Enquanto isto no Brasil...

Execução de Tiradentes,
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O esquema de vacinação contra o sarampo no Calendário Nacional de Vacinação prevê a primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade, com uma segunda dose preferencialmente da tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e catapora) aos 15 meses. Mas quem tem até 59 anos e não recebeu a vacina nessa faixa etária deve procurar um posto de saúde para ser imunizado.
Em 2026, foram distribuídas mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola) aos estados e municípios. Desse total, cerca de 2,9 milhões de doses já foram aplicadas em todo o país.
“Em situações de circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a aplicação da chamada dose zero em crianças de 6 a 11 meses de idade, ampliando a proteção desse grupo, mais vulnerável à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença”, disse o MS.
Segundo o Ministério da Saúde, até o momento, foram confirmados 14 casos de sarampo em 2026. Três registros identificados no início do ano já foram encerrados, sem risco de transmissão.
Atualmente, há um surto ativo com 11 casos, sendo dois em São Bernardo do Campo e nove no município de São Paulo.
“As investigações epidemiológicas seguem em andamento e, até o momento, os casos permanecem classificados como de fonte de infecção desconhecida. O surto foi identificado em uma região de intensa mobilidade populacional, com elevado fluxo internacional de viajantes e circulação frequente de pessoas provenientes de outros países, cenário que favorece a introdução esporádica do vírus”, esclareceu o MS.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), estado registrou 13 casos de sarampo em 2026, em bebês de até 1 ano e em adultos entre 20 e 50 anos.
O sarampo pode atingir diferentes faixas etárias, motivo pelo qual é importante manter a vacinação em dia. A imunização é a principal forma de prevenção e é também essencial para interromper a circulação do vírus.
"Com o aumento dos casos, a vacinação continua sendo a forma mais segura e eficaz de prevenir o sarampo. É fundamental que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças, e que adolescentes e adultos procurem uma unidade de saúde para atualizar o esquema vacinal sempre que necessário", afirmou a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang.
Quem tiver dúvidas sobre a vacinação pode acessar o portal https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br/. A página reúne respostas às principais perguntas da população sobre vacinação, eficácia dos imunizantes, eventos adversos, doenças imunopreveníveis e riscos da não vacinação.

O registro do medicamento oncológico do laboratório Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica Ltda. foi publicado nesta segunda-feira (27) no Diário Oficial da União.
O produto farmacêutico passa a ser usado como uma "próxima tentativa" (linha posterior) em pacientes que já fizeram dois tratamentos anteriores e o câncer voltou a crescer.
O tumor precisa ter uma alteração genética específica chamada mutação do EGFR (um receptor na superfície da célula que estimula o crescimento do câncer).
O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no mundo e o câncer de pulmão de não pequenas células representa aproximadamente 85% dos casos.
A Anvisa explica que é importante a identificação das mutações ativadoras do EGFR, entre os pacientes com câncer pulmonar, pois permite que os médicos usem tratamentos "inteligentes" (terapias-alvo), desenhados sob medida para atacar a falha genética da célula tumoral.
Este medicamento já tinha registro da Anvisa para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN), irressecável (que não pode ser removido completamente por cirurgia) ou metastático (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).

Eles removeram o lacre da cápsula e encontraram um pó semelhante a um sal de cozinha, que emitia um intenso brilho azul no escuro. Era o césio-137, um material radioativo.
Filmado no ano passado, o documentário volta a denunciar o sofrimento gerado pelo episódio, acompanhando o cotidiano solitário de dona Lourdes, tomado pelas memórias da filha Leide, que morreu pela exposição ao césio aos 6 anos de idade.
“Foi uma tragédia silenciosa”, disse o diretor. “Isso foi uma tragédia dentro de uma família, uma família que sofreu muito e perdeu várias pessoas, imediatamente”.
Bastante emocionado, o diretor conversou com a reportagem da Agência Brasil logo após a exibição no Bonito CineSur.
“Eu sempre culpo o Estado. Eu não vou culpar os catadores, nem vou culpar a família. Essa é uma tragédia que eles não tinham dimensão do que era. E alguma coisa precisa ser feita para reparar esses danos”.
A substância radioativa chegou à casa de Lourdes e Leide alguns dias depois de ter sido encontrada no IGR. Sem saber a gravidade do que tinham em mãos, Wagner Mota Pereira e Roberto Santos Alves decidiram vender esse material para um ferro-velho que pertencia a Devair Alves Ferreira, que também ficou encantado com a luminosidade.
Devair apresentou a descoberta para a esposa e o distribuiu para familiares e amigos. Sem saber do perigo, as pessoas manipulavam o material, o que causou sintomas imediatos como náuseas, tonturas, vômitos e diarreia.
O irmão de Devair, Ivo Ferreira, levou um pouco dessa substância contida na cápsula para a filha, Leide das Neves, que ingeriu as partículas do césio. A gravidade da exposição fez com que a menina morresse poucos dias depois, em 23 de setembro. Ela precisou ser enterrada em um caixão de chumbo de 700 quilos para conter a radiação que seu corpo ainda emitia.
Além dela, outras três pessoas morreram entre quatro e cinco semanas após exposição àquela radiação.
Nesta última semana, dona Lourdes perdeu mais um filho, Lucimar das Neves Ferreira. Ele tinha 14 anos de idade quando o acidente com o césio ocorreu.
“O Lucimar era um menino que foi internado [na época do acidente radioativo] e ganhou uma pensão também do Estado. Mas, aí, ele começou a beber muito, sabe? E teve um enfisema pulmonar violento. Ela [Lourdes] está muito chocada”, contou o diretor.
Segundo o presidente da Associação das Vítimas do Césio-137 (AVCésio), Marcelo Santos Neves, a morte de Lucimar o fez relembrar dos dias difíceis provocados por esse acidente radioativo.
“A gente se entristece porque, com essa perda, tudo relembra aqueles dias difíceis”, disse Neves, em vídeo publicado nas redes sociais da associação.
“Agora, a gente tem que dar o máximo de apoio possível, porque vai ser muito dolorido para ela [para a mãe, Lourdes], por mais que ela já esteja calejada com essas dores de perda da filha”, completou.
Para o diretor do curta, a família de dona Lourdes já sofreu demais com esse episódio.
“Essa é uma tragédia violenta. Essa família foi totalmente abalada [por conta desse acidente radioativo]. Naquela época, eles não podiam chegar na rua, está me entendendo? Na rua, as pessoas falavam: ‘olha aí o pessoal do Césio’ e trancavam as portas, sabe? Eles tiveram que se mudar várias vezes”, contou Lima. “Isso acaba com a vida de todo mundo. Destrói famílias”, ressaltou o diretor.
O curta Lourdes e Leide foi exibido na noite desta segunda-feira (27), no Bonito CineSur, festival que acontece até o próximo sábado (1º), na cidade de Bonito.
Além da exibição do documentário, o festival promove uma pequena exposição de fotos que ajuda a contar a história sobre esse acidente com o césio-137. Entre as imagens, há fotos da pequena Leide e também do seu enterro.
“No enterro da Leide, chegaram a jogar pedras”, contou o diretor. “Naquela época, eles [os familiares] sofreram coisas muito fortes assim”.
Em sua visão, essa tragédia “poderia acontecer com qualquer um” e, por isso, a sociedade brasileira precisaria estar mais preparada para enfrentar situações como essa.
“Eu acho que, em termos governamentais, nada mudou. As pessoas esqueceram disso rapidamente, porque quiseram esquecer rapidamente. E não tiveram humanidade”, disse Lima.
* A repórter viajou a convite do Bonito CineSur.

No acumulado de janeiro a junho de 2026, os veículos usados responderam por 2,38 milhões de unidades financiadas, enquanto os novos somaram 1,39 milhão. Em 2025, o volumes foi de 2,18 milhões e 1,22 milhão, respectivamente.
Entre as diferentes categorias de automotores, os comerciais leves acumulam a maior parte dos financiamentos. Em junho de 2026, o segmento somou 434 mil unidades financiadas, ante 388 mil em junho de 2025, alta de 11,9%. Na comparação com maio de 2026, houve variação negativa de 2,6%.
Os automóveis usados apresentaram crescimento no último ano, enquanto os novos retrocederam. Entre os autos leves novos, foram 112 mil unidades financiadas em junho de 2026, queda de 3,3% em relação ao mesmo mês de 2025. Os usados chegaram a 323 mil unidades, crescimento de 12,0% na mesma base de comparação.
Quando analisado o acumulado do semestre, o prazo médio dos contratos para automóveis e comerciais leves registrou 47,2 meses, frente aos 46,3 meses verificados no ano anterior. A tendência de alta se estende por todas as categorias de tempo de uso.
Os principais avanços ocorreram no grupo de veículos com 4 a 8 anos de fabricação, cujo prazo médio subiu de 50 para 51,3 meses, e nos modelos até 3 anos, que passaram de 49,4 para 51,6 meses.
O mercado das motos também segue em expansão, principalmente entre o público que busca trabalhar com o ciclomotor. Ao todo, 155 mil motos foram financiadas em junho de 2026, representando um aumento de 5,6% frente as 147 mil registradas em junho de 2025. Por outro lado, o volume teve uma retração de 3,9% quando confrontado com o desempenho de maio de 2026.
As motocicletas usadas registraram 116 mil unidades financiadas em junho de 2026, o que representa uma alta de 5,5% na comparação anual. As motos novas totalizaram 39 mil unidades no mesmo mês, apresentando uma queda de 2,4% quando comparadas a junho de 2025.
O setor de veículos pesados, como caminhões e ônibus, também apresentou desempenho positivo. No mês de junho de 2026, o total de unidades financiadas chegou a 24 mil, o que representa uma expansão de 7,1% frente as 22 mil registradas em junho de 2025. Quando confrontado com o volume de maio de 2026, constatou-se uma evolução de 5,8%.
Na segmentação por tempo de uso, os veículos pesados novos lideraram o crescimento com 13 mil financiamentos em junho de 2026, salto de 33,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Os modelos usados contabilizaram 11 mil unidades, com alta de 19,9% no mesmo período comparativo. O desempenho indica continuidade dos investimentos em transporte de cargas e passageiros.
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

O Alimatravir (MK-8527) é um medicamento do tipo Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), ou seja, ele deverá ser administrado antes de a pessoa entrar em contato com o HIV para começar a agir antes da infecção das células pelo vírus causador da Aids.
“A vantagem é que a Fiocruz já participa ativamente [dos estudos] com esse memorando. Isso faz com que a gente tenha acesso mais rápido aos dados, possa apresentar mais rapidamente para a Anvisa e a Anvisa possa acompanhar, antecipadamente, os estudos clínicos. Isso pode fazer com que a gente tenha o registro mais rápido no Brasil”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O HIV é um retrovírus que tem o RNA (ácido ribonucleico) como material genético e que carrega consigo uma enzima chamada transcriptase reversa. Depois que o vírus entra no linfócito T, uma célula do sistema imunológico humano, a transcriptase transforma o RNA em DNA (ácido desoxirribonucleico). E, com a ajuda de outra enzima, a integrase, o material genético do HIV se insere no genoma do infectado.
A partir daí, o HIV usa o próprio mecanismo da célula humana para se replicar, a fim de que ele possa se espalhar pelo organismo.
O que o Alimatravir faz – assim como outros medicamentos da classe NRTTI (inibidores da translocação da transcriptase reversa análogo de nucleosídeo) –, é impedir a ação da transcriptase reversa, bloqueando essa cadeia de replicação viral.
“De uma mandeira bem simples, ele impede que o vírus se replique”, afirma a diretora médica da MSD no Brasil, Márcia Abadi.
O SUS já oferece como profilaxia pré-exposição o uso combinado dos antirretrovirais orais Tenofovir e Entricitabina diariamente (PrEP diário) ou em doses antes e depois do ato sexual (PrEP sob demanda).
Além disso, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) avaliará a inclusão no SUS de um PrEP injetável, administrado a cada dois meses, o Cabotegravir.
“[O Alimatravir] é um medicamento inovador, na medida em que é de uso oral, um tablete pequeno, com periodicidade mensal. A inovação vem no sentido de trazer mais comodidade para a pessoa que vai se prevenir contra a infecção pelo vírus HIV”, explica o diretor de Relações Institucionais da MSD no Brasil, Rodrigo Cruz.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se o Alimatravir “tiver um bom resultado nos seus estudos clínicos finais e conseguir garantir o seu registro, vamos trabalhar para que, para ser incluído no SUS [Sistema Único de Saúde], haja transferência de tecnologia para a Fiocruz, para a Fiocruz produzir aqui no Brasil para o SUS e poder produzir também para toda a América Latina”.

Bandeiras, fantasias, maquiagens e leques, muitos leques, deixavam clara a mensagem “nós existimos, estamos aqui e amamos quem somos”.
“A gente tem que ter muita consciência, além da diversão, claro. A gente vem para se divertir, mostrar brilho, se jogar. Mas ter sempre uma consciência de que a gente tem uma vida além disso, e que podemos passar para as pessoas que isso pode ser muito bom, apesar do ódio de cada um”.
Um dos organizadores da Parada Brasília Orgulho, Richard Alexandre, também destacou o caráter político da festa.
“Não é só festa, é muita luta. Mas também a gente se diverte, a gente usa as nossas cores para se divertir, usa o espaço para mostrar que a gente exige, existe, que a gente quer respeito, quer dignidade”.
Além de música e mobilização política, a Parada Brasília Orgulho trazia serviços à população, com várias tendas. Entre eles, atendimentos de enfermagem, suporte da Polícia Civil para denúncias contra LGBTFobia e um atendimento da Defensoria Pública para esclarecimentos sobre a inclusão do nome social em documentos.
O tema deste ano é “LGBT, levante e vote”. A ideia é conscientizar a população LGBT+ a ir às urnas e a votar em pessoas que defendam o respeito e a garantia de direitos a todos.
“A gente precisa, cada vez mais, de parlamentares que entendam a nossa pauta, que nos respeitem e que nos protejam, que usem a legislação a favor da proteção da comunidade”, explicou Richard Alexandre.
O coordenador da Parada Brasília Orgulho, Welton Trindade, destaca a evolução nas conquistas da população LGBT+ ao longo dos anos. “A gente tem visto o aumento de pessoas LGBT eleitas. A parada começou em 1998, quando não tínhamos nenhum representante nos poderes”, disse.
Enquanto a música e os discursos vindos do carro de som inundavam a Esplanada, uma senhora assistia a tudo, enrolada em uma bandeira do Brasil estilizada com o arco-íris do movimento LGBT.
Sueli Oliveira tem 67 anos e frequenta marchas LGBT, em Brasília e em São Paulo, há vários anos. “Sou uma habitué, vamos dizer assim”, disse, com sorriso leve. Militante do movimento e lésbica, Sueli reforça a importância da presença da comunidade LGBT nas ruas e nas urnas.
“É importante a gente participar das atividades como uma forma de dar visibilidade à nossa luta, à nossa existência”, disse.
Para ela, é importante lutar, com o voto, contra o preconceito, o ódio e a LGBTfobia. E a parada é o momento ideal de alertar a todos sobre isso.
“É o momento em que a gente para pra dizer: atenção, nós existimos, nós temos o direito, como qualquer outro cidadão e cidadã, de estarmos aqui, de votarmos, de amarmos quem nós quisermos.”

Em todas as cidades, duas pautas estiveram no centro das discussões: a reparação pelas responsabilidades históricas do Estado e da sociedade na desigualdade; e o Bem Viver, modelo de sociedade que valoriza o cuidado, a ancestralidade e a coletividade, com o objetivo de alcançar a justiça social e a preservação da vida.
No sábado (25), atos foram realizados em pelo menos três capitais. Em Belo Horizonte (MG), as participantes também homenagearam os 12 anos da Associação de Trabalhadoras Domésticas Tereza de Benguela, que atua na capital mineira, em defesa dessa categoria, composta majoritariamente por mulheres negras.
Em Belém (PA), a marcha saiu em sua 11ª edição ao redor da Praça da República, no Centro. De acordo com Flávia Vieira, uma das organizadoras do evento, a escolha do local não foi aleatória, já que parte da praça foi erguida sobre um cemitério de pessoas escravizadas.
Essa conexão através do tempo também marca o tema escolhido para a marcha deste ano, em Belém: “Ancestralidade, um projeto de futuro que se faz agora”
“É um tema que nos convida a refletir sobre a importância dos direitos humanos, e a importância que precisamos dar para o nosso voto. Nós somos o maior grupo político e nós vamos decidir as eleições, então nós precisamos escolher bem as pessoas que vão nos representar”, destaca Flávia.
Sábado também foi dia de marcha e celebração em Salvador (BA). Beatriz Souza, integrante do Odara - Instituto da Mulher Negra, que organizou o ato, comemorou que a participação aumenta a cada edição.
“Foi um sábado perfeito, em que nós pudemos estar nas ruas com a força das yabás, pedindo licença para Exu, colocando as nossas crianças na frente da marcha. Foi um momento lindo que nos fez acreditar que é possível sonhar com um novo mundo e, principalmente, construir um novo mundo, com pactos novos de Bem Viver, igualdade e justiça para as pessoas”
O Odara também é o principal articulador das outras atividades do Julho das Pretas. Este ano, ao longo de julho, serão quase 700 atividades, realizadas por mais de 290 coletivos em 23 estados brasileiros e o Distrito Federal.

Este foi o tema escolhido para a 12ª edição da Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro para cobrar políticas públicas que enfrentem as desigualdades históricas e o racismo, promovendo justiça social e condições dignas de vida para a população negra.
A coordenadora do Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio de Janeiro, Clátia Vieira, ressaltou que o bem-viver é o objetivo final, e ele só será alcançado com medidas de reparação.
“Primeiro, fazer escuta das mulheres negras, e segundo, colocar o racismo como pauta estrutural da sociedade. A conexão do racismo com o capitalismo que mata as mulheres negras, que desemprega, que faz com que elas vivam uma instabilidade econômica, política e social.”
A educadora Bárbara Carine participou da marcha junto com toda a família e considera importante inserir as crianças nos espaços de mobilização.
“Eu acredito que a política está no processo de entender quem nós somos, os nossos direitos, e o quão longe nós ainda estamos de onde a gente deveria estar. A marcha é um momento de pensar tanto os nossos avanços históricos, de celebrar nossa caminhada, mas principalmente olhar para um futuro de bem-viver. A gente quer passar das pautas de sobrevivência”, afirmou.
A vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018 em um crime de motivação política, novamente apareceu como símbolo de luta em faixas, camisetas e nas falas. A mãe de Mariele, Marinete Silva participou do ato.
“A Marielle esteve na marcha em 2017 e tinha que estar hoje aqui, nas ruas com as mulheres negras. Ela foi tombada mas não nos deixa calar. A participação política das mulheres é essencial e também era um projeto dela. Então é importante que a gente venha”, disse Marinete.
Durante toda a marcha, as falas políticas foram intercaladas por apresentações artísticas, de grupos como Afrolaje, Angoleiras e Obara Ylê de Ouro, que celebraram a ancestralidade, a resistência e a produção cultural negra.
O casal Cinthia Garcia e Laísse Santos acredita que essa celebração é fundamental. “Se tivesse uma palavra para resumir a nossa presença aqui hoje é pertencimento”, destaca Laísse.
“A marcha também é pelo direito da gente existir sendo quem a gente é. Usar os nossos cabelos, não ser criticada pela roupa que a gente veste,pelo turbante que a gente usa.Usa com orgulho os nossos elementos ancestrais”, explicou Cinthia
As duas trabalham com afroturismo na cidade de Maricá, e reforçam que o racismo também se manifesta no apagamento das contribuições dadas pela população negra para o desenvolvimento do país.
“A cidade sempre é apresentada a partir da presença de pessoas brancas importantes, mas pouco se fala de quem realmente construiu a cidade, quem foram as mãos que construíram, de quem foi a tecnologia e a nossa luta é de resgate dessas histórias invisibilizadas”,complementa Cinthia.

A manifestação reuniu centenas de pessoas — que vieram de cidades vizinhas e de diversos bairros paulistanos — lideranças políticas, feministas, religiosas, artistas e representantes de movimentos da comunidade negra.
Luana foi abordada e agredida por policiais militares, em abril de 2016, na rua onde morava.
Para a cofundadora, a população negra é negligenciada. "A gente toma as ruas por direitos, reparação e bem viver, reparação porque o Estado brasileiro nos deve, porque as mulheres negras levantam essa economia, fazem o trabalho de cuidado que não é reconhecido e mesmo assim são as que menos ganham”.
A abertura oficial do evento contou ainda com uma apresentação do coletivo Bando das Macuas, com uma performance focada na ancestralidade:
“Nosso trabalho é em cima do corpo e nossa fonte de inspiração é o povo Macuas, presente no norte de Moçambique. Essa apresentação de hoje foi inspirada no espetáculo que esteve em cartaz em 2024 e 2025 chamado ‘Anunciação’, onde representamos figuras ancestrais reverenciando as mulheres que estão aqui unidas em marcha”, explicou Francine Moura, uma das sete mulheres que compõem o coletivo.
No palco montado no meio da praça, duas DJs se revezaram nas pick-ups tocando rap e hip hop. As temáticas das canções eram todas de protesto.
Mulheres negras ligadas a religiões de matriz africana também participaram da marcha.
“Esse é um país que a gente ajudou a construir. Precisamos mostrar que esse povo está aí largado, sofrendo violência, apanhando, que não tem um lugar de fala dentro do governo. Não se tem algo firme que possa garantir segurança para nós e nossos filhos. Tem muita gente apanhando por causa da cor da pele, porque é de candomblé, porque é de umbanda. Então, você vê que esse país não é assim tão laico como se fala que é”, destaca Ìyalóde Marisa de Oya.
Entre as mulheres que subiram ao palco estavam também lideranças da Rede de Mulheres Negras Evangélicas, grupo que existe desde 2018.
Além de São Paulo, a Marcha das Mulheres Negras ocorreu em outras cidades brasileiras. Neste sábado, houve uma caminhada em Salvador (BA). Outra reunião ocorreu nesta sexta-feira (24), no Recife (PE).

A iniciativa marca ainda mais a projeção do evento no exterior em sua 19ª edição, com promoção de arte, cultura, formação, luta e empreendedorismo. Em 2026, o tema é "Saúde Mental Importa!" e foca em discutir condições de trabalho, riscos psicossociais e qualidade de vida, com destaque no setor cultural.
Durante todo o mês de julho, o maior festival de mulheres negras da América Latina promove ações em Brasília, São Paulo e Nova York.
O Festival Latinidades busca este ano chamar a atenção para a precarização das equipes técnicas, produtoras e artistas.
Além dos shows e exibições, o Instituto Afrolatinas lançou a Pesquisa Nacional sobre Saúde Mental de Trabalhadoras e Trabalhadores da Cultura, durante a abertura do Festival, em Brasília.
Elaborado em parceria com o Data labe e o Coletivo Mawê, o levantamento pretende subsidiar políticas públicas sobre a temática.
Criado em 2028, o projeto do Festival Latinidades alcançou mais de 400 mil pessoas de público direto, mais de 2 milhões de pessoas afetadas no total, com presença em mais de 70 países e a realização de mais de 500 atividades educativas.
Além disso, em 19 anos de trajetória, o encontro contabiliza 10 publicações, alcance de 200 mil pessoas nas redes sociais e mais de 400 apresentações artísticas de mulheres negras.
O primeiro Cardeal de Cabo Verde, Dom Arlindo Gomes Furtado, celebrou no domingo, 26 de julho, o Jubileu de Ouro Sacerdotal que assinala 50 anos
...O primeiro Cardeal de Cabo Verde, Dom Arlindo Gomes Furtado, celebrou no domingo, 26 de julho, o Jubileu de Ouro Sacerdotal que assinala 50 anos de ordenação sacerdotal, marcando meio século ao serviço da Igreja de Jesus Cristo em Cabo Verde.
O Vatican News transmitirá em seu site e canal YouTube, o vídeo do encontro de oração e fraternidade conduzido pelo Papa Leão XIV no Borgo
...O Vatican News transmitirá em seu site e canal YouTube, o vídeo do encontro de oração e fraternidade conduzido pelo Papa Leão XIV no Borgo Laudato si', em Castel Gandolfo, promovido pelo Centro de Formação Avançada Laudato si' e pela Fundação Andrea Bocelli. A oração será acompanhada pela voz de Bocelli e pelo coro ABF Voices, composto por 164 crianças e jovens de Israel, Cisjordânia, Uganda, Haiti e Itália.
Em clima de forte emoção e gratidão, o evento promovido pela Comunidade Católica Shalom recebeu a mensagem do Pontífice direcionada aos jovens e
...Em clima de forte emoção e gratidão, o evento promovido pela Comunidade Católica Shalom recebeu a mensagem do Pontífice direcionada aos jovens e à Igreja. A palavra do fundador da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo.

Nesta fase, as escolas deverão informar os dados de matrículas, turmas, profissionais escolares e infraestrutura das unidades de ensino, por meio do Sistema Educacenso, via internet.
Coordenado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Censo Escolar é uma pesquisa estatística da educação básica brasileira, realizada em regime de colaboração com as secretarias estaduais, distrital e municipais de Educação, com a participação das escolas públicas e privadas.
A pesquisa abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica e da educação profissional, incluindo educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional.
De acordo com a Portaria MEC nº 217/2026 que define o cronograma de atividades do Censo Escolar da Educação Básica 2026, os gestores municipais, estaduais e do Distrito Federal serão os responsáveis pela exportação dos dados preliminares ao Ministério da Educação para publicação no Diário Oficial da União.
Após essa publicação, o Sistema EducaCenso será reaberto durante 30 dias aos gestores educacionais para conferência, ratificação e eventual correção das informações declaradas,
O cronograma também prevê períodos específicos para verificação dos dados pelos gestores educacionais e confirmação de matrículas duplicadas no módulo próprio do Educacenso.
O envio dos dados finais homologados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), utilizados no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), será no dia 11 de dezembro.
A divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais estatísticas da Educação Básica ocorrerá em 1º de fevereiro de 2027.
Nessa mesma data, tem início a segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026, que trata da Situação do Aluno.
Nessa fase, o diretor/responsável pela escola deverá coletar as informações sobre rendimento e movimento escolar dos estudantes declarados na primeira etapa, incluindo dados de aprovação, reprovação, abandono e transferência.
O período de coleta seguirá até 12 de março de 2027.
As taxas preliminares de rendimento escolar e os relatórios por escola estarão disponíveis para conferência a partir de 1º de abril de 2027.
Os indicadores finais de rendimento escolar serão divulgados pelo Inep em 14 de maio de 2027.
Os dados no Censo Escolar servem para a formulação, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas educacionais, além de servirem como referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação.
As informações também são utilizadas na produção de estatísticas e indicadores educacionais, entre eles o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), as taxas de rendimento, as taxas de fluxo escolar e a distorção idade-série.
As informações coletadas também são utilizadas em estudos, pesquisas, avaliações educacionais e outras atividades previstas na legislação.
Além disso, os dados do Censo Escolar são adotados em procedimentos administrativos relacionados às políticas públicas da educação básica, conforme a legislação vigente.
As inscrições para a segunda edição de 2026 do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras) começam nesta segunda-feira (27) e vão até 23h59 de 6 de agosto, no horário de Brasília.

Os interessados em fazer o exame devem se inscrever pelo Sistema Celpe-Bras do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O pagamento da taxa de inscrição poderá ocorrer entre 27 de julho e 7 de agosto.
A aplicação das provas no Brasil ocorrerá entre 20 e 23 de outubro. No exterior, de 24 a 27 de novembro.
A participação no Celpe-Bras 2026/2 é voluntária e destinada a estrangeiros interessados em comprovar seu nível de habilidade em Língua Portuguesa na variante brasileira.
No momento da inscrição, o candidato deve indicar o país e o posto em que pretende fazer as provas, número de passaporte ou documento de identificação válido no país de inscrição e a data de nascimento. É preciso informar também endereço de e-mail e número de telefone.
O valor da taxa de inscrição do Celpe-Bras 2026/2 será estabelecido pelo posto aplicador, considerando o valor do custo da aplicação do exame no país. O Inep sugere que o candidato entre em contato com o posto de sua preferência para mais informações.
De acordo com o edital do Celpe-Bras 2026/2, nos postos aplicadores no Brasil, a sugestão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é o valor de R$ 259. No exterior, o edital sugere o valor equivalente a US$ 190 para as instituições privadas e/ou vinculadas ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil.
Criado em 1994, o Celpe-Bras é aceito em universidades para ingresso em cursos de graduação, programas de pós-graduação e por empresas brasileiras. O exame ainda é admitido em processos de validação de diplomas de profissionais estrangeiros que pretendem trabalhar no país.
O prazo de validade do exame e o nível de fluência na língua portuguesa exigido para determinada função são determinados pelas instituições que o exigem.
Professores, gestores das redes públicas, profissionais da educação e a sociedade civil podem participar, até este sábado (25), da consulta pública sobre educação bilíngue de surdos no Brasil, como modalidade escolar prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Para colaborar com a consulta, é necessário acessar a plataforma Brasil Participativo, com login do portal do governo federal Gov.br.
O edital de chamamento foi publicado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) em 26 de junho.
As colaborações poderão embasar a elaboração das Diretrizes Nacionais da Modalidade Escolar de Educação Bilíngue de Surdos na Educação Básica, com o objetivo de assegurar os direitos linguísticos, educacionais e culturais dos estudantes do público-alvo, que são os surdos, surdocegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com outras deficiências associadas.
As novas diretrizes irão integrar a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS), voltada à promoção da equidade, ao respeito às especificidades dos estudantes surdos e à garantia do direito ao ensino e à aprendizagem de qualidade.
As Diretrizes Nacionais para a Educação Bilíngue de Surdos no Brasil funcionam como um guia teórico para que as redes de ensino de todo o país saibam como estruturar, expandir e manter a educação bilíngue para alunos surdos na Educação Básica.
O documento estabelece normas para os seguintes pilares da educação bilíngue:
· Língua Brasileira de Sinais (Libras) como a língua de instrução, comunicação e ensino dentro da escola;
· língua portuguesa na modalidade escrita ensinada formalmente como segunda língua;
· criação de espaços que favoreçam a interação em Libras.
· valorização da identidade, da cultura e do uso de Libras pela comunidade surda.
· formação inicial e continuada de professores bilíngues e demais profissionais da educação;
· produção de materiais didáticos e recursos pedagógicos específicos
· fortalecimento de escolas bilíngues, classes bilíngues e escolas polo.
· Promoção do envolvimento direto da comunidade surda no planejamento, execução e avaliação dessas políticas públicas.
A ideia é que as diretrizes sirvam de ferramentas para que as escolas as apliquem na prática.
Segundo o Censo Escolar de 2024, há 61.623 matrículas desse público na educação básica.
Apenas 12% das redes de ensino dispõem de materiais pedagógicos adequados em Libras, as provas em videolibras alcançam somente 1,31% dos estudantes e, embora cerca de 51% das escolas tenham Salas de Recursos Multifuncionais, ainda há carência de apoio bilíngue especializado.
Além disso, apenas 2.501 professores possuem formação continuada em Educação Bilíngue de Surdos
Para fortalecer políticas públicas que garantam os direitos linguísticos, educacionais e culturais desses estudantes, promovendo a qualificação das redes de ensino e a efetivação da modalidade em todo o país, existe a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS). Saiba mais sobre a política aqui.

Os inscritos no processo de seleção para bolsas de estudo podem conferir diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior na parte do Prouni, se estão na lista da primeira chamada, divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 15.
A faculdade privada onde o candidato foi pré-selecionado poderá escolher se a documentação poderá ser entregue presencialmente ou ser deverá ser encaminhada por meio virtual/eletrônico.
No momento do recebimento dos documentos dos candidatos à bolsa, a instituição deverá emitir um documento que confirme a entrega.
A instituição ainda poderá solicitar documentos complementares, quando necessário.
O Prouni oferece bolsas de estudo integrais (que custeiam 100% do valor da mensalidade) e bolsas parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.
Neste segundo semestre, o programa federal oferece 471.304 bolsas de estudos parciais e integrais em 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas de ensino superior.
Do total de bolsas ofertadas, 219.725 foram integrais e 251.579 parciais.
O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos.
Para pessoas com deficiência, foram ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas 188.880; e, para a ampla concorrência, as demais 247.059 bolsas de estudo.
Os candidatos que não foram convocados nesta primeira chamada do Prouni deste segundo semestre ainda poderão participar da segunda chamada ou manifestar interesse na lista de espera.
Após as duas chamadas, aqueles que não forem pré-selecionados ou que tiverem a inscrição indeferida por não formação de turma poderão disputar as bolsas eventualmente não preenchidas, conforme os critérios estabelecidos no edital.
Os estudantes contemplados com bolsa parcial também podem usar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para complementar o pagamento da mensalidade da instituição privada, desde que o curso e a instituição de ensino ofereçam essa possibilidade.
O Ministério da Educação (MEC) estabeleceu o seguinte cronograma para as próximas etapas do Prouni 2/2026:
· comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na primeira chamada: de 15 a 24 de julho;
· resultado da segunda chamada: 5 de agosto;
· comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na segunda chamada: 5 a 14 de agosto;
· lista de espera: 26 e 27 de agosto;
· resultado da lista de espera: 1º de setembro;
· comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro.
O Programa Universidade para Todos tem como público-alvo o estudante brasileiro sem diploma de curso superior.
Os processos seletivos ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.
A classificação para a seleção do Prouni considera as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a classificação dos candidatos.
Mais informações sobre as regras do processo seletivo Prouni do segundo semestre deste ano estão no edital público do MEC nº 51/2026.

Os candidatos podem conferir diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior na parte do Prouni se estão na lista da primeira chamada, divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 15.
A entrega da documentação poderá ser feita presencialmente na respectiva faculdade privada ou encaminhada por meio virtual/eletrônico, conforme determinado pela instituição.
No momento em que receber os documentos dos candidatos à bolsa, a instituição deverá emitir um documento que confirme a entrega da documentação ao recebê-la do candidato.
A instituição ainda poderá solicitar documentos complementares.
O Prouni oferece bolsas de estudo integrais (100% do valor da mensalidade) e bolsas parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.
Neste segundo semestre, o programa federal oferece 471.304 bolsas de estudos parciais e integrais em 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas de ensino superior.
Do total de bolsas ofertadas, 219.725 são integrais e 251.579 parciais.
O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos.
Para pessoas com deficiência, foram ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas 188.880; e, para a ampla concorrência, as demais 247.059 bolsas de estudo.
Os candidatos que não foram convocados na primeira chamada do Prouni poderão participar da segunda chamada ou manifestar interesse na lista de espera.
Após as duas chamadas, aqueles que não forem pré-selecionados ou que tiverem a inscrição indeferida poderão disputar as bolsas eventualmente não preenchidas, conforme os critérios estabelecidos no edital.
Os estudantes contemplados com bolsa parcial também podem usar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para complementar o pagamento da mensalidade da instituição privada, desde que o curso e a instituição de ensino ofereçam essa possibilidade.
O Ministério da Educação (MEC) estabeleceu o seguinte cronograma para as próximas etapas do Prouni 2/2026:
O Programa Universidade para Todos tem como público-alvo o estudante brasileiro sem diploma de curso superior.
Os processos seletivos ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.
A classificação para a seleção do Prouni considera as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a classificação dos candidatos.
Mais informações sobre as regras do processo seletivo Prouni do segundo semestre deste ano estão no edital público do MEC nº 51/2026.

O envio virtual de informações deve ser feito pelo Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec, no módulo Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq).
O Diagnóstico Equidade 2026 pretende conhecer os avanços e desafios na implementação da Lei nº 10.639/2003, alterada pela Lei nº 11.645/2009. Esta legislação tornou obrigatória a inclusão no currículo oficial da rede de ensino a história e cultura afro-brasileira, africana e indígena que contribuíram na formação da população brasileira.
Os resultados do mapeamento deverão dar suporte às políticas públicas voltadas à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nas escolas.
O diagnóstico também tem o objetivo de monitorar a implementação da educação para as relações étnico-raciais (Erer), da educação escolar quilombola (EEQ) e da educação escolar indígena (EEI) nas redes públicas de ensino de todo o país.
Os eixos do Diagnóstico Equidade estão organizados em dez temas:
1. fortalecimento do marco legal;
2. formação de gestores e profissionais da educação;
3. gestão educacional;
4. materiais didáticos e paradidáticos;
5. currículo;
6. financiamento;
7. indicadores, avaliação e monitoramento;
8. gestão democrática e mecanismos de participação social;
9. educação escolar quilombola; e
10. educação escolar indígena.
A ausência de envio das informações no sistema Simec poderá inviabilizar o repasse de emendas parlamentares federais no âmbito do Plano de Ações Articuladas (PAR).
O Ministério da Educação (MEC) afirma que a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) é “fundamental para dar continuidade à implementação integral da lei, além de tratar de parte da reparação histórica com o povo negro e a população quilombola.”
Lançada em 2024, a Pneerq tem o objetivo de implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola.
A Pneerq é voltada a toda comunidade escolar formada por gestores, professores, funcionários das escolas e estudante e está organizada em sete eixos:
· Eixo 1 | Governança: coordenação federativa;
· Eixo 2 | Diagnóstico e monitoramento da implementação da Lei nº 10.639/2003;
· Eixo 3 | Formação dos(as) profissionais da educação;
· Eixo 4 | Material didático e literário;
· Eixo 5 | Protocolos de prevenção, identificação e respostas ao racismo na educação;
· Eixo 6 | Afirmação das trajetórias negras e quilombolas;
· Eixo 7 | Difusão de saberes.

O atendimento especializado é destinado aos participantes da prova que necessitam de recursos específicos para realizá-la em condições de igualdade. Entre as situações previstas estão as de pessoas com deficiência (PCD); com transtornos do neurodesenvolvimento, como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA); gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e com outras condições específicas.
Confira as demais datas do cronograma da PND 2026:
· aplicação da prova: 20 de setembro;
· divulgação dos cadernos de prova, da grade de correção da questão discursiva e das versões preliminares dos gabaritos das questões objetivas: 24 de setembro;
· recurso da versão preliminar dos gabaritos das questões objetivas: 24 e 25 de setembro;
· divulgação da correção preliminar da resposta da questão discursiva: 10 de novembro;
· recurso da correção da resposta da questão discursiva: 10 a 12 de novembro;
· divulgação do resultado final: 15 de dezembro.
A avaliação teórica terá como base o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, desde a edição de 2024, foca nos cursos de formação docente.
A prova, com duração total de cinco horas e 30 minutos, será composta por uma parte de formação geral docente, comum aos cursos de todas as áreas, e outra de componente específico, próprio de cada área de avaliação das licenciaturas.
Nesta edição, 21 áreas da licenciatura serão avaliadas. Em relação a 2025, a ampliação de áreas da PND em 2026 incluiu as licenciaturas em: teatro, dança, ciências naturais e letras e espanhol.
· artes visuais
· ciências biológicas (biologia)
· ciências naturais (ciências da natureza)
· ciências sociais
· computação
· dança
· educação física
· filosofia
· física
· geografia
· história
· letras espanhol
· letras inglês
· letras português
· letras português e espanhol
· letras português e inglês
· matemática
· música
· pedagogia
· química
· teatro
A Prova Nacional Docente é aplicada anualmente e tem, entre os objetivos, melhorar a qualidade dos processos seletivos para professores, estimular a realização de concursos públicos e, também, induzir o aumento de professores qualificados nas redes públicas de ensino.
A iniciativa federal voltada aos licenciados integra o programa Mais Professores para o Brasil que reúne ações integradas para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica e o incentivo à docência no Brasil.

Ao todo, em 2026, 1.103.672 de estudantes fizeram mais de 2,12 milhões de inscrições no Prouni, já que cada participante pôde selecionar até duas opções de curso, instituição e turno. Na edição do primeiro semestre, o programa registrou 1.595.662 inscrições.
>> Confira o número de inscrições no segundo semestre por unidade da federação
Os inscritos podem consultar o resultado no Portal Acesso Único ao Ensino Superior, na parte do Prouni. É preciso fazer login com a conta da plataforma Gov.br.
O prazo para pré-selecionados na primeira chamada comprovarem as informações da inscrição diretamente na instituição privada de ensino superior terminará nesta sexta-feira (24).
Neste segundo semestre do ano, o programa oferece 471.304 bolsas de estudos parciais e integrais em 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas de ensino superior.
Do total de bolsas ofertadas, 219.725 foram integrais, e 251.579, parciais.
Os candidatos que não forem convocados na primeira chamada ainda poderão participar da segunda chamada ou manifestar interesse na lista de espera.
Aqueles que não forem pré-selecionados ou que tiverem a inscrição indeferida por não formação de turma poderão disputar as bolsas eventualmente não preenchidas.
O Ministério da Educação (MEC) estabeleceu o seguinte cronograma para as próximas etapas do Prouni 2/2026:
O Programa Universidade para Todos tem como público-alvo o estudante brasileiro sem diploma de curso superior.
Os processos seletivos ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.
A classificação para a seleção do Prouni considera as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a classificação dos candidatos.
Mais informações sobre as regras do processo seletivo Prouni do segundo semestre deste ano estão no edital público do MEC nº 51/2026.

Os candidatos podem conferir se constam na lista da primeira chamada, divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) na última semana, diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Prouni.
A entrega poderá ser feita presencialmente na respectiva faculdade privada ou encaminhada por meio virtual/eletrônico. A instituição deverá emitir documento de comprovação de entrega da documentação ao recebê-la do candidato.
A instituição ainda poderá solicitar documentos complementares, quando necessário.
O programa federal oferece bolsas de estudo integrais, que cobrem 100% do valor da mensalidade, ou parciais, de 50%, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.
Neste segundo semestre, o programa oferece 471.304 bolsas de estudos parciais e integrais em 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas de ensino superior.
Do total de bolsas ofertadas, 219.725 foram integrais e 251.579 parciais.
O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos.
Para pessoas com deficiência foram ofertadas 35.365 bolsas de estudos. Para pretos, pardos e indígenas foram 188.880 e para a ampla concorrência, 247.059.
Os candidatos que não foram convocados na primeira chamada do Prouni deste segundo semestre ainda poderão participar da segunda chamada ou manifestar interesse na lista de espera.
Após as duas chamadas, aqueles que não forem pré-selecionados, ou que tiverem a inscrição indeferida por não formação de turma, poderão disputar as bolsas eventualmente não preenchidas, conforme os critérios estabelecidos no edital.
Os estudantes contemplados com bolsa parcial também podem usar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para complementar o pagamento da mensalidade, desde que o curso e a instituição de ensino ofereçam essa possibilidade.
O Ministério da Educação (MEC) estabeleceu o seguinte cronograma para as próximas etapas do Prouni 2/2026:
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Segundo o Ministério da Educação (MEC), até o momento, 96% dos questionários já foram enviados.O percentual corresponde a 5.324 municípios, além dos 26 estados e do Distrito Federal. Outro 1% está em preenchimento, e 3% ainda não foram iniciados. O prazo terminou na última quarta-feira (15), mas foi estendido pelo ministério.
O MEC alerta que o não envio das informações via Simec poderá inviabilizar o repasse de futuros investimentos operacionalizados no contexto do Plano de Ações Articuladas (PAR).
“O mapeamento busca subsidiar políticas públicas voltadas à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nas escolas. O diagnóstico também busca monitorar a implementação da educação para as relações étnico-raciais (Erer), da educação escolar quilombola (EEQ) e da educação escolar indígena (EEI) nas redes públicas de ensino de todo o Brasil”, informou o MEC.
Instituída em 2024, a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, reúne ações e programas educacionais voltados à educação para as relações étnico-raciais, à educação escolar quilombola e ao tratamento de temas relacionados às desigualdades étnico-raciais e ao racismo nos ambientes de ensino.
Seus eixos possuem metas e monitoramento para a formação de profissionais da área de ensino para atuar na educação para as relações étnico-raciais e na educação escolar quilombola, o reconhecimento de práticas educacionais antirracistas, as ações relacionadas às desigualdades étnico-raciais na educação, a educação escolar quilombola, os protocolos de identificação e resposta a situações de racismo nas escolas públicas e privadas, entre outros.
O Diagnóstico Equidade 2026 é composto por 10 eixos: