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Em breve um acervo de revistas do século XX. (Saiba mais)
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As tempestades e os ventos fortes devem continuar nos próximos dias no Rio Grande do Sul e se estender para os outros estados da Região Sul.

O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta vermelho de grande perigo para tempestades em 708 municípios nos três estados do sul do país.
A chegada de uma frente fria aumenta o risco de temporais. Há possibilidade de formação de supercélulas, tempestades que podem provocar ventos intensos, granizo e, até, tornados.
A previsão é de chuva superior a 100 milímetros no dia, com possibilidade de acumulados acima de 60 milímetros em apenas uma hora, além de ventos acima de 100 quilômetros por hora.
O alerta abrange áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, incluindo as regiões Metropolitana de Porto Alegre, Noroeste e Nordeste gaúchos, Oeste, Serra, Vale do Itajaí e Grande Florianópolis, e partes do Oeste, Sudoeste, Noroeste, Centro-Sul e Norte paranaenses.
Em Pelotas, a polícia Civil confirmou a morte de um motociclista. Ele teria colidido com um fio que atravessava a rua. O óbito foi relacionado aos eventos do temporal e passou a ser contabilizado pela Defesa Civil entre os danos humanos.
Na cidade de Caxias do Sul, na Serra gaúcha, Três pessoas que estavam em um carro foram arrastadas pela enxurrada e estão desaparecidas. No bairro De Lazzer, um homem foi levado pela água enquanto limpava uma galeria. O Corpo de Bombeiros segue com as buscas nos dois casos.
A Defesa Civil alertou que as chuvas das últimas 12 horas elevaram o nível de rios e arroios na região hidrográfica do Rio Guaíba, com risco de alagamentos, enxurradas e extravasamento de rios.
O Inmet orienta a população a procurar abrigo durante os temporais, evitar permanecer ao ar livre e desligar aparelhos elétricos. Em caso de emergência, os telefones são 199, da Defesa Civil, e 193, do Corpo de Bombeiros.
2:26Atualmente, 25% da Mata Atlântica é de vegetação secundária – que cresceu em áreas que já haviam sido desmatadas. É o que apontam os dados do MapBiomas, divulgados nesta segunda-feira (21), que acompanha as transformações do bioma desde 1985. De acordo com o levantamento, foi justamente essa vegetação secundária a que mais perdeu espaço nos últimos anos: 60%. É o que explica a pesquisadora da equipe Mata Atlântica do MapBiomas, Natalia Crusco.

"A maior participação da vegetação secundária na supressão está relacionada com a maior disponibilidade dessas áreas no território hoje em dia. A Mata Atlântica é um bioma historicamente muito ocupado e fragmentado. E grande parte dessas áreas que hoje apresentam vegetação secundária já passaram por algum processo de conversão no passado."
Por outro lado, essa perda de vegetação nativa da Mata Atlântica apresenta uma “tendência de queda ao longo da série histórica”. Natalia Crusco explica que o principal responsável pela “supressão” da área nativa é a agropecuária, que se expandiu ainda mais sobre a vegetação secundária nos últimos anos.
"A supressão da vegetação nativa está relacionada principalmente à conversão de áreas naturais para uso agropecuário. Mas uma dinâmica importante dentro do bioma é que a expansão da agricultura vem ocorrendo sobre áreas que antigamente eram áreas de pastagem e hoje são áreas ocupadas pela agricultura."
Para se ter uma ideia, a agropecuária, atualmente, ocupa cerca de duas vezes mais espaço no bioma do que a própria vegetação nativa. Entre as produções que mais ganharam espaço na área da Mata Atlântica, estão soja, cana-de-açúcar e café.
A pesquisadora do MapBiomas também destaca a importância de leis que ajudam a proteger o bioma, como a lei da Mata Atlântica.
"Um instrumento legal importante para a preservação e a conservação do bioma. É um bioma muito fragmentado, com menor cobertura nativa entre todos os biomas. Toda a vegetação é muito importante para que ele seja preservado. Então, qualquer perda de vegetação, seja ela primária ou secundária, tem um impacto muito grande dentro do bioma."
Os dados ainda mostram a invasão das cidades no bioma. Entre 1985 e 2025, as áreas urbanizadas da Mata Atlântica mais que dobraram. Esse é outro tipo de ação humana que atinge esse bioma.
No Brasil, a Mata Atlântica se estende, principalmente, por todo o litoral, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Atualmente, possui pouco mais de 12% de toda a floresta original.
2:54Os pesquisadores do Observatório da Torre Alta da Amazônia, o ATTO, estão monitorando os impactos do fenômeno El Niño sobre uma área de floresta primária preservada na Amazônia.

Os cientistas acompanham indicadores como volume de chuva, temperatura e umidade do ar, além da temperatura e da umidade do solo.
Os dados são captados por instrumentos instalados em uma torre de 325 metros de altura; localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, a cerca de 150 quilômetros de Manaus.
Os resultados coletados apontam uma intensificação das condições de calor e seca na região. Em setembro, a temperatura da floresta chegou a ficar 2,4 graus Celsius acima da média registrada nos últimos 14 anos para o mesmo período.
A redução das chuvas também chama a atenção. Em julho, foram registrados apenas 21 milímetros de precipitação, volume 73% menor que a média histórica. Em agosto, o índice permaneceu no mesmo patamar. Já em setembro, até o momento, foram registrados apenas 2 milímetros de chuva, uma queda de quase 66%.
A umidade relativa do ar também apresentou redução significativa e ficou abaixo dos níveis normalmente observados para esta época do ano. No solo, o cenário é semelhante. A temperatura permanece acima da média desde janeiro, enquanto a umidade nas camadas superficiais segue em níveis baixos.
Segundo o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Cléo Quaresma, os efeitos mais evidentes do El Niño começaram a ser percebidos a partir de julho, com o início da estação seca.
O monitoramento busca entender como a combinação de menos chuva e temperaturas mais elevadas pode afetar o funcionamento da floresta. A principal preocupação dos pesquisadores é a possibilidade de mudanças profundas, alterando processos como as trocas de carbono e água com a atmosfera.
O observatório já registrou efeitos semelhantes durante episódios anteriores do El Niño, especialmente nos períodos de 2015 a 2016 e de 2023 a 2024. O acompanhamento atual deverá ajudar a compreender como a floresta responde a eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.
3:14A sessão que iria avaliar, na próxima quarta-feira (23), a atuação do ministro André Mendonça nas investigações do caso Master foi cancelada. O despacho foi assinado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, nesta quinta (17). 

De acordo com o documento, na sessão que iria discutir a possibilidade de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, na última terça, foi levantada questão de ordem para reunir o julgamento dos dois casos em um só, além de outros pontos da tramitação que foram debatidos.
Um relatório da Polícia Federal identificou mensagens de Daniel Vorcaro, dono do Master, para Moraes. A votação foi interrompida após o ministro Flávio Dino pedir vista. Com isso, não há previsão para o julgamento ser retomado, já que o ministro tem 90 dias para devolver o voto.
Dessa forma, a petição sobre André Mendonça acabaria sendo avaliada enquanto a questão de ordem ainda está pendente. Assim, uma nova data vai ser definida depois que o Plenário do Supremo definir sobre as questões de ordem levantadas.
1:00O bispo de Cuernavaca e presidente da Conferência episcopal, dom Ramón Castro Castro, expressa sua dor e consternação pelo assassinato do
...O bispo de Cuernavaca e presidente da Conferência episcopal, dom Ramón Castro Castro, expressa sua dor e consternação pelo assassinato do sacerdote, pároco da comunidade de Santa Cruz em Huejutla de Reyes, no norte de Hidalgo. “Pedimos que o Estado se comprometa a fortalecer as capacidades de prevenção, investigação e ação penal, bem como a garantir justiça e assistência às vítimas, reconstruindo também o tecido social”. Nos últimos anos, vários padres e leigos foram assassinados
O secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais participou na noite desta segunda-feira (21/09) da apresentação do
...O secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais participou na noite desta segunda-feira (21/09) da apresentação do livro “Perdoemos e peçamos perdão”, que reúne as contribuições do congresso realizado na Pontifícia Universidade Gregoriana por ocasião do sexagésimo aniversário da histórica mensagem do episcopado polonês aos bispos alemães, de 18 de novembro de 1965.
O encontro on-line intitulado “Mesmo uma só destas crianças” está sendo organizado pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano
...O encontro on-line intitulado “Mesmo uma só destas crianças” está sendo organizado pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (DSSUI) e aprofunda o tema escolhido pelo Papa para o 112º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 27 de setembro. O webinário, porém, é nesta quinta-feira, 24 de setembro, em modalidade on-line, gratuito, e em várias línguas.

Na ferramenta, o material pedagógico produzido pelo MEC estão no formato de textos e de vídeos.
Com o conteúdo organizado, os estudantes podem acessar no Guia do Enem o material de apoio que contribui para sua rotina de estudos, conforme as necessidades individuais.
De acordo com o MEC, os destaques da nova página são as dicas de professores, orientações sobre métodos de estudo e vídeos com orientações sobre os procedimentos e a aplicação das provas.
Há também uma área de acesso gratuitos a aplicativos da pasta para dispositivos móveis, a partir do cadastro no portal Gov.br. São eles:
O catálogo digital está estruturado em 26 temas, voltados a democratizar o acesso à leitura.
Além das dicas de professores, o novo documento ainda abre espaço para os chamados enemzeiros, que são os participantes do exame de diversas partes do país que compartilham a rotina de estudos, desafios, sonhos e expectativas sobre o exame.
Outro espaço é o Alunos Nota Mil, que traz as trajetórias de participantes que alcançaram a nota máxima na prova de redação em edições anteriores do Enem.
Para entender melhor o funcionamento do concurso e esclarecer dúvidas, o MEC compartilha a série Bastidores do Enem, com episódios sobre a organização e a para o exame nos meses que antecedem as provas.
Entre os temas, estão a elaboração das 180 questões; a produção dos cadernos de prova com o nome do estudante impresso; e a distribuição dos inscritos por local de aplicação das provas.
Além disso, a série também direciona os inscritos para a Página do Participante, no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia responsável pela realização do Enem.
Pelo Guia do Enem, os internautas também podem acompanhar as notícias oficiais do Ministério da Educação (MEC) somente sobre o Enem.
O guia redireciona o participante ao site para ficar por dentro de novidades, orientações, prazos do exame e demais informações para esclarecer dúvidas.
O Exame Nacional do Ensino Médio é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições de ensino de Portugal que têm convênio com o Inep.
Os estudantes que ainda não concluirão o ensino médio neste ano podem fazer as provas na condição de “treineiros” para testar seus conhecimentos e ver como o exame funciona.
Desde a edição de 2025, o Enem também voltou a certificar a conclusão do ensino médio para os candidatos com 18 anos de idade completos que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Pela primeira vez, em 2026, o Enem também será adotado como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, o que amplia seu papel no acompanhamento das políticas educacionais.

Os beneficiários que cursam a educação de jovens e adultos (EJA) também recebem agora a parcela de aprovação no segundo semestre do ciclo EJA.
O valor é de R$ 200 para os estudantes do ensino regular, e de R$ 225 para os da EJA.
Neste período, também poderão ser pagas parcelas de matrícula de 2026 e de frequências de meses anteriores para estudantes que tenham informações enviadas ou corrigidas pelas redes de ensino.
A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos. Entre eles, estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
Em 2026, é preciso que as famílias dos estudantes tenham cadastro ativo no CadÚnico até a data-base de 7 de agosto de 2026. A atualização do CadÚnico tem validade de 24 meses. Também é preciso que a renda familiar seja de até meio salário mínimo por pessoa.
Além disso, os alunos precisam ter entre 14 e 24 anos, no ensino médio regular, ou entre 19 e 24 anos, na EJA.
O estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular e manter frequência escolar em pelo menos 80%.
Caso a frequência do estudante fique abaixo de 80% em algum momento do ano letivo, os valores das parcelas referentes a esses meses ficarão retidos.
Quando o beneficiário voltar a apresentar uma frequência igual ou superior ao mínimo exigido, poderá receber os recursos bloqueados.
No ensino médio regular, os estudantes recebem até nove parcelas de frequência por ano, no valor de R$ 200. Já no ensino médio da EJA, são até quatro parcelas por semestre, totalizando até oito parcelas de frequência por ano, cada uma delas de R$ 225.
O Pé-de-Meia é o programa federal de incentivo financeiro-educacional, na modalidade de poupança, voltado à permanência escolar e à conclusão dos estudos por alunos matriculados no ensino médio público. O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil.
O beneficiário do Pé-de-Meia ainda recebe R$ 1 mil ao final de cada ano letivo do ensino médio regular concluído. O valor só pode ser retirado da poupança após a formatura no ensino médio.
Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.
O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login e senha da plataforma digital Gov.br.
Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa por meio da página eletrônica de Perguntas Frequentes do Pé-de-Meia, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa, incluindo critérios para participar, formas de consultar o benefício, calendário de pagamentos, perguntas frequentes e passo a passo sobre a liberação de movimentação da conta para menores de idade.
Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco, no telefone 0800-616161.

O Ministério da Educação (MEC) orienta que os inscritos nesta edição acompanhem a própria classificação, por curso e turno de cada local de oferta do ensino, no endereço eletrônico do Fies Seleção. Para o acesso, deve ser usada a conta do portal Gov.br.
Se o candidato for pré-selecionado na lista de espera, deverá complementar as informações da inscrição na página do Fies, em até três dias úteis, a contar da data de sua convocação.
Na sequência, o estudante deverá validar sua documentação na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição privada de educação superior para a qual foi pré-selecionado.
De acordo com o edital, os estudantes devem apresentar:
O prazo para a validação na CPSA da faculdade é de cinco dias úteis, contados a partir do dia da complementação das informações de inscrição.
Após o aceite da documentação, o estudante deve se dirigir a uma agência bancária do agente financeiro do programa, a Caixa Econômica Federal, para validação do novo contrato de financiamento pelo banco público.
Nesta edição, foram disponibilizadas 75,5 mil vagas, distribuídas em 1.274 instituições privadas de educação superior, para ingresso em 28.741 cursos e turnos.
O processo seletivo teve 127.175 inscritos, que realizaram 315.431 inscrições, já que cada candidato pode escolher até três opções de curso.
O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
Os pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social poderão financiar até 100% dos encargos educacionais, o que cobre integralmente os valores das mensalidades.
Tanto no Fies quanto no Fies Social, há a reserva de vagas para os seguintes perfis: pessoas com deficiência (PCD), indígenas, quilombolas e autodeclarados pretos e pardos.
Anualmente, o Fies realiza dois processos seletivos regulares, um para cada semestre, além de processos seletivos para vagas remanescentes.
Se ainda tiver dúvidas, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.

Para os alunos concluintes, a PND é considerada a avaliação teórica obrigatória do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, por sua vez, é um pré-requisito para a obtenção do diploma do curso de graduação.
Neste ano, a PND contemplará 21 áreas de avaliação: Artes Visuais, Biologia, Ciências da Natureza, Ciências Sociais, Computação, Dança, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras Espanhol, Letras Português, Letras Português e Espanhol, Letras Português e Inglês, Letras Inglês, Matemática, Música, Química, Pedagogia e Teatro.
Os portões nos locais de prova da PND serão abertos em todo o país às 12h e fechados às 13h (no horário de Brasília). A prova começa às 13h30 e termina às 19h.
As provas são compostas por uma parte de Formação Geral Docente, com 30 questões objetivas e uma discursiva, e 50 questões objetivas de componente específico da área escolhida.
A nota geral varia de 0 a 100 pontos. A parte objetiva corresponde a 80% da nota, enquanto a questão discursiva representa os outros 20%.
O Cartão de Confirmação da Inscrição pode ser acessado pelo Sistema PND. O documento também mostra o local de aplicação do exame. Será necessária a apresentação de documento oficial com foto, físico ou digital. Documentos digitais devem ser apresentados no aplicativo oficial do Gov.br.
Para o preenchimento da prova só será permitida a caneta esferográfica de tinta preta em material transparente. Outros materiais e cores não serão aceitos.

Os docentes que fariam a prova no Colégio Estadual Astolpho Macedo de Souza, no bairro São Basílio Magno, agora terão que fazer o exame na Escola Municipal Hilda Romanzini de Melo, que fica na Praça Coronel Amazonas, 100, no Centro.
Segundo o Inep, a mudança ocorreu devido à necessidade de uso dos dois colégios estaduais, onde originalmente seria aplicada a prova, para abrigar a população afetada pelos recentes eventos climáticos locais.
A orientação é que todos os participantes consultem novamente seu cartão de confirmação de local de prova no Sistema PND para verificar as informações atualizadas.
Outra ação obrigatória antes da realização da prova é responder ao questionário da PND até as 23h59 deste sábado (19). O preenchimento é obrigatório para que o participante possa visualizar o local onde realizará a prova neste domingo (20).
Os portões dos locais de prova abrem às 12h (horário de Brasília) e fecham às 13h (também no horário de Brasília), simultaneamente em todo o país. O exame começa às 13h30 e termina às 19h.
De acordo com o Inep, é obrigatória a apresentação de documento oficial com foto, físico ou digital. Documentos digitais devem ser apresentados no aplicativo oficial do Gov.br. Só é permitido o uso de caneta esferográfica de tinta preta feita com material transparente. Outros materiais e cores não serão aceitos.

Silva analisou as informações de mais de 6 mil exoplanetas já descobertos até agora, a partir de um banco de dados da Nasa, a agência espacial estadunidense. Ele examinou informações como raio, densidade e distância em que orbitam em relação à estrela.
“A zona de habitabilidade é uma zona que possibilita a água líquida porque não é nem tão quente, mais próximo da estrela, e nem tão frio, para longe da estrela. Então é a zona perfeita. A gente chama de Goldilocks Zone, a Zona dos Cachinhos Dourados”, explica Silva.
Por fim, estimou as características da atmosfera, além da pressão e temperatura da superfície. Silva, então, elencou os oito exoplanetas mais parecidos com o nosso, portanto, com maiores possibilidades de possuir água em estado líquido e sustentar vida.
“A Terra é o único exemplo que a gente vai ter, por enquanto, para se definir vida, para se definir quais são as características necessárias para se ter água líquida”, afirma o pesquisador, que apresentou seu trabalho nesta semana, na 6ª edição do Astrobion, evento sobre astrobiologia organizado pelo Observatório Nacional, no Rio de Janeiro.
Dos oito exoplanetas, o mais parecido com a Terra é chamado de GJ 1002b, que, segundo a pesquisa do Observatório Nacional, tem 98% de similaridade com o nosso planeta.
Descoberto em 2022, o GJ 1002b, localiza-se a 16 anos-luz do nosso planeta (ou seja, a luz leva 16 anos para fazer o trajeto entre os dois planetas). Ele orbita uma estrela anã-vermelha (tipo M), que é mais fria que o Sol. Cada volta em torno da estrela, leva apenas 10 dias.
“A gente está buscando um planeta que tenha condições similares à Terra. Mas isso não quer dizer que seja o único lugar possível de ter vida no universo, porque podem existir outras formas de vida que a gente ainda não conheça e que precisem de características químico-físicas diferentes”, ressalta o professor Marcelo Borges Fernandes.
A possibilidade de haver vida fora da terra é parte do imaginário popular há séculos. Na Grécia Antiga, pensadores já especulavam sobre a possibilidade de haver vida na Lua. A busca por organismos extraterrestres ganhou força com o início da corrida espacial, entre os anos 50 e 60.
Nas primeiras décadas, no entanto, a busca se focou em nosso Sistema Solar, em especial naqueles corpos celestes mais próximos da Terra, como a própria Lua e o planeta Marte, e na recepção de sinais enviados por eventuais civilizações extraterrestres.
Em 1992, no entanto, os primeiros exoplanetas, chamados de Poltergeist e Phobetor, foram descobertos. De lá para cá, foram mais de 6 mil descobertas na nossa galáxia, elevando assim o número de locais onde a vida pode ter se desenvolvido.
A busca por vida nesses locais, no entanto, é uma tarefa difícil, uma vez que todos eles estão a anos-luz da Terra, o que inviabiliza, pelo menos com a tecnologia existente, que sejam visitados. O estudo desses exoplanetas é feito por meio de observações intermediadas pela estrela à qual eles orbitam.
A forma de verificar a possível existência de vida nesses casos é através do exame da atmosfera desses exoplanetas. Telescópios, como o James Webb, possuem equipamentos que analisam as ondas de luz emitidas pela estrela quando o planeta está transitando em frente a ela. Esses aparelhos conseguem perceber as variações ocorridas quando elas interagem com a atmosfera do exoplaneta, já que cada substância química tem sua própria marca.
“Com alta resolução espectral, você pode ver se existe uma atmosfera, determinar a composição química da atmosfera e, com isso, você vai juntando cada pecinha do quebra-cabeça de forma tentar definir se aquele planeta pode ter condições ideais para existência da vida ou não”, explica Fernandes.
O que os cientistas que buscam vida fora da Terra, os chamados astrobiólogos, buscam são as chamadas bioassinaturas. São substâncias ou uma combinação delas que, na Terra, são comumente produzidas pela ação de mecanismos biológicos, como é o caso da coexistência dos gases metano e oxigênio.
Recentemente um estudo liderado pela Universidade de Cambridge analisou a atmosfera do exoplaneta K2-18b e encontrou sinais de metano e dióxido de carbono. Também foi detectada uma assinatura que poderia ser sulfeto de dimetila (DMS), uma molécula que, na Terra, é produzida apenas por seres vivos, como os fitoplânctons.
Como este é um planeta que tem probabilidade de ser coberto por um oceano de água global, veículos de imprensa noticiaram que cientistas haviam descoberto sinais de vida em um planeta distante.
O problema é que muitas das bioassinaturas, inclusive as substâncias encontradas em K2-18b, poderiam ser produzidas também por meios abióticos, como processos geológicos ou radiação.
“A gente tem que ter sempre muito cuidado para analisar isso e comparar com o único exemplo que a gente tem, que é a Terra, para saber se a única explicação seria uma fonte de vida ou se pode ser de fontes geológicas ou atmosféricas não ligadas à vida, que reproduziriam aquela possível bioassinatura”, ressalta Fernandes.
De acordo com o pesquisador do Laboratório Analítico de Astrobiologia da Nasa José Aponte, encontrar bioassinaturas de forma isolada no espaço não é sinal inequívoco de vida. "Nenhuma análise, por si só, pode garantir uma confirmação definitiva [da existência de vida]. É preciso haver mais de uma linha de evidência para que isso aconteça".
Aponte destaca que a combinação de três aspectos pode ser um forte indicador de que aquelas bioassinaturas são mesmo produzidas por seres vivos. O primeiro seria a repetição de moléculas no ambiente. "Se aquela molécula se repete exaustivamente e isso é consistente depois de várias medições, isso poderia representar uma bioassinatura".
A segunda linha de evidências seria a predominância de um tipo de quiralidade. Moléculas quirais são aquelas que têm a mesma estrutura química, mas não são exatamente iguais. Algumas desviam a luz para a esquerda e outras, para a direita. Um bom exemplo para explicar isso são as mãos esquerda e direita. Elas são a imagem espalhada uma da outra, mas se formos sobrepô-las (ambas com as palmas para baixo), elas não se encaixam.
Na Terra, os organismos usam quase que exclusivamente os aminoácidos de configuração L (ou seja, são como nossa mão esquerda), salvo poucas exceções. Já os açúcares são praticamente todos de configuração D (isto é, como a mão direita). "Então uma segunda linha de evidência seria encontrar a predominância de um tipo de molécula quiral [no lugar investigado]".
E a terceira linha de evidências seria a análise de isótopos, isto é, elementos químicos que têm massas diferentes. Na Terra, a vida tem preferência pelos isótopos mais leves, como o carbono 12, em vez do carbono 13, e pelo hidrogênio em vez do deutério (isótopo mais pesado do hidrogênio).
"Bioassinaturas em outros lugares também poderiam ser ricas nos isótopos mais leves. Então, não se trata apenas de encontrar uma única molécula, mas sim de encontrar mais de uma linha de evidência combinada", explica o pesquisador da Nasa.
Mesmo aquelas moléculas orgânicas que são chamadas de ingredientes da vida, como os aminoácidos ou as bases nitrogenadas que formam nosso código genético, não podem ser consideradas provas da existência de vida extraterrestre.
Aponte é parte do grupo de cientistas que analisou amostras de rochas coletadas por uma sonda no asteroide Bennu, que orbita próximo à Terra. Dezenas de moléculas orgânicas foram detectadas no corpo celeste, entre elas os três componentes dos ácidos nucleicos: fosfatos, o açúcar ribose (que é parte da estrutura do RNA, o ácido ribonucleico) e as cinco bases nitrogenadas que formam os nucleotídeos de todos os seres vivos: adenina, guanina, citosina, timina e uracila.
Também foram detectados, nada menos que 14 dos 20 aminoácidos usados na produção de proteínas pelos organismos terrestres, inclusive o triptofano, que nunca havia sido observado em amostras extraterrestres.
Nada disso, no entanto, é sinal de vida extraterrestre, já que essas moléculas podem ter sido formadas de forma abiótica pela ação de radiação ou de reações químicas em um ambiente aquoso, há centenas de milhões de anos.
“No caso de encontrarmos um composto do tipo nucleotídeo ou uma cadeia de RNA, a história é outra. Isso poderia ser uma evidência mais robusta, porque moléculas como essas são muito frágeis e se decompõem muito rapidamente em termos geológicos”, afirma Aponte.
Apesar das dificuldades para se localizar vida fora da Terra, há grandes expectativas em relação a futuras missões não tripuladas dentro do próprio Sistema Solar, como a Europa Clipper, que deve chegar, em 2030, a Europa, satélite que orbita Júpiter. Há indícios de que, sob a crosta de gelo dessa lua joviana, exista um oceano de água salgada, que pode ter condições de abrigar vida.
Outra missão, a Dragonfly, deverá ser lançada em 2028, rumo a Titan, uma das luas de Saturno, que possui uma atmosfera possivelmente rica em nitrogênio, além de metano em forma líquida em sua superfície. O robô, que tem o mesmo nome da missão, deve chegar a Titan em 2034 e buscará indicadores químicos de vida baseada em água ou em hidrocarbonetos, como o metano.
Há expectativas também em relação a outra lua de Saturno, Enceladus, que, assim como Europa, também pode abrigar um oceano sob sua crosta de gelo; e a Marte, onde há calotas de gelo e possivelmente reservatórios subterrâneos de água.

Os participantes surdos ou com deficiência auditiva, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou com dislexia também contam com versões do documento que trazem orientações específicas a estes públicos, no mesmo endereço eletrônico.
As provas do Enem 2026 serão aplicadas nos domingos 8 e 15 de novembro. A redação integra o primeiro dia de aplicação do exame, em todo o país.
A publicação reúne recomendações gerais e orientações do Inep para auxiliar os participantes na preparação para a prova de redação.
O conteúdo esclarece qual é a Matriz de Referência da redação. Traz também exemplos, acompanhados de comentários pedagógicos dos corretores, das redações que alcançaram altas pontuações na edição de 2025 do exame, o que permite aos participantes compreender, na prática, os critérios utilizados na avaliação dos textos.
O material ainda incentiva quem está se preparando para a prova de redação a ler frequentemente para ampliar o vocabulário, diversificar o repertório sociocultural e auxiliar na elaboração de propostas de intervenção ao tema proposto pelo Inep.
O documento detalha as cinco competências avaliadas pelos corretores da redação do Enem 2026. Ao redigir seu texto, o candidato deve:
Neste último ponto, o documento observa a necessidade de respeito à dignidade humana; igualdade de direitos; reconhecimento e valorização das diferenças e diversidades; Estado laico; democracia na educação; e sustentabilidade socioambiental.
A cartilha alerta o aluno para ter cuidado com o chamado “repertório de bolso”, com referências prontas, memorizadas e frequentemente usadas pelos participantes, de forma genérica e pouco aprofundada, sem conexão real com o tema.
“É como se fosse um repertório guardado no bolso para ser usado com qualquer tema, mesmo que não seja totalmente adequado ou pertinente”, diz a cartilha.
Ainda de acordo com o documento, para que uma redação seja compreendida é necessário selecionar os argumentos; relacionar as partes do texto; progredir adequadamente no desenvolvimento do tema com a apresentação das ideias de forma organizada e apresentação dos argumentos para a defesa do ponto de vista escolhido.
Cada redação será corrigida por dois avaliadores, que atribuirão uma nota de 0 a 200 pontos em cada uma das cinco competências avaliadas.
A soma desses pontos vai compor a nota total atribuída por cada avaliador, que pode chegar a 1 mil pontos. A nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores.
Entre as situações que podem levar à nota zero ou anulação estão:
A cartilha explica que, se ocorrer a cópia de textos da própria prova de redação ou do caderno de questões, a quantidade de linhas copiadas será descontada do total de linhas.
O Exame Nacional do Ensino Médio é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições de ensino de Portugal que têm convênio com o Inep.
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para os candidatos com 18 anos de idade completos que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Pela primeira vez, em 2026, o Enem também será adotado como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, o que amplia seu papel no acompanhamento das políticas educacionais.

“Sabe-se que, historicamente, elas têm uma taxa de analfabetismo mais elevada do que as pessoas sem deficiência. Parte dessa diferença decorre da maior concentração de pessoas com deficiência entre os idosos, gerações menos escolarizadas do que as gerações atuais. Contudo, esse enfoque nos jovens consegue acrescentar que a desigualdade entre as pessoas com deficiência e sem deficiência não se resume só à questão geracional”, destaca a pesquisadora do IBGE Luanda Botelho.
No entanto, mesmo entre os tipos de deficiência com menor taxa de analfabetismo do grupo - aquelas com alguma dificuldade de enxergar (3,5%), - ela é mais do que o triplo daquela observada entre as pessoas sem deficiência.
As demais taxas são de 10% entre as pessoas com dificuldade de ouvir, de 23,3% entre aquelas com dificuldade de caminhar ou subir escadas (23,3%) e de 31,3% entre aquelas com dificuldade de pegar objetos pequenos (31,3%).
A frequência escolar é menor também entre as pessoas com deficiência. As taxas eram de 92,6% para as crianças de 6 a 14 anos e de 79,5% para os jovens entre 15 e 17 anos.
Os índices são inferiores aos observados entre aqueles sem deficiência: 98,4% para crianças de 6 a 14 anos e 85,4% para jovens de 15 a 17 anos.
Aqueles com deficiência profunda, ou seja, que não conseguem de forma alguma escutar, ouvir, pegar objetos ou caminhar, eram os menos incluídos no sistema escolar. Nesse grupo, os índices de frequência eram de 82,3% para crianças de 6 a 14 anos e de 65,6% para jovens de 15 a 17 anos.
Segundo o Censo Escolar 2025, as escolas com banheiro acessível representavam 57% do total, aquelas com sala de recursos multifuncionais eram 30% e as que possuíam profissional de apoio, 26,2%. As escolas com pelo menos um desses recursos eram 78,5%.
Havia, no entanto, diferenças entre as duas redes. A rede privada tinha mais banheiros acessíveis: 64,4% contra 54,8% na rede pública. Já a rede pública tinha vantagens em relação à existência de profissional de apoio: 32,8% das escolas, contra 4,6% na rede privada.
Em relação às salas de recursos multifuncionais, que são espaços equipados e destinados ao atendimento escolar especializado, a estrutura estava presente em 34,5% das escolas da rede pública, contra 15,2% nas privadas.
A pesquisa mostra ainda que, de 2014 para 2024, a presença de pessoas com deficiência em cursos de ensino superior quase triplicou, passando de 33.377 para 95.572 alunos. Se antes as matrículas destes estudantes representavam 0,43% do total dos alunos de graduação do país, passaram a ser 0,93%.
O crescimento foi puxado principalmente pelos cursos de graduação a distância. Enquanto as matrículas em cursos presenciais quase duplicaram no período (de 26.637 para 50.609), o número de estudantes em curso a distância cresceu mais de seis vezes ( de 6.740 para 44.963).
Confira mais detalhes da pesquisa no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

O preenchimento é obrigatório para que o participante possa visualizar o local onde realizará a prova neste domingo (20), entre 13h30 e 19h. Os portões serão fechados às 13h (horário de Brasília).
Os participantes inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas 2026 como concluintes pelos coordenadores do curso devem preencher o Questionário do Estudante, exclusivamente no Sistema Enade. O acesso exige o login e senha da conta da plataforma Gov.br.
O procedimento completo do documento é obrigatório e funciona como requisito para visualização do local de aplicação da prova.
O questionário tem 70 perguntas, como estado civil, cor ou raça, se o candidato tem filhos, alguma deficiência ou transtorno de desenvolvimento, situação financeira, nível de escolarização dos pais do candidato, entre outras.
As respostas serão analisadas pelo Inep e agregadas por curso de graduação, preservando-se o sigilo de identidade de quem o respondeu.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) explica que é responsabilidade do estudante preencher corretamente as informações prestadas e é responsabilidade da instituição de ensino superior acompanhar a situação de preenchimento do questionário.
De acordo com o edital da PND 2026, os dados coletados são usados em processos de avaliação dos cursos de graduação e das instituições de educação superior.
>> Veja aqui como foi o Questionário do Estudante do Enade Licenciaturas do ano passado.
Os demais inscritos na PND que têm formação em licenciatura e querem lecionar em escolas da rede pública devem responder ao Questionário Contextual, que reúne informações sobre o perfil do participante e o contexto de sua formação.
Estes candidatos devem preencher os respectivos questionários diretamente no Sistema PND do Inep.
O Questionário Contextual é voltado ao aperfeiçoamento da formação inicial de professores, por meio de políticas públicas coordenadas pelo MEC.
A Prova Nacional Docente tem o objetivo de melhorar a qualidade dos processos seletivos para professores e, também, induzir o aumento de professores qualificados no magistério público.
A iniciativa federal integra o programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica e o incentivo à docência no Brasil.

Na categoria que engloba projetos da educação infantil até os primeiros anos do ensino fundamental, a vencedora foi a Casa da Infância, em Salvador (BA). A escola privada desenvolve um projeto de intercâmbio educativo e sustentável entre quatro escolas do Brasil e da Colômbia.
As ações incluem encontros presenciais e virtuais, além da troca de cartas e conteúdos em português, espanhol e inglês, que promovem o compartilhamento de boas práticas entre as instituições de ensino.
“Entre os resultados está essa abertura de dialogar com o diferente, de compreender que pode aprender potências e forças com aqueles que parecem ter uma realidade tão distinta. A gente percebeu as crianças muito abertas, inclusive com repertório de literatura, de questões raciais”, disse Marília Dourado, gestora da Casa da Infância.
O projeto já promoveu imersões na Caatinga, na Mata Atlântica e em comunidades tradicionais, além da participação em seminários internacionais e visitas entre as escolas participantes.
“Recebemos educadores da Colômbia aqui, depois a gente vai até lá viver a experiência de troca. Isso marca uma ampliação de conhecimento de mundo, de repertório linguístico, [abordando também] identidade de território e ancestralidade”, disse Marília.
Segundo a instituição, cerca de 2 mil pessoas foram impactadas pelo projeto, dentro e fora das escolas.
Na categoria que avalia experiências dos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), o projeto premiado foi o EcoLuz Trap – Tecnologia de Baixo Custo contra Vetores de Doenças na Amazônia. O protótipo de armadilha contra mosquitos foi desenvolvido por estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), do Campus Marabá Industrial, de Marabá (PA).
Os estudantes criaram uma armadilha luminosa de baixo custo para reduzir a presença de mosquitos vetores de doenças, dispensando o uso de inseticidas. A tecnologia utiliza materiais reaproveitados, como latas, fios e componentes eletrônicos. Dessa forma, a solução torna-se acessível e replicável.
O professor Ríguel Contente, que conduziu o projeto, contou sobre a primeira conversa com os estudantes para dar início ao projeto.
“Eu conversei em sala de aula com os alunos: como é na casa de vocês essa questão de mosquito? E é muito ruim para eles, porque a maior parte mora em áreas periféricas e, aqui em Marabá é muito quente. As pessoas têm que abrir a janela à noite, tem todo aquele incômodo da presença de muito mosquito na residência.”
A partir disso, eles fizeram o diagnóstico do problema, a construção dos protótipos, os testes com diferentes cores de LED, até o registro e a identificação dos insetos capturados.
A estrutura externa da armadilha é uma lata de leite, com uma tela colocada embaixo, pés feitos de tampas de garrafa e uma fonte 12 volts de aparelhos descartados. Há ainda uma espécie de pequeno ventilador e lâmpadas.
“Tem a parte de desenho técnico, estudar como fazer o desenho da armadilha. Depois tem que ir para a parte experimental, ver qual é a lâmpada que vai ter a melhor eficiência de atração de mosquito. Fizemos várias réplicas com lâmpada vermelha, verde, roxo, azul, e espalhamos pela escola”, relatou Ríguel.
O professor ressalta que, por meio da iniciativa, foi possível aproximar os estudantes da ciência, tecnologia e sustentabilidade para encontrar respostas para problemas concretos enfrentados pela comunidade.
“Os alunos também tiveram experiência com estatística, saber o que é uma média, o que é um índice, fazer gráficos e tabelas. E tem a questão de saber identificar os mosquitos, então o aluno tem que conhecer a zoologia”, lembrou o professor, acrescentando que os estudantes puderam apresentar os resultados em congressos e feiras.
Segundo a instituição, a proposta alcançou cerca de 3,5 mil pessoas. “Além dessa parte educacional, que teve um impacto muito bom para os alunos, a gente vai agora para a extensão, que é levar esse equipamento para as pessoas [de fora da escola]. O primeiro beneficiado foi a própria escola, porque a gente espalhou essas armadilhas nos espaços", contou.
Ao todo, dez projetos foram finalistas desta edição do Prêmio Escolas Sustentáveis, que é aberto a escolas públicas e privadas. Além de receber um prêmio em dinheiro, as escolas campeãs seguem agora para a etapa internacional da competição, que ocorrerá na Cidade do México, em 2 de dezembro.
O prêmio é uma iniciativa da Fundação Santillana, da Santillana e da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OIE). O diretor executivo da Fundação Santillana no Brasil, Luciano Monteiro, ressaltou que o prêmio tem a missão de valorizar e reconhecer o que as escolas fazem em favor da sustentabilidade.
“A ideia é mostrar que sustentabilidade não é só meta global, grandes projetos internacionais. Sustentabilidade é algo que acontece perto de nós também. Isso acontece quando estudantes, professores, crianças, olham situações da sua comunidade e pensam em estratégias para corrigi-las”, explicou Luciano.
O site do prêmio reúne o repositório dessas boas práticas e tecnologias para que outras escolas possam conhecer, replicar e adequar à sua realidade.
