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Mensagem de Leão XIV para a quinta edição da Marcha pela Vida de Bratislava, na Eslováquia: promover uma cultura que cuide dos mais frágeis e
...Mensagem de Leão XIV para a quinta edição da Marcha pela Vida de Bratislava, na Eslováquia: promover uma cultura que cuide dos mais frágeis e indefesos. O secretário da Conferência Episcopal: “Pedimos às instituições que protejam, sobretudo, as crianças ainda não nascidas. Mas também que ajudem concretamente as mães e as famílias em dificuldade”
Após o Angelus dominical, Leão XIV faz votos de “um envolvimento generoso da comunidade internacional” para ajudar a população, especialmente
...Após o Angelus dominical, Leão XIV faz votos de “um envolvimento generoso da comunidade internacional” para ajudar a população, especialmente mulheres e crianças, que sofre com a seca e episódios de violência no país do Chifre da África. Em memória dos prisioneiros da Segunda Guerra Mundial, ele convida a não esquecer, “mas a aprender com a história para não repetir os erros do passado”

Para os alunos concluintes, a PND é considerada a avaliação teórica obrigatória do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, por sua vez, é um pré-requisito para a obtenção do diploma do curso de graduação.
Neste ano, a PND contemplará 21 áreas de avaliação: Artes Visuais, Biologia, Ciências da Natureza, Ciências Sociais, Computação, Dança, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras Espanhol, Letras Português, Letras Português e Espanhol, Letras Português e Inglês, Letras Inglês, Matemática, Música, Química, Pedagogia e Teatro.
Os portões nos locais de prova da PND serão abertos em todo o país às 12h e fechados às 13h (no horário de Brasília). A prova começa às 13h30 e termina às 19h.
As provas são compostas por uma parte de Formação Geral Docente, com 30 questões objetivas e uma discursiva, e 50 questões objetivas de componente específico da área escolhida.
A nota geral varia de 0 a 100 pontos. A parte objetiva corresponde a 80% da nota, enquanto a questão discursiva representa os outros 20%.
O Cartão de Confirmação da Inscrição pode ser acessado pelo Sistema PND. O documento também mostra o local de aplicação do exame. Será necessária a apresentação de documento oficial com foto, físico ou digital. Documentos digitais devem ser apresentados no aplicativo oficial do Gov.br.
Para o preenchimento da prova só será permitida a caneta esferográfica de tinta preta em material transparente. Outros materiais e cores não serão aceitos.

Os docentes que fariam a prova no Colégio Estadual Astolpho Macedo de Souza, no bairro São Basílio Magno, agora terão que fazer o exame na Escola Municipal Hilda Romanzini de Melo, que fica na Praça Coronel Amazonas, 100, no Centro.
Segundo o Inep, a mudança ocorreu devido à necessidade de uso dos dois colégios estaduais, onde originalmente seria aplicada a prova, para abrigar a população afetada pelos recentes eventos climáticos locais.
A orientação é que todos os participantes consultem novamente seu cartão de confirmação de local de prova no Sistema PND para verificar as informações atualizadas.
Outra ação obrigatória antes da realização da prova é responder ao questionário da PND até as 23h59 deste sábado (19). O preenchimento é obrigatório para que o participante possa visualizar o local onde realizará a prova neste domingo (20).
Os portões dos locais de prova abrem às 12h (horário de Brasília) e fecham às 13h (também no horário de Brasília), simultaneamente em todo o país. O exame começa às 13h30 e termina às 19h.
De acordo com o Inep, é obrigatória a apresentação de documento oficial com foto, físico ou digital. Documentos digitais devem ser apresentados no aplicativo oficial do Gov.br. Só é permitido o uso de caneta esferográfica de tinta preta feita com material transparente. Outros materiais e cores não serão aceitos.

Silva analisou as informações de mais de 6 mil exoplanetas já descobertos até agora, a partir de um banco de dados da Nasa, a agência espacial estadunidense. Ele examinou informações como raio, densidade e distância em que orbitam em relação à estrela.
“A zona de habitabilidade é uma zona que possibilita a água líquida porque não é nem tão quente, mais próximo da estrela, e nem tão frio, para longe da estrela. Então é a zona perfeita. A gente chama de Goldilocks Zone, a Zona dos Cachinhos Dourados”, explica Silva.
Por fim, estimou as características da atmosfera, além da pressão e temperatura da superfície. Silva, então, elencou os oito exoplanetas mais parecidos com o nosso, portanto, com maiores possibilidades de possuir água em estado líquido e sustentar vida.
“A Terra é o único exemplo que a gente vai ter, por enquanto, para se definir vida, para se definir quais são as características necessárias para se ter água líquida”, afirma o pesquisador, que apresentou seu trabalho nesta semana, na 6ª edição do Astrobion, evento sobre astrobiologia organizado pelo Observatório Nacional, no Rio de Janeiro.
Dos oito exoplanetas, o mais parecido com a Terra é chamado de GJ 1002b, que, segundo a pesquisa do Observatório Nacional, tem 98% de similaridade com o nosso planeta.
Descoberto em 2022, o GJ 1002b, localiza-se a 16 anos-luz do nosso planeta (ou seja, a luz leva 16 anos para fazer o trajeto entre os dois planetas). Ele orbita uma estrela anã-vermelha (tipo M), que é mais fria que o Sol. Cada volta em torno da estrela, leva apenas 10 dias.
“A gente está buscando um planeta que tenha condições similares à Terra. Mas isso não quer dizer que seja o único lugar possível de ter vida no universo, porque podem existir outras formas de vida que a gente ainda não conheça e que precisem de características químico-físicas diferentes”, ressalta o professor Marcelo Borges Fernandes.
A possibilidade de haver vida fora da terra é parte do imaginário popular há séculos. Na Grécia Antiga, pensadores já especulavam sobre a possibilidade de haver vida na Lua. A busca por organismos extraterrestres ganhou força com o início da corrida espacial, entre os anos 50 e 60.
Nas primeiras décadas, no entanto, a busca se focou em nosso Sistema Solar, em especial naqueles corpos celestes mais próximos da Terra, como a própria Lua e o planeta Marte, e na recepção de sinais enviados por eventuais civilizações extraterrestres.
Em 1992, no entanto, os primeiros exoplanetas, chamados de Poltergeist e Phobetor, foram descobertos. De lá para cá, foram mais de 6 mil descobertas na nossa galáxia, elevando assim o número de locais onde a vida pode ter se desenvolvido.
A busca por vida nesses locais, no entanto, é uma tarefa difícil, uma vez que todos eles estão a anos-luz da Terra, o que inviabiliza, pelo menos com a tecnologia existente, que sejam visitados. O estudo desses exoplanetas é feito por meio de observações intermediadas pela estrela à qual eles orbitam.
A forma de verificar a possível existência de vida nesses casos é através do exame da atmosfera desses exoplanetas. Telescópios, como o James Webb, possuem equipamentos que analisam as ondas de luz emitidas pela estrela quando o planeta está transitando em frente a ela. Esses aparelhos conseguem perceber as variações ocorridas quando elas interagem com a atmosfera do exoplaneta, já que cada substância química tem sua própria marca.
“Com alta resolução espectral, você pode ver se existe uma atmosfera, determinar a composição química da atmosfera e, com isso, você vai juntando cada pecinha do quebra-cabeça de forma tentar definir se aquele planeta pode ter condições ideais para existência da vida ou não”, explica Fernandes.
O que os cientistas que buscam vida fora da Terra, os chamados astrobiólogos, buscam são as chamadas bioassinaturas. São substâncias ou uma combinação delas que, na Terra, são comumente produzidas pela ação de mecanismos biológicos, como é o caso da coexistência dos gases metano e oxigênio.
Recentemente um estudo liderado pela Universidade de Cambridge analisou a atmosfera do exoplaneta K2-18b e encontrou sinais de metano e dióxido de carbono. Também foi detectada uma assinatura que poderia ser sulfeto de dimetila (DMS), uma molécula que, na Terra, é produzida apenas por seres vivos, como os fitoplânctons.
Como este é um planeta que tem probabilidade de ser coberto por um oceano de água global, veículos de imprensa noticiaram que cientistas haviam descoberto sinais de vida em um planeta distante.
O problema é que muitas das bioassinaturas, inclusive as substâncias encontradas em K2-18b, poderiam ser produzidas também por meios abióticos, como processos geológicos ou radiação.
“A gente tem que ter sempre muito cuidado para analisar isso e comparar com o único exemplo que a gente tem, que é a Terra, para saber se a única explicação seria uma fonte de vida ou se pode ser de fontes geológicas ou atmosféricas não ligadas à vida, que reproduziriam aquela possível bioassinatura”, ressalta Fernandes.
De acordo com o pesquisador do Laboratório Analítico de Astrobiologia da Nasa José Aponte, encontrar bioassinaturas de forma isolada no espaço não é sinal inequívoco de vida. "Nenhuma análise, por si só, pode garantir uma confirmação definitiva [da existência de vida]. É preciso haver mais de uma linha de evidência para que isso aconteça".
Aponte destaca que a combinação de três aspectos pode ser um forte indicador de que aquelas bioassinaturas são mesmo produzidas por seres vivos. O primeiro seria a repetição de moléculas no ambiente. "Se aquela molécula se repete exaustivamente e isso é consistente depois de várias medições, isso poderia representar uma bioassinatura".
A segunda linha de evidências seria a predominância de um tipo de quiralidade. Moléculas quirais são aquelas que têm a mesma estrutura química, mas não são exatamente iguais. Algumas desviam a luz para a esquerda e outras, para a direita. Um bom exemplo para explicar isso são as mãos esquerda e direita. Elas são a imagem espalhada uma da outra, mas se formos sobrepô-las (ambas com as palmas para baixo), elas não se encaixam.
Na Terra, os organismos usam quase que exclusivamente os aminoácidos de configuração L (ou seja, são como nossa mão esquerda), salvo poucas exceções. Já os açúcares são praticamente todos de configuração D (isto é, como a mão direita). "Então uma segunda linha de evidência seria encontrar a predominância de um tipo de molécula quiral [no lugar investigado]".
E a terceira linha de evidências seria a análise de isótopos, isto é, elementos químicos que têm massas diferentes. Na Terra, a vida tem preferência pelos isótopos mais leves, como o carbono 12, em vez do carbono 13, e pelo hidrogênio em vez do deutério (isótopo mais pesado do hidrogênio).
"Bioassinaturas em outros lugares também poderiam ser ricas nos isótopos mais leves. Então, não se trata apenas de encontrar uma única molécula, mas sim de encontrar mais de uma linha de evidência combinada", explica o pesquisador da Nasa.
Mesmo aquelas moléculas orgânicas que são chamadas de ingredientes da vida, como os aminoácidos ou as bases nitrogenadas que formam nosso código genético, não podem ser consideradas provas da existência de vida extraterrestre.
Aponte é parte do grupo de cientistas que analisou amostras de rochas coletadas por uma sonda no asteroide Bennu, que orbita próximo à Terra. Dezenas de moléculas orgânicas foram detectadas no corpo celeste, entre elas os três componentes dos ácidos nucleicos: fosfatos, o açúcar ribose (que é parte da estrutura do RNA, o ácido ribonucleico) e as cinco bases nitrogenadas que formam os nucleotídeos de todos os seres vivos: adenina, guanina, citosina, timina e uracila.
Também foram detectados, nada menos que 14 dos 20 aminoácidos usados na produção de proteínas pelos organismos terrestres, inclusive o triptofano, que nunca havia sido observado em amostras extraterrestres.
Nada disso, no entanto, é sinal de vida extraterrestre, já que essas moléculas podem ter sido formadas de forma abiótica pela ação de radiação ou de reações químicas em um ambiente aquoso, há centenas de milhões de anos.
“No caso de encontrarmos um composto do tipo nucleotídeo ou uma cadeia de RNA, a história é outra. Isso poderia ser uma evidência mais robusta, porque moléculas como essas são muito frágeis e se decompõem muito rapidamente em termos geológicos”, afirma Aponte.
Apesar das dificuldades para se localizar vida fora da Terra, há grandes expectativas em relação a futuras missões não tripuladas dentro do próprio Sistema Solar, como a Europa Clipper, que deve chegar, em 2030, a Europa, satélite que orbita Júpiter. Há indícios de que, sob a crosta de gelo dessa lua joviana, exista um oceano de água salgada, que pode ter condições de abrigar vida.
Outra missão, a Dragonfly, deverá ser lançada em 2028, rumo a Titan, uma das luas de Saturno, que possui uma atmosfera possivelmente rica em nitrogênio, além de metano em forma líquida em sua superfície. O robô, que tem o mesmo nome da missão, deve chegar a Titan em 2034 e buscará indicadores químicos de vida baseada em água ou em hidrocarbonetos, como o metano.
Há expectativas também em relação a outra lua de Saturno, Enceladus, que, assim como Europa, também pode abrigar um oceano sob sua crosta de gelo; e a Marte, onde há calotas de gelo e possivelmente reservatórios subterrâneos de água.

Os participantes surdos ou com deficiência auditiva, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou com dislexia também contam com versões do documento que trazem orientações específicas a estes públicos, no mesmo endereço eletrônico.
As provas do Enem 2026 serão aplicadas nos domingos 8 e 15 de novembro. A redação integra o primeiro dia de aplicação do exame, em todo o país.
A publicação reúne recomendações gerais e orientações do Inep para auxiliar os participantes na preparação para a prova de redação.
O conteúdo esclarece qual é a Matriz de Referência da redação. Traz também exemplos, acompanhados de comentários pedagógicos dos corretores, das redações que alcançaram altas pontuações na edição de 2025 do exame, o que permite aos participantes compreender, na prática, os critérios utilizados na avaliação dos textos.
O material ainda incentiva quem está se preparando para a prova de redação a ler frequentemente para ampliar o vocabulário, diversificar o repertório sociocultural e auxiliar na elaboração de propostas de intervenção ao tema proposto pelo Inep.
O documento detalha as cinco competências avaliadas pelos corretores da redação do Enem 2026. Ao redigir seu texto, o candidato deve:
Neste último ponto, o documento observa a necessidade de respeito à dignidade humana; igualdade de direitos; reconhecimento e valorização das diferenças e diversidades; Estado laico; democracia na educação; e sustentabilidade socioambiental.
A cartilha alerta o aluno para ter cuidado com o chamado “repertório de bolso”, com referências prontas, memorizadas e frequentemente usadas pelos participantes, de forma genérica e pouco aprofundada, sem conexão real com o tema.
“É como se fosse um repertório guardado no bolso para ser usado com qualquer tema, mesmo que não seja totalmente adequado ou pertinente”, diz a cartilha.
Ainda de acordo com o documento, para que uma redação seja compreendida é necessário selecionar os argumentos; relacionar as partes do texto; progredir adequadamente no desenvolvimento do tema com a apresentação das ideias de forma organizada e apresentação dos argumentos para a defesa do ponto de vista escolhido.
Cada redação será corrigida por dois avaliadores, que atribuirão uma nota de 0 a 200 pontos em cada uma das cinco competências avaliadas.
A soma desses pontos vai compor a nota total atribuída por cada avaliador, que pode chegar a 1 mil pontos. A nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores.
Entre as situações que podem levar à nota zero ou anulação estão:
A cartilha explica que, se ocorrer a cópia de textos da própria prova de redação ou do caderno de questões, a quantidade de linhas copiadas será descontada do total de linhas.
O Exame Nacional do Ensino Médio é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições de ensino de Portugal que têm convênio com o Inep.
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para os candidatos com 18 anos de idade completos que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Pela primeira vez, em 2026, o Enem também será adotado como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, o que amplia seu papel no acompanhamento das políticas educacionais.

“Sabe-se que, historicamente, elas têm uma taxa de analfabetismo mais elevada do que as pessoas sem deficiência. Parte dessa diferença decorre da maior concentração de pessoas com deficiência entre os idosos, gerações menos escolarizadas do que as gerações atuais. Contudo, esse enfoque nos jovens consegue acrescentar que a desigualdade entre as pessoas com deficiência e sem deficiência não se resume só à questão geracional”, destaca a pesquisadora do IBGE Luanda Botelho.
No entanto, mesmo entre os tipos de deficiência com menor taxa de analfabetismo do grupo - aquelas com alguma dificuldade de enxergar (3,5%), - ela é mais do que o triplo daquela observada entre as pessoas sem deficiência.
As demais taxas são de 10% entre as pessoas com dificuldade de ouvir, de 23,3% entre aquelas com dificuldade de caminhar ou subir escadas (23,3%) e de 31,3% entre aquelas com dificuldade de pegar objetos pequenos (31,3%).
A frequência escolar é menor também entre as pessoas com deficiência. As taxas eram de 92,6% para as crianças de 6 a 14 anos e de 79,5% para os jovens entre 15 e 17 anos.
Os índices são inferiores aos observados entre aqueles sem deficiência: 98,4% para crianças de 6 a 14 anos e 85,4% para jovens de 15 a 17 anos.
Aqueles com deficiência profunda, ou seja, que não conseguem de forma alguma escutar, ouvir, pegar objetos ou caminhar, eram os menos incluídos no sistema escolar. Nesse grupo, os índices de frequência eram de 82,3% para crianças de 6 a 14 anos e de 65,6% para jovens de 15 a 17 anos.
Segundo o Censo Escolar 2025, as escolas com banheiro acessível representavam 57% do total, aquelas com sala de recursos multifuncionais eram 30% e as que possuíam profissional de apoio, 26,2%. As escolas com pelo menos um desses recursos eram 78,5%.
Havia, no entanto, diferenças entre as duas redes. A rede privada tinha mais banheiros acessíveis: 64,4% contra 54,8% na rede pública. Já a rede pública tinha vantagens em relação à existência de profissional de apoio: 32,8% das escolas, contra 4,6% na rede privada.
Em relação às salas de recursos multifuncionais, que são espaços equipados e destinados ao atendimento escolar especializado, a estrutura estava presente em 34,5% das escolas da rede pública, contra 15,2% nas privadas.
A pesquisa mostra ainda que, de 2014 para 2024, a presença de pessoas com deficiência em cursos de ensino superior quase triplicou, passando de 33.377 para 95.572 alunos. Se antes as matrículas destes estudantes representavam 0,43% do total dos alunos de graduação do país, passaram a ser 0,93%.
O crescimento foi puxado principalmente pelos cursos de graduação a distância. Enquanto as matrículas em cursos presenciais quase duplicaram no período (de 26.637 para 50.609), o número de estudantes em curso a distância cresceu mais de seis vezes ( de 6.740 para 44.963).
Confira mais detalhes da pesquisa no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

O preenchimento é obrigatório para que o participante possa visualizar o local onde realizará a prova neste domingo (20), entre 13h30 e 19h. Os portões serão fechados às 13h (horário de Brasília).
Os participantes inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas 2026 como concluintes pelos coordenadores do curso devem preencher o Questionário do Estudante, exclusivamente no Sistema Enade. O acesso exige o login e senha da conta da plataforma Gov.br.
O procedimento completo do documento é obrigatório e funciona como requisito para visualização do local de aplicação da prova.
O questionário tem 70 perguntas, como estado civil, cor ou raça, se o candidato tem filhos, alguma deficiência ou transtorno de desenvolvimento, situação financeira, nível de escolarização dos pais do candidato, entre outras.
As respostas serão analisadas pelo Inep e agregadas por curso de graduação, preservando-se o sigilo de identidade de quem o respondeu.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) explica que é responsabilidade do estudante preencher corretamente as informações prestadas e é responsabilidade da instituição de ensino superior acompanhar a situação de preenchimento do questionário.
De acordo com o edital da PND 2026, os dados coletados são usados em processos de avaliação dos cursos de graduação e das instituições de educação superior.
>> Veja aqui como foi o Questionário do Estudante do Enade Licenciaturas do ano passado.
Os demais inscritos na PND que têm formação em licenciatura e querem lecionar em escolas da rede pública devem responder ao Questionário Contextual, que reúne informações sobre o perfil do participante e o contexto de sua formação.
Estes candidatos devem preencher os respectivos questionários diretamente no Sistema PND do Inep.
O Questionário Contextual é voltado ao aperfeiçoamento da formação inicial de professores, por meio de políticas públicas coordenadas pelo MEC.
A Prova Nacional Docente tem o objetivo de melhorar a qualidade dos processos seletivos para professores e, também, induzir o aumento de professores qualificados no magistério público.
A iniciativa federal integra o programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica e o incentivo à docência no Brasil.

Na categoria que engloba projetos da educação infantil até os primeiros anos do ensino fundamental, a vencedora foi a Casa da Infância, em Salvador (BA). A escola privada desenvolve um projeto de intercâmbio educativo e sustentável entre quatro escolas do Brasil e da Colômbia.
As ações incluem encontros presenciais e virtuais, além da troca de cartas e conteúdos em português, espanhol e inglês, que promovem o compartilhamento de boas práticas entre as instituições de ensino.
“Entre os resultados está essa abertura de dialogar com o diferente, de compreender que pode aprender potências e forças com aqueles que parecem ter uma realidade tão distinta. A gente percebeu as crianças muito abertas, inclusive com repertório de literatura, de questões raciais”, disse Marília Dourado, gestora da Casa da Infância.
O projeto já promoveu imersões na Caatinga, na Mata Atlântica e em comunidades tradicionais, além da participação em seminários internacionais e visitas entre as escolas participantes.
“Recebemos educadores da Colômbia aqui, depois a gente vai até lá viver a experiência de troca. Isso marca uma ampliação de conhecimento de mundo, de repertório linguístico, [abordando também] identidade de território e ancestralidade”, disse Marília.
Segundo a instituição, cerca de 2 mil pessoas foram impactadas pelo projeto, dentro e fora das escolas.
Na categoria que avalia experiências dos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), o projeto premiado foi o EcoLuz Trap – Tecnologia de Baixo Custo contra Vetores de Doenças na Amazônia. O protótipo de armadilha contra mosquitos foi desenvolvido por estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), do Campus Marabá Industrial, de Marabá (PA).
Os estudantes criaram uma armadilha luminosa de baixo custo para reduzir a presença de mosquitos vetores de doenças, dispensando o uso de inseticidas. A tecnologia utiliza materiais reaproveitados, como latas, fios e componentes eletrônicos. Dessa forma, a solução torna-se acessível e replicável.
O professor Ríguel Contente, que conduziu o projeto, contou sobre a primeira conversa com os estudantes para dar início ao projeto.
“Eu conversei em sala de aula com os alunos: como é na casa de vocês essa questão de mosquito? E é muito ruim para eles, porque a maior parte mora em áreas periféricas e, aqui em Marabá é muito quente. As pessoas têm que abrir a janela à noite, tem todo aquele incômodo da presença de muito mosquito na residência.”
A partir disso, eles fizeram o diagnóstico do problema, a construção dos protótipos, os testes com diferentes cores de LED, até o registro e a identificação dos insetos capturados.
A estrutura externa da armadilha é uma lata de leite, com uma tela colocada embaixo, pés feitos de tampas de garrafa e uma fonte 12 volts de aparelhos descartados. Há ainda uma espécie de pequeno ventilador e lâmpadas.
“Tem a parte de desenho técnico, estudar como fazer o desenho da armadilha. Depois tem que ir para a parte experimental, ver qual é a lâmpada que vai ter a melhor eficiência de atração de mosquito. Fizemos várias réplicas com lâmpada vermelha, verde, roxo, azul, e espalhamos pela escola”, relatou Ríguel.
O professor ressalta que, por meio da iniciativa, foi possível aproximar os estudantes da ciência, tecnologia e sustentabilidade para encontrar respostas para problemas concretos enfrentados pela comunidade.
“Os alunos também tiveram experiência com estatística, saber o que é uma média, o que é um índice, fazer gráficos e tabelas. E tem a questão de saber identificar os mosquitos, então o aluno tem que conhecer a zoologia”, lembrou o professor, acrescentando que os estudantes puderam apresentar os resultados em congressos e feiras.
Segundo a instituição, a proposta alcançou cerca de 3,5 mil pessoas. “Além dessa parte educacional, que teve um impacto muito bom para os alunos, a gente vai agora para a extensão, que é levar esse equipamento para as pessoas [de fora da escola]. O primeiro beneficiado foi a própria escola, porque a gente espalhou essas armadilhas nos espaços", contou.
Ao todo, dez projetos foram finalistas desta edição do Prêmio Escolas Sustentáveis, que é aberto a escolas públicas e privadas. Além de receber um prêmio em dinheiro, as escolas campeãs seguem agora para a etapa internacional da competição, que ocorrerá na Cidade do México, em 2 de dezembro.
O prêmio é uma iniciativa da Fundação Santillana, da Santillana e da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OIE). O diretor executivo da Fundação Santillana no Brasil, Luciano Monteiro, ressaltou que o prêmio tem a missão de valorizar e reconhecer o que as escolas fazem em favor da sustentabilidade.
“A ideia é mostrar que sustentabilidade não é só meta global, grandes projetos internacionais. Sustentabilidade é algo que acontece perto de nós também. Isso acontece quando estudantes, professores, crianças, olham situações da sua comunidade e pensam em estratégias para corrigi-las”, explicou Luciano.
O site do prêmio reúne o repositório dessas boas práticas e tecnologias para que outras escolas possam conhecer, replicar e adequar à sua realidade.

A adesão das redes municipais, em 2026, representa um crescimento percentual de 33,09% em relação à adesão de 1.508 municípios, em 2025. Na primeira edição da Prova Nacional Docente (PND), o Ministério da Educação (MEC) também anunciou, a adesão de 22 redes de ensino estaduais.
De acordo com a portaria publicada pelo Ministério da Educação (nº 527/2026, em junho, os 23 governos estaduais que aderiram à Prova Nacional Docente são: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Somente os estados do Amazonas, Ceará e Goiás, além do Distrito Federal, não têm confirmado o registro na categoria Estadual.
Em relação à lista dos municípios, as 2.007 redes municipais de ensino participantes são de 26 estados brasileiros.
Neste ano, as 25 capitais participantes na esfera municipal são:
Região Norte: Rio Branco, Manaus, Macapá, Belém, Porto Velho e Boa Vista;
Região Nordeste: Maceió, Salvador, Fortaleza, São Luís, João Pessoa, Recife, Teresina, Natal e Aracaju;
Região Centro-Oeste: Goiânia, Cuiabá e Campo Grande;
Região Sudeste: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória;
Região Sul: Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis.
Somente a capital Palmas não vai adotar esta edição da PND em seus processos seletivos de professores.
O governo do Distrito Federal (GDF) informou à Agência Brasil que não aderiu até o momento à Prova Nacional Docente (PND) porque ainda analisa tecnicamente a compatibilidade da política pública federal com a realidade da rede local de ensino e suas especificidades que demandam perfis e formações profissionais específicas.
A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) anunciou que prepara novo concurso para a educação, com previsão de edital ainda em 2026, para as carreiras de magistério público (professor e orientador educacional) e de políticas públicas e gestão educacional. “Atualmente, a secretaria trabalha na elaboração final do termo de referência para a contratação da banca organizadora, com previsão de publicação do edital ainda em 2026”, diz o comunicado.
O Distrito Federal também esclarece que o último concurso, realizado em 2022, já resultou na nomeação de mais de 11,5 mil aprovados, desde 2023, e permanece válido até julho de 2027. A estimativa é preenchimento de 2.650 vagas imediatas e 7.954 para cadastro de reserva.
Por fim, a rede pública do DF também destacou que há um banco de professores temporários aprovados, válido para chamamento no ano letivo de 2026 e passível de prorrogação para 2027.
Em nota à Agência Brasil, a Secretaria Municipal da Educação de Palmas declarou que não tem previsão de realizar um novo concurso público para professores efetivos, pois o concurso realizado em 2024 continua vigente.
Sobre a contratação de docentes temporários, a prefeitura afirmou que realiza anualmente processos seletivos para professores substitutos, de acordo com as necessidades da rede municipal de ensino e dentro das normas legais, com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços educacionais. “Com isso, a pasta busca assegurar a continuidade dos serviços educacionais”, diz a nota.
A Secretaria de Educação de Goiás informou que a decisão de não aderir à prova é motivada pela existência de processos seletivos e de um concurso público vigente para provimento de cargos do magistério estadual, com oferta de 5.050 vagas para o quadro permanente da rede estadual. A pasta ressalta que a adesão à PND é facultativa e que a prova não substitui concursos ou seleções próprias dos estados e municípios.
A Seduc/GO explica ainda que, no momento, não há anúncio de novos certames além dos processos de provimento já em andamento. “A Secretaria informa que novos certames dependem do planejamento da Pasta, da necessidade da rede e das condições administrativas e orçamentárias.”
A Agência Brasil entrou em contato, ainda, com as secretarias estaduais de Educação do Amazonas e de Goiás. O espaço segue aberto para manifestações.
A PND tem o objetivo de promover a realização de concursos públicos ou de outros processos seletivos para a contratação de docentes pelas redes públicas de ensino. Os resultados podem ser usados por estados e municípios que fizeram a adesão formal ao programa. Os entes podem usar o resultado objetivo pelo candidato como mecanismo único ou complementar de seleção dos profissionais para trabalhar no magistério público.
A prova ainda tem os objetivos de melhorar a qualidade dos processos seletivos para professores, e, também, induzir o aumento de professores qualificados no magistério público.
A iniciativa federal voltada aos licenciados integra o programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações integradas para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica e o incentivo à docência no Brasil.
* Texto alterado às 18h50 para inclusão da manifestação da Secretaria de Educação de Goiás
O Sindicato Nacional de Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) lança nesta quarta-feira (16), na capital paulista, o documentário Educação e Ciência por um Brasil que dá certo. A exibição será às 17h, na Casa de Cultura Japonesa da USP (Campus Butantã). O filme faz parte da campanha do Andes Lutar não é Crime!, para combater os ataques ideológicos e orçamentários à educação superior e à ciência públicas. A obra reforça ainda o papel fundamental de ambas na transformação da realidade no país. 

Com duração de 25 minutos, a obra é uma produção da Cajuína Filmes, com direção de André Manfrim, e reúne depoimentos de pessoas que tem a vida impactada diariamente pelo ensino superior e pela ciência. Também participam lideranças estudantis e sindicais, personalidades públicas.
“O documentário pretende ser um instrumento contra a desesperança alimentada pela extrema direita e pelo realismo cínico de quem só defende cortes. Queremos chamar a atenção da população brasileira para a esperança, para a defesa desses patrimônios nacionais tão importantes para nossa classe trabalhadora, que são as instituições de ensino e pesquisa públicas”, explicou o presidente do Andes-SN, Cláudio Mendonça.
Em seguida, o documentário será lançado no Rio de Janeiro, no Salão Nobre IFCS/UFRJ (17 de setembro); em Brasília, Auditório da Adunb/Campus Darci Ribeiro (23 de setembro); em Salvador, na Praça das Artes UFBA, Campus Ondina (24 de setembro); em Manaus, no Largo de São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas (30 de setembro); e em Curitiba, no Cine Passeio (7 de outubro).
Outro objetivo do documentário é reforçar dados oficiais, como o de que mais de 95% da produção científica brasileira provém das Universidades públicas. Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi), quatro das seis maiores requisitantes de patentes no país são universidades públicas.
Além disso, aborda o fato de que a presença de estudantes negros e negras nas Universidades públicas brasileiras cresceu mais de 22%, nos últimos 20 anos, chegando a 51,2% do total de matrículas.
“Atualmente, 64,7% dos estudantes das Universidades públicas vieram, integral ou majoritariamente, de escolas públicas; 70,1% dos estudantes pertencem a famílias com renda mensal per capita de até 1,5 salário mínimo”, diz o Andes.
Segundo o IBGE, a taxa de emprego informal é 45% menor entre pessoas com ensino superior completo, em comparação com quem cursou apenas o ensino médio. Trabalhadoras e trabalhadores com ensino superior ganham, em média, 148% mais do que aquelas e aqueles com apenas ensino médio.
O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5% no período. Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa “Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil”, do Instituto Semesp, que aponta dificuldade crescente para a renovação do quadro docente da rede pública.

Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública. A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.
Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (16), no 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro (FNESP), em São Paulo. Além de representantes do Semesp, participam do evento autoridades do Ministério da Educação (MEC), da Unesco e de outros países, como África do Sul, China, Colômbia e México.
Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o contingente de profissionais com idade a partir de 60 anos mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil.
Outra conclusão foi de que as contratações temporárias passaram de 146 mil para 205 mil, um crescimento equivalente a 40,4%. Os docentes com esse tipo de vínculo representavam 32,2% do quadro público e passaram a corresponder a 43,4%.
Por outro lado, o quantitativo de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. Em 2015, eles representavam 67,2% do quadro e, em 2025, passaram a corresponder a pouco mais da metade (54,1%).
Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de reposição dos profissionais.
Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. passou a ser de aproximadamente um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32. As menores taxas de renovação foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).