No celular o número 085 92095214 bandidos do Ceará tentam dar golpes em pessoas de boa-fé, Denuncie! Fábio.
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Em breve um acervo de revistas do século XX. (Saiba mais)
Temos 1264 convidados e nenhum membro online

A delegação nordestina participará de eventos e reuniões com organismos financeiros e bancos multilaterais ao longo da última semana da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17).
Para terça-feira (25), está prevista a apresentação do recaatingamento como estratégia integrada de restauração ecológica, adaptação climática e desenvolvimento territorial sustentável. O recaantigamento é um método de convivência com o semiárido, baseado nos conhecimentos e participação das populações locais para recuperar áreas degradadas e conservar a biodiversidade do bioma.
Outra estratégia de integração regional em destaque é o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE), que articula proteção ambiental, competitividade econômica, inclusão social, inovação tecnológica e fortalecimento institucional.
Os projetos do plano que serão apresentados para a captação de financiamentos envolvem a adaptação diante da seca, como cisternas, barragens subterrâneas, reuso e dessalinização descentralizada.
O Consórcio também espera atrair investimentos para o Fundo Caatinga, tido pelos governantes como um meio de centralização dos recursos regionais e redução do custo de transação que recai sobre cada projeto individualmente.
Nas agendas bilaterais com o Banco Mundial, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA-ONU), o Novo Banco de Desenvolvimento (Brics), serão destacadas três linhas que orientam os projetos.
A primeira é a segurança hídrica como infraestrutura de adaptação, que reúne dessalinização, poços solares, reuso e conservação de mananciais, com engenharia conhecida, custo por beneficiário mensurável e forte aderência às metas de neutralidade da degradação da terra.
A segunda envolve transição energética e industrialização de baixo carbono, com exemplo de centros de hidrogênio verde e combustíveis renováveis já estruturados em Pecém (CE), em Suape (PE) e em Santo Amaro das Brotas (SE).
Além deles, a restauração da terra e a bioeconomia da Caatinga, a partir do recaatingamento, viveiros de grande porte e cadeias produtivas da agricultura familiar.
*O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

A medida está relacionada à renegociação de dívidas rurais autorizada pela Medida Provisória 1.376/2026 e busca resolver uma dificuldade que vinha limitando a atuação das instituições financeiras.
Antes da decisão do CMN, esses recursos só poderiam ser usados para renegociar operações que tivessem sido contratadas originalmente com a mesma fonte de recursos. Na prática, isso restringia a quantidade de dívidas que cada instituição financeira conseguia renegociar.
Com a mudança, os recursos obrigatórios poderão ser utilizados para liquidar ou amortizar operações contratadas originalmente com outras fontes. A exceção são as operações vinculadas aos fundos constitucionais.
Dessa forma, um banco passa a ter mais liberdade para usar os recursos obrigatórios disponíveis para ajudar na renegociação de dívidas rurais, mesmo quando o financiamento original não veio daquela mesma fonte.
A regra anterior determinava que as instituições considerassem os saldos das fontes de recursos apurados em 22 de julho. Segundo o Ministério da Fazenda, esse mecanismo dificultava a operacionalização e o controle das renegociações.
A flexibilização, porém, tem um limite. Os agentes financeiros poderão usar até 40% da exigibilidade do ano-safra em renegociações.
A exigibilidade é, de forma simplificada, a parcela dos recursos que as instituições financeiras são obrigadas a destinar a determinadas modalidades de crédito.
O teto de 40% foi estabelecido para evitar que os recursos destinados ao crédito rural sejam consumidos em grande parte pelo refinanciamento de dívidas. A intenção é preservar dinheiro também para novos empréstimos aos produtores.
Poderão ser utilizados recursos direcionados não controlados ou recursos livres não controlados, respeitando as taxas de juros previstas para as renegociações.
Os juros ficarão entre 5% e 12% ao ano, conforme o nível de perdas comprovado pelo produtor rural.
A taxa, portanto, não será necessariamente a mesma para todos. A situação de cada produtor e a comprovação das perdas influenciarão as condições da renegociação.
A medida também pode ampliar o número de instituições financeiras capazes de participar da renegociação das dívidas rurais.
Em 14 de agosto, o Ministério da Fazenda distribuiu R$ 25,8 bilhões em limites de equalização entre dez instituições financeiras.
A equalização é um mecanismo usado pelo governo para compensar instituições financeiras pela diferença entre o custo de captação dos recursos e os juros cobrados em determinadas operações.
Com a nova regra, bancos que não receberam limites de equalização naquela distribuição também poderão participar das renegociações usando os recursos obrigatórios.
A mudança também beneficia instituições que receberam um limite de equalização menor do que o necessário para atender à demanda de seus clientes.
Esses bancos poderão usar até 40% das exigibilidades dos recursos obrigatórios para complementar os valores destinados à renegociação.
Na prática, a medida amplia a capacidade das instituições financeiras de atender produtores que buscam reorganizar suas dívidas, sem retirar totalmente os recursos que precisam continuar disponíveis para novos financiamentos rurais.
O objetivo central da decisão do CMN é destravar as renegociações de dívidas rurais.
Ao permitir que mais fontes de recursos sejam utilizadas e ao ampliar a quantidade de instituições que podem participar das operações, o governo espera facilitar a repactuação dos débitos.
Ao mesmo tempo, o limite de 40% procura equilibrar os dois objetivos: ajudar produtores endividados a reorganizar suas dívidas e preservar recursos para que o sistema financeiro continue concedendo novos créditos rurais.

Edmilson Costa (PCB)
O candidato Edmilson Costa participou de entrevista para o Monitor Mercantil.
Nesta noite, participa do evento Veja Premiação TOP30 - As Melhores Empresas do Brasil, no Palácio Tangará.
Hertz Dias (PSTU)
O candidato Hertz Dias participa, na noite de hoje, da entrevista ao podcast Três Irmãos, em São Paulo.
Uma das propostas do candidato é o enfrentamento a grandes monopólios, da precarização do trabalho, baixos salários e o fim da escala 6x1. "O Brasil passa por um acelerado processo de recolonização e de retrocesso diante da dominação imperialista das grandes potências capitalistas. Essa condição aprofunda a desindustrialização do país, o empobrecimento da população e a degradação econômica e social", declarou.
Renan Santos (Missão)
O candidato Renan Santos teve encontro com investidores e empresários, na capital paulista.
Romeu Zema (Novo)
O candidato Romeu Zema encontrou-se com pastores e vítimas do vício em bets. No encontro, realizado na Igreja Assembleia de Deus Ministério Unção, em Belford Roxo, Zema disse que pretende implantar uma política de combate ao vício em apostas online.
“As igrejas têm feito trabalho no sentido de tirar essa desgraça que está tomando conta das famílias brasileiras, que são as bets”, afirmou.
Às 21h, participa de sabatina na TV Globo.
Ronaldo Caiado (PSD)
O candidato Ronaldo Caiado participou do evento Pacto Brasil de Futuro, na Casa Jereissati, em São Paulo. O documento traz diretrizes para o planejamento governamental.
Em entrevista, o candidato disse que uma das prioridades de seu governo, se eleito, será a educação.
Samara Martins (UP)
A candidata Samara Martins visitou o acampamento de funcionários da empresa pública Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa) em Teresina, que foram demitidos após a privatização. Durante a visita, ela defendeu um novo processo de industrialização do país.
"A gente tem se comportado como mero exportador de matéria-prima e importando as coisas já industrializadas. O Brasil é completamente capaz de ser um país soberano, um país independente que não depende de nenhum país imperialista", disse.
Wilson Grassi (Democrata)
O candidato Wilson Grassi teve reuniões com a equipe de comunicação da campanha. Na parte da tarde, concedeu entrevista à Gazeta de São Paulo.
Augusto Cury (Avante)
O candidato Augusto Cury defendeu, em sabatinas da TMC/Transamérica e do Canal Rural, a proposta de dividir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como forma, segundo o candidato, de atender melhor cada tipo de empresa.
“Vêm aí a IA [inteligência artificial] e a robótica. Precisamos financiar 10 milhões de microempresas nos próximos oito a dez anos. Precisamos dividir o BNDES em dois. Caso contrário, se deixar nas mãos das grandes empresas, vai ter desemprego em massa”, disse o candidato.
Os candidatos Clariana Barão (DC), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Rui Costa Pimenta (PCO) não tiveram agenda pública.
Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV.
* Colaboraram Luciano Nascimento (São Luís), Pedro Peduzzi (Brasília), redação de São Paulo e TV Brasil
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) convida candidatos a governador a assumir compromissos com a Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) nas eleições de 2026. A iniciativa faz parte do Observatório das Eleições 2026, que reúne propostas da comunidade científica para orientar o debate sobre o desenvolvimento dos estados.

“Qual será o lugar da ciência no seu projeto de governo?”, questiona a presidente da SBPC, Francilene Garcia. Segundo ela, os estados já contam com universidades, institutos de pesquisa, pesquisadores, infraestrutura científica e jovens talentos capazes de produzir conhecimento, inovação e soluções.
“O desafio do próximo governo será saber mobilizar essa capacidade para gerar desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida”, afirma.
O Observatório das Eleições 2026 apresenta o caderno Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos, que reúne 117 propostas da comunidade científica, distribuídas em sete eixos temáticos:
O Observatório funciona como uma via de mão dupla. Candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente são convidados a assinar um Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, da Democracia e da Soberania Nacional.
A sociedade pode acompanhar as adesões, divulgadas por cargo e estado, conhecer as propostas elaboradas pela comunidade científica e levá-las ao debate eleitoral.
“A questão não é apenas o quanto o candidato pretende investir em ciência, mas como pretende transformar conhecimento em capacidade de enfrentar os desafios do estado”, diz Garcia.
Entre os compromissos assumidos estão tratar a ciência como política de Estado, com financiamento público previsível e de longo prazo; fundamentar decisões em evidências e ouvir a comunidade científica em temas técnicos; defender a autonomia das universidades e institutos públicos e a liberdade de pesquisa; proteger a democracia, suas instituições e a Constituição de 1988; e assumir posição pública sobre as propostas do caderno Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos relacionadas ao mandato pretendido.
Atualmente, mais de 60 candidatos de diferentes esferas políticas já aderiram à iniciativa. A participação ocorre por meio da assinatura do Termo de Compromisso.

Pesquisadores da entidade avaliaram as propostas de cinco candidaturas. O Unicef defende respostas “mais bem adaptadas às vulnerabilidades de diferentes grupos de crianças e adolescentes”.
A entidade considera que, nas últimas décadas, o Brasil avançou em áreas sociais, mas em relação à violência “a situação segue sendo grave”.
“Para proteger crianças e adolescentes, é fundamental também agir antes que a violência aconteça, por meio de políticas de educação e oportunidades para jovens, da assistência social, da saúde, do fortalecimento das famílias e de sistemas que identifiquem e referenciem situações de violência”, afirmou o representante do Unicef no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman.
No estudo, o Unicef defende que os futuros governantes incluam a “parentalidade protetiva” nas políticas já existentes de primeira infância, cuidados, assistência social e enfrentamento às violências.
Isso incluiria a formação de agentes públicos que hoje chegam às casas das famílias para que saibam orientar pais, mães e cuidadores a prevenir a violência e adotar práticas parentais não violentas.
A entidade ainda defende a criação de uma Política Nacional de Prevenção de Violências contra Adolescentes, que vá além de ações de segurança pública. A ideia é que sejam coordenadas diferentes áreas, como educação, trabalho, emprego e assistência social para reduzir os fatores de risco associados à violência.
Inclusive, o Unicef contextualiza que, apenas no ano passado, 2.079 crianças e adolescentes foram mortos de forma violenta no Brasil. Seria o equivalente a seis vítimas por dia. A maioria delas é formada por adolescentes homens e negros.
Segundo o último Anuário de Segurança Pública, o país registrou em 2025 mais de 38 mil casos de maus tratos de menores no ambiente doméstico. O número é mais que o dobro do registrado no ano anterior.
Foram registrados ainda 61 mil estupros ou estupros de vulnerável cometidos por autores conhecidos das vítimas.
Desigualdades
A análise do Unicef observou que as propostas tratam as crianças como um grupo homogêneo “sem considerar recortes de raça, etnia, gênero, deficiência ou território, nem como eles influenciam a vulnerabilidade às violências”.
Ainda nesse tema, a entidade criticou a ausência de referências específicas a crianças negras e indígenas, que têm os maiores riscos de exposição à violência em diferentes contextos.
“As referências a meninas e a crianças com deficiência estão presentes, mas de forma limitada”, observa o fundo.
Quanto à abordagem do tema O Unicef catalogou, nas propostas dos candidatos Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (NOVO) e Renan Santos (MISSÃO), as menções a crianças e adolescentes. Foram identificados 178 registros.
O Unicef identifica que as plataformas eleitorais dos candidatos Lula, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Flávio Bolsonaro abordam o tema de forma explícita. Renan Santos não menciona dessa forma.
Em geral, no entanto, a entidade considera que há mais ênfase em abordagens de resposta à violência do que em propostas voltadas a uma proteção integral de crianças e adolescentes por meio de políticas sociais.
O Unicef avalia que os programas de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema focam em medidas de punição e resposta às violências contra crianças e adolescentes ou cometidas por eles.
Já o plano de Ronaldo Caiado dá ênfase na investigação e penalização de autores da violência, mas traz também propostas intersetoriais de prevenção. Por sua vez, o plano de Lula está mais voltado a ações de prevenção da violência infantojuvenil.

Pesquisadores da entidade avaliaram as propostas de cinco candidaturas. O Unicef defende respostas “mais bem adaptadas às vulnerabilidades de diferentes grupos de crianças e adolescentes”.
A entidade considera que, nas últimas décadas, o Brasil avançou em áreas sociais, mas em relação à violência “a situação segue sendo grave”.
“Para proteger crianças e adolescentes, é fundamental também agir antes que a violência aconteça, por meio de políticas de educação e oportunidades para jovens, da assistência social, da saúde, do fortalecimento das famílias e de sistemas que identifiquem e referenciem situações de violência”, afirmou o representante do Unicef no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman.
No estudo, o Unicef defende que os futuros governantes incluam a “parentalidade protetiva” nas políticas já existentes de primeira infância, cuidados, assistência social e enfrentamento às violências.
Isso incluiria a formação de agentes públicos que hoje chegam às casas das famílias para que saibam orientar pais, mães e cuidadores a prevenir a violência e adotar práticas parentais não violentas.
A entidade ainda defende a criação de uma Política Nacional de Prevenção de Violências contra Adolescentes, que vá além de ações de segurança pública. A ideia é que sejam coordenadas diferentes áreas, como educação, trabalho, emprego e assistência social para reduzir os fatores de risco associados à violência.
Inclusive, o Unicef contextualiza que, apenas no ano passado, 2.079 crianças e adolescentes foram mortos de forma violenta no Brasil. Seria o equivalente a seis vítimas por dia. A maioria delas é formada por adolescentes homens e negros.
Segundo o último Anuário de Segurança Pública, o país registrou em 2025 mais de 38 mil casos de maus tratos de menores no ambiente doméstico. O número é mais que o dobro do registrado no ano anterior.
Foram registrados ainda 61 mil estupros ou estupros de vulnerável cometidos por autores conhecidos das vítimas.
Desigualdades
A análise do Unicef observou que as propostas tratam as crianças como um grupo homogêneo “sem considerar recortes de raça, etnia, gênero, deficiência ou território, nem como eles influenciam a vulnerabilidade às violências”.
Ainda nesse tema, a entidade criticou a ausência de referências específicas a crianças negras e indígenas, que têm os maiores riscos de exposição à violência em diferentes contextos.
“As referências a meninas e a crianças com deficiência estão presentes, mas de forma limitada”, observa o fundo.
Quanto à abordagem do tema O Unicef catalogou, nas propostas dos candidatos Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (NOVO) e Renan Santos (MISSÃO), as menções a crianças e adolescentes. Foram identificados 178 registros.
O Unicef identifica que as plataformas eleitorais dos candidatos Lula, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Flávio Bolsonaro abordam o tema de forma explícita. Renan Santos não menciona dessa forma.
Em geral, no entanto, a entidade considera que há mais ênfase em abordagens de resposta à violência do que em propostas voltadas a uma proteção integral de crianças e adolescentes por meio de políticas sociais.
O Unicef avalia que os programas de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema focam em medidas de punição e resposta às violências contra crianças e adolescentes ou cometidas por eles.
Já o plano de Ronaldo Caiado dá ênfase na investigação e penalização de autores da violência, mas traz também propostas intersetoriais de prevenção. Por sua vez, o plano de Lula está mais voltado a ações de prevenção da violência infantojuvenil.

A defesa foi feita durante evento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Rio de Janeiro, na Escola Superior da Advocacia, em debate pelos 20 anos da Lei Maria da Penha.
Para Maria Elizabeth, as varas especializadas em violência doméstica oferecem instrumentos de proteção que não estão disponíveis no âmbito da Justiça Militar.
“A vara de violência doméstica dá à mulher uma série de garantias que nós, na Justiça Militar, não podemos dar, exatamente por sermos um foro eminentemente criminal”, afirmou a presidente do STM.
Ela destacou que a Justiça Militar, por exemplo, não pode aplicar medidas protetivas de natureza cível.
A presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basilio, destacou no evento a importância da participação da ministra do STM no encontro e a classificou como uma referência na defesa dos direitos humanos.
O encontro discutiu os avanços conquistados ao longo de duas décadas da Lei Maria da Penha e os desafios para ampliar a efetividade da proteção às mulheres vítimas de violência.
Durante a programação, foram lançados os livros 20 anos da Lei Maria da Penha: da Conquista Normativa aos Desafios da Efetividade, obra coletiva escrita por mulheres, e Curso de Direitos Humanos, de Sidney Guerra.
A polícia da Bolívia encontrou uma “fazenda de bots” ou “robôs”, conhecida também como “fazenda de cliques”, em endereço ligado ao consultor político que trabalhou para presidentes latino-americanos, o marketeiro digital Fernando Cerimedo. Ele foi preso acusado de tentativa de feminicídio em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

Cerimedo atuou como estrategista político em ambientes digitais de lideranças da extrema-direita e direita latino-americanas e assessorou os presidentes da Bolívia, Rodrigo Paz, da Argentina, Javier Milei, e de Honduras, Nasry “Tito” Asfura.
O empresário argentino Fernando Cerimedo ainda participou da campanha de desinformação contra o resultado da eleição de 2022, questionando em audiência no Senado Federal, sem apresentar provas, a lisura da eleição brasileira.
Ao realizar buscas em endereço ligado ao ativista de extrema-direita, o fiscal do departamento de La Paz, Luis Carlos Torrez Alarcón, afirmou que foi encontrada uma “minigranja de bots”, ou seja, uma fazenda de cliques.
O argentino preso na Bolívia na última semana foi descrito pela revista The Economist como “o homem do MAGA na América Latina”, em alusão ao slogan político do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, Make America Great Again (Faça a América Grande de Novo).
A Agência Brasil tenta contato com a defesa de Cerimedo, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
Nesses casos, os chamados “bots” são sistemas automatizados usados para gerar curtidas, comentários e compartilhamentos, se passando por pessoais reais para impulsionar engajamento nas redes sociais. Uma fazenda de bots pode administrar milhares de perfis falsos para influenciar debates nas plataformas, especialmente em períodos eleitorais.
O pesquisador do Núcleo de Estudos Estratégicos em Comunicação, Cognição e Computação, Reynaldo Aragon, explicou que as fazendas de bots são estruturas de contas organizadas e usadas para simular uma mobilização social espontânea:
“Muitas dessas contas repetem uma expressão e impulsionam uma hashtag, compartilham o mesmo conteúdo e interage entre si em pouco espaço de tempo. Com isso, produzem artificialmente volume e velocidade nas redes sociais”, disse à Agência Brasil.
O doutor em ciência política pela Universidade de Brasília (UnB) Alexandre Arns Gonzales, membro do Direito à Comunicação e Democracia (DiraCom), explicou que as fazendas de bots são usadas porque os ambientes digitais dão visibilidade para os conteúdos que tem mais engajamento.
“Essas fazendas de cliques são utilizadas para tentar alimentar artificialmente essas métricas de visualização e engajamento, servindo de instrumento para fazer ataques ou defesas coordenadas de determinada conta, tema, assunto ou candidato”, explicou.
O jornalista Reynaldo Aragon, que também é editor do portal Código Aberto sobre política e tecnologia, citou, como exemplo de impulsionamento por fazenda de bots, a disseminação de uma notícia falsa que repercutiu na eleição de 2018 e alcançou 30 milhões de usuários, prejudicando um dos candidatos presidenciais daquele pleito.
“A operação tenta dar impulso inicial para que aquele conteúdo alcance pessoas reais e atravesse os limites de uma rede artificial. Muitos desses bots conseguem, inclusive, dialogar com pessoas reais”, acrescentou Reynaldo Aragon.
Um caso emblemático citado pelo especialista Alexandre Arns Gonzales envolveu uma empresa na Tunísia que tentou influenciar diversas eleições em dez países africanos. Em junho de 2020, o Facebook derrubou mais de 900 páginas ou contas ligadas a essa companhia.
“Aproximadamente 3,8 milhões de contas do Facebook seguiram uma ou mais dessas páginas, com quase 132 mil grupos administrados por operação e mais de 171 mil seguindo suas contas no Instagram”, informou o Laboratório DFR, que estuda desinformação e segurança digital.
O membro do Diracom Alexandre Gonzales destaca que esse tipo de prática, como exige um grande número de equipamentos e celulares, requer uma grande mobilização de recursos financeiros, materiais e humanos, sendo uma prática comum em processos eleitorais e registrada nos relatórios de segurança das bigtechs.
“A Meta e o Google caracterizam essas práticas como redes de comportamento inautêntico coordenado”, disse Alexandre Gonzales.
O especialista que estuda o impacto da tecnologia em processos eleitorais avalia que os planos de conformidade que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a exigir das bigtechs pode ser uma ferramenta para identificar e denunciar indícios de fazendas de bots.
“Se essas fazendas de bots atacarem a lisura do processo eleitoral, os sistemas de identificação de comportamentos inautênticos da Meta, do Google e do TikTok podem identificar e apresentar isso dentro do âmbito do plano de conformidade ou no âmbito do conselho que o TSE criou”, comentou Gonzales.
Para Reynaldo Aragon, especialista em guerra psicológica e plataformas digitais, o TSE não estaria tão preparado para enfrentar esse problema. Ele acrescenta que é provável que existam diversas fazendas de cliques no Brasil.
“Para combater esse tipo de manipulação, seriam necessárias investigações policiais ou de atores da sociedade civil. Não podemos contar com as plataformas porque isso significa regulação da informação circulante e eles não querem essa regulação”, comentou.
Procurado para comentar o tema, o TSE não retornou até o fechamento desta reportagem.
Em fevereiro de 2026, o marketeiro digital Fernando Cerimedo ganhou o prêmio de “consultor político hispânico do ano”, da organização Latino Wall Street, em cerimônia realizada na residência do presidente dos EUA, Donald Trump, em Mar-a-Lago, na Flórida.
Cerimedo recebeu o prêmio das mãos do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, condenado por coação no curso de processo judicial por ter articulado, junto a Casa Branca, o tarifaço contra o Brasil para evitar o julgamento por tentativa de golpe de Estado do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado há mais de 27 anos de cadeia.
No Brasil, o argentino se tornou conhecido em 2022. Logo após o segundo turno das eleições presidenciais, Cerimedo participou de uma transmissão ao vivo na internet, na qual sustentava que o resultado das urnas tinha sido fraudado.
O empresário e consultor político da direita latino-americana foi preso, na semana passada, por tentativa de feminicídio contra a ativista e advogada boliviana Nadia Beller, que o acusa de ser o mandante do atentado contra ela.
No leito do hospital, Beller afirma que Cerimedo a convenceu a ir ao local do atentado, onde foi ferida por disparos de arma de fogo no pescoço, no tórax e no braço.
A defesa de Cerimedo nega que ele esteja envolvido no caso, alegando que o cliente é vítima de uma armação política.

A campanha busca incentivar os parentes de pessoas desaparecidas a doarem amostras de material genético (DNA) que possa ajudar na identificação e localização de pessoas declaradas desaparecidas. Quem já doou o material anteriormente não precisa repetir o procedimento.
Apesar disso, a doação pode ser feita a qualquer momento, em laboratórios ou institutos de perícia aptos a coletarem o material genético, e independentemente do tempo que a pessoa procurada estiver sumida.
Os interessados devem se dirigir a um dos postos de coleta portando seu documento de identificação e, se possível, uma cópia do Boletim de Ocorrência (BO) do desaparecimento, ou informações a respeito deste (número do registro; delegacia, estado de registro etc).
O Ministério da Justiça e Segurança Pública recomenda que a doação seja feita por parentes de primeiro grau da pessoa desaparecida. De preferência, na seguinte ordem: pai ou mãe biológicos; filhos biológicos e o outro genitor, e, por fim, irmãos biológicos – filhos do mesmo pai e da mesma mãe.
Crianças também podem doar material genético, desde acompanhadas pelo responsável legal. A doação pode ser feita em qualquer ponto de coleta oficial, independentemente da região onde a pessoa tenha desaparecido.
O procedimento é simples, podendo ser feito de duas formas: passando um cotonete no interior da boca do doador ou colhendo uma gota de seu sangue, tirada de seu dedo.
O material genético coletado só pode ser usado com o propósito de identificar pessoas desaparecidas. O DNA dos familiares é comparado com o de pessoas não identificadas (vivas ou falecidas) cadastrado nos bancos de DNA. Se o resultado apontar o parentesco, peritos elaborarão um laudo oficial que será encaminhado à delegacia responsável pelo caso, cuja equipe entrará em contato com a família.

Os acusados são: os seguranças Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias; e os entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos, e Ailton José da Silva, de 24 anos. O último se apresentou à polícia nesta sexta-feira (21).
Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, saiu de casa, em Botafogo, às 22h30 da noite do último dia 11, para um passeio de bicicleta, como fazia habitualmente, segundo a família. A
Ele parou na Rua Barata Ribeiro e foi abordado pelo segurança de rua, Davi Santos Machado, que suspeitava que Cláudio Rafael teria roubado a bicicleta.
Ele passou a ser interrogado pelo segurança e os entregadores de aplicativo que estavam em bicicletas.
Por sofrer de transtornos psicológicos, Cláudio Rafael não conseguiu responder que a bicicleta pertencia a irmã.
Davi Machado agrediu a vítima com a primeira paulada. O outro segurança, Jorge Luiz, puxou a bicicleta de Cláudio Rafael. A vítima continuou sendo agredida com pauladas e chutes pelo grupo.
O ciclista saiu andando e sentou-se na portaria de um prédio, porém continuou sendo espancado.
Segundo a polícia, imagens das câmeras de segurança mostram que Cláudio Rafael levou 57 golpes com porrete desferidos por Davi, a maioria na cabeça, além de chutes e ter sido pisoteado na cabeça e em outras partes do corpo.
Após o espancamento, os agressores foram embora e a vítima permaneceu deitada no chão. Os bombeiros chegaram cerca de 30 minutos depois. Cláudio Rafael Moreira foi levado para o Hospital Miguel Couto. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada do dia 12.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) descreve que a causa da morte foi traumatismo craniano encefálico, lesões no baço e no rim esquerdo.
O Vigário apostólico da Arábia do Sul conversa com a mídia vaticana a partir do estúdio no Meeting de Rimini, Itália.
...O Vigário apostólico da Arábia do Sul conversa com a mídia vaticana a partir do estúdio no Meeting de Rimini, Itália.
Sua presença é recebida como uma ocasião para celebrar a história construída pelos Maristas no Brasil e, ao mesmo tempo, olhar para o futuro,
...Sua presença é recebida como uma ocasião para celebrar a história construída pelos Maristas no Brasil e, ao mesmo tempo, olhar para o futuro, reafirmando o compromisso de continuar tornando Jesus Cristo conhecido e amado, especialmente entre crianças e jovens, fiel ao espírito que deu origem ao Instituto há mais de dois séculos.
Na entrada da Aldeia do evento que se realiza em Taranto, e que também conta com a Athletica Vaticana, há espaços onde os atletas escrevem
...Na entrada da Aldeia do evento que se realiza em Taranto, e que também conta com a Athletica Vaticana, há espaços onde os atletas escrevem pensamentos inspirados na unidade e reconciliação, especialmente de países que vivem tensões.

O programa funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio.
No ensino médio EJA, o estudante recebe até quatro parcelas do incentivo frequência no valor de R$ 225 cada, totalizando até oito parcelas de frequência por ano. Já no ensino médio regular, os estudantes recebem até nove parcelas de frequência por ano, cada uma delas no valor de R$ 200.
A parcela será depositada conforme o mês de nascimento dos estudantes de 14 a 24 anos que cumprem os requisitos do Pé-de-Meia.
Neste período, também poderão ser pagas parcelas de matrícula de 2026 e frequências de meses anteriores para estudantes que tenham informações enviadas ou corrigidas pelas redes de ensino.
A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos. Entre eles, estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
O Ministério da Educação (MEC) é o responsável por verificar se o jovem pode participar do programa federal a partir dos dados do CadÚnico. Além disso, é preciso atender aos critérios abaixo:
Caso a frequência do estudante fique abaixo de 80% em algum momento do ano letivo, os valores das parcelas referentes a esses meses ficarão retidos. Quando o beneficiário voltar a apresentar uma frequência igual ou superior ao mínimo exigido, ele poderá receber os recursos bloqueados.
As folhas de pagamento dos incentivos são enviadas à Caixa Econômica Federal, responsável pela abertura das contas em nome dos próprios estudantes e pelos pagamentos.
Os beneficiados podem consultar os dados sobre os pagamentos na página eletrônica do estudante dentro do site do programa Pé-de-Meia. É necessário fazer com login na conta da plataforma Gov.br
O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil.
Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.
O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login da plataforma digital Gov.br. É preciso digitar a senha da conta do estudante.
Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa por meio da página eletrônica de Perguntas Frequentes do Pé-de-Meia, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa.
Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco, no telefone 0800-616161.

As provas são aplicadas nos turnos da manhã e da tarde. No primeiro turno, as provas começam às 9h e terminam às 13h. Já no segundo turno, a aplicação da tarde começa às 15h30 e vai até as 20h30.
Para a certificação do ensino fundamental, é necessário ter, no mínimo, 15 anos completos na data de realização do exame. Para a certificação do ensino médio, é exigida idade mínima de 18 anos completos na data de aplicação.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), as provas do Encceja são elaboradas com base nos requisitos estabelecidos para os ensinos fundamental e médio pela legislação vigente.
O exame é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, além de uma prova de redação.
A aplicação ocorre em um único dia, nos turnos matutino e vespertino. As datas de aplicação do exame no Brasil, no exterior e nas edições destinadas às pessoas privadas de liberdade ou sob medida socioeducativa privativa de liberdade são definidas em editais específicos.
As orientações para os candidatos que vão fazer o exame estão disponíveis no site do MEC.

A orientação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é que os participantes consultem previamente o endereço de aplicação da prova no Cartão de Confirmação da Inscrição, disponível na Página do Participante do Encceja. É preciso fazer o login com a conta da plataforma Gov.br.
Além da Página do Participante, os candidatos podem consultar o local de provas pela central de atendimento do Inep, pelo telefone 0800 616161.
O Encceja é destinado a jovens e adultos que não concluíram seus estudos na idade apropriada para cada nível de ensino.
De acordo com o edital, as provas serão aplicadas nos turnos da manhã e da tarde deste domingo.
Pela manhã, os portões abrem às 8h e fecham às 8h45, no horário de Brasília. As provas começam às 9h e terminam às 13h.
Já na parte da tarde, os portões serão abertos às 14h30 e fechados às 15h15. A aplicação se inicia às 15h30 e vai até as 20h30.
Os participantes com direito a tempo adicional terão 60 minutos a mais, após os horários previstos para encerramento das provas, para finalizar o exame.
O participante deve apresentar a via original do documento oficial de identificação para entrar na sala de aplicação do Encceja. Também deve portar caneta esferográfica de tinta preta fabricada com material transparente para transcrever a redação para a folha de redação e fazer as marcações no cartão-resposta da prova.
Os aparelhos eletrônicos devem ficar desligados, debaixo da carteira do candidato, dentro do envelope porta-objetos lacrado e identificado, desde o ingresso na sala de provas até a saída definitiva do local.
O exame será constituído de quatro provas objetivas, por nível de ensino, cada uma com 30 questões de múltipla escolha e uma proposta de redação.
Para o ensino fundamental, haverá quatro provas objetivas que avaliarão conhecimentos em: ciências, matemática, língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física e redação, redação, inglês, espanhol, artes e educação física, história, geografia, filosofia e sociologia.
Já o ensino médio cobrará conhecimentos de química, física e biologia, matemática, língua portuguesa com redação, inglês, espanhol, artes e educação física, história, geografia, filosofia e sociologia.
As provas do Encceja Nacional avaliam competências, habilidades e saberes desenvolvidos no processo escolar ou extraescolar.
A participação é voluntária e gratuita, mas é necessário ter, no mínimo, 15 anos completos para o ensino fundamental e, no mínimo, 18 anos completos para o ensino médio na data de realização do exame.
Os resultados do exame podem ser utilizados pelas secretarias de Educação e pelos institutos federais que aderem ao Encceja como referência nos processos de certificação de conclusão do ensino fundamental e do ensino médio, conforme os critérios estabelecidos por cada instituição certificadora.
O exame também produz informações que podem ser utilizadas em estudos e análises sobre a educação de jovens e adultos, com base nos dados obtidos em sua aplicação.

Entre as medidas previstas para essas instituições estão a suspensão da oferta de vagas vinculadas ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e ao Programa Universidade para Todos (Prouni), assim como de novos processos seletivos e vestibulares, e a redução do número de vagas autorizadas.
“O MEC seguirá defendendo uma abordagem que valorize a formação de qualidade, a responsabilidade das instituições de ensino e o papel do Estado na indução de melhorias, assegurando o direito da população a serviços prestados por profissionais bem formados”, diz o comunicado publicado pelo ministério.
Em nota à imprensa, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) – entidade que representa instituições e mantenedoras da educação superior privada em todo o país – diz ter tomado conhecimento da decisão proferida nesta quarta-feira (19) pelo STJ e que seguirá acompanhando o tema com serenidade e responsabilidade institucional. “A entidade informa que sua assessoria jurídica está analisando o teor da decisão e avaliará as medidas cabíveis.”
Criado pelo MEC, o Enamed será aplicado obrigatoriamente a cada seis meses pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil.
O exame tem duas funções principais: avaliar a formação médica no país e servir como critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no processo unificado do Exame Nacional de Residências (Enare).
Em junho deste ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou que o Enamed passa a valer como instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina e da qualidade dos cursos de graduação.
A regra está prevista na nova política integrada para a formação em medicina no país, prevista na Medida Provisória n° 1370/2026. Com isso, os formados nesse curso somente vão poder realizar sua inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) se tiverem rendimento suficiente no exame. O registro no conselho é obrigatório para o exercício legal da profissão de médico no Brasil.
O Enamed também substituirá integralmente a primeira fase (teórica) do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida).
O graduado que não obtiver avaliação satisfatória no Enamed poderá refazê-lo em edições seguintes do exame, realizadas a cada seis meses, conforme a nova política integrada para formação médica.

A nova política reorganiza a distribuição das vagas entre os semestres letivos e os quatro principais processos seletivos: o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa de Avaliação Seriada (PAS), o vestibular e o Acesso Enem.
No segundo semestre letivo, as vagas serão distribuídas entre o vestibular tradicional e o Acesso Enem, na proporção de 50% das vagas para cada modalidade.
O decano de Ensino de Graduação da UnB, Tiago Coelho, explica que o foco das mudanças é otimizar o aproveitamento das vagas ofertadas pela instituição pública de ensino superior.
“Anualmente, a UnB oferta mais de 8,4 mil vagas, em 147 cursos de graduação. Essa política visa organizar os processos de ingresso primário para que possamos ampliar este acesso à nossa universidade.”
A definição está normatizada na Resolução nº 0130/2026 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade de Brasília (Cepe).
O ingresso via Sistema de Seleção Unificada (Sisu) passa a abranger todos os cursos da UnB, com ingresso já no primeiro semestre de 2027.
Os candidatos poderão utilizar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para concorrer a todas as oportunidades disponibilizadas pela Universidade para o sistema nacional.
Até o momento, o Sisu era ofertado por adesão dos cursos de graduação. Em 2026, dos 147 cursos da UnB, apenas 47 tinham aderido ao sistema nacional.
Com a nova política de ingresso, os aprovados no Programa de Avaliação Seriada (PAS) da UnB irão entrar na universidade pública apenas no primeiro semestre de cada ano, a partir de 2029. Até o momento, as vagas do PAS eram distribuídas em dois semestres.
A UnB pede atenção para o período de transição do PAS. Em 2027 e 2028, a universidade manterá o ingresso pelo PAS em dois semestres anuais para preservar os ciclos em andamento, ou seja, para quem já está fazendo as avaliações dos ciclos (chamados de sub-programas) do PAS 2024-2026 e do PAS 2025-2027.
Como o ingresso apenas no primeiro semestre será a partir de 2029, a mudança valerá para quem vai fazer a primeira prova do PAS em 2026 e iniciará, desta forma, o ciclo 2026-2028. A UnB anunciou que lançará o edital do PAS 2026-2028 em breve.
O PAS é um processo seletivo da UnB que avalia o estudante em três etapas consecutivas (PAS 1, PAS 2 e PAS 3), realizadas no fim de cada um dos três anos letivos do ensino médio.
O ingresso pelo vestibular concentrará a oferta de vagas no segundo semestre letivo de cada ano. Antes da alteração, a prova do vestibular vinha sendo ofertada no primeiro semestre.
A seleção já valerá para aplicação do vestibular em novembro de 2026, com matrícula dos aprovados no respectivo curso somente no segundo semestre de 2027, como explica o professor Tiago Coelho.
“Divulgaremos os resultados em fevereiro de 2027, mas aquele candidato ou candidata que passar no vestibular vai entrar no segundo semestre de 2027.”
O Acesso Enem da UnB continua como forma de ingresso e, pela nova política, terá vagas destinadas somente no segundo semestre letivo, ao lado do Vestibular.
Apesar de utilizar o desempenho obtido nas provas do último Exame Nacional do Ensino Médio, o Acesso Enem é diferente do Sisu, pois é um processo seletivo próprio da UnB e guiado por edital próprio.
Os editais do Acesso Enem são destinados aos cursos presenciais de graduação, distribuídos nos quatro campi da UnB: Darcy Ribeiro (Asa Norte), Planaltina, Gama e Ceilândia.
No caso de ausência de candidatos classificados para ocupar as vagas destinadas a um dos processos de seleção para ingresso primário na UnB, as vagas ociosas serão transferidas prioritariamente para outro processo de ingresso primário que ocorra no mesmo semestre, mediante critérios definidos em edital e observada a maior capacidade de preenchimento da modalidade substituta.
O objetivo é otimizar a ocupação das vagas de graduação disponibilizadas pela UnB.
A UnB fará o acompanhamento dos resultados, com avaliação periódica de indicadores como preenchimento das vagas, matrícula efetiva e vacância residual, o que permitirá que o modelo seja revisto para ajustar a distribuição de oportunidades entre as modalidades.

O material foi produzido e aprovado, em março de 2026, pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) e complementa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
De acordo com Parecer CNE/CEB nº 2, a arte é um campo essencial à formação humana, capaz de promover a criatividade, o pensamento crítico e o diálogo com outras áreas.
O presidente do CNE, César Callegari, explica o que muda na educação brasileira.
“Não podemos mais falar de arte com improviso ou apenas para ilustrar festas e comemorações. A arte é fundamental para tudo, para o ensino da língua portuguesa, para física, para matemática. Essa articulação é que dá sentido maior àquilo que nós chamamos a formação integral do indivíduo”, pontuou.
As escolas devem ensinar sobre conteúdos, métodos, processos de criação, referências culturais e formas próprias de produzir conhecimento.
As redes de educação devem definir uma carga horária equilibrada e coerente para cada componente curricular de arte, com a implementação de dois por ano, evitando sobreposições e garantindo a continuidade da aprendizagem.
Além disso, as escolas também deverão avaliar as condições físicas e pedagógicas para ofertar os componentes; elaborar planos com metas progressivas para melhorar espaços, materiais e recursos; integrar o espaço escolar com equipamentos culturais e artísticos locais; e fomentar parcerias com a comunidade para enriquecer a educação.
O texto destaca que, na educação básica, cada criança, jovem ou adulto aprende de um jeito único e essa singularidade deve ser respeitada.
Os sistemas de ensino estaduais, do Distrito Federal e municipais, em regime de colaboração com a União, devem assegurar a completa implementação desta resolução até o fim do prazo de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036).
O PNE estabelece as diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira na próxima década.
O objetivo é reforçar a importância da arte na formação integral dos estudantes brasileiros.

A análise inédita que cruza desempenho escolar do Ideb 2025 e o Indicador de Nível Socioeconômico (INSE) dos estudantes brasileiros foi feita pelo Instituto Sonho Grande e o Instituto Natura e mostra ainda que a escola de ensino médio de tempo integral tem performance superior em todos os níveis socioeconômicos.
E quando comparado o ganho no Ideb com a jornada ampliada entre as escolas classificadas como níveis diferentes, nas mais vulneráveis o impacto é quase 70% superior ao registrado nas unidades de contextos menos vulneráveis.
O Instituto Natura Brasil conclui que a política do ensino integral leva mais oportunidades de aprendizagem a quem mais precisa, como constata a superintendente de Políticas Educacionais da instituição, Maria Slemenson.
“Por muito tempo, tratamos a qualidade educacional como consequência da riqueza do território. O que o ensino médio integral vem provando, edição após edição do Ideb, é que onde a política é priorizada e bem implementada, o resultado de aprendizagem se descola da renda da família e da capacidade fiscal do estado.”
Por isso, o Instituto Natura entende que o programa Escola em Tempo Integral do Ministério da Educação (MEC) é a política pública mais efetiva, atualmente, “para reduzir, de forma estrutural, a desigualdade educacional herdada pelo Brasil.”
Os impactos das escolas de ensino médio 100% em tempo integral também se manifestaram nos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) 2025, que mede a qualidade do ensino nas escolas de todo o território nacional, a cada dois anos. Os alunos fazem provas nas disciplinas de matemática e língua portuguesa.
Em matemática, nas escolas de baixo nível socioeconômico, os alunos do ensino 100% integral obtiveram 23 pontos a mais no SAEB 2025 em relação aos estudantes do ensino parcial. Essa diferença de proficiência em matemática equivale a 4,6 anos a mais de aprendizado.
A especialista em educação do Instituto Natura Brasil aponta que o tempo estendido permite recompor as aprendizagens defasadas ao longo do ensino fundamental, na tentativa de neutralizar os gargalos na aprendizagem. “Isso só é possível porque o tempo extra é usado para dois movimentos que, em uma escola parcial, competem pelo mesmo período curto: avançar no conteúdo da série e, ao mesmo tempo, recompor o que ficou para trás”, disse Maria Slemenson.
Ela observa que nas unidades de tempo parcial, esse tipo de intervenção quase nunca cabe na grade, mas que nas escolas que funcionam em formato 100% integral, a recomposição das aprendizagens faz parte da rotina.
Já na língua portuguesa, na mesma comparação, o ganho foi de 21 pontos no SAEB 2025, o que representa uma aceleração de 3,2 anos de escolarização adicional para os jovens em situação de maior vulnerabilidade.
Maria Slemenson observa que o modelo de ensino integral impulsiona esse salto de leitura e escrita.
“O ganho em leitura e escrita se conecta ao tempo maior na escola, à maior proximidade com o corpo docente e à conexão com o projeto de vida, um dos pilares da política de ensino médio integral”.
Além do recorte de renda, os dados revelam que a vantagem do integral também é maior em escolas com maioria de matrículas de pessoas pretas, pardas ou indígenas (PPIs).
No Brasil, cerca de 74% das escolas 100% integrais do país atendem estudantes com maioria composta por PPIs, quando consideradas as escolas estaduais urbanas e com resultados divulgados no Ideb 2025.
Nas instituições de ensino médio onde os estudantes com perfil racial PPIs representam são mais de 80%, a nota média do Ideb alcança 4,9 no formato 100% integral, contra 4,3 no ensino parcial. Um avanço de 0,6 ponto.
Segundo o Instituto Natura Brasil, o resultado evidencia que a expansão do tempo integral tem contribuído diretamente para diminuir as disparidades de desempenho relacionadas à cor e à raça no ambiente escolar.
“A política de tempo integral já está majoritariamente a serviço de quem mais precisa dela. O Ideb comprova, com dado concreto, que o tempo integral tem um efeito equalizador racial, além do efeito socioeconômico”, celebra Maria Slemenson, do Instituto Natura.
Para o Instituto Natura, o sucesso e o impacto superior do ensino médio 100% integral no grupo de alunos de baixa renda não decorrem simplesmente do aumento de horas dentro da escola, mas sim de como esse tempo é utilizado.
O eixo pedagógico se sustenta em um conjunto interligado de pilares:
- construção do projeto de vida e protagonismo juvenil para estimular a autonomia e o planejamento de futuro dos jovens.
- acolhimento para oferecer acompanhamento socioemocional próximo e individualizado.
- aprendizado na prática para promover a conexão com o mundo real.
- orientação de estudos e tutoria para estruturar e potencializar a aprendizagem diária.
A superintendente do IN Maria Slemenson lista esse conjunto que posiciona a educação integral em vantagem em relação ao parcial, em especial, onde ela é mais necessária, nas regiões mais vulneráveis socioeconomicamente.
“Para o aluno de baixa renda, que muitas vezes não tem em casa o suporte, o acompanhamento ou a segurança que passam a existir dentro da escola de tempo integral, esse modelo pesa ainda mais.”
Por isso, o IN defende que a política de Ensino Médio Integral seja reconhecida, cada vez mais, como inegociável para o desenvolvimento do país, com benefícios da jornada ampliada, redução de vulnerabilidade social e maior proteção aos estudantes.
Em 2025, embora as escolas de ensino médio 100% integrais já somem 4.235 unidades no país (21% do total), elas respondem por cerca de 214 mil matrículas urbanas avaliadas.
Em contrapartida, o modelo de jornada parcial ainda concentra mais de 1 milhão de estudantes.
Ao analisar os principais gargalos enfrentados pelas redes estaduais para acelerar a transição do ensino parcial para integral em mais escolas, o Instituto Natura do Brasil avalia que a prioridade política explica o sucesso do modelo. A superintendente da instituição enfatiza que a maior barreira não é financeira, mas sim de gestão governamental sustentada ao longo do tempo.
“O Ideb 2025 mostra que estados com menos capacidade fiscal, quando tratam o tempo integral como prioridade de governo e não como projeto pontual, conseguem avançar tão rápido quanto, ou mais rápido, que estados mais ricos.”
Maria Slemenson ainda destacou o estado Piauí como referência nacional no ensino médio público e liderança nacional em educação profissional e tecnológica integrada. O estado nordestino foi pioneiro e é o único do Brasil com 100% das escolas estaduais de ensino médio em tempo integral.
“Essa transformação foi construída em poucos anos, entre 2022 e 2025, e prova que universalizar o tempo integral com qualidade é uma escolha possível mesmo para estados com menos recursos financeiros disponíveis”, ressaltou a especialista.
Quem circula pelo centro do Rio de Janeiro, perto da região do Campo de Santana, pode observar um prédio centenário da cidade em completo estado de abandono. Uma situação que vem preocupando quem mora e frequenta a área todos os dias. 

Interditado pela Defesa Civil desde 2008, o Palacete Imperial, localizado na esquina da Praça da República com a Rua Visconde do Rio Branco, abrigou diversas instituições desde a sua fundação em 1862. E testemunhou eventos importantes para a história do país, como a Proclamação da República, em 1889.
Porém, em 2026, o prédio acumula denúncias de depredação e ocupação irregular, além de problemas graves relacionados à estrutura. Moradores da área contam que o prédio está ocupado por pessoas em situação de rua, e que, apesar de promessas de revitalização, nenhum dos projetos foi finalizado.
O Palacete Imperial está sob propriedade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1978, e já foi sede da Escola de Comunicação e do Instituto de Eletrotécnica. Mas desde 2012 a edificação, patrimônio tombado da cidade, passou a ser responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Obras - O objetivo era instalar no prédio o Centro Nacional de Arqueologia (CNA), porém as negociações não avançaram. Em nota, o Iphan informou que realizou obras emergenciais no Palacete Imperial, e que cumpriu todas as intervenções que cabiam a instituição no acordo com a UFRJ, incluindo a limpeza da edificação.
“O Iphan esclarece que a finalidade prevista para o imóvel era exclusivamente a instalação do Centro Nacional de Arqueologia (CNA). No entanto, diante da atual estrutura organizacional da autarquia e da implantação do CNA na sede do Instituto, em Brasília, o edifício deixou de atender à finalidade originalmente estabelecida”, informou a nota.
O Iphan também esclareceu que entrou com um pedido para encerrar o contrato de responsabilidade com a UFRJ, e o processo segue em tramitação.
Defesa Civil - Em resposta, o Centro de Operações Rio informou que a estrutura segue interditada pela Defesa Civil por risco de desabamento, que foram realizadas cerca de dez vistorias no local desde 2008, e que tanto o Iphan quanto à UFRJ foram notificados acerca dos problemas estruturais.
Além disso, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento também emitiu vários atos de fiscalização para a tomada de providências.
Procurada pela a Agência Brasil para prestar esclarecimentos, a Universidade Federal do Rio de Janeiro não se manifestou até a publicação desta matéria.
*Estagiária sob responsabilidade da jornalista Mariana Tokarnia.

O Encceja é um exame gratuito, destinado a jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade apropriada para cada nível de ensino. Os resultados do exame podem ser utilizados nos processos de certificação de conclusão do ensino fundamental e do ensino médio.
Pela manhã, os portões abrem às 8h e fecham às 8h45, no horário de Brasília. As provas começam às 9h e terminam às 13h.
Já na parte da tarde, os portões serão abertos às 14h30 e fechados às 15h15. A aplicação se inicia às 15h30 e vai até as 20h30.
Para o ensino fundamental, haverá quatro provas objetivas que avaliarão conhecimentos em: ciências, matemática, língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física e redação, redação, inglês, espanhol, artes e educação física, história, geografia, filosofia e sociologia.
Já o ensino médio cobrará temas de química, física e biologia, matemática, língua portuguesa com redação, inglês, espanhol, artes e educação física, história, geografia, filosofia e sociologia.
Começa ao meio-dia desta segunda-feira (17) o prazo de inscrição para o Vestibular 2027 da Universidade de São Paulo (USP). O processo seletivo receberá cadastros até 9 de outubro por meio da página oficial. A taxa cobrada para a participação é R$ 228.

O concurso manterá a oferta de 8.147 oportunidades em cursos de graduação, divididas entre diferentes perfis de concorrência. Serão 4.888 vagas para candidatos da modalidade Ampla Concorrência, 2.053 vagas para candidatos de escolas públicas e 1.206 vagas para candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, egressos de escolas públicas.
A primeira etapa do vestibular, agendada para 1º de novembro, apresentará um novo formato. O caderno terá 80 questões de múltipla escolha, dez a menos do que nas edições anteriores, sem alteração na duração total de 5 horas.
Segundo a banca organizadora, a redução alinha-se a um modelo de avaliação mais interdisciplinar, focado na integração de conteúdos de diferentes disciplinas. A segunda etapa ocorrerá em 6 e 7 de dezembro.
Outra novidade é a inclusão de Fortaleza (CE) como polo de aplicação das provas, medida testada previamente durante os simulados organizados pela instituição. A expansão visa encurtar o trajeto de vestibulandos do Nordeste que tradicionalmente viajavam a São Paulo para prestar o exame, conforme explicou Gustavo Monaco, diretor-executivo da fundação.
Estudantes que demandam adaptações ou recursos de acessibilidade, como tempo estendido, provas em braile ou ampliadas, mobiliário adaptado e uso de próteses auditivas, devem formalizar o pedido no momento do cadastro, seguindo as diretrizes do Guia de Inclusão da instituição.
A organização alerta que beneficiados com gratuidade ou desconto na taxa não são inscritos de forma automática e precisam preencher o formulário do vestibular dentro do prazo.
A exigência também se aplica aos participantes dos simulados promovidos ao longo do ano. Além do canal eletrônico, haverá um ponto de atendimento presencial para inscrições na Feira USP e as Profissões, de 24 a 26 de setembro.
9 de outubro – Encerramento das inscrições
21 de outubro – Divulgação dos locais de prova da 1ª Fase
1º de novembro – Provas da 1ª Fase
23 de novembro – Divulgação dos convocados e dos locais da prova da 2ª Fase
6 e 7 de dezembro – Provas da 2ª Fase
8 a 11 de dezembro – Provas de Competências Específicas
26 de janeiro de 2027 – Divulgação da 1ª Chamada para matrícula
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior