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É fato sabido que o Caso Marco Aurélio teve as buscas encerradas e, algum tempo depois, as investigações cessaram, com o consequente arquivamento do caso em 8 de abril de 1990. Já em 10 de março de 2005, os autos foram desarquivados para estudo realizado por Rodrigo Nunes, de cujo trabalho surgiram três obras: Operação Marins: O sumiço do escoteiro Marco Aurélio, Operação Marins 2: Novas descobertas, e Operação Marins: desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio: 30 anos de mistério (sendo esta uma junção das duas primeiras obras).
Os livros foram extremamente importantes para preservar a história, principalmente entre os entusiastas do montanhismo.

<Foto obtida em https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2021/07/19/autor-de-trilogia-sobre-escoteiro-desaparecido-diz-acreditar-em-hipotese-de-que-marco-aurelio-esteja-vivo.ghtml, o autor entrevistou família e testemunhas do caso em 16 anos de pesquisa dobre desaparecimento — Foto: Arquivo Pessoal>
Imagens das duas primeiras edições do livro do Jornalista Rodrigo Nunes:

Existem críticas de que Rodrigo Nunes romanceou demais a história. Eu acredito que os livros tornaram o caso palatável. Se não fosse por estes livros, não existiriam tantos entusiastas do montanhismo interessados no caso. Tratar de um mesmo assunto, de forma fria e objetiva, por mais de 30 anos, seria enfadonho para o público geral. São os livros, e as lendas contadas no sopé da montanha, que perpetuam o caso. As manchetes dos jornais são imediatistas e estão sempre procurando algo novo para mostrar.
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Referências: YouTube do Rodrigo Nunes.
O Pecado de Rodrigo Nunes.
A "falha" de Rodrigo foi colocar no papel um ponto intrigante da lenda.
A história canônica conta que o ataque ao cume foi cancelado porque um dos jovens se machucou, mas que, em Piquete, um médico teria afirmado que o jovem Osvaldo não parecia ter-se machucado.
Como tratarei mais à frente, um médico não seria capaz de constatar uma lesão dessa natureza apenas "olhando", muito menos dimensionar a dor de alguém.
Mas Rodrigo Nunes, ao registrar esse fato no seu livro, só buscava aproveitar todos os elementos que tornavam o caso tão atrativo ao público. Esse fato não foi inventado por Rodrigo; é algo sabido e notório que o médico de Piquete se adiantou de forma irresponsável em um diagnóstico.
Rodrigo já se explicou sobre isso em entrevistas encontradas no YouTube.
É importante registrar que o Caso Marco Aurélio só é tão atrativo ao público pela série de eventos que — na cabeça das pessoas — pode ser interpretada como suspeita e maldosa.
Não foi Rodrigo Nunes quem inventou a "história estranha". Os fatos, demonstrados como se apresentam, são suspeitos em demasia por seu mérito próprio. E é a lenda que caminha de boca em boca de montanhista para montanhista no sopé do Pico.



