
Em texto:
Exérdio
©, Loire, nos idos, rio navegavel,
quero lembrar-te de teu selvagem curso,
de teu “carinho que carrinha””
Nao foste tu
o grande e primeiro obstéculo,
nas rotas dos invasores?
Traze-me
tua impetuosidade de outrora!
Evoco-te 0 rumor dos “gabares”,
aqueles veiaios fiutuantes, tal chalanas,
navegando ao canto dos remos
sob 0 impuiso dos ventos do Oeste.
0 fundo chato, indo contra a correnteza,
20 desfile das velas quadradas.
‘Acaso, hoje, rio bravio, de luzes cistalinas,
meus olhos nao testemunhem
teus bancos de areia,
perpetuamente mutantes?
“Es a ossatura e a unidade
desta paisagem” — rica e plural —
plena de ddades e de castelos.
E, da Fran, coracio e Histéria,
Longiperto, érias sacas
despertam vitrais medievos.
Ante a Notre Dame de Chartres,
Pau Claudel, “Yasdnado,
Por sua radiacéo mistica bradaré:
Eis 0 ‘paraiso reencontrado”?. =)
Em tuas margens naufraga o tempo,
evaga
teu canto singrando mistério e poesia.
Salve, 6, rio-poema,
‘concha de ouro dos Jardins da Franca!



