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Em breve um acervo de revistas do século XX. (Saiba mais)
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O Amazonas registrou quase quatro vezes mais focos de incêndio nos dez primeiros dias de outubro do que no mesmo período do ano passado. Segundo o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), foram 1.380 focos neste ano, contra 372 em 2025, uma alta de 271%. Com 36 municípios em situação de emergência, a Força Aérea Brasileira começou a lançar água nesta segunda-feira (12) sobre as áreas em chamas.

O combate ao fogo ganhou um reforço importante: um avião KC-390, que despeja 12 mil litros de água por voo e deve fazer três lançamentos por dia. Uma segunda aeronave atua como cargueiro de apoio. Segundo a Defesa Civil estadual, também atuam na região outros sete aviões de menor porte, três helicópteros e 290 brigadistas. A Força Nacional chega a partir do dia 20, e o governo federal já destinou mais de R$ 45 milhões ao estado.
No domingo (11), os ministros do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, e da Integração, Waldez Góes, sobrevoaram as áreas atingidas. Capobianco disse que os focos têm origem humana, já que não existe fogo espontâneo na Amazônia. Segundo ele, o governo federal liberou mais de R$ 34 milhões para o Corpo de Bombeiros do estado. O ministro citou ainda os resultados obtidos com a prevenção.
“Nós reduzimos 50% o desmatamento, mas no estado do Amazonas essa redução foi de 75,8%. Ou seja, o êxito no estado do Amazonas foi superior à média de toda a Amazônia Legal. E nos dados recentes, que serão divulgados na próxima semana, vocês verão que o estado do Amazonas seguiu dando um bom exemplo na redução do desmatamento."
O ministro Waldez Góes explicou que seca e incêndio florestal são tratados de formas diferentes pela lei, embora a estiagem agrave o fogo. A emergência nos 36 municípios foi decretada pelo governo do Amazonas e reconhecida pelo governo federal no sábado (10), o que agiliza o envio de recursos.
Pelos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a cidade de Lábrea, no sul do estado, lidera os registros, com 225 focos, seguida por Boca do Acre e Autazes.
Manaus amanheceu nesta segunda-feira sob fumaça pelo quinto dia seguido. De acordo com o monitoramento da Universidade do Estado do Amazonas, a qualidade do ar está classificada como péssima em vários bairros da capital. No sábado, a concentração de partículas chegou a mais de oito vezes o nível considerado bom.
A capital teve poucos focos de incêndio. Na verdade, a fumaça em Manaus vem de queimadas de outros municípios, como Autazes e Itacoatiara.
Na sexta-feira (9), a Defesa Civil alertou para o risco à saúde e recomendou o uso de máscaras, principalmente para crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias. A prefeitura também suspendeu as aulas da rede municipal.
O governo do Amazonas se reuniu nesta segunda-feira (12) com representantes de prefeituras e órgãos estaduais para discutir medidas de combate às queimadas e reduzir os impactos da fumaça.

Segundo o governador Roberto Cidade, a estratégia foi definida com foco no combate aos incêndios e no planejamento das ações prioritárias, especialmente nas áreas mais urgentes.
"Nós vamos encaminhar as diversas áreas, como eu disse, nós vamos falar no que é mais emergente e também pensar no futuro, pensar no que nós vamos precisar daqui a um mês, e as prefeituras vão participar dessa reunião. Nós temos uma central de monitoramento onde a gente identifica onde é que são os focos mais urgentes."
Na frente de combate, o governo federal mobilizou 11 aeronaves para atuar no estado. Até domingo (11), seis já haviam chegado, entre elas quatro aviões e dois helicópteros. Outras duas aeronaves da Força Aérea Brasileira também chegaram a Manaus para reforçar as operações. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, 250 brigadistas estão em campo, enquanto outros 40 estão em deslocamento.
Desde o início da temporada de incêndios, o Ibama já havia extinto 236 incêndios no Amazonas e seguia combatendo outros 22 focos ativos.
A situação também foi acompanhada no domingo pelos ministros João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente, e Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional. Os dois sobrevoaram áreas atingidas pelo fogo e acompanharam as ações de resposta.
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o Amazonas registrou 3.726 focos de calor só em setembro, quase quatro vezes o total registrado no mesmo mês do ano passado.
Enquanto as operações continuam, a orientação é reduzir a exposição à fumaça e evitar atividades físicas ao ar livre nos períodos de maior poluição. A recomendação é especialmente importante para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.
Uma onda de queimadas provocada pelo fenômeno El Niño levou à decretação de emergência pelo governo do Amazonas em 36 municípios, o que permite ajuda federal ao estado. 

Segundo a página Painel do Clima, o estado acumula mais de 7,6 mil focos de queimadas de 1º de outubro até esse domingo (11). O que representa alta de 91,38% em relação ao mesmo período do ano passado.
Manaus e o sul do estado são as regiões mais atingidas.
Os ministros João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Waldez Góes, da Integração e Desenvolvimento Regional, sobrevoaram as áreas atingidas pelos incêndios nesse domingo.
O ministro do Meio Ambiente alertou para a ocorrência de incêndios criminosos, e não apenas provocados pela prática de queimar pastagens.
"Além do fogo que vem da pastagem, nós vimos focos no meio da floresta preservada. Inúmeros focos. Esse é o agrave, porque indica claramente que são incêndios criminosos com o objetivo de degradar a floresta e buscar a derrubada na sequência".
Uma Força Tarefa foi formada pelo governo federal, envolvendo ainda o Ministério de Minas e Energia, a Defesa Civil Nacional, a Força Nacional do SUS e as Forças Armadas.
O Governo Federal confirmou o envio de 11 aeronaves e o reforço de brigadistas para o combate ao fogo. Duas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) chegaram nesse domingo a Manaus.
O ministro da Integração, Waldir Góes, defendeu que as autoridades atuem de forma integrada.
E com a piora da qualidade do ar em Manaus, com índice muito acima do que é considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a prefeitura de Manaus determinou a suspensão, desde domingo, dos eventos ao ar livre promovidos pela administração municipal.
Aulas presenciais nas universidades e rede municipal de ensino também estão suspensas.
2:20
O tempo instável prevalece em todo o país até esta terça-feira (13). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja de perigo e amarelo, de perigo potencial, para vários estados. Em outras áreas do Brasil, a previsão é de muito calor e tempo seco.
O alerta laranja de "perigo" vale para parte de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul e todos os estados da região Sul.

Já o alerta amarelo de "perigo potencial" para tempestades atinge áreas do Sul do país, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Amazonas e Acre.
A massa de ar quente e seco atua sobre parte das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além do norte da região Sudeste.
O Inmet também tem divulgado alertas para a baixa umidade do ar, que pode chegar a 12% em vários estados, o que aumenta o risco de incêndios e de problemas de saúde.
1:08Coletiva na Sala de Imprensa da Santa Sé sobre os trabalhos em andamento na conferência "Dez anos de Amoris laetitia". Padre Costa: troca franca
...Coletiva na Sala de Imprensa da Santa Sé sobre os trabalhos em andamento na conferência "Dez anos de Amoris laetitia". Padre Costa: troca franca de experiências. Os jovens no centro: como acompanhá-los em sua vocação e como ajudá-los em meio a obstáculos como a precariedade do trabalho, a dificuldade em encontrar moradia, os custos do casamento e dote, e os projetos de migração. O testemunho de uma psicoterapeuta do Líbano, que trabalha com prisioneiros de guerra: nunca palavras de condenação, a
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...No país andino, onde está programada a visita de Leão XIV de 11 a 17 de novembro, começou uma forte onda de solidariedade pela saúde do Pontífice, expressa também nas tradicionais festas religiosas deste mês de outubro, que reúnem milhares de fiéis. A professora Ruth Magali Rosas Navarro: “pedimos a Deus que conceda sabedoria e inteligência aos médicos. O Peru aguarda o Papa com grande fé, esperança e entusiasmo. Que ele continue a viajar, pois isso transforma o coração das pessoas”.

Uma das formas de se preparar é resolver questões de edições anteriores, prestando atenção nos comandos e nos contextos que envolvem os assuntos. O professor Eduardo Calbucci explica que as habilidades avaliadas em Linguagens seguem um histórico consolidado.
“A primeira orientação que a gente dá aos alunos é estudar provas anteriores. As habilidades que estão sendo exigidas pelo Enem são as mesmas há 16, 17 anos."
O professor Eli Carlos Guimarães define que a espinha dorsal da prova é a leitura e a interpretação de texto.
"Todo ano, mais de um terço das questões exige análise de gêneros textuais, como charge, artigo de opinião, resenha, canções, postagens digitais, além de variação linguística e funções da linguagem. O texto muda, mas a habilidade cobrada é totalmente previsível".
Para o estudante Pedro Augusto Rocha Rodrigues, de 18 anos, o grande volume de leitura nas questões é um dos desafios da avaliação.
"Como sempre, o Enem tem muito texto, uma coisa muito bruta para ser processada, digerida. Se você não entende o comando, não tem como você resolver a questão de uma forma adequada".
O professor Eli concorda com o Pedro e detalha que a melhor estratégia para a prova é ler primeiro o comando da questão, que fica abaixo do texto.
“Sabendo exatamente o que a banca está pedindo, você vai para o texto com um olhar focado na informação correta. Dessa forma, você economiza tempo e evita releituras desnecessárias."
Na reta final, o professor recomenda revisar funções da linguagem, variação linguística e coesão textual, com foco em conectores, como "contudo", "portanto" e "embora", entendendo como as palavras se articulam para construir o sentido do texto.
O mais importante é compreender as relações entre o contexto histórico, as ideias de uma época e as características das obras literárias, os temas. O professor exemplifica que o contexto do modernismo brasileiro e da Semana da Arte Moderna de 22 ajuda a entender a busca por novas formas de expressão que marcaram a época.
Entre os conteúdos e autores que merecem revisão, Eli destaca:
"Modernismo, principalmente a primeira e segunda fases, com Drummond, Graciliano Ramos, Cecília Meirelles, o realismo de Machado de Assis e o romantismo. Também ficar atento à literatura contemporânea, porque ela dá voz a pautas sociais, como as obras de Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus e a literatura indígena".
No Inglês, é preciso ir além da leitura tradicional de textos, como explica o professor Tiago Gentil.
"O Enem tende a empregar não somente textos e interpretação, mas a relação entre imagens, diagramas, situações do dia a dia e documentos. Não é se ater somente ao vocabulário, à gramática, mas se atentar a contextos, à mensagem global do que está sendo dito".
Segundo Gentil, poemas em Inglês têm aparecido nas edições mais recentes do exame.
Em Espanhol, um dos cuidados é com os falsos cognatos: palavras parecidas nos dois idiomas, mas com significados diferentes. Esse é o alerta do professor Júlio Manuel Sanchez Tello.
"Por exemplo: para nós, falantes da língua espanhola, algo esquisito é algo requintado, é algo saboroso, é algo delicioso. Não o esquisito de raro, de raridade e rareza como seria na língua portuguesa".
O professor comenta que a estrutura da prova de Espanhol costuma incluir dois ou três textos em espanhol e cinco questões em português, fundamentalmente para interpretação.
“Gramática pura aparece pouquíssimo. Sinônimos e antônimos aparecem dentro do contexto do próprio texto. A sintaxe é raríssima."
*Com produção de Salete Sobreira e sonoplastia de Jailton Sodré, da Rádio Nacional em Brasília.

Para crianças de quatro a sete anos, a oposição dos adultos é de 75%. Quando o assunto é ter um aparelho próprio, 52% aceitam que a criança ganhe um celular até os 12 anos de idade.
O Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais, publicado pelo governo federal no ano passado, faz recomendações sobre o tema. Entre elas, há a avaliação que crianças com menos de 2 anos não devem ser expostas a telas de celular exceto para contato com familiares por videochamada.
Neste ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que caiu o percentual de meninos e meninas de 10 a 13 anos com aparelho próprio.
A pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 88% são favoráveis a adolescentes de 13 a 17 anos de idade estarem diante de celulares. Também é maioria a percepção dos adultos (83%) que as crianças de hoje “não querem mais brincar na rua” e preferem “ficar no celular ou TV”.
Ao mesmo tempo, 73% entendem que brincar na rua é melhor para a criança do que ficar diante dessas telas.
O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que passou a valer neste ano, traz regras para para a proteção dos mais jovens. Uma das regras é que a supervisão parental foi reforçada. Menores até 16 anos somente poderão acessar redes sociais, caso a conta esteja vinculada à de um responsável legal.
A pesquisa do Instituto Locomotiva também apurou que a maioria dos brasileiros (63%) acredita que brincadeira não deveria ter gênero.
“Quando a maioria dos brasileiros diz que não existe brincadeira de menino ou de menina, isso mostra que essa ideia já ganhou espaço na sociedade”, afirmou o presidente da entidade, Renato Meirelles.
Na avaliação de Meirelles, o desafio está em transformar essa visão em prática, mas ainda persistem preconceitos. Um dos exemplos é que 36% acham errado que meninos brinquem de boneca e meninas, de carrinho. A reprovação é maior entre os homens (46%) do que entre as mulheres (27%).

O ministro conversou com a Agência Brasil após visitar a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que sofreu um incêndio de grandes proporções, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões.
"Nós acionamos a Polícia Federal, que já instaurou inquérito sobre o incêndio em Pernambuco. Mas, após as ameaças verificadas nas redes sociais, nós vamos acionar agora a Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, que atua em conjunto com o Ministério da Educação para vários eventos de ameaças na rede escolar e também ameaça de universidades", ressaltou.
Além das ameaças na UFPE, nesta quinta-feira (8), a Universidade Federal Fluminense (UFF) também informou em nota que recebeu denúncias de ameaças à instituição.
A universidade informou que se trata de conteúdos compartilhados em aplicativos de mensagens e redes sociais. As mensagens falam, por exemplo, em incendiar a universidade e agredir estudantes em atos políticos. A PF também foi acionada para este caso.
"Toda vez que a gente tem uma situação de risco, a gente aciona a Diretoria de Crimes Cibernéticos da PF e, dessa vez também, tendo em vista o que a gente encontrou no monitoramento das redes sociais e naquilo que a gente tem recebido de estudantes, reitores e professores", disse, Barchini.
"A universidade é um ambiente plural, um ambiente de manifestação política também", acrescentou.

A atualização, segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini, deve ocorrer na próxima terça-feira (13) e o objetivo é incentivar os estudantes a estudarem.
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"A gente vai colocar mais simulados, mais provas e algumas questões para o estudante fazer essa preparação final nessas semanas que estão faltando para prova", disse o ministro em entrevista à Agência Brasil.
O MEC Enem é um aplicativo de estudos com simulados de questões alternativas, correção automatizada de redação, materiais de reforço e assistente virtual, com inteligência artificial. O aplicativo foi lançado em 2025 e pode ser acessado gratuitamente.
"Os outros aplicativos que tinham sobre o Enem eram todos pagos, então, muitos dos estudantes não tinham acesso e agora com esse aplicativo também mais de 1 milhão de estudantes podem acessar para se prepararem da melhor forma para o Enem", disse Barchini.
As provas do Enem serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro. Mais de 5 milhões de estudantes estão inscritos para participar do exame.
Os resultados do Enem podem ser usados para ingressar em universidades públicas e privadas em todo o país e, também, em instituições de ensino no exterior.
Além do MEC Enem, a pasta também investiu no preparo de estudantes de baixa renda em cursinhos populares, pela Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), que tem mais de 1,5 mil cursinhos populares no país.

Em visita ao campus, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou nesta quinta-feira (8) que a obra terá início assim que for concluída a investigação sobre o incidente e estimou que isso deve ocorrer em 30 dias.
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“Houve uma perda muito grande nesse prédio em que funcionam vários laboratórios, entre eles o Nupit [Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica Suely Galdino], com pesquisas muito importantes para a Universidade Federal de Pernambuco e para o Brasil”, disse o ministro.
Segundo Barchini, o novo prédio seguirá o projeto executivo de outro campus universitário, o de Sertânia, e deve ter o dobro do espaço do edifício incendiado, com cerca de 7 mil metros quadrados. A construção está orçada em R$ 28 milhões.
O ministro afirmou ainda que os equipamentos destruídos serão recomprados e que outros ministérios que tinham investimentos no local, como o da Saúde e o dos Transportes, se comprometeram a colaborar.
“O levantamento inicial nos mostra que é algo na ordem de R$ 100 milhões em investimento, e faremos todo esse investimento”.
O ministro da Educação disse que os estudantes que tinham bolsas de pós-graduação ganharão extensão de prazo para concluir suas pesquisas.
Pesquisadores em fase final de doutorado também terão acesso a um chamamento especial para doutorado-sanduíche, no exterior, em laboratórios de países que já se comprometeram a apoiar a UFPE.
“Esses estudantes não terão prejuízo. Manterão suas bolsas e poderão finalizar suas pesquisas. Os estudantes de mestrado também poderão acionar esse programa ou fazer parte de sua pesquisa em outras universidades brasileiras”.
O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, informou que há cerca de 200 dissertações e teses em andamento nos locais atingidos pelo fogo.
Gomes disse ainda que o material que estava nos laboratórios foi inteiramente destruído pelas chamas e que não há risco de contaminação em áreas próximas, que incluem moradias estudantis da universidade.
O reitor acrescentou que a Superintendência da Polícia Federal foi acionada diante de informações de ameaças à universidade.
“É um absurdo que uma instituição pública com a tradição que tem a universidade federal seja alvo de ataques nas redes sociais. Repudiamos profundamente essa atitude. Pedimos abertura de investigação em relação às causas do incêndio e também à circulação de ameaças à nossa comunidade estudantil”, disse o reitor
O delegado regional executivo da Polícia Federal, Rodrigo Bastos, relatou que robôs e drones foram utilizados para captar imagens da área atingida pelo incêndio, para que peritos já possam iniciar os trabalhos enquanto ainda não é possível entrar no local.
“Estamos aguardando uma definição em relação à segurança do prédio para saber se os peritos podem entrar”, explicou.
Bastos afirmou que peritos do Instituto Nacional de Criminalística especializados nesse tipo de trabalho e com equipamentos próprios para o caso chegarão a Pernambuco para reforçar as investigações.
“São duas frentes: tentar identificar o que deu início ao fogo e tentar reconstituir a dinâmica dos fatos nos momentos que antecederam esses eventos”. disse o delegado.
A Polícia Federal já começou a realizar oitivas que possam ajudar a esclarecer esse segundo ponto e deve continuar a colher depoimentos nos próximos dias.

As mensagens falam, por exemplo, em incendiar a universidade e agredir estudantes em atos políticos.
A universidade diz ainda que, paralelamente, estabeleceu contato com a Secretaria de Gestão Integrada de Niterói para solicitar o reforço da segurança nos campi da universidade. Internamente, a Superintendência de Operações e Manutenção (Soma) também foi acionada para intensificar as medidas de segurança no âmbito da instituição.
"A UFF acompanha a apuração em articulação com os órgãos responsáveis e permanece à disposição para colaborar integralmente com as investigações. Seguimos atentos à situação, pautando nossa atuação pela agilidade e responsabilidade, para garantir a segurança de toda a comunidade universitária, a preservação da vida e a proteção do patrimônio público", diz nota divulgada pela universidade.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o reitor em exercício Fabio Passos disse que as ameaças começaram nessa quarta-feira (7). "Nossos estudantes têm feito manifestações pacíficas sobre a situação eleitoral atual e fazem essas manifestações dentro do direito constitucional", afirmou.
Saiba mais sobre os protestos estudantis no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
A Polícia Federal também foi acionada para investigar um incêndio de grandes proporções que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na noite dessa quarta-feira.
Segundo a PF, o objetivo do inquérito policial é “apurar todas as circunstâncias e causas prováveis”. O reitor da instituição, Alfredo Gomes, estima que as chamas tenham causado prejuízo de R$ 100 milhões.

A inscrição automática no Enem 2026 contemplou os estudantes concluintes do ensino médio da rede pública em 2026, pela primeira vez. O procedimento foi realizado com base nos dados enviados pelas redes de ensino ao Ministério da Educação (MEC).
A prova de língua estrangeira possui cinco questões de múltipla escolha, com foco na interpretação e compreensão de textos.
Para reforçar os estudos e adquirir vocabulário, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza gratuitamente a plataforma MEC Idiomas. A ferramenta digital oferece aulas gratuitas de inglês e espanhol do nível básico ao avançado.
A retificação do edital publicada nesta quarta-feira (7) determina que o participante inscrito de forma automática deverá também preencher o Questionário Socioeconômico.
Para preencher o questionário socioeconômico do Enem 2026, o candidato deve acessar a Página do Participante do exame. É preciso usar a senha da plataforma Gov.br.
O formulário online – com cerca de 23 a 25 perguntas obrigatórias – mapeiam a realidade social, econômica e educacional dos participantes.
Os dados fornecidos não podem ser alterados.
Somente quem preencher o Questionário Socioeconômico terá acesso à visualização de seu local de prova, em data a ser divulgada pelo Inep.
As provas serão aplicadas em dois domingos de novembro, nos dias 8 e 15, no turno da tarde.
O primeiro dia do Enem terá duração de 5 horas e 30 minutos. Neste dia, os candidatos farão a redação e os exames de linguagens (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação), códigos e suas tecnologias e ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia) e suas tecnologias.
No segundo dia, os estudantes farão provas de ciências da natureza e suas tecnologias (biologia, química e física) e matemática. Os participantes terão 5 horas para fazer as provas.
Saiba tudo sobre o exame no Guia do Enem, disponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC).

Rafaela de Araújo Caldas, de 17 anos, tem optado pela revisão de conteúdos. Estudante do 3º ano de uma escola pública do Gama, cidade do Distrito Federal distante 35 km do centro de Brasília, ela fará o Enem pela primeira vez e quer conquistar a vaga em um curso superior na área de computação.
“Dou foco em ver como funciona a prova, vendo os padrões das questões e o que vai ser mais importante estudar, agora, nessa reta final."
O foco da jovem também está na prova de redação. “Conheço alguns repertórios que o cursinho disponibilizou em uma lista. Mas, preciso ver o que usar e o que vai se encaixar no tema da prova.”
A redação do Enem exige a produção de um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhsd em modalidade escrita formal da língua portuguesa. O participante deve estar preparado para escrever em defesa de seu ponto de vista a respeito do tema proposto que pode ser de ordem social, científica, cultural ou política.
Para ajudar os participantes, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza aos participantes uma cartilha específica que explica como é a prova de redação e os critérios de correção.
Diogo Andrade é professor de língua portuguesa e espanhola da escola onde Rafaela estuda, o Centro de Ensino Médio 1 do Gama, apelidado de CG (Colégio do Gama).
Com a experiência de quem leciona há 14 anos, o docente considera ainda ser possível se preparar para o Enem nos 30 dias restantes.
“Mesmo com acúmulo enorme de conteúdos não vistos, agora, o importante é pegar firme nos simulados de provas, trabalhar na resolução de questões de edições passadas do Enem e a partir de possíveis dificuldades, deve-se buscar os conteúdos de maior recorrência histórica na prova”, destacou.
O professor relata que diante da amplitude, complexidade e concorrência nacional do Enem, a escola tem preparado os estudantes por meio de provas multidisciplinares bimestrais que simulam as regras e a logística real do dia do exame.
“Criamos um ambiente que simula o dia da avaliação, misturamos os alunos, os alocamos em uma sala distinta da que eles estão habituados a estudar. Depois, eles preenchem o gabarito das questões objetivas com caneta preta e a prova de redação também será corrigida e comentada pelos professores de língua portuguesa, com os critérios do Enem.”
Uma inovação da unidade é a gravação de podcasts educativos em série sobre temas do exame.
“Produzimos conteúdos sobre filosofia nos exames de seleção. O próximo episódio está sendo gravado para focar na redação. E já temos em vista um episódio sobre a questão racial e sobre a latinidade.”
Especificamente sobre a prova de redação, Diogo estimula os alunos a dominarem o tema e os alerta para evitar a facilidade das "fórmulas prontas" da internet por funcionarem apenas como atalhos e que podem virar uma armadilha porque não enganam os avaliadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
“O corretor da banca está atento a esse tipo de manobra e, por isso, sabe quando o candidato, de fato, domina o tema e não está, simplesmente, repetindo uma fórmula ou algo pronto que já encontrou feito na internet.”
Nas provas objetivas, diante de questões que o estudante não sabe a resposta, Diogo Andrade desaconselha deixá-las em branco, mas, também, reprova os planos de chutar.
O professor lembra que o Enem adota a Teoria de Resposta ao Item (T.R.I), metodologia de cálculo da nota das provas objetivas que analisa cada pergunta do exame conforme seu grau de dificuldade e a coerência entre as respostas dos candidatos.
A instituição de ensino ainda prevê a realização de aulões de revisão entre o fim de outubro e o início de novembro.
O estudante Gabriel Queiroz, de 18 anos, fez o Enem no ano passado na condição de treineiro apenas para testar conhecimentos e ganhar experiência. “Ajudou a compreender a logística e a gestão de tempo por questão”.
Agora, o aluno quer aproveitar o que o Centro de Ensino Médio 1 do Gama tem oferecido para se preparar melhor para edição deste ano que vale uma vaga no ensino superior, se for bem nas provas. Na visão dele, matemática é a área do conhecimento que representa o maior desafio.
Gabriel dedica cerca de 8 a 9 horas diárias aos estudos, utilizando videoaulas no YouTube e resolvendo questões de edições anteriores. Nos finais de semana que antecedem a prova, ele planeja intensificar a carga horária. Mas sem descuidar do seu emocional.
“A prova é extensa e preciso ter controle emocional. Mas também na questão de conteúdo é importante prestar atenção às aulas e colocar em prática as matérias aprendidas para almejar uma nota maior”.
O jovem sabe o que quer com o bom desempenho: ingressar no curso de licenciatura em língua portuguesa. Ele conta o que o motiva. “A literatura é uma paixão minha desde criança. Há ainda a questão de querer contribuir para o aprendizado de outras pessoas.”
Os inscritos no Enem podem conferir todas as orientações oficiais sobre as provas, tutoriais de preparação para o exame e cronogramas de todo o processo em um único site - o Guia do Enem - lançado pelo Ministério da Educação (MEC).

O novo edital que estabelece o cronograma e as regras para o processo do Fies 2026/2 foi publicado na quarta-feira (30) pelo Ministério da Educação (MEC).
O termo de adesão deverá ser assinado eletronicamente pelo representante legal da mantenedora. Todos os procedimentos necessários, desde a assinatura até a emissão do termo de participação, deverão ser realizados exclusivamente por meio do Sistema Informatizado do Fies, o Sisfies. O acesso exige o login único do portal Gov.br.
Entre as informações que devem ser prestadas pelas mantenedoras de instituições neste documento estão a quantidade de vagas para cada curso e seus respectivos turnos, além dos valores das semestralidades escolares de cada um dos períodos/semestres que compõem o curso.
As mantenedoras participantes deverão oferecer, no mínimo, seis vagas por curso, turno e local. As informações devem estar descritas no termo de participação formalizado pela faculdade.
Além do termo de adesão ao Fies, as mantenedoras devem ter o termo de adesão válido ao Fundo Garantidor do Fies (FG-Fies), destinado à concessão de financiamento aos estudantes.
De 8 a 14 de outubro (no horário de Brasília), as mantenedoras das instituições de educação superior poderão fazer a retificação dos termos de participação no Fies.
A partir das informações prestadas pelas mantenedoras, a seleção de vagas será realizada pelo Ministério da Educação (MEC).
Por fim, entre 4 e 6 de novembro, as faculdades deverão fazer o registro de aproveitamento acadêmico dos universitários inscritos.
Para os estudantes, as inscrições são gratuitas e ocorrerão entre os dias 26 de outubro e 3 de novembro, exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Fies. O acesso ao sistema é feito com o login da conta Gov.br.
Vale destacar que a oferta de vagas remanescentes do Fies será destinada exclusivamente aos candidatos em condições de atingir a frequência mínima exigida.
Os demais critérios para inscrição são:
· ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos nas cinco provas e nota acima de zero na redação;
· ter renda familiar mensal bruta por pessoas de até três salários mínimos.
O candidato deve preencher os dados solicitados e escolher até três opções de curso superior, instituição e turno, conforme a oferta disponível.
As vagas remanescentes destinam-se exclusivamente à contratação do financiamento no segundo semestre letivo deste ano, sem possibilidade de extensão do prazo.
A divulgação do resultado da chamada única dos pré-selecionados está prevista para 16 de novembro.

Na ferramenta virtual, o participante deve consultar o Cartão de Confirmação de Inscrição, dentro da Página do Participante, para ter acesso ao local de prova.
Puderam solicitar a reaplicação os inscritos que foram afetados por problemas logísticos durante a aplicação do exame ou tiveram, na semana que antecedeu as provas, uma das doenças infectocontagiosas previstas no edital.
No primeiro dia, terça-feira (6), será realizada a reaplicação das provas do ensino fundamental. Já no segundo dia, quarta-feira (7), será realizada a reaplicação das provas do ensino médio.
O Encceja é destinado a jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade apropriada e possibilita a retomada da trajetória escolar. A participação é voluntária e gratuita.
Desde 2002, o exame, realizado pelo Inep, representa uma oportunidade para quem busca a certificação do ensino fundamental e do ensino médio.
As provas avaliam competências, habilidades e saberes desenvolvidos no processo escolar ou extraescolar.
Além de permitir a certificação deste público, as secretarias de Educação e os institutos federais usam os resultados como parâmetro para a certificação dos participantes em nível de conclusão do ensino fundamental e do ensino médio.
