram também medidas de regulamentação das apostas online (bets).
“O presidente Orsi e eu devemos nos encontrar novamente em breve, para avançar em projetos de integração transfronteiriça, em especial a construção da ponte binacional sobre o rio Jaguarão”, escreveu Lula em uma rede social.
Em nota, o governo do Uruguai informou que foram discutidos temas como comércio, infraestrutura, intercâmbio cultural e desenvolvimento produtivo. “Os líderes enfatizaram a importância de fortalecer o multilateralismo e discutiram os próximos passos na agenda regional, particularmente no âmbito da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e do Mercosul”, informou a Presidência do país vizinho.

A relação dos indicados foi divulgada nesta segunda-feira (21) pelo Instituto Prêmio Vladimir Herzog, organizador da premiação.
O fotógrafo Tomaz Silva, da Agência Brasil no Rio de Janeiro, disputa com o trabalho Viúva se despede do marido morto na operação policial mais letal do Rio de Janeiro.
A fotografia que retrata a dor de Fernanda da Silva Martins foi feita no Complexo do Alemão, em outubro de 2025. O trabalho fotojornalístico foi republicado em jornais e sites do país e do exterior.
Para Tomaz Silva, a publicação da imagem foi uma forma de “usar a visibilidade de um veículo de comunicação pública para retratar os sentimentos de uma mulher que, ao mesmo tempo, era a dor de toda uma comunidade”.
A TV Brasil concorre na categoria vídeo com dois episódios do programa Caminhos da Reportagem.
Um deles é o programa Trabalho escravo doméstico: silêncio e servidão, que foi ao ar em 20 de abril de 2026.
A produção jornalística leva ao telespectador histórias de mulheres que foram escravizadas e discute formas de aprimorar o pós-resgate.
Participaram da equipe Marieta Cazarré, Paulo Leite, Ana Graziela Aguiar, Ana Passos, Cleiton Freitas, Patrícia Araújo, Gabriel Penchel, JM Barbosa, Rogério Verçoza, Sigmar Gonçalves, Alexandre Souza, Marcelo Vasconcelos, Rafael Carvalho, Rivaldo Martins, Aleixo Leite, Caroline Ramos, Wagner Maia.
O outro episódio, O Eterno Abril de Carajás: 30 anos de um massacre, repercute uma das maiores repressões policiais da história do país no campo, que resultou em 21 mortes e dezenas de feridos em Eldorado do Carajás, no Pará, em 1996.
O programa foi exibido em 13 de abril de 2026. Participaram da produção Thiago Padovan, Acácio Barros, JM Barboza, Rafael Carvalho, Márcio Garoni, Rodrigo Botosso, Nelson Lin, Fábio de Albuquerque.
Para a diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, ter a Agência Brasil e a TV Brasil indicadas em categorias tão expressivas como Fotografia e Vídeo no Prêmio Vladimir Herzog é motivo de muito orgulho para toda a EBC.
"Esse resultado reflete o talento, o rigor ético e a dedicação diária das nossas equipes de reportagem e fotografia. Estar na final de uma premiação que é símbolo da luta pela democracia e pelos direitos fundamentais no Brasil confirma que estamos no caminho certo: fazendo um jornalismo de profundidade, necessário, plural e voltado para dar voz às transformações e dores da nossa sociedade", disse.
Veja a lista completa de finalistas.
O resultado final da 48ª edição será conhecido em 30 de setembro, com transmissão ao vivo pelo canal do prêmio no YouTube.
A premiação é uma homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, torturado e assassinado pela ditadura militar em 25 de outubro de 1975, nas dependências do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo.
O DOI-Codi foi o principal órgão de repressão política, detenção e tortura do regime militar (1964-1985). À época, o regime autoritário forjou que a morte teria sido suicídio.
A premiação tem o objetivo valorizar personalidades e profissionais da comunicação que se destacam na promoção dos direitos humanos fundamentais.
A EBC já obteve conquistas em edições anteriores. Em 2024, por exemplo, a Agência Brasil e a TV Brasil venceram nas categorias fotografia e vídeo.
Em 2025, o episódio Mães de Luta, do Caminhos da Reportagem, recebeu menção honrosa.

Foi a partir dessa perspectiva que o artista plástico Geraldo Lacerdine montou a exposição “A alfabetização do Olhar - um ato de amor e responsabilidade”. Além de homenagear o padre Júlio Lancellotti e a atuação da Pastoral do Povo da Rua, a mostra busca aproximar as pessoas em situação de rua do restante da sociedade.
Os quadros apresentam registros dos fotógrafos Daniel Camargo Kfouri, Fernando Jenzen, Tr3ze e Victor Angelo Caldini, que mostram o trabalho de Lancellotti desde o período da pandemia de covid-19, em 2020.
O padre Lancellotti disse à Agência Brasil que a alfabetização do olhar busca ensinar o espectador a ver essas pessoas não como “anjos ou demônios”, mas como seres humanos reais e complexos.
O curador da exposição, Geraldo Lacerdine, conta que o padre Júlio apenas permitiria a realização da mostra se as pessoas em situação de rua tivessem protagonismo.
“Quando a gente propôs a exposição para o padre Júlio, a primeira coisa que ele falou foi o seguinte: se vocês querem fazer uma homenagem a mim e ao meu trabalho, façam uma exposição em que as pessoas na situação de rua sejam o centro, e não eu”, contou Lacerdine.
Algumas fotografias focam a atenção nas ações humanitárias, representando o padre Júlio quase como um santo. Outras preferem mostrar as pessoas em situação de rua, evidenciando suas dores, mas também momentos de alegria e dignidade.
Além de uma fotografia documental, que coloca o objeto em cena distante do observador, a exposição também explora formatos que aproximam os visitantes da imagem.
Um exemplo disso são três imagens de mulheres em situação de rua sorrindo para a câmera. A disposição das fotografias cria uma aproximação entre as mulheres e os observadores, o que dialoga diretamente com a ideia de “alfabetização do olhar”.
As imagens criam esse senso de conexão porque foram tiradas com respeito e confiança mútua entre os fotógrafos da Pastoral e as pessoas representadas.
“As fotos não são posadas ou artificiais. Elas capturam momentos espontâneos resultantes de um longo período de convivência e conhecimento mútuo entre os fotógrafos e as pessoas retratadas”, disse padre Júlio.
Segundo o fotógrafo Tr3ze, [Para registrar essas pessoas], você tem que realmente andar entre elas, conviver entre elas e ganhar confiança. "Meus registros começaram fotografando as filas de distribuição de pães e, aos poucos, as pessoas vinham conversar comigo”, afirmou.
Ele conta que o processo demanda certa atenção, porque muitos acham que vão ser denunciados ou que a foto será enviada à polícia. Mas Tr3ze também diz que muitos gostam do contato. “Por serem totalmente ignoradas socialmente, elas querem conversar, querem ser escutadas”, disse.
*Estagiário sob supervisão de Odair Braz

Luciano resolveu captar a rotina de forma especial em imagens e palavras depois que perdeu a visão, aos 24 anos.
Ele está perto de realizar um sonho: a publicação do primeiro livro, Meu olhar” (de 120 páginas, em edição independente), prevista para novembro. A obra reúne imagens e 100 poesias.
Descobriu a fotografia há 10 anos e utiliza a máquina com suporte de um software de voz.
Luciano mapeia o ambiente pelo corpo, incluindo a textura do chão, a inclinação do terreno, os sons ao redor. Com o celular, tem o apoio das informações sobre o que está diante da câmera. Com a descrição, a tecnologia traduz a imagem que poderá surgir, e, com essas informações, decide por dar o clique na máquina que comprou com as economias que fez.
Nascido em Lajinha (MG), o fotógrafo se mudou para Brasília em 2002 para estudar biblioteconomia e trabalhar. Já quando atuava no Senado como assessor, participou de uma oficina de fotografia inclusiva. Encantou-se mesmo quando ouviu a orientação: “busquem aquela imagem do cotidiano que ninguém presta atenção”. Ele prestava atenção em tudo.
Folha seca, pedrinha no chão, a luz e a chuva refletidas. A máquina passou a ser uma extensão de seus braços e dos sentimentos que resolveu alcançar.
“Eu coloco a câmera pertinho do chão e fotografo a grama. Eu adoro os degraus”. Não o obstáculo, mas a luz que se forma entre eles. Ou as pessoas andando, dançando. Pede que elas coloquem um guizo no pescoço para que ele possa buscar.
“Eu já passei mais tempo da minha vida como um cego (desde os 24 anos) do que enxergando. Mas eu sei muito bem o que é beleza visual. Isso ainda está guardado aqui no meu cérebro”. Ele recorda e imagina as frestas.
A esposa dele, a cerimonialista Edna Teodoro, de 54 anos, diz que ele a surpreende a cada dia com a capacidade de criação permanente. “O convívio representa um aprendizado grande pra mim. Ele é animado todos os dias”.
Ela lamenta testemunhar episódios de capacitismo (quando alguém subestima uma pessoa com deficiência). “Recentemente, fomos fazer um lanche no shopping e a atendente me perguntou o que ele iria querer, como se ele não pudesse compreender. Eu falei que ela podia perguntar para ele direto”.
A esposa explica que ele sente poesia em tudo. Tanto que ele vive acelerado pensando no segundo livro. “Meu sonho é viver da minha arte”.
Outra artista apaixonada pelo que faz é a estilista goiana Juliana Santos, de 40 anos. Ela mora em São Paulo e vive um momento de tristeza em função de uma série de ataques na internet. Ela ingressou na Justiça com uma ação que pede reparação.
"Eu quero ter paz novamente. E, para mim, essa paz passa necessariamente por uma resposta das autoridades e por uma investigação que finalmente esclareça o que aconteceu", diz.
Prints reunidos pela estilista mostram comentários direcionados diretamente à sua condição de pessoa com deficiência. O impacto da exposição passou a repercutir diretamente em sua atividade profissional, com cancelamentos e perda de contratos. Em 12 anos de trabalho, Juliana já produziu mais de 2.300 vestidos.
Em 2024, ano em que, segundo a estilista, teve início a perseguição, foram produzidos 678 vestidos. Em 2025, o número caiu para 68 vestidos, quando a previsão inicial era de 127. Para 2026, até o momento, foram fechados 28 contratos.
“Minha arte é meu trabalho, meu sustento e o sustento dos meus filhos. Quero que haja responsabilização por aquilo que aconteceu”, completa.
Juliana relata ainda que há um inquérito em andamento há mais de um ano, relacionado a denúncias de calúnia, perseguição e stalking, sem desfecho até agora.
A estilista deve apresentar nesta segunda-feira (21) um vestido como manifesto contra o capacitismo nas redes sociais. Ela pretende fazer intervenção artística na roupa com 200 comentários ofensivos que ela registrou nos últimos dois anos.
Esse é mais um dos momentos doloridos de sua vida. Na infância, ela foi vítima de um incêndio acidental em casa quando tinha quatro anos de idade e estava sozinha com uma irmã bebê. Juliana perdeu os dedos das mãos e ficou com cicatrizes em outros membros. Foi abandonada pela mãe e depois adotada por outra família.
Desde criança, tinha fascinação por roupas. Diante das limitações, demorou um pouco mais para aprender a escrever e a segurar os objetos. Mas, quando conseguiu se adaptar, passou a fazer aulas de pintura, artesanato e costura.
“Eu sempre gostei da moda. Eu pintava as minhas roupas, desenhava, cortava. Não era como as outras adolescentes”.
Ela defende que o trabalho não se resume à deficiência. “A minha deficiência é só um detalhe. Não são as minhas mãos que fazem os vestidos, é o meu cérebro, é o meu olhar, é a minha criatividade”.
Também de criatividade é refinada a paixão da professora de educação física maranhense Carolina Belfort, de 40 anos. O estímulo ao movimento e à saúde encanta alunos de diferentes faixas etárias na escola pública em que atua, no Riacho Fundo, região periférica do Distrito Federal.
Cadeirante, no primeiro dia de aula, ela pede que os alunos perguntem à vontade tudo o que quiserem. Abertamente, Carolina explica que perdeu o movimento das pernas ainda criança depois de um tiro acidental dentro de casa. “Com o tempo, eles nem se lembram mais desse assunto”.
A professora está acostumada a receber abraços e beijos das crianças apaixonadas pela forma empolgada que ensina esportes e valoriza a atividade, momento tão esperado da semana. Ela explica aos pequenos e grandes que é necessário ficar longe de telas. “Para tirar do celular, tem que tirar de casa”.
Na escola, além dos esportes, Carolina estimula a criançada para a dança. Inclusive nos intervalos. “Eles amam”. Ela mesma testemunha que, durante o seu período escolar, não se sentiu incluída nas atividades. “Eles não sabiam como orientar e eles tinham medo de eu me machucar”, lamenta.
Obstáculos que ela sentiu tanto por causa da deficiência como por ser mulher, segundo avalia. “A chave foi virada. Foram muitas batalhas porque existe o capacitismo. Eu tenho que me provar duas vezes”. O sonho dela é futuramente trabalhar de forma especializada com outras pessoas com deficiência para estimulá-las a olhar a vida de outra forma.
Dentro da água, a vida passa em alta velocidade para a funcionária pública e arquivista brasiliense Daniela Francescutti, de 56 anos. Desde 2007, a paixão pela natação, que representava saúde e diversão, ficou ainda mais séria para ela, que é uma atleta surda.
Ela participa de competições masters de natação. “Gosto de nadar borboleta, medley e provas longas (800 metros e 1,5 mil metros livres)”. Ficou em sexto lugar logo no primeiro ano na prova mais longa. “O que já foi meu ouro”
Em 2013, arriscou-se também em águas abertas. Oito anos depois, a Federação Brasiliense Desportiva dos Surdos a convidou para competir oficialmente. “Desde 2021, represento o DF nas competições nacionais de surdos”. Neste ano, em Guaiaquil (Equador), voltou com três medalhas do Open Panamericano. A delegação brasileira trouxe 24 medalhas.
A prática de participar de competições mudou completamente a vida dela. Mudou a alimentação, o sono e passou a querer colaborar com a equipe.
“Decidi cortar o açúcar e foi a melhor coisa que fiz. Eu treino em piscina coberta às 7h da manhã. O sol me aquece quando eu saio da academia a caminho do trabalho”.
Além de ser uma atleta competidora, o esporte tem um significado que vai além das medalhas. “Para mim, a natação é meu templo de paz. É nela que busco a paz interior”.
A secretária nacional dos direitos da pessoa com deficiência, Isadora Nascimento, defende que o Brasil precisa de um letramento sobre o que é o capacitismo.
“Muitas vezes, as pessoas reproduzem sem se darem conta. A gente tem feito campanhas de conscientização para trazer o conceito na prática de forma simples”.
Ela exemplifica que termos como “surdo” e “cego” são usados de forma pejorativa em xingamentos. A secretária explica que é necessário levar o assunto para a escola e também promover campanhas sistemáticas.
Na emergência por garantia de direitos, Isadora Nascimento entende que marcadores sociais devem ser levados em conta. “Uma mulher negra com deficiência, que é o meu caso, enfrenta mais camadas de opressão do que uma mulher branca. Ou então uma pessoa LGBT com deficiência também vai enfrentar. A gente precisa entender onde estão essas pessoas”, exemplifica.
Ela diz que é necessário melhorar esse mapeamento para ampliar políticas públicas necessárias de inclusão. Por mais direitos e oportunidades das pessoas serem o que quiserem.

“Quando a gente fala de democracia, ela tem corpo, território, classe, raça, gênero. A democracia também se mede pela possibilidade concreta de a pessoa existir, de ela ter o direito de circular pela cidade, trabalhar, estudar, cuidar da sua saúde, cuidar do seu corpo, construir os seus afetos”, afirma o organizador do evento, Gab Van.
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“Não vamos aceitar uma democracia que nos exclua”, acrescentou.
A Marcha Trans & Travesti começou em 2022, inspirada em uma caminhada feita, em 1993, por travestis que saíram da Candelária com destino à Cinelândia, para reivindicar direitos.
Segundo Van, é importante a realização da manifestação durante o período eleitoral, porque, segundo ele, questões relacionadas à população trans são utilizadas em discursos de “pânico moral” por alguns candidatos.
Além de ações de mobilização política, o evento trouxe apresentações artísticas e promoções de serviços sociais como a retificação do nome civil, por meio Núcleo de Diversidade Sexual da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (Nudiversis), vacinação contra a gripe e testagem para o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.
Edna Oliveira, que trabalha como supervisora de quiosque, aproveitou os serviços oferecidos pela Defensoria Pública para retificar o nome de sua filha, Helena, uma mulher trans de 22 anos.
"A Helena começou sua transição [de gênero] há cerca de dois anos, mas nunca tinha manifestado o desejo de fazer a retificação do nome. Essa decisão foi construída ao longo de um tempo. E eu, como mãe, estou aqui para apoiá-la. A Helena já faz faculdade, ela precisa dessa identificação nova para quando pegar o diploma já seguir a vida dela com esse nome".

O hábito pode acarretar perda de controle, conflitos pessoais e impacto sobre a saúde mental. É o que indica pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), feita nos dias 22 a 25 de junho, com 1.024 moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
O levantamento aponta que 22,3% dos apostadores disseram ter dificuldade de parar com as apostas. Outros 29,1% afirmaram já ter sentido culpa por apostar, enquanto 34,8% disseram ter sido criticados por causa do hábito. A pesquisa mostra ainda que 6,9% afirmaram já ter se prejudicado ou afetar outra pessoa em razão das apostas. Entre esses, 68% relataram ter perdido dinheiro.
O gasto médio mensal declarado pelos apostadores foi de R$ 96,30, e o instituto estima que 1,9 milhão de pessoas na Região Metropolitana do Rio já tenham participado de apostas online. Com base nos valores, a estimativa é de R$ 182 milhões movimentados mensalmente em apostas online.
Entre os que já apostaram, 5,1% afirmaram ter se endividado por causa das apostas. O percentual pode parecer pequeno, mas ganha outra dimensão quando observado em conjunto com outros indicadores. Ao menos 42,9% disseram possuir alguma dívida, e, entre aqueles com dívidas, 45,9% afirmaram que não estão com os pagamentos em dia. Além disso, 42% admitiram que, depois de perder dinheiro, voltaram a apostar para tentar recuperar o prejuízo.
Dos que já participaram de apostas online, 36% têm renda mensal entre um e dois salários mínimos, enquanto 19,7% recebem de dois a três salários mínimos e 19,4% têm renda de até um salário mínimo.
Em relação à frequência com que apostam, 21,9% disseram jogar diariamente e 27,9% fazem de uma a duas vezes por semana. De acordo com a sondagem, 60,9% já participaram de apostas em bets. O Tigrinho aparece em seguida, com 49,4%.
Para o diretor-executivo do IFec-RJ, João Gomes, “existe uma falsa percepção dos apostadores de que o jogo representa uma forma de ganhar dinheiro rápido, complementar a renda ou até mesmo funcionar como investimento".
Os dados mostram, porém, que esse comportamento alavanca o endividamento e compromete o orçamento das famílias.
Do ponto de vista econômico, os recursos destinados às apostas também deixam de circular em outras atividades de consumo e investimento, reduzindo o potencial de movimentação da economia fluminense.
"É um problema que ultrapassa a esfera individual e produz impactos socioeconômicos mais amplos”, avalia Jóão Gomes.
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...Muitas pessoas acorrem ao poço em peregrinação, agora não somente para buscar água potável, mas para buscar aquela água que fora abençoada por São José de Anchieta, em busca não mais somente pela subsistência corporal, mas também espiritual.
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A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos. Entre eles, estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
Em 2026, é preciso que as famílias dos estudantes tenham cadastro ativo no CadÚnico até a data-base de 7 de agosto de 2026. A atualização do CadÚnico tem validade de 24 meses. Também é preciso que a renda familiar seja de até meio salário mínimo por pessoa.
Além disso, os alunos precisam ter entre 14 e 24 anos, no ensino médio regular, ou entre 19 e 24 anos, na EJA.
O estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular e manter frequência escolar em pelo menos 80%.
Caso a frequência do estudante fique abaixo de 80% em algum momento do ano letivo, os valores das parcelas referentes a esses meses ficarão retidos.
Quando o beneficiário voltar a apresentar uma frequência igual ou superior ao mínimo exigido, poderá receber os recursos bloqueados.
No ensino médio regular, os estudantes recebem até nove parcelas de frequência por ano, no valor de R$ 200. Já no ensino médio da EJA, são até quatro parcelas por semestre, totalizando até oito parcelas de frequência por ano, cada uma delas de R$ 225.
O Pé-de-Meia é o programa federal de incentivo financeiro-educacional, na modalidade de poupança, voltado à permanência escolar e à conclusão dos estudos por alunos matriculados no ensino médio público. O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil.
O beneficiário do Pé-de-Meia ainda recebe R$ 1 mil ao final de cada ano letivo do ensino médio regular concluído. O valor só pode ser retirado da poupança após a formatura no ensino médio.
Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.
O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login e senha da plataforma digital Gov.br.
Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa por meio da página eletrônica de Perguntas Frequentes do Pé-de-Meia, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa, incluindo critérios para participar, formas de consultar o benefício, calendário de pagamentos, perguntas frequentes e passo a passo sobre a liberação de movimentação da conta para menores de idade.
Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco, no telefone 0800-616161.

O Ministério da Educação (MEC) orienta que os inscritos nesta edição acompanhem a própria classificação, por curso e turno de cada local de oferta do ensino, no endereço eletrônico do Fies Seleção. Para o acesso, deve ser usada a conta do portal Gov.br.
Se o candidato for pré-selecionado na lista de espera, deverá complementar as informações da inscrição na página do Fies, em até três dias úteis, a contar da data de sua convocação.
Na sequência, o estudante deverá validar sua documentação na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição privada de educação superior para a qual foi pré-selecionado.
De acordo com o edital, os estudantes devem apresentar:
O prazo para a validação na CPSA da faculdade é de cinco dias úteis, contados a partir do dia da complementação das informações de inscrição.
Após o aceite da documentação, o estudante deve se dirigir a uma agência bancária do agente financeiro do programa, a Caixa Econômica Federal, para validação do novo contrato de financiamento pelo banco público.
Nesta edição, foram disponibilizadas 75,5 mil vagas, distribuídas em 1.274 instituições privadas de educação superior, para ingresso em 28.741 cursos e turnos.
O processo seletivo teve 127.175 inscritos, que realizaram 315.431 inscrições, já que cada candidato pode escolher até três opções de curso.
O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
Os pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social poderão financiar até 100% dos encargos educacionais, o que cobre integralmente os valores das mensalidades.
Tanto no Fies quanto no Fies Social, há a reserva de vagas para os seguintes perfis: pessoas com deficiência (PCD), indígenas, quilombolas e autodeclarados pretos e pardos.
Anualmente, o Fies realiza dois processos seletivos regulares, um para cada semestre, além de processos seletivos para vagas remanescentes.
Se ainda tiver dúvidas, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.

Para os alunos concluintes, a PND é considerada a avaliação teórica obrigatória do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, por sua vez, é um pré-requisito para a obtenção do diploma do curso de graduação.
Neste ano, a PND contemplará 21 áreas de avaliação: Artes Visuais, Biologia, Ciências da Natureza, Ciências Sociais, Computação, Dança, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras Espanhol, Letras Português, Letras Português e Espanhol, Letras Português e Inglês, Letras Inglês, Matemática, Música, Química, Pedagogia e Teatro.
Os portões nos locais de prova da PND serão abertos em todo o país às 12h e fechados às 13h (no horário de Brasília). A prova começa às 13h30 e termina às 19h.
As provas são compostas por uma parte de Formação Geral Docente, com 30 questões objetivas e uma discursiva, e 50 questões objetivas de componente específico da área escolhida.
A nota geral varia de 0 a 100 pontos. A parte objetiva corresponde a 80% da nota, enquanto a questão discursiva representa os outros 20%.
O Cartão de Confirmação da Inscrição pode ser acessado pelo Sistema PND. O documento também mostra o local de aplicação do exame. Será necessária a apresentação de documento oficial com foto, físico ou digital. Documentos digitais devem ser apresentados no aplicativo oficial do Gov.br.
Para o preenchimento da prova só será permitida a caneta esferográfica de tinta preta em material transparente. Outros materiais e cores não serão aceitos.

Os docentes que fariam a prova no Colégio Estadual Astolpho Macedo de Souza, no bairro São Basílio Magno, agora terão que fazer o exame na Escola Municipal Hilda Romanzini de Melo, que fica na Praça Coronel Amazonas, 100, no Centro.
Segundo o Inep, a mudança ocorreu devido à necessidade de uso dos dois colégios estaduais, onde originalmente seria aplicada a prova, para abrigar a população afetada pelos recentes eventos climáticos locais.
A orientação é que todos os participantes consultem novamente seu cartão de confirmação de local de prova no Sistema PND para verificar as informações atualizadas.
Outra ação obrigatória antes da realização da prova é responder ao questionário da PND até as 23h59 deste sábado (19). O preenchimento é obrigatório para que o participante possa visualizar o local onde realizará a prova neste domingo (20).
Os portões dos locais de prova abrem às 12h (horário de Brasília) e fecham às 13h (também no horário de Brasília), simultaneamente em todo o país. O exame começa às 13h30 e termina às 19h.
De acordo com o Inep, é obrigatória a apresentação de documento oficial com foto, físico ou digital. Documentos digitais devem ser apresentados no aplicativo oficial do Gov.br. Só é permitido o uso de caneta esferográfica de tinta preta feita com material transparente. Outros materiais e cores não serão aceitos.

Silva analisou as informações de mais de 6 mil exoplanetas já descobertos até agora, a partir de um banco de dados da Nasa, a agência espacial estadunidense. Ele examinou informações como raio, densidade e distância em que orbitam em relação à estrela.
“A zona de habitabilidade é uma zona que possibilita a água líquida porque não é nem tão quente, mais próximo da estrela, e nem tão frio, para longe da estrela. Então é a zona perfeita. A gente chama de Goldilocks Zone, a Zona dos Cachinhos Dourados”, explica Silva.
Por fim, estimou as características da atmosfera, além da pressão e temperatura da superfície. Silva, então, elencou os oito exoplanetas mais parecidos com o nosso, portanto, com maiores possibilidades de possuir água em estado líquido e sustentar vida.
“A Terra é o único exemplo que a gente vai ter, por enquanto, para se definir vida, para se definir quais são as características necessárias para se ter água líquida”, afirma o pesquisador, que apresentou seu trabalho nesta semana, na 6ª edição do Astrobion, evento sobre astrobiologia organizado pelo Observatório Nacional, no Rio de Janeiro.
Dos oito exoplanetas, o mais parecido com a Terra é chamado de GJ 1002b, que, segundo a pesquisa do Observatório Nacional, tem 98% de similaridade com o nosso planeta.
Descoberto em 2022, o GJ 1002b, localiza-se a 16 anos-luz do nosso planeta (ou seja, a luz leva 16 anos para fazer o trajeto entre os dois planetas). Ele orbita uma estrela anã-vermelha (tipo M), que é mais fria que o Sol. Cada volta em torno da estrela, leva apenas 10 dias.
“A gente está buscando um planeta que tenha condições similares à Terra. Mas isso não quer dizer que seja o único lugar possível de ter vida no universo, porque podem existir outras formas de vida que a gente ainda não conheça e que precisem de características químico-físicas diferentes”, ressalta o professor Marcelo Borges Fernandes.
A possibilidade de haver vida fora da terra é parte do imaginário popular há séculos. Na Grécia Antiga, pensadores já especulavam sobre a possibilidade de haver vida na Lua. A busca por organismos extraterrestres ganhou força com o início da corrida espacial, entre os anos 50 e 60.
Nas primeiras décadas, no entanto, a busca se focou em nosso Sistema Solar, em especial naqueles corpos celestes mais próximos da Terra, como a própria Lua e o planeta Marte, e na recepção de sinais enviados por eventuais civilizações extraterrestres.
Em 1992, no entanto, os primeiros exoplanetas, chamados de Poltergeist e Phobetor, foram descobertos. De lá para cá, foram mais de 6 mil descobertas na nossa galáxia, elevando assim o número de locais onde a vida pode ter se desenvolvido.
A busca por vida nesses locais, no entanto, é uma tarefa difícil, uma vez que todos eles estão a anos-luz da Terra, o que inviabiliza, pelo menos com a tecnologia existente, que sejam visitados. O estudo desses exoplanetas é feito por meio de observações intermediadas pela estrela à qual eles orbitam.
A forma de verificar a possível existência de vida nesses casos é através do exame da atmosfera desses exoplanetas. Telescópios, como o James Webb, possuem equipamentos que analisam as ondas de luz emitidas pela estrela quando o planeta está transitando em frente a ela. Esses aparelhos conseguem perceber as variações ocorridas quando elas interagem com a atmosfera do exoplaneta, já que cada substância química tem sua própria marca.
“Com alta resolução espectral, você pode ver se existe uma atmosfera, determinar a composição química da atmosfera e, com isso, você vai juntando cada pecinha do quebra-cabeça de forma tentar definir se aquele planeta pode ter condições ideais para existência da vida ou não”, explica Fernandes.
O que os cientistas que buscam vida fora da Terra, os chamados astrobiólogos, buscam são as chamadas bioassinaturas. São substâncias ou uma combinação delas que, na Terra, são comumente produzidas pela ação de mecanismos biológicos, como é o caso da coexistência dos gases metano e oxigênio.
Recentemente um estudo liderado pela Universidade de Cambridge analisou a atmosfera do exoplaneta K2-18b e encontrou sinais de metano e dióxido de carbono. Também foi detectada uma assinatura que poderia ser sulfeto de dimetila (DMS), uma molécula que, na Terra, é produzida apenas por seres vivos, como os fitoplânctons.
Como este é um planeta que tem probabilidade de ser coberto por um oceano de água global, veículos de imprensa noticiaram que cientistas haviam descoberto sinais de vida em um planeta distante.
O problema é que muitas das bioassinaturas, inclusive as substâncias encontradas em K2-18b, poderiam ser produzidas também por meios abióticos, como processos geológicos ou radiação.
“A gente tem que ter sempre muito cuidado para analisar isso e comparar com o único exemplo que a gente tem, que é a Terra, para saber se a única explicação seria uma fonte de vida ou se pode ser de fontes geológicas ou atmosféricas não ligadas à vida, que reproduziriam aquela possível bioassinatura”, ressalta Fernandes.
De acordo com o pesquisador do Laboratório Analítico de Astrobiologia da Nasa José Aponte, encontrar bioassinaturas de forma isolada no espaço não é sinal inequívoco de vida. "Nenhuma análise, por si só, pode garantir uma confirmação definitiva [da existência de vida]. É preciso haver mais de uma linha de evidência para que isso aconteça".
Aponte destaca que a combinação de três aspectos pode ser um forte indicador de que aquelas bioassinaturas são mesmo produzidas por seres vivos. O primeiro seria a repetição de moléculas no ambiente. "Se aquela molécula se repete exaustivamente e isso é consistente depois de várias medições, isso poderia representar uma bioassinatura".
A segunda linha de evidências seria a predominância de um tipo de quiralidade. Moléculas quirais são aquelas que têm a mesma estrutura química, mas não são exatamente iguais. Algumas desviam a luz para a esquerda e outras, para a direita. Um bom exemplo para explicar isso são as mãos esquerda e direita. Elas são a imagem espalhada uma da outra, mas se formos sobrepô-las (ambas com as palmas para baixo), elas não se encaixam.
Na Terra, os organismos usam quase que exclusivamente os aminoácidos de configuração L (ou seja, são como nossa mão esquerda), salvo poucas exceções. Já os açúcares são praticamente todos de configuração D (isto é, como a mão direita). "Então uma segunda linha de evidência seria encontrar a predominância de um tipo de molécula quiral [no lugar investigado]".
E a terceira linha de evidências seria a análise de isótopos, isto é, elementos químicos que têm massas diferentes. Na Terra, a vida tem preferência pelos isótopos mais leves, como o carbono 12, em vez do carbono 13, e pelo hidrogênio em vez do deutério (isótopo mais pesado do hidrogênio).
"Bioassinaturas em outros lugares também poderiam ser ricas nos isótopos mais leves. Então, não se trata apenas de encontrar uma única molécula, mas sim de encontrar mais de uma linha de evidência combinada", explica o pesquisador da Nasa.
Mesmo aquelas moléculas orgânicas que são chamadas de ingredientes da vida, como os aminoácidos ou as bases nitrogenadas que formam nosso código genético, não podem ser consideradas provas da existência de vida extraterrestre.
Aponte é parte do grupo de cientistas que analisou amostras de rochas coletadas por uma sonda no asteroide Bennu, que orbita próximo à Terra. Dezenas de moléculas orgânicas foram detectadas no corpo celeste, entre elas os três componentes dos ácidos nucleicos: fosfatos, o açúcar ribose (que é parte da estrutura do RNA, o ácido ribonucleico) e as cinco bases nitrogenadas que formam os nucleotídeos de todos os seres vivos: adenina, guanina, citosina, timina e uracila.
Também foram detectados, nada menos que 14 dos 20 aminoácidos usados na produção de proteínas pelos organismos terrestres, inclusive o triptofano, que nunca havia sido observado em amostras extraterrestres.
Nada disso, no entanto, é sinal de vida extraterrestre, já que essas moléculas podem ter sido formadas de forma abiótica pela ação de radiação ou de reações químicas em um ambiente aquoso, há centenas de milhões de anos.
“No caso de encontrarmos um composto do tipo nucleotídeo ou uma cadeia de RNA, a história é outra. Isso poderia ser uma evidência mais robusta, porque moléculas como essas são muito frágeis e se decompõem muito rapidamente em termos geológicos”, afirma Aponte.
Apesar das dificuldades para se localizar vida fora da Terra, há grandes expectativas em relação a futuras missões não tripuladas dentro do próprio Sistema Solar, como a Europa Clipper, que deve chegar, em 2030, a Europa, satélite que orbita Júpiter. Há indícios de que, sob a crosta de gelo dessa lua joviana, exista um oceano de água salgada, que pode ter condições de abrigar vida.
Outra missão, a Dragonfly, deverá ser lançada em 2028, rumo a Titan, uma das luas de Saturno, que possui uma atmosfera possivelmente rica em nitrogênio, além de metano em forma líquida em sua superfície. O robô, que tem o mesmo nome da missão, deve chegar a Titan em 2034 e buscará indicadores químicos de vida baseada em água ou em hidrocarbonetos, como o metano.
Há expectativas também em relação a outra lua de Saturno, Enceladus, que, assim como Europa, também pode abrigar um oceano sob sua crosta de gelo; e a Marte, onde há calotas de gelo e possivelmente reservatórios subterrâneos de água.

Os participantes surdos ou com deficiência auditiva, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou com dislexia também contam com versões do documento que trazem orientações específicas a estes públicos, no mesmo endereço eletrônico.
As provas do Enem 2026 serão aplicadas nos domingos 8 e 15 de novembro. A redação integra o primeiro dia de aplicação do exame, em todo o país.
A publicação reúne recomendações gerais e orientações do Inep para auxiliar os participantes na preparação para a prova de redação.
O conteúdo esclarece qual é a Matriz de Referência da redação. Traz também exemplos, acompanhados de comentários pedagógicos dos corretores, das redações que alcançaram altas pontuações na edição de 2025 do exame, o que permite aos participantes compreender, na prática, os critérios utilizados na avaliação dos textos.
O material ainda incentiva quem está se preparando para a prova de redação a ler frequentemente para ampliar o vocabulário, diversificar o repertório sociocultural e auxiliar na elaboração de propostas de intervenção ao tema proposto pelo Inep.
O documento detalha as cinco competências avaliadas pelos corretores da redação do Enem 2026. Ao redigir seu texto, o candidato deve:
Neste último ponto, o documento observa a necessidade de respeito à dignidade humana; igualdade de direitos; reconhecimento e valorização das diferenças e diversidades; Estado laico; democracia na educação; e sustentabilidade socioambiental.
A cartilha alerta o aluno para ter cuidado com o chamado “repertório de bolso”, com referências prontas, memorizadas e frequentemente usadas pelos participantes, de forma genérica e pouco aprofundada, sem conexão real com o tema.
“É como se fosse um repertório guardado no bolso para ser usado com qualquer tema, mesmo que não seja totalmente adequado ou pertinente”, diz a cartilha.
Ainda de acordo com o documento, para que uma redação seja compreendida é necessário selecionar os argumentos; relacionar as partes do texto; progredir adequadamente no desenvolvimento do tema com a apresentação das ideias de forma organizada e apresentação dos argumentos para a defesa do ponto de vista escolhido.
Cada redação será corrigida por dois avaliadores, que atribuirão uma nota de 0 a 200 pontos em cada uma das cinco competências avaliadas.
A soma desses pontos vai compor a nota total atribuída por cada avaliador, que pode chegar a 1 mil pontos. A nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores.
Entre as situações que podem levar à nota zero ou anulação estão:
A cartilha explica que, se ocorrer a cópia de textos da própria prova de redação ou do caderno de questões, a quantidade de linhas copiadas será descontada do total de linhas.
O Exame Nacional do Ensino Médio é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições de ensino de Portugal que têm convênio com o Inep.
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para os candidatos com 18 anos de idade completos que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Pela primeira vez, em 2026, o Enem também será adotado como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, o que amplia seu papel no acompanhamento das políticas educacionais.

“Sabe-se que, historicamente, elas têm uma taxa de analfabetismo mais elevada do que as pessoas sem deficiência. Parte dessa diferença decorre da maior concentração de pessoas com deficiência entre os idosos, gerações menos escolarizadas do que as gerações atuais. Contudo, esse enfoque nos jovens consegue acrescentar que a desigualdade entre as pessoas com deficiência e sem deficiência não se resume só à questão geracional”, destaca a pesquisadora do IBGE Luanda Botelho.
No entanto, mesmo entre os tipos de deficiência com menor taxa de analfabetismo do grupo - aquelas com alguma dificuldade de enxergar (3,5%), - ela é mais do que o triplo daquela observada entre as pessoas sem deficiência.
As demais taxas são de 10% entre as pessoas com dificuldade de ouvir, de 23,3% entre aquelas com dificuldade de caminhar ou subir escadas (23,3%) e de 31,3% entre aquelas com dificuldade de pegar objetos pequenos (31,3%).
A frequência escolar é menor também entre as pessoas com deficiência. As taxas eram de 92,6% para as crianças de 6 a 14 anos e de 79,5% para os jovens entre 15 e 17 anos.
Os índices são inferiores aos observados entre aqueles sem deficiência: 98,4% para crianças de 6 a 14 anos e 85,4% para jovens de 15 a 17 anos.
Aqueles com deficiência profunda, ou seja, que não conseguem de forma alguma escutar, ouvir, pegar objetos ou caminhar, eram os menos incluídos no sistema escolar. Nesse grupo, os índices de frequência eram de 82,3% para crianças de 6 a 14 anos e de 65,6% para jovens de 15 a 17 anos.
Segundo o Censo Escolar 2025, as escolas com banheiro acessível representavam 57% do total, aquelas com sala de recursos multifuncionais eram 30% e as que possuíam profissional de apoio, 26,2%. As escolas com pelo menos um desses recursos eram 78,5%.
Havia, no entanto, diferenças entre as duas redes. A rede privada tinha mais banheiros acessíveis: 64,4% contra 54,8% na rede pública. Já a rede pública tinha vantagens em relação à existência de profissional de apoio: 32,8% das escolas, contra 4,6% na rede privada.
Em relação às salas de recursos multifuncionais, que são espaços equipados e destinados ao atendimento escolar especializado, a estrutura estava presente em 34,5% das escolas da rede pública, contra 15,2% nas privadas.
A pesquisa mostra ainda que, de 2014 para 2024, a presença de pessoas com deficiência em cursos de ensino superior quase triplicou, passando de 33.377 para 95.572 alunos. Se antes as matrículas destes estudantes representavam 0,43% do total dos alunos de graduação do país, passaram a ser 0,93%.
O crescimento foi puxado principalmente pelos cursos de graduação a distância. Enquanto as matrículas em cursos presenciais quase duplicaram no período (de 26.637 para 50.609), o número de estudantes em curso a distância cresceu mais de seis vezes ( de 6.740 para 44.963).
Confira mais detalhes da pesquisa no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

O preenchimento é obrigatório para que o participante possa visualizar o local onde realizará a prova neste domingo (20), entre 13h30 e 19h. Os portões serão fechados às 13h (horário de Brasília).
Os participantes inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas 2026 como concluintes pelos coordenadores do curso devem preencher o Questionário do Estudante, exclusivamente no Sistema Enade. O acesso exige o login e senha da conta da plataforma Gov.br.
O procedimento completo do documento é obrigatório e funciona como requisito para visualização do local de aplicação da prova.
O questionário tem 70 perguntas, como estado civil, cor ou raça, se o candidato tem filhos, alguma deficiência ou transtorno de desenvolvimento, situação financeira, nível de escolarização dos pais do candidato, entre outras.
As respostas serão analisadas pelo Inep e agregadas por curso de graduação, preservando-se o sigilo de identidade de quem o respondeu.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) explica que é responsabilidade do estudante preencher corretamente as informações prestadas e é responsabilidade da instituição de ensino superior acompanhar a situação de preenchimento do questionário.
De acordo com o edital da PND 2026, os dados coletados são usados em processos de avaliação dos cursos de graduação e das instituições de educação superior.
>> Veja aqui como foi o Questionário do Estudante do Enade Licenciaturas do ano passado.
Os demais inscritos na PND que têm formação em licenciatura e querem lecionar em escolas da rede pública devem responder ao Questionário Contextual, que reúne informações sobre o perfil do participante e o contexto de sua formação.
Estes candidatos devem preencher os respectivos questionários diretamente no Sistema PND do Inep.
O Questionário Contextual é voltado ao aperfeiçoamento da formação inicial de professores, por meio de políticas públicas coordenadas pelo MEC.
A Prova Nacional Docente tem o objetivo de melhorar a qualidade dos processos seletivos para professores e, também, induzir o aumento de professores qualificados no magistério público.
A iniciativa federal integra o programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica e o incentivo à docência no Brasil.

Na categoria que engloba projetos da educação infantil até os primeiros anos do ensino fundamental, a vencedora foi a Casa da Infância, em Salvador (BA). A escola privada desenvolve um projeto de intercâmbio educativo e sustentável entre quatro escolas do Brasil e da Colômbia.
As ações incluem encontros presenciais e virtuais, além da troca de cartas e conteúdos em português, espanhol e inglês, que promovem o compartilhamento de boas práticas entre as instituições de ensino.
“Entre os resultados está essa abertura de dialogar com o diferente, de compreender que pode aprender potências e forças com aqueles que parecem ter uma realidade tão distinta. A gente percebeu as crianças muito abertas, inclusive com repertório de literatura, de questões raciais”, disse Marília Dourado, gestora da Casa da Infância.
O projeto já promoveu imersões na Caatinga, na Mata Atlântica e em comunidades tradicionais, além da participação em seminários internacionais e visitas entre as escolas participantes.
“Recebemos educadores da Colômbia aqui, depois a gente vai até lá viver a experiência de troca. Isso marca uma ampliação de conhecimento de mundo, de repertório linguístico, [abordando também] identidade de território e ancestralidade”, disse Marília.
Segundo a instituição, cerca de 2 mil pessoas foram impactadas pelo projeto, dentro e fora das escolas.
Na categoria que avalia experiências dos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), o projeto premiado foi o EcoLuz Trap – Tecnologia de Baixo Custo contra Vetores de Doenças na Amazônia. O protótipo de armadilha contra mosquitos foi desenvolvido por estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), do Campus Marabá Industrial, de Marabá (PA).
Os estudantes criaram uma armadilha luminosa de baixo custo para reduzir a presença de mosquitos vetores de doenças, dispensando o uso de inseticidas. A tecnologia utiliza materiais reaproveitados, como latas, fios e componentes eletrônicos. Dessa forma, a solução torna-se acessível e replicável.
O professor Ríguel Contente, que conduziu o projeto, contou sobre a primeira conversa com os estudantes para dar início ao projeto.
“Eu conversei em sala de aula com os alunos: como é na casa de vocês essa questão de mosquito? E é muito ruim para eles, porque a maior parte mora em áreas periféricas e, aqui em Marabá é muito quente. As pessoas têm que abrir a janela à noite, tem todo aquele incômodo da presença de muito mosquito na residência.”
A partir disso, eles fizeram o diagnóstico do problema, a construção dos protótipos, os testes com diferentes cores de LED, até o registro e a identificação dos insetos capturados.
A estrutura externa da armadilha é uma lata de leite, com uma tela colocada embaixo, pés feitos de tampas de garrafa e uma fonte 12 volts de aparelhos descartados. Há ainda uma espécie de pequeno ventilador e lâmpadas.
“Tem a parte de desenho técnico, estudar como fazer o desenho da armadilha. Depois tem que ir para a parte experimental, ver qual é a lâmpada que vai ter a melhor eficiência de atração de mosquito. Fizemos várias réplicas com lâmpada vermelha, verde, roxo, azul, e espalhamos pela escola”, relatou Ríguel.
O professor ressalta que, por meio da iniciativa, foi possível aproximar os estudantes da ciência, tecnologia e sustentabilidade para encontrar respostas para problemas concretos enfrentados pela comunidade.
“Os alunos também tiveram experiência com estatística, saber o que é uma média, o que é um índice, fazer gráficos e tabelas. E tem a questão de saber identificar os mosquitos, então o aluno tem que conhecer a zoologia”, lembrou o professor, acrescentando que os estudantes puderam apresentar os resultados em congressos e feiras.
Segundo a instituição, a proposta alcançou cerca de 3,5 mil pessoas. “Além dessa parte educacional, que teve um impacto muito bom para os alunos, a gente vai agora para a extensão, que é levar esse equipamento para as pessoas [de fora da escola]. O primeiro beneficiado foi a própria escola, porque a gente espalhou essas armadilhas nos espaços", contou.
Ao todo, dez projetos foram finalistas desta edição do Prêmio Escolas Sustentáveis, que é aberto a escolas públicas e privadas. Além de receber um prêmio em dinheiro, as escolas campeãs seguem agora para a etapa internacional da competição, que ocorrerá na Cidade do México, em 2 de dezembro.
O prêmio é uma iniciativa da Fundação Santillana, da Santillana e da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OIE). O diretor executivo da Fundação Santillana no Brasil, Luciano Monteiro, ressaltou que o prêmio tem a missão de valorizar e reconhecer o que as escolas fazem em favor da sustentabilidade.
“A ideia é mostrar que sustentabilidade não é só meta global, grandes projetos internacionais. Sustentabilidade é algo que acontece perto de nós também. Isso acontece quando estudantes, professores, crianças, olham situações da sua comunidade e pensam em estratégias para corrigi-las”, explicou Luciano.
O site do prêmio reúne o repositório dessas boas práticas e tecnologias para que outras escolas possam conhecer, replicar e adequar à sua realidade.

A adesão das redes municipais, em 2026, representa um crescimento percentual de 33,09% em relação à adesão de 1.508 municípios, em 2025. Na primeira edição da Prova Nacional Docente (PND), o Ministério da Educação (MEC) também anunciou, a adesão de 22 redes de ensino estaduais.
De acordo com a portaria publicada pelo Ministério da Educação (nº 527/2026, em junho, os 23 governos estaduais que aderiram à Prova Nacional Docente são: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Somente os estados do Amazonas, Ceará e Goiás, além do Distrito Federal, não têm confirmado o registro na categoria Estadual.
Em relação à lista dos municípios, as 2.007 redes municipais de ensino participantes são de 26 estados brasileiros.
Neste ano, as 25 capitais participantes na esfera municipal são:
Região Norte: Rio Branco, Manaus, Macapá, Belém, Porto Velho e Boa Vista;
Região Nordeste: Maceió, Salvador, Fortaleza, São Luís, João Pessoa, Recife, Teresina, Natal e Aracaju;
Região Centro-Oeste: Goiânia, Cuiabá e Campo Grande;
Região Sudeste: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória;
Região Sul: Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis.
Somente a capital Palmas não vai adotar esta edição da PND em seus processos seletivos de professores.
O governo do Distrito Federal (GDF) informou à Agência Brasil que não aderiu até o momento à Prova Nacional Docente (PND) porque ainda analisa tecnicamente a compatibilidade da política pública federal com a realidade da rede local de ensino e suas especificidades que demandam perfis e formações profissionais específicas.
A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) anunciou que prepara novo concurso para a educação, com previsão de edital ainda em 2026, para as carreiras de magistério público (professor e orientador educacional) e de políticas públicas e gestão educacional. “Atualmente, a secretaria trabalha na elaboração final do termo de referência para a contratação da banca organizadora, com previsão de publicação do edital ainda em 2026”, diz o comunicado.
O Distrito Federal também esclarece que o último concurso, realizado em 2022, já resultou na nomeação de mais de 11,5 mil aprovados, desde 2023, e permanece válido até julho de 2027. A estimativa é preenchimento de 2.650 vagas imediatas e 7.954 para cadastro de reserva.
Por fim, a rede pública do DF também destacou que há um banco de professores temporários aprovados, válido para chamamento no ano letivo de 2026 e passível de prorrogação para 2027.
Em nota à Agência Brasil, a Secretaria Municipal da Educação de Palmas declarou que não tem previsão de realizar um novo concurso público para professores efetivos, pois o concurso realizado em 2024 continua vigente.
Sobre a contratação de docentes temporários, a prefeitura afirmou que realiza anualmente processos seletivos para professores substitutos, de acordo com as necessidades da rede municipal de ensino e dentro das normas legais, com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços educacionais. “Com isso, a pasta busca assegurar a continuidade dos serviços educacionais”, diz a nota.
A Secretaria de Educação de Goiás informou que a decisão de não aderir à prova é motivada pela existência de processos seletivos e de um concurso público vigente para provimento de cargos do magistério estadual, com oferta de 5.050 vagas para o quadro permanente da rede estadual. A pasta ressalta que a adesão à PND é facultativa e que a prova não substitui concursos ou seleções próprias dos estados e municípios.
A Seduc/GO explica ainda que, no momento, não há anúncio de novos certames além dos processos de provimento já em andamento. “A Secretaria informa que novos certames dependem do planejamento da Pasta, da necessidade da rede e das condições administrativas e orçamentárias.”
A Agência Brasil entrou em contato, ainda, com as secretarias estaduais de Educação do Amazonas e de Goiás. O espaço segue aberto para manifestações.
A PND tem o objetivo de promover a realização de concursos públicos ou de outros processos seletivos para a contratação de docentes pelas redes públicas de ensino. Os resultados podem ser usados por estados e municípios que fizeram a adesão formal ao programa. Os entes podem usar o resultado objetivo pelo candidato como mecanismo único ou complementar de seleção dos profissionais para trabalhar no magistério público.
A prova ainda tem os objetivos de melhorar a qualidade dos processos seletivos para professores, e, também, induzir o aumento de professores qualificados no magistério público.
A iniciativa federal voltada aos licenciados integra o programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações integradas para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica e o incentivo à docência no Brasil.
* Texto alterado às 18h50 para inclusão da manifestação da Secretaria de Educação de Goiás