Enquanto isto no Brasil...

Execução de Tiradentes,
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Em breve um acervo de revistas do século XX. (Saiba mais)
Temos 599 convidados e nenhum membro online

Gravado em 1977, "Alô! Alô! Brasil!" comemorava os 40 anos da emissora. A letra foi atualizada para incluir os nomes da equipe de hoje da Nacional e para celebrar seus 90 anos.
A performance ainda conta com integrantes da vermelha e branca como a velha guarda, as baianas, os ritmistas da bateria, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, os dirigentes da Estácio de Sá e o intérprete Merica, do carro de som da escola.
O clássico samba-enredo destaca grandes marcos da emissora como os célebres programas de auditório com grandes plateias, as transmissões esportivas, as radionovelas e as produções de humor que marcaram época.
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Os versos que embalam o início do samba são: "A Rádio Nacional está presente neste carnaval // E vem contar a sua história // Nove décadas de glória // Descritas de maneira genial".
Na semana de aniversário da Nacional, que completa 90 anos em 12 de setembro, o vídeo estreia na telinha durante o programa Sem Censura, apresentado por Cissa Guimarães na TV Brasil, nesta quarta (9), e também entra no ar no YouTube da Rádio Nacional onde fica disponível. O clipe tem direção de Ricardo Alexandria, diretor de fotografia do canal.
A entrevista com Edvaldo Fonseca, diretor de Carnaval da agremiação, aborda a parceria da escola de samba com a Rádio Nacional. O convidado fala sobre os eventos comemorativos em homenagem aos 90 anos da emissora e outras ações previstas com a Nacional para festejar o centenário da Estácio de Sá.
O veículo da EBC comemora a nova iniciativa com a agremiação no ano de aniversário da rádio. Em 2027, a Estácio de Sá comemora seu centenário com um enredo temático sobre a trajetória da escola conhecida como o "berço do samba".
Para reforçar o vínculo, uma ala vai homenagear a Rádio Nacional no desfile deste próximo ano. Além disso, a TV Brasil prepara um documentário original sobre os 100 anos da agremiação com estreia prevista no canal durante a folia de 2027.
A agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (9) incluiu atos e comícios, panfletagem, encontros com representantes dos setores produtivo e imobiliário, visitas a instituições e participação em ato contra a violência de gênero.

Flávio Bolsonaro (PL)
O candidato Flávio Bolsonaro cumpriu agenda de campanha em Juiz de Fora (MG).
Ele participou de uma motocarreata e de um comício.
Hertz Dias (PSTU)
O candidato Hertz Dias visitou o Centro de Distribuição dos Correios da Vila Leopoldina, em São Paulo, e defendeu a manutenção da empresa como 100% estatal.
"Nossa proposta vai além de impedir a privatização. Defendemos os Correios sob controle dos trabalhadores, porque são eles que conhecem a realidade da empresa e garantem diariamente seu funcionamento”, declarou.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O candidato Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda de campanha no Piauí.Em Teresina, Lula visitou o Centro Estadual de Tempo Integral (CETI) Professora Júlia Nunes Alves, no bairro Itararé, onde conheceu as dependências da unidade de ensino e iniciativas relacionadas à inteligência artificial, tecnologia e formação profissional.
Na sequência, Lula visitou as obras de revitalização e duplicação dos 13,5 quilômetros do VLT da capital piauiense, na Estação Boa Esperança.
Renan Santos (Missão)
Em São Paulo, o candidato Renan Santos participou de ato na Faculdade Getúlio Vargas (FGV).
Romeu Zema (Novo)
O candidato Romeu Zema apresentou, em Brasília, um documento direcionado aos cristãos, em que se posiciona contra o aborto em todas as situações e a legalização de drogas.
O documento também trata de temas como saúde, educação, segurança e bets. Para Zema, é preciso combater o vício nas apostas online.
Ronaldo Caiado (PSD)
O candidato Ronaldo Caiado concedeu entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, e à Rádio Massa FM.
Ele participou de um encontro, na capital paulista, com a Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc) e visitou o Instituto Resgatando Vidas, que oferece atividades educacionais, culturais e esportivas para comunidades da periferia.
O candidato destacou a importância de organizações sociais que atendem demandas "onde o Estado não é capaz de suprir”.
Rui Costa Pimenta (PCO)
O candidato Rui Costa Pimenta não teve agenda pública de campanha.
Samara Martins (UP)
A candidata Samara Martins cumpriu agenda na cidade de São Paulo.
Ela participou do Ato Por Uma Pátria Sem Feminicídios e Sem Estupros, na Praça da Sé, região central, que reuniu manifestantes e integrantes do UP.
Wilson Grassi (Democrata)
O candidato Wilson Grassi concedeu entrevista ao jornal A Voz de Campos, de Campos dos Goytacazes (RJ).
Ele criticou a postura de concorrentes que não vão a debates e o fato de os veículos de comunicação não convidarem todos os candidatos..
Augusto Cury (Avante)
Na capital paulista, o candidato Augusto Cury visitou a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
Ele ainda participou de uma reunião com a Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (Oceb) e com a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar).
Clariana Barão (DC)
A candidata Clariana Barão participou de um evento no Jockey Club de São Paulo.
Edmilson Costa (PCB)
O candidato Edmilson Costa não teve agenda pública de campanha.
A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.
* Colaboraram Bruno de Freitas Moura (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís) e redação de São Paulo.

Freixo Júnior, também conhecido como Mineiro, é apontado como o responsável pelos repasses de dinheiro ao fundo Havengate, nos Estados Unidos. O fundo é gerido por um advogado próximo a Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, filho do ex-presidente e que atualmente mora nos Estados Unidos.
Eduardo Bolsonaro é condenado por coação no curso do processo, ao articular o tarifaço contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista. Ele nega ter recebido dinheiro de Vorcaro.

O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.
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“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.
Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.
Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.
As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.
Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.
O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.
Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.
Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.
“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.
A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.
O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá contingenciar (congelar temporariamente) gastos não obrigatórios para cumprir as metas de superávit primário.
Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.
“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.
O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.
Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.

O adversário dos brasileiros na semi foi definido na noite de quinta (8), após o término da fase de grupos. A Costa Rica encerrou em segundo lugar da Chave 1, ao golear a Guatemala (4 a 0), somando ao todo duas vitórias e uma derrota – a Argentina ficou em primeiro lugar. Já o Brasil, classificado com uma rodada de antecedência com duas vitórias seguidas, confirmou a liderança da Chave 2 após empate em 0 a 0 com a Colômbia. Os colombianos se classificaram em segundo lugar no Grupo 2.
“Saímos um pouco da nossa forma de jogar, do controle do jogo. A Colômbia conseguiu fechar a casinha e usar muito o contra-ataque, o que desgastou bastante a nossa equipe. Agora é preparar a equipe para a semifinal. Tenho certeza de que vamos fazer um grande jogo e, consequentemente, chegar ao nosso objetivo final, que é conquistar o título dentro de casa”, analisou o técnico Cesinha após o empate contra a Colombia.
Quem vencer as semifinais decidirá o título no sábado (12), às 17h30. Antes, às 15h, haverá a disputa do terceiro lugar. A seleção brasileira iniciou a Copa América embalada, após faturar o título dos Jogos Parasul-Americanos há cerca de dois meses. O torneio reuniu ao todo 12 nações, divididas em dois grupos. O Brasil ficou na chave 2 junto com Colômbia, Peru e Chile. Já o grupo 1 reuniu México, Costa Rica, Argentina e Guatemala.
Principal potência da modalidade, o Brasil foi campeão das Copas do Mundo de 1998, 2000, 2010, 2014 e 2018 e faturou cinco ouros paralímpicos (Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020).
As brasileiras foram vice-campeãs da Copa América na última terça (8), após serem superadas por 1 a 0 pela Argentina, atual bicampeã mundial. Antes de disputar a final, a seleção somou duas vitórias - sobre o Canadá (7 a 0) e sobre o México (2 a 0) – e uma derrota, para a Argentina (1 a 0) na competição em turno único. Na disputa do terceiro lugar, o México levou a melhor sobre o Canadá (1 a 0).

Além da privação da liberdade, leis punitivistas e abordagens de controle de drogas também submetem crianças e adolescentes à violência, negam-lhes acesso a medicamentos essenciais e a serviços de saúde, os separam de suas famílias, prejudicam sua educação e ainda os tratam como criminosos.
No Brasil, por exemplo, 27% dos cerca de 12 mil adolescentes cumprindo medidas socioeducativas em restrição ou privação de liberdade, em 2023, estavam encarcerados por tráfico de drogas.
O relatório da Comissão Global sobre Drogas destaca um aumento do percentual de encarceramento por tráfico de drogas, destacando que eram 24% em 2020.
O documento, divulgado nesta quarta-feira, foi baseado em consultas realizadas com 150 pessoas em 47 países, entre crianças e jovens, defensores dos direitos da criança, profissionais de saúde, organizações da sociedade civil, representantes de governos, autoridades das Nações Unidas e especialistas em políticas sobre drogas.
Além da necessidade de mudança nas políticas punitivistas, a Comissão Global também pede que direitos, experiências e vozes de crianças e adolescentes sejam tornados visíveis na formulação das políticas sobre drogas.
O relatório destaca que é necessário fazer reformas urgentes em quatro áreas. A primeira delas seria substituir a privação de liberdade nos casos de uso, posse ou venda de drogas, por medidas de desjudicialização, justiça restaurativa e respostas de base comunitária.
A segunda medida seria garantir acesso equitativo a medicamentos essenciais sob controle, já que muitas crianças e adolescentes enfrentam sofrimento desnecessário devido a barreiras regulatórias e sistemas de saúde frágeis.
Há ainda, segundo o relatório, a necessidade de garantir acesso a serviços de saúde adaptados a crianças e adolescentes, que sejam baseados em evidências e capazes de prevenir danos relacionados ao uso de drogas.
A quarta proposta do relatório é que crianças e jovens recrutados ou explorados por redes de economias ilícitas de drogas devem ser reconhecidos como vítimas e não como criminosos.
“Proteger as crianças deve ser uma das responsabilidades fundamentais de governos. Mas as políticas precisam ser avaliadas pelos seus resultados, não pela retórica usada para justificá-las. Durante décadas, políticas punitivas contra as drogas foram defendidas, em parte, com base no argumento de que leis e fiscalização rigorosas são necessárias para proteger nossas crianças. Mas as evidências mostram, cada vez mais, um quadro muito mais complexo e preocupante”, afirma Juan Manuel Santos, membro da Comissão Global e ex-presidente da Colômbia (2010 a 2018).
Segundo o documento da Comissão, governos devem garantir a alocação de recursos de forma equitativa e priorizada para “as comunidades desproporcionalmente afetadas pelas políticas sobre drogas e pelos danos a elas relacionados, incluindo minorias raciais e étnicas e comunidades indígenas”.
De acordo com a Comissão Global, no Brasil, pesquisas e diretrizes nacionais reconhecem o envolvimento no tráfico de drogas como uma das piores formas de trabalho infantil e incentivam que a Justiça priorize proteção e encaminhamento a serviços sociais, em vez da aplicação de medidas punitivas.
Apesar disso, “na prática, crianças envolvidas no mercado de drogas ainda podem ser presas, processadas ou sofrerem intervenções punitivas quando indicadores de tráfico, exploração, coerção ou vulnerabilidade não são identificados ou reconhecidos como suficientes para justificar uma ação de proteção à criança”, diz o relatório.
“Tratar essas crianças principalmente como jovens infratores leva à estigmatização, o que contribui para o desenvolvimento de padrões consistentes de comportamento indesejável entre os jovens”, afirma o juiz Eduardo Melo, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que também é conselheiro da Associação Internacional de Juízes da Infância e da Família (AIMJF).
Segundo João Barbosa, integrante da Youth Rise, uma das organizações que colaboraram com o relatório, as crianças e adolescentes são afetados pelas políticas punitivistas mesmo quando elas não estão diretamente envolvidas com o uso ou o comércio de drogas.
“Eles são impactados pela pobreza, pelo crime organizado que está relacionado à política de drogas, por tiroteio, por violência, por intervenção policial. Além da morte e da violência, em si, essas crianças e jovens faltam às aulas, sofrem com a falta de acesso aos serviços básicos, além do encarceramento de pais e familiares”, afirma Barbosa.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), disse que as recomendações "dialogam com a abordagem que vem sendo desenvolvida pela Secretaria, baseada em direitos humanos, evidências científicas, prevenção ampliada, redução de danos e acesso a direitos."
Em texto enviado à reportagem, a Senad reforçou "a necessidade de políticas públicas capazes de atuar antes que crianças e adolescentes sejam inseridos em situações de violência, recrutamento pelo crime organizado e participação em mercados ilícitos", considerando fatores relacionados "à família, à escola, ao território, à saúde mental, à proteção social, ao acesso a oportunidades e à exposição à violência."
De acordo com a secretaria, esse trabalho vem sendo desenvolvido pelo ministério por meio de programas como o Cria – Prevenção e Cidadania, Pronasci Juventude, Crescer em Paz e Crescer em Segurança. Além disso, a Rede de Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais) facilita o acesso a serviços de saúde, assistência social, educação, trabalho e renda, cultura, esporte e justiça aos jovens que já são usuários "sem condicionar o acesso a direitos à abstinência."
"Quanto à recomendação relacionada ao acesso a medicamentos sujeitos a controle especial, trata-se de tema que envolve principalmente competências da política sanitária, da regulação e da assistência farmacêutica. No âmbito de suas atribuições, a Senad defende que as políticas sobre drogas sejam orientadas por evidências e conciliem o controle necessário dessas substâncias com a garantia dos usos médicos e científicos legítimos."
A pasta declarou ainda que o Brasil já reconhece o envolvimento de crianças e adolescentes no tráfico como uma das piores formas de trabalho infantil.
"O desafio é fortalecer a capacidade do Estado de identificar situações de recrutamento, coerção e exploração e assegurar respostas adequadas às diferentes condições de vulnerabilidade, sem colocar sobre crianças e adolescentes todo o peso de dinâmicas estruturadas por organizações criminosas", complementou.
Como exemplo de política pública voltada para o problema, foi citado o Programa Território Seguro, Amazônia Soberana (TSAS), que investe em alternativas de desenvolvimento, geração de renda e criação de oportunidades para jovens indígenas e de povos e comunidades tradicionais, como forma de evitar o envolvimento deles com atividades ilícitas.
"De forma geral, a política conduzida pela Senad parte do entendimento de que crianças e adolescentes devem ser reconhecidos como sujeitos de direitos e que as respostas do Estado precisam combinar prevenção, proteção social, acesso a serviços, enfrentamento às organizações criminosas e oferta de alternativas concretas de desenvolvimento e projetos de vida", conclui o texto.

A pesquisadora em ciências sociais e ativista foi uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa) e atuou na defesa dos direitos das comunidades quilombolas.
No evento, a professora estava emocionada. “Esse baobá representa muito para mim, porque fala de ancestralidade, de memória e daqueles que vieram antes de nós”, afirmou. A escolha do baobá tem relação com a importância simbólica da árvore para diferentes povos africanos.
Em nota o Cedenpa ressaltou o legado de Zélia e afirmou que a luta dela "seguirá viva em nós".
"Pessoas como Zélia não partem verdadeiramente, pois permanecem naquilo que transformaram em vida', diz o texto. Ampliação de acessos
Zélia Amador de Deus atuou contra o racismo e defendeu a ampliação do acesso e da permanência de grupos historicamente excluídos do ensino superior.
“Zélia é uma referência, um símbolo, uma entidade. Mas nunca deixou de cultivar as relações humanas, a amizade e o cuidado com as pessoas”, disse, no evento, o reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva.
A pesquisadora foi vice-reitora entre 1993 e 1997 e recebeu, em 2019, o título de professora emérita de Antropologia e Ciências Sociais, entre outros saberes ancestrais e acadêmicos.
Ao receber a notícia da morte de Zélia, a historiadora Janira Sodré, fundadora do Instituto Pretas e secretária executiva da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), disse que a professora foi “insurgente” e que “nos ensinou a nortear o olhar sobre o país” ao colocar protagonismo às mulheres da Amazônia Negra.
“Zelia Amador, mulher amazônida, insubmissa, insurgente, matripotência, primeira mulher negra em reitoria, fundadora do Cedenpa, parte da história da AMNB. Nos ensinou a Nortear o olhar sobre o país, colocando ao centro as mulheres da Amazônia Negra. Será sempre bem lembrada por sua tenacidade e alegria.", afirmou a historiadora.
O professor Jonas Pinheiro, pesquisador da área de educação, também destacou o legado da professora. Ele acrescenta que ela foi decisiva na luta pelas cotas raciais, pelo processo seletivo especial quilombola e por uma respeito aos saberes tradicionais.
"Zélia Amador de Deus abriu caminhos para que nós, quilombolas, negros, indígenas e povos tradicionais, pudéssemos ocupar e permanecer na UFPA”, afirmou.
A cantora e compositora Gaby Amarantos também se pronunciou sobre a perda da cientista. “Obrigada por tudo professora, seus ensinamentos ficam conosco pra sempre!”, destacou.
A ativista do Cedenpa e professora do Instituto Federal do Pará (IFPA), Maria Malcher, destacou a dor da partida e a importância de Zélia em sua trajetória.
"Muito do que sou e dos caminhos que percorro carrega os ensinamentos de Zélia Amador de Deus. Nunca duvidei da dimensão do lugar que Zélia ocupa em mim e em cada militante do Cedenpa. E é assim que quero guardar você, Zélia: não apenas na memória, mas em tudo aquilo que sua existência ajudou a transformar", afirma
A história da luta de Zélia foi de luta. Ela foi filha de mãe solteira, de 15 anos de idade, e nasceu em uma fazenda de gado de Soure, na Ilha do Marajó, em 1951.
A família se mudou para periferia de Belém. A mãe trabalhava como empregada doméstica. O avô, vaqueiro no Marajó, tornou-se operário da construção civil. A avó lavava roupa para fora.
“A menina Zélia estudou em escolas públicas e sofreu racismo por causa da cor da pele e do cabelo crespo”, destacou a UFPA quando agraciou Zélia com o título de professora emérita.
Zélia dizia que aprendeu com a avó não baixar a cabeça e impor sua presença em qualquer lugar que estivesse.
*texto ampliado às 13h07 de 09/09/2026

A Portaria nº 2.173 autoriza o início da seleção das unidades familiares incluídas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
Segundo o Incra, a iniciativa está alinhada às normas que regulamentam a seleção e a permanência de famílias beneficiárias da reforma agrária, além das diretrizes do programa Terra da Gente, lançado pelo governo federal para atender ao público da Política Nacional de Reforma Agrária.

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a medida foi decretada após as investigações apontarem indícios de “ocorrência de infração penal a ser investigada, dada a dinâmica dos fatos e elementos objetivos preliminarmente angariados”.
Saiba mais sobre os casos de feminicídio no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Os dados fazem parte do relatório Pelos Olhos das Crianças: Como as Tecnologias Digitais Facilitam o Abuso Sexual Infantil lançado nesta semana pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Mais de 40% das ocorrências informadas durante a coleta de informações não foram reveladas pelas vítimas. O principal motivo para deixarem de contar é não saber aonde ir ou a quem recorrer.
Quanto às plataformas digitais com maior número de violações, os dados revelam que, em média, cerca de 60% aconteceu em redes como o Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok e WhatsApp.
Cerca de 14% dos crimes ocorreram enquanto as vítimas se divertiam em jogos online. O relatório assinala que o ambiente de jogos online é especialmente propício para o cometimento dessas formas de abuso porque a dinâmica nas relações se baseia em um jogador explorar a confiança do outro.
Mais da metade (57%) dos casos declarados aos pesquisadores envolviam alguém do convívio da criança e do adolescente, incluindo familiares, conhecidos, amigos, namorados e namoradas. O dado contraria o imaginário de que a violência online é perpetrada principalmente por estranhos.
Ao mesmo tempo, ressalta o relatório, 38% das vítimas encontraram seus agressores pela primeira vez na internet, indicativo de que contas fake e o envio de mensagens privadas facilitam as violações.
"Essas experiências causam profundo desgaste emocional e mental. Muitas crianças sofrem em silêncio, sem saber ao certo onde procurar ajuda. Nós não podemos ignorar isso", afirmou a diretora-executiva do Unicef Catherine Russell.
O relatório foi produzido a partir das percepções de 21 mil crianças e adolescentes com idade entre 12 e 17 anos, provenientes de 21 países, entre 2020 e 2025. Nas entrevistas realizadas com os participantes, observou-se como agressores exercem poder sobre as vítimas não somente as convencendo a agir de determinadas maneiras mediante presentes, dinheiro e atenção, mas também por meio da coerção.
Uma jovem brasileira relatou como seu agressor a chantageou, ameaçando encaminhar à mãe dela mensagens anteriores trocadas entre os dois, caso ela não mandasse a ele mais uma foto. Outra entrevistada comentou que, por anos, vasculhou a internet para garantir que nenhuma imagem sua, inclusive criada como montagem, estivesse circulando sem seu consentimento. O Brasil teve 19% dos entrevistados marcados por este tipo de violência, o equivalente a quase 3 milhões de crianças e adolescentes, e uma parcela de menos de 1% de ocorrências denunciadas.
A internet respondeu por 55,5% dos casos brasileiros e a escola por 24,5%. Como os canais mais perigosos apareceram os aplicativos de mensagens e as redes sociais (66,5%), com destaque para Instagram (57,2%) e WhatsApp (52,1%). Os jogos online responderam por 12,3%.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
Há um século, Pio XI consagrava os primeiros bispos chineses na Basílica de São Pedro, após terem percorrido uma longa
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...Leão XIV recebeu os bispos nomeados recentemente que participam do curso de formação no Vaticano. Em seu discurso, ele assegurou que "nenhum bispo está sozinho" e os exortou a estarem próximos do povo, amando aqueles que Deus lhes confiou, especialmente os sacerdotes. O Pontífice olha para este tempo de mudanças e desenvolvimento tecnológico e indica a Magnifica humanitas como referência para enfrentar o grande desafio de proteger a humanidade na era da Inteligência Artificial.
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...Cultura da Vida é um espaço de aprofundamento de temas relacionados à dignidade da vida humana e à missão da família como guardiã da vida com Marlon Derosa e sua esposa Ana Carolina Derosa, professores de pós-graduação em Bioética e fundadores do Instituto e Editora Pius com sede em Joinville, Santa Catarina. Marlon e Ana são casados há 9 anos, têm 4 filhos. São atuantes na Pastoral Familiar. Neste 37° encontro, a vida é sempre um bem.

A informação está disponível no cartão de confirmação de inscrição, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta quarta-feira (9).
A Prova Nacional Docente (PND) é um exame anual do Ministério da Educação (MEC) para facilitar a contratação de professores.
As redes públicas de ensino podem usar os resultados do certame – conhecida como Enem dos Professores – em processos seletivos e concursos para professores, de forma classificatória, eliminatória ou complementar à prova prática.
A PND não é obrigatória para os professores.
Para orientar os candidatos a não perderem prazos importantes, o Inep elaborou o Guia do Participante da Prova Nacional Docente – 2026.
Conforme previsto no edital [ https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/edital-n-67-de-22-de-maio-de-2026-708710229 ] da PND 2026, a aplicação das provas está marcada para 20 de setembro em todos os estados, no Distrito Federal e nos municípios listados no Portal do Inep.
Confira as demais datas do cronograma da PND 2026:
A avaliação teórica terá como base o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, desde a edição de 2024, foca nos cursos de formação de docentes.
A prova, com duração total de cinco horas e 30 minutos, será composta por uma parte de formação geral (30 questões), comum aos cursos de todas as áreas, e outra de componente específico (50 itens), próprio de cada área de avaliação das licenciaturas.

O levantamento, feito em parceria com a Equidade.info (iniciativa que produz dados para pesquisas), ouviu 1.912 estudantes de 191 escolas de todo o país. Um dos dados de maior impacto é que as apostas começam aos 11 anos de idade. Pelo menos 9,5% dos estudantes até essa faixa etária disseram já ter feito apostas.
De acordo com o levantamento, os meninos apostam mais (27,8%) que as meninas (12,6%).
No ensino médio, 41,7% dos meninos já apostaram - mais que o dobro do registrado entre os do fundamental 2 (19%).
O levantamento foi realizado nos meses de agosto e setembro deste ano, com entrevistas presenciais e questionários estruturados.
De acordo com o professor e pesquisador brasileiro Guilherme Lichand, coordenador da pesquisa, as soluções centradas exclusivamente no comportamento individual dos usuários podem ser insuficientes para enfrentar o problema.
Professor de Educação da Stanford Graduate School of Education, ele considera que há uma tendência de culpar as pessoas e alerta para o fato de que as plataformas costumam sugerir que, por haver perdas, é necessário moderar as apostas.
O pesquisador explica que estudos científicos sugerem que essas soluções não funcionam.
“Em vez disso, a proibição de propaganda e impostos relevantes sobre valores transacionados pelas bets colocam a responsabilidade nos atores corretos e têm efeitos comprovados sobre redução do risco de exposição”, destaca.
Para Lichand, os dados indicam ainda que educação financeira não tem se mostrado suficiente para prevenir exposição às bets, já que estudantes em escolas com maior proporção de alunos com letramento financeiro têm maior probabilidade de apostar e menor controle sobre ganhos e perdas.
A pesquisa estima que as perdas agregadas podem ultrapassar R$ 1 bilhão entre o público pesquisado. Os organizadores do levantamento fazem uma série de recomendações de proteção. Entre elas:
A cidade de São Paulo recebe neste sábado (12) a Feira de Educação Internacional da CI, um evento com entrada gratuita que destaca oportunidades de intercâmbio para ensino médio no exterior, graduação, pós-graduação e MBA.

A feira reunirá mais de 40 expositores com oportunidades de intercâmbio e consultorias especializadas para países como Inglaterra, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Itália e Emirados Árabes Unidos.
O grande destaque do evento são as bolsas esportivas, que permitem que esportistas cursem o ensino médio em países como Estados Unidos, Canadá, Espanha e Portugal.
Destinadas a estudantes de 14 a 17 anos que desejam conciliar os estudos com a rotina de competições, as bolsas concedem um ano acadêmico em instituições dos Estados Unidos, Canadá, Espanha ou Portugal.
As modalidades contempladas pelo programa são futebol, basquete, vôlei, beisebol, natação e tênis, sendo que as bolsas de futebol são exclusivas para estudo na Espanha e Portugal.
Para concorrer, os candidatos devem apresentar bom desempenho escolar, conhecimento intermediário de inglês e comprovar a prática do esporte por meio de fotos e vídeos.
O processo seletivo compreende uma avaliação de proficiência no idioma inglês, preenchimento da ficha de inscrição e entrevista online com treinadores. A taxa de aplicação exigida será isenta para quem se inscrever durante a feira, e o resultado final é divulgado em até 30 dias.
O benefício anual concedido aos aprovados varia entre US$ 20 mil e US$ 50 mil, cobrindo a moradia no campus da escola e a alimentação ao longo do período. Custos pessoais, como emissão de passaporte, taxa de visto, passagens aéreas, seguro-saúde, uniforme e material escolar, não estão inclusos na bolsa.
Além de consultoria, os visitantes podem conhecer cursos de idiomas e participar de palestras, orientações personalizadas e promoções exclusivas.
Nos próximos finais de semana do mês de setembro, o evento passará por Campo Grande (15), Brasília (17) e Goiânia (19). É necessário fazer a inscrição no site oficial do evento para participar da feira, mas também será possível acompanhar o evento de forma online, através de transmissões ao vivo no YouTube.
O evento acontece no Tivoli Mofarrej São Paulo Hotel, localizado na Alameda Santos, 1437, Cerqueira César.
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

A premiação é realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Ministério das Mulheres, o British Council no Brasil e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF).
De acordo com o edital desta nova edição, o prêmio mantém as quatro categorias de premiação.
Confira quem pode participar em cada uma delas:
A inscrição nas categorias Incentivo, Estímulo ou Trajetória deverá ser feita individualmente, a partir do preenchimento de formulário específico, além de preenchimento do currículo na Plataforma Lattes, do CNPq.
Em caso de mais de uma inscrição feita pela mesma candidata, será considerada válida apenas a última inscrição feita dentro do prazo.
As vencedoras da categoria Incentivo receberão prêmio de R$ 5 mil, além de passagem aérea e diárias para participação na cerimônia de premiação, passagem para participação em congresso científico nacional e certificado.
Na categoria Estímulo, cada pesquisadora agraciada receberá R$ 20 mil, além de passagens e diárias para participação na cerimônia, apoio para participação em congresso científico no Brasil ou no exterior e certificado.
As vencedoras da categoria Trajetória receberão R$ 40 mil, além de viagem ao Reino Unido para participação em atividades relacionadas a políticas de educação superior e ciência, passagens, diárias e certificado.
Na categoria Mérito Institucional, cada uma das três instituições vencedoras receberá R$ 60 mil, destinados ao desenvolvimento das ações previstas em seus planos institucionais de promoção da igualdade de gênero, além de participação em programa de desenvolvimento de capacidades promovido pelo British Council.
Os recursos da premiação são voltados ao fortalecimento de ações voltadas à promoção da igualdade de gênero.
O resultado final será divulgado em novembro e a cerimônia de premiação está prevista para ocorrer em março de 2027, em Brasília.
Criado em 2024, o prêmio tem o objetivo de:

Com os resultados de 2025, que se mantiveram estáveis em relação a 2022, o Brasil segue no grupo abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas. Foram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Nesta mesma ordem, a média de 23 países da OCDE ficou em 466 (leitura), 469 (matemática) e 486 (ciências). Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Em matemática, por exemplo, o Brasil está com cerca de 4,6 anos de atraso em relação aos membros da OCDE.
O estudo do ano passado envolveu 760 mil estudantes de 91 países. O Brasil participou da pesquisa com 30.140 estudantes. O perfil dos participantes brasileiros avaliados foi composto por 72,4% de estudantes oriundos de escolas da rede estadual, sendo a quase totalidade (96,9%) delas localizada em áreas urbanas. Cerca de 84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do Ensino Médio na época das provas, aplicadas entre abril e maio de 2025. Nesta edição, o foco foi o letramento dos alunos em ciências, com o maior número de itens aplicados. Foi em ciências, aliás, que a nota do Brasil mais evoluiu na comparação com o ciclo anterior de avaliação (2022), saltando de 403 para 409 pontos.
O Pisa 2025 também aponta melhor recuperação do Brasil após a pandemia de covid-19 do que a média da OCDE. Entre 2018 e 2025, o país recuperou e superou o desempenho pré-pandemia em ciências e registrou perdas menores que a média da OCDE em Leitura e Matemática. No Brasil, a avaliação é aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
O ano de 2025 marca o nono ciclo da avaliação do Pisa desde seu lançamento, em 2000, ano em que o Brasil aderiu ao programa, participando de todas as avaliações desde então. Nesta edição, como é praxe, o Pisa introduziu um novo domínio. A dimensão escolhida foi "Aprendizagem no Mundo Digital", que envolveu dois atributos: a Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais (RPFC) e Processos de Aprendizagem Autorregulada.
Na divulgação do primeiro volume de resultados, a OCDE disponibilizou as médias e os níveis de proficiência no atributo de RPFC. Já os resultados sobre o construto de Processos de Aprendizagem Autorregulada serão disponibilizados em 2027.
Em RPFC, o Brasil ficou com 406 pontos, abaixo da média da OCDE (500). Entre os 19 países selecionados, a Coreia do Sul apresentou a maior média (538), enquanto o Paraguai apresentou a menor (352).
Na avaliação do Pisa em 2025, os estudantes também respondem a questionários contextuais, incluindo sobre o uso de celulares em sala de aula. O resultado mostrou que 81% dos estudantes brasileiros avaliados frequentavam escolas com restrições ao uso desses dispositivos. Em 2022, eram 37%. A proporção brasileira supera amplamente a média da OCDE (49%).
Segundo o MEC, o percentual medido está alinhado às evidências de que estudantes em escolas com esse tipo de regra apresentam menor probabilidade de relatar distrações digitais. "O resultado também reflete a implementação da Lei nº 15.100/2025, que estabeleceu regras para o uso de celulares na educação básica em todo o país", observou a pasta, em nota.
No relatório anterior, de 2022, a OCDE havia apontado que o uso excessivo de dispositivo digital afeta desempenho de alunos em todos os países analisados.
Em 2025, 72% dos estudantes brasileiros afirmaram ter interesse por diversos assuntos, ao passo que 59% disseram se esforçar mais diante de desafios. Ao mesmo tempo, caiu para 16% a parcela que considera a escola uma perda de tempo, percentual significativamente inferior à média da OCDE (24%) e 6,9 pontos menor que em 2022.
Os dados também mostram que a valorização da escola faz diferença na aprendizagem. No Brasil, estudantes que reconhecem o valor da educação e rejeitam a ideia de que a escola é uma perda de tempo obtêm, em média, 35 pontos a mais em ciências do que seus colegas, impacto superior ao observado na média da OCDE (27 pontos).
Resultados do Pisa 2025 mostram também que os estudantes brasileiros estão entre os mais engajados com as questões ambientais. No Brasil, 84% acreditam que podem gerar impactos positivos para o meio ambiente, 87% confiam na força da ação coletiva para enfrentar desafios ambientais e 77% afirmam saber trabalhar em grupo para promover mudanças positivas. São percentuais superiores aos observados na média da OCDE, destacou o MEC.
Coordenado pela OCDE, o Pisa é uma avaliação internacional aplicada a cada três anos a estudantes de 15 anos. É considerado o maior estudo sobre educação no mundo e avalia até que ponto os estudantes dessa idade, próximos ao que se considera o final da escolaridade obrigatória na maioria dos países (equivalente ao Ensino Médio), adquiriram conhecimentos e habilidades essenciais para plena participação na vida social e econômica.
O exame procura medir a capacidade dos jovens de aplicar conhecimentos de matemática, leitura e ciências em situações da vida real e permite comparar o desempenho dos sistemas educacionais de diferentes países. A cada edição, uma dessas três áreas recebe maior ênfase. No Pisa 2025, o foco principal foi ciências, além da introdução de uma avaliação de língua estrangeira e de um novo domínio sobre aprendizagem no mundo digital.
No Brasil, a aplicação é coordenada pelo Inep, que seleciona as escolas participantes, organiza a aplicação e analisa os dados. O Brasil participa do Pisa desde 2000. O exame é amostral e não corresponde a uma prova aplicada a todos os estudantes de 15 anos. O ciclo mais recente foi realizado em 2025, depois de o calendário ter sido alterado pela pandemia de covid-19: a edição prevista para 2021 foi realizada em 2022, e a que estava prevista para 2024 foi transferida para 2025.
A OCDE é uma organização internacional que reúne 38 países, incluindo algumas das maiores economias do planeta, para produzir estudos, estatísticas e recomendações sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico e social. O Brasil, embora não seja membro, participa de programas da entidade, como o Pisa. Em 2022, o país recebeu o convite formal para iniciar o processo de adesão, mas a entrada depende do cumprimento de uma série de requisitos e da aprovação dos países membros.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a 8ª edição do prêmio será dedicada à categoria “Meninas na Ciência”.
Serão selecionadas seis vencedoras: três estudantes do ensino médio e três da graduação, distribuídas entre as três grandes áreas do conhecimento:
As vencedoras serão anunciadas até 15 de janeiro de 2027.
Prêmios para as vencedoras:
As informações sobre as regras de participação estão disponíveis no edital do prêmio. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo formulário online.
A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no município de São José do Rio Preto (SP), terá uma nova sede. O edifício, antes uma fábrica, tem 11 mil metros quadrados de área construída, estruturada em dois pavimentos, e deverá passar por reformas para acomodar adequadamente a comunidade acadêmica.

Os 90 estudantes estão acompanhando as aulas em um espaço provisório, cedido pelo Instituto Federal de São Paulo (IFSP).
Ao todo, 32 professores já foram contratados para lecionar no local e 18 vagas estão abertas para concurso público, com nomeação prevista para janeiro de 2027. O Ministério da Educação também alocou 50 cargos de docente, de direção e funções gratificadas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Leonardo Barchini, visitaram a futura sede neste sábado (5).
Ao entrarem na instituição, os alunos poderão cursar bacharelados interdisciplinares, para, somente no segundo ciclo, optarem por habilitações específicas.
Para o primeiro ciclo, foi autorizado o funcionamento dos três primeiros cursos de graduação:
Estão previstas as áreas de Artes Cênicas, Produção Cultural, Arquitetura e Urbanismo (com ênfase em habitação social), Serviço Social, Inteligência Artificial e Ciência de Dados, e Engenharia de Manufatura e Design.
Criada em 1968 e com atividades iniciadas em 13 de março de 1970, a UFSCar é a primeira instituição federal de ensino superior instalada no interior do estado de São Paulo. Com campi situados em São Carlos (sede), Araras, Sorocaba, Lagoa do Sino e São José do Rio Preto.
São José do Rio Preto é polo de uma região metropolitana que abrange 96 municípios e cerca de 1,6 milhão de habitantes, sendo 480 mil habitantes no próprio município.

Os participantes devem acessar os respectivos sites do Revalida e do Enamed para fazer a verificação.
Embora não seja obrigatório apresentar o cartão no dia da prova, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) recomenda que os participantes consultem o documento com antecedência e verifiquem as informações.
Os dois exames ocorrerão no dia 13 de setembro.
O Enamed é obrigatório para estudantes concluintes dos cursos de graduação em medicina. E o Revalida dá validade a diplomas de médicos que se formaram no exterior e querem atuar no Brasil.

O Ministério da Educação (MEC) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgaram, de forma unificada, nesta quarta-feira (3), os processos seletivos no Portal Formação Mais Professores.
Nos editais publicados principalmente de agosto a setembro, foram disponibilizadas cerca de 7 mil vagas de mestrado e doutorado nas seguintes áreas:
O MEC comunica que, em breve, será publicado um novo edital do Programa de Mestrado Profissional em Educação Inclusiva em Rede Nacional (ProfEI) com a previsão de oferta de 700 vagas aos docentes.
Também estão previstas oportunidades relacionadas à educação profissional e tecnológica por meio do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (PROF-EPT) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Cultura e Educação Digital (ProfEDigital), ainda sem número de vagas.

O principal mote da edição é evidenciar a indissociabilidade entre bem-estar mental e as atividades laborais.
Nessas situações, pondera, os gestores transferem aos empregados e às empregadas a responsabilidade por resolver algo que, na realidade, é de âmbito organizacional e social.
“Isso faz com que as medidas sejam infrutíferas, por ignorar a esfera coletiva e não modificar a raiz dos adoecimentos, que são o fluxo acelerado e a divisão de trabalho e a dinâmica das relações nos mais diversos níveis de hierarquia”, diz.
"Todo o evento [Mind Summit] está construído em torno da tese de que se deve pensar na infraestrutura de performance. Se você quer ter um negócio que performa bem, dá mais lucro, você precisa olhar para esse indicador", avalia a curadora.
Um dos workshops oferecidos instruirá profissionais a melhorar o desenho do trabalho em suas organizações, pensando no manejo de demandas e em consolidar rituais de gestão.
"É um olhar extremamente novo para um tema que é falado há muito tempo, mas visto sob o ponto de vista de benefício. Se você fala em bem-estar no trabalho, no que você pensa? Psicólogo, flexibilidade de home office, mindfulness [técnicas que condicionam a mente a privilegiar o momento presente], mesa de pingue-pongue", esclarece Adriana Drulla.
"Com exceção da flexibilidade de home office, nenhum desses fatores têm a ver com o modo como o trabalho é desenhado em si, e é isso que produz o estresse crônico. Como a gente trabalha o estresse crônico na fonte? A gente vai trazer para a prática, ensinando a esses gestores, habilidades de gestão e outras, como se ter conversas difíceis, dar um feedback", esclarece.
Adriana Drulla ressalta ainda que comprovações científicas como as que serão apresentadas durante o evento ajudam a convencer gestores mais resistentes a promover as mudanças necessárias no ambiente de trabalho.
“Diante de argumentos com o uso de dados, chefias com perfis mais conservadores veem as iniciativas como legítimas e cedem mais facilmente às adaptações ou transformações”, explica.
Em plenárias, segundo a curadora, pesquisas conduzidas por especialistas brasileiros e estrangeiros terão como enfoque saúde mental, liderança, felicidade, burnout e cultura organizacional.
Entre os destaques internacionais estão Amy Edmondson, professora da Harvard Business School e principal referência mundial em segurança psicológica; Christina Maslach, professora da Universidade da Califórnia em Berkeley e criadora do principal instrumento científico de avaliação do burnout; e Jan-Emmanuel De Neve, catedrático da Universidade de Oxford e diretor do Wellbeing Research Centre, referência internacional nas pesquisas sobre felicidade, produtividade e desempenho.
Também está confirmada a presença de Sonja Lyubomirsky, professora da Universidade da Califórnia, Riverside, considerada uma das maiores autoridades mundiais na ciência da felicidade e autora dos best-sellers The How of Happiness e The Myths of Happiness.
Serviço
Mind Summit 2026
Data: 16 e 17 de setembro de 2026
Local: Expo São Paulo – São Paulo (SP)
Ingressos, informações e programação no site do evento.