Outubro de 2009
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Em breve um acervo de revistas do século XX. (Saiba mais)
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A queda foi de 300 mil lares, passando de 5,9 milhões em 2023 para 5,6 milhões em 2024. Entre as categorias possíveis - insuficiência alimentar grave, moderada e leve, segundo a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) - o grupo em situação grave foi o que mais recuou, passando de 894 mil para 744 mil lares.
O nível de insegurança moderado teve queda, passando de 1,2 milhão para 1,1 milhão. O número de lares com vulnerabilidade social e privação de comida leves se manteve em cerca de 3,7 milhões. Na soma, 21,8% de todas as moradias com idosos no país tem algum grau de vulnerabilidade com impacto na alimentação.

Thamires Matias, irmã do policial, está sendo investigada pela Delegacia de Embu das Artes, cidade na região metropolitana de São Paulo, por suspeita de fraude processual. A polícia não localizou Thamires em casa, e ela passou a ser considerada foragida.
No último domingo (6), a radiologista Larissa Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada morta, com um tiro na cabeça, no banheiro da casa onde morava com Vinícius Costa. O casal vivia em Embu das Artes e tinha um filho pequeno.
O PM disse às autoridades que a esposa tirou a própria vida após ele anunciar que queria terminar o relacionamento. Estudos periciais no corpo da vítima e no local indicaram que seria impossível Larissa ter cometido suicídio.
Devido a essas conclusões, o policial militar foi detido no velório da radiologista, na última segunda-feira (7). À tarde, foi decretada a prisão temporária de Vinícius, que foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes.
A Agência Brasil procurou a defesa do PM, mas não teve resposta, e tenta conseguir o contato do advogado de Thamires.
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

Outra característica de destaque é a origem das pessoas exploradas. Além de brasileiras e brasileiros, foram localizadas 66 migrantes vítimas provenientes da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau.
A maior parte dos resgates (292 vítimas) ocorreu na zona rural, 57,5% das fiscalizações. O segmento econômico com maior número de casos foi o cultivo de café, com 53 vítimas, seguido por plantações de cebola (47), de batata-inglesa (44) e outras culturas de lavoura temporária (43).
Da região urbana foram resgatadas 178 das vítimas (37,2%). A construção civil respondeu por quase metade desses casos (85 pessoas, ou 47,7% das vítimas).
Iniciada em 2021, a força-tarefa da Operação Resgate combina esforços do MPF com o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Polícia Federal (PF), a Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Ao longo de cinco anos, os esforços de fiscalização resultaram no resgate de 1.192 trabalhadores sem carteira assinada, ou seja, trabalhando informalmente e sem os direitos básicos garantidos, como férias e décimo terceiro.
Durante as fiscalizações realizadas no mês passado, os empregadores flagrados submetendo trabalhadores a essas condições foram notificados e instados a interromper as atividades e a rescindir os contratos de trabalho, formalizando-os retroativamente. O total em verbas trabalhistas e rescisórias chega R$ 1,4 milhão.
Além do trabalho análogo à escravidão, os empregadores implicados deverão responder por outras irregularidades, como trabalho infantil e por descumprir normas de saúde e segurança, colocando as vítimas em risco.
Segundo o MPF, na fase VI da Operação Resgate foram emitidos 1.836 autos de infração relacionados a esses contextos, assim como ordens de interdição e embargo de atividades com grave e possível risco para a integridade física e saúde dos trabalhadores.
"No âmbito da persecução penal e da atuação extrajudicial, o MPF acompanha atualmente 95 procedimentos extrajudiciais e 491 inquéritos relacionados à submissão ou à recondução de pessoas a condições análogas à escravidão. Na esfera judicial, em primeira instância, tramitam 759 ações penais. Outras 289 ações penais, apelações e recursos criminais em segunda instância, concentrados nas Procuradorias Regionais da República da 1ª, 3ª e 6ª Regiões", detalhou o MPF.
No início de julho, foi sancionada a Lei nº 15.455/2026, que amplia a proteção às vítimas de trabalho análogo à escravidão no ambiente doméstico, permitindo que auditores fiscais entrem em residências para apurar suspeitas de irregularidades sem que precisem de um mandado judicial.
A lei também prioriza as vítimas na fila do programa Bolsa Família e determina a aplicação da Lei Maria da Penha quando a vítima for mulher. A combinação com a Lei Maria da Penha deverá facilitar a obtenção de medidas protetivas de urgência e, com isso, evitar que patrões violentem ainda mais as vítimas resgatadas. Magistrados poderão, por exemplo, determinar o afastamento dos empregadores da residência e proibi-los de entrar em contato com a vítima e seus familiares.
Estatísticas mostram que a maioria das pessoas que têm como ocupação o serviço doméstico remunerado, que assume variadas formas, como as atividades desempenhadas por diaristas, babás, jardineiros e cuidadores, é do gênero feminino e negra.
Em 2018, levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apurou um total de 6,2 milhões de pessoas exercendo serviços domésticos remunerados, dos quais 92% (5,7 milhões) mulheres e 3,9 milhões mulheres negras (62,9% do total de trabalhadores do setor), parcela mais vulnerável da pirâmide socioeconômica do país e também em termos de violência de gênero.
Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota e sigilosa no Sistema Ipê, sistema da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A viagem para o Nordeste tinha ocorrido para fugir da repressão da ditadura militar. Por causa da militância estudantil, Fernando havia sido expulso da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), teve de abandonar o emprego e a vida na capital carioca.
O filho de Fernando, o administrador André Luiz Araújo da Fonseca, de 56 anos, recebeu o diploma em nome do pai e disse que o documento simboliza a realização de um sonho interrompido pelo autoritarismo.
“Essa identidade como estudante de Economia era muito forte para ele. O diploma encerra um ciclo, é como se ele estivesse atingindo aquele objetivo lá do passado. De todas as homenagens que ele já tinha recebido, essa para mim é a que tem mais peso”, diz.
“Vou botar o diploma dele junto com o meu na parede”, complementa André, que se orgulha por ser hoje professor da mesma UFRJ.
Durante a cerimônia, o reitor da UFRJ, Roberto de Andrade Medronho, disse que a entrega dos diplomas representa um compromisso com a memória, a verdade e a justiça.
“O amanhã depende da nossa coragem de lembrar, da nossa disposição de lutar pelo que acreditamos e, sobretudo, da nossa determinação de defender a democracia todos os dias, para que ninguém se esqueça do que aconteceu”, disse Medronho.
O jornalista Franklin Martins, que era presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRJ em 1968, destacou o papel do movimento estudantil, dos jovens e dos professores na linha de frente da resistência contra a repressão estatal.
Isso significou, segundo ele, na recusa em aceitar a submissão, mesmo diante de ataques de cavalaria, invasões a universidades, tiros e agressões.
Franklin Martins disse que a recuperação dessa memória serve de exemplo para a melhoria das lutas sociais atuais.
“Eu espero que outras universidades façam a mesma coisa. Para que a memória fique, para que eles sejam lembrados e semeiem a luta pela democracia pelo país”, disse.
A atual coordenadora-geral do DCE Mário Prata da UFRJ, Malu Cerqueira, disse que a diplomação tem significado duplo: reparação às famílias dos desaparecidos e uma tomada de posição política voltada para o presente.
“Essa é a memória que a gente quer que essa universidade preserve. Não a memória de torturadores, mas a dos melhores filhos do povo, dos lutadores que enfrentam esse regime autoritário”, disse Malu.
Um primeiro nome já havia sido homenageado com um diploma póstumo em julho de 2026: o estudante de economia Stuart Angel Jones. Ele foi torturado e assassinado pelo regime em 1971.
O documento foi entregue pelo reitor Roberto Medronho diretamente à irmã de Stuart, a jornalista Hildegard Angel.
O levantamento dos outros nomes foi feito pela Comissão da Memória e da Verdade da UFRJ com base nos relatórios oficiais do país.
Confira a reportagem do Repórter Brasil sobre o assunto, na TV Brasil
Outros dois homenageados da noite já eram formados ou atuavam como docentes na época da sua morte e receberam o reconhecimento de seus vínculos e legados institucionais. São eles:

Além da privação da liberdade, leis punitivistas e abordagens de controle de drogas também submetem crianças e adolescentes à violência, negam-lhes acesso a medicamentos essenciais e a serviços de saúde, os separam de suas famílias, prejudicam sua educação e ainda os tratam como criminosos.
No Brasil, por exemplo, 27% dos cerca de 12 mil adolescentes cumprindo medidas socioeducativas em restrição ou privação de liberdade, em 2023, estavam encarcerados por tráfico de drogas.
O relatório da Comissão Global sobre Drogas destaca um aumento do percentual de encarceramento por tráfico de drogas, destacando que eram 24% em 2020.
O documento, divulgado nesta quarta-feira, foi baseado em consultas realizadas com 150 pessoas em 47 países, entre crianças e jovens, defensores dos direitos da criança, profissionais de saúde, organizações da sociedade civil, representantes de governos, autoridades das Nações Unidas e especialistas em políticas sobre drogas.
Além da necessidade de mudança nas políticas punitivistas, a Comissão Global também pede que direitos, experiências e vozes de crianças e adolescentes sejam tornados visíveis na formulação das políticas sobre drogas.
O relatório destaca que é necessário fazer reformas urgentes em quatro áreas. A primeira delas seria substituir a privação de liberdade nos casos de uso, posse ou venda de drogas, por medidas de desjudicialização, justiça restaurativa e respostas de base comunitária.
A segunda medida seria garantir acesso equitativo a medicamentos essenciais sob controle, já que muitas crianças e adolescentes enfrentam sofrimento desnecessário devido a barreiras regulatórias e sistemas de saúde frágeis.
Há ainda, segundo o relatório, a necessidade de garantir acesso a serviços de saúde adaptados a crianças e adolescentes, que sejam baseados em evidências e capazes de prevenir danos relacionados ao uso de drogas.
A quarta proposta do relatório é que crianças e jovens recrutados ou explorados por redes de economias ilícitas de drogas devem ser reconhecidos como vítimas e não como criminosos.
“Proteger as crianças deve ser uma das responsabilidades fundamentais de governos. Mas as políticas precisam ser avaliadas pelos seus resultados, não pela retórica usada para justificá-las. Durante décadas, políticas punitivas contra as drogas foram defendidas, em parte, com base no argumento de que leis e fiscalização rigorosas são necessárias para proteger nossas crianças. Mas as evidências mostram, cada vez mais, um quadro muito mais complexo e preocupante”, afirma Juan Manuel Santos, membro da Comissão Global e ex-presidente da Colômbia (2010 a 2018).
Segundo o documento da Comissão, governos devem garantir a alocação de recursos de forma equitativa e priorizada para “as comunidades desproporcionalmente afetadas pelas políticas sobre drogas e pelos danos a elas relacionados, incluindo minorias raciais e étnicas e comunidades indígenas”.
De acordo com a Comissão Global, no Brasil, pesquisas e diretrizes nacionais reconhecem o envolvimento no tráfico de drogas como uma das piores formas de trabalho infantil e incentivam que a Justiça priorize proteção e encaminhamento a serviços sociais, em vez da aplicação de medidas punitivas.
Apesar disso, “na prática, crianças envolvidas no mercado de drogas ainda podem ser presas, processadas ou sofrerem intervenções punitivas quando indicadores de tráfico, exploração, coerção ou vulnerabilidade não são identificados ou reconhecidos como suficientes para justificar uma ação de proteção à criança”, diz o relatório.
“Tratar essas crianças principalmente como jovens infratores leva à estigmatização, o que contribui para o desenvolvimento de padrões consistentes de comportamento indesejável entre os jovens”, afirma o juiz Eduardo Melo, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que também é conselheiro da Associação Internacional de Juízes da Infância e da Família (AIMJF).
Segundo João Barbosa, integrante da Youth Rise, uma das organizações que colaboraram com o relatório, as crianças e adolescentes são afetados pelas políticas punitivistas mesmo quando elas não estão diretamente envolvidas com o uso ou o comércio de drogas.
“Eles são impactados pela pobreza, pelo crime organizado que está relacionado à política de drogas, por tiroteio, por violência, por intervenção policial. Além da morte e da violência, em si, essas crianças e jovens faltam às aulas, sofrem com a falta de acesso aos serviços básicos, além do encarceramento de pais e familiares”, afirma Barbosa.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), disse que as recomendações "dialogam com a abordagem que vem sendo desenvolvida pela Secretaria, baseada em direitos humanos, evidências científicas, prevenção ampliada, redução de danos e acesso a direitos."
Em texto enviado à reportagem, a Senad reforçou "a necessidade de políticas públicas capazes de atuar antes que crianças e adolescentes sejam inseridos em situações de violência, recrutamento pelo crime organizado e participação em mercados ilícitos", considerando fatores relacionados "à família, à escola, ao território, à saúde mental, à proteção social, ao acesso a oportunidades e à exposição à violência."
De acordo com a secretaria, esse trabalho vem sendo desenvolvido pelo ministério por meio de programas como o Cria – Prevenção e Cidadania, Pronasci Juventude, Crescer em Paz e Crescer em Segurança. Além disso, a Rede de Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais) facilita o acesso a serviços de saúde, assistência social, educação, trabalho e renda, cultura, esporte e justiça aos jovens que já são usuários "sem condicionar o acesso a direitos à abstinência."
"Quanto à recomendação relacionada ao acesso a medicamentos sujeitos a controle especial, trata-se de tema que envolve principalmente competências da política sanitária, da regulação e da assistência farmacêutica. No âmbito de suas atribuições, a Senad defende que as políticas sobre drogas sejam orientadas por evidências e conciliem o controle necessário dessas substâncias com a garantia dos usos médicos e científicos legítimos."
A pasta declarou ainda que o Brasil já reconhece o envolvimento de crianças e adolescentes no tráfico como uma das piores formas de trabalho infantil.
"O desafio é fortalecer a capacidade do Estado de identificar situações de recrutamento, coerção e exploração e assegurar respostas adequadas às diferentes condições de vulnerabilidade, sem colocar sobre crianças e adolescentes todo o peso de dinâmicas estruturadas por organizações criminosas", complementou.
Como exemplo de política pública voltada para o problema, foi citado o Programa Território Seguro, Amazônia Soberana (TSAS), que investe em alternativas de desenvolvimento, geração de renda e criação de oportunidades para jovens indígenas e de povos e comunidades tradicionais, como forma de evitar o envolvimento deles com atividades ilícitas.
"De forma geral, a política conduzida pela Senad parte do entendimento de que crianças e adolescentes devem ser reconhecidos como sujeitos de direitos e que as respostas do Estado precisam combinar prevenção, proteção social, acesso a serviços, enfrentamento às organizações criminosas e oferta de alternativas concretas de desenvolvimento e projetos de vida", conclui o texto.
A Avenida Paulista ganhou uma passagem subterrânea que conecta os dois prédios do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, e conta com uma pintura inédita da artista carioca Beatriz Milhazes.

O museu inaugura, nesta sexta-feira (11), o túnel, de 50 m de extensão, que fica debaixo da Avenida Paulista. A passagem conta com três claraboias que deixam a luz natural entrar e permitem ver os pedestres passando na calçada acima.
A obra começou com a construção do teto e das paredes laterais e só depois foi feita a escavação. É considerada a primeira construção subterrânea dessa escala em um museu na América Latina.
O diretor de Experiência e Comunicação do Masp, Paulo Vicelli, comenta que a passagem permite o transporte de obras e equipamentos entre os dois prédios, além de ser um percurso para os visitantes, que podem contemplar a instalação imersiva.
"Com essa conexão entre os dois edifícios, a obra fica, então, completa. E o Masp passa a oferecer esse serviço para os nossos visitantes, de passar de um prédio para o outro para visitar as exposições de forma segura e confortável. E com um adendo, com um algo a mais ainda, que é a obra da Beatriz Milhazes. A Beatriz é uma das artistas visuais mais importantes do mundo, que topou o desafio de fazer um grande mural."
Chamada de “Pietrolina”, a obra reúne os nomes dos dois edifícios: Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi – o casal fundador do museu. Com 98 m de extensão, é o maior trabalho de Beatriz Milhazes. Nas redes sociais do museu, ela comenta que o ponto de partida foi a pintura Avenida Paulista, tela doada pela artista ao Masp em 2020. Milhazes fala sobre o processo:
"Toda a extensão trará essa ideia de que você vai desfilar por imagens, de um desfile que não passa por você, mas pelo qual você vai passar. No ateliê, eu trabalhei sobre uma planta de arquitetura com lápis, inicialmente, e, depois, a partir da tinta, desenvolvi uma paleta com tinta acrílica, que seria o material final aqui, para facilitar essa tradução das cores. Também fizemos uma maquete física, o que foi fundamental para que eu pudesse entender se estava funcionando ou não."
Foram mais de dois anos de elaboração do projeto, com três meses dentro da passagem para executar a pintura imersiva de Pietrolina. O mural traz referências de elementos carnavalescos, com arabescos, listras e florais, que caracterizam a produção de Milhazes.
A entrada no Masp é gratuita toda terça-feira e, na sexta-feira, entre as 18h e as 20h30.
3:00 A Academia Brasileira de Cinema anunciou os seis filmes nacionais que seguirão na disputa para representar o Brasil no Oscar 2027, na categoria de melhor filme internacional.

Os seis filmes selecionados são: "100 Dias", inspirado no livro do navegador Amyr Klink e dirigido por Carlos Saldanha; "A Fabulosa Máquina do Tempo", documentário sobre um grupo de meninas do sertão do Piauí, dirigido por Eliza Capai; "A Natureza das Coisas Invisíveis", outro universo de amizade e dilemas entre meninas, de Rafaela Camelo; "Feito Pipa", de Allan Deberton, que ganhou Urso de Cristal e o Prêmio do Júri, no Festival de Berlim; "Nosso Segredo", de Grace Passô, e vencedor do Festival de Gramado; e ainda, "Vicentina Pede Desculpas", de Gabriel Martins, o mesmo criador de "Marte Um".
Os seis títulos finalistas foram escolhidos por uma comissão, a partir de uma pré-lista com 15 produções, divulgada em agosto.
Essa é a primeira etapa do processo de escolha do representante brasileiro, ou seja, não há garantia de uma vaga automaticamente entre os indicados à estatueta.
A decisão final sobre qual longa-metragem será o representante oficial do Brasil será divulgada na quarta-feira da semana que vem, dia 16 de setembro.
Ano passado, o Brasil conquistou o primeiro Oscar na categoria de melhor filme internacional, com o longa "Ainda Estou Aqui", dirigido por Walter Salles. Este ano, "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, também foi indicado, mas quem levou foi o norueguês "Valor Sentimental".
1:30Registro de gravação antiga 🎵
O áudio que você escutou foi transmitido pela Rádio Nacional da Amazônia e capturado em ondas curtas por um ouvinte no sudoeste da Virgínia, nos Estados Unidos.
Registro de gravação antiga 🎵
Esse segundo áudio também foi veiculado pela Rádio Nacional da Amazônia e chegou ao cartunista Carlos Latuff em Porto Alegre, no sul do Brasil. Como é possível que uma mesma emissora de rádio consiga ter um alcance tão grande? A explicação está nos ares… mais especificamente na ionosfera, uma camada da atmosfera que contém cargas elétricas. O professor de engenharia eletrônica Ronaldo Siqueira Barbosa explica como a ionosfera consegue propagar sinais de rádio de um ponto a outro.
“Dependendo do ponto alto que ela atinge a nossa ionosfera, altura mais ou menos de 400 km até 700 km de atmosfera, nós temos de reflexão em que você tem um meio de propagação em que a onda vai a grandes distâncias na Terra. Então eu posso fazer uma transmissão de Brasília para o Canadá, para a Europa e muitas vezes fazer até uma segunda volta pela ionosfera e chegar à própria Brasília”.
O sinal da Rádio Nacional da Amazônia é transmitido de uma antena que fica no Parque do Rodeador, na zona rural de Brasília. A historiadora Lia Calabre explica que o alcance nacional da emissora é efetivado com a transmissão em ondas curtas (OC).
“As ondas curtas são as mais longas, são as que atravessam o oceano. A gente está falando para uma geração que pensa em internet, né? Mas eram as ondas que atravessavam o oceano que nos permitiam ouvir a BBC de Londres, que permitiam inclusive ao Brasil transmitir para além dos seus limites territoriais, ter a antena voltada para os Estados Unidos, ter a antena voltada para a América Latina, ter a antena voltada para a Europa”.
Inaugurada em setembro de 1977, no governo de Ernesto Geisel, em plena ditadura militar, a emissora surgiu dentro de um projeto de integração nacional, para alcançar locais isolados, como a região da Floresta Amazônica onde, até então, só chegavam rádios estrangeiras. A jornalista Tereza Cruvinel, primeira presidenta da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), da qual a Rádio Nacional faz parte desde 2007, conta que o projeto inicial dos militares era criar uma grande rede internacional de rádio.
“Era um projeto ambicioso. E quando acabou o governo Médici e veio o governo Geisel, o milagre econômico tinha acabado. Então não havia mais dinheiro para fazer aquilo tão grande, e aí se voltaram para a Amazônia, vamos fazer a Rádio Nacional da Amazônia. Mas mesmo ela, se você olhar a programação daquele tempo, era uma programação muito pertinente a um serviço público, informações para os amazônidas, valorização da cultura, dos bens, das riquezas da Amazônia, e serviços de mensagens, que a rádio sempre se prestou a isso, né?”
As ondas curtas da Rádio Nacional da Amazônia conseguem chegar onde não há sinal de satélite, nem internet ou telefone. Taís Ladeira, ex-gerente das rádios da EBC, destaca o papel da emissora na prestação de serviços, no diálogo direto com os ouvintes e no direito à cidadania.
“Nas comunidades rurais, ribeirinhos, em regiões distantes dos grandes centros, a conexão desses moradores ao resto do país. A Rádio Nacional da Amazônia funcionava quase como uma rede social. As pessoas mandavam cartas e se comunicavam, reencontravam parentes. Passavam a conhecer o direito, por exemplo, ao registro civil de nascimento, que parecia algo muito distante delas, que por meio do tipo de programação que a Rádio Nacional da Amazônia fazia, era possível que essas pessoas se vissem dotadas desses direitos.”
Apelidada de “Orelhão da Amazônia”, no ano passado, a emissora ampliou sua faixa internacional, com conteúdos diários em inglês e espanhol para alcançar mais ouvintes pelo mundo.
*Com colaboração de Guilherme Strozi e Raquel Júnia, sonoplastia de Jailton Sodré, da Rádio Nacional em São Paulo, e Sarah Quines.
5:06Nesta quinta-feira, 10 de setembro, em ritmo de festa, o Viva Maria é inteiramente dedicado a uma flor vitoriosa: a querida doutora Lívia Martins, que hoje celebra seus 70 anos!
Uma mulher que fez da medicina natural uma missão de vida e que, há tantos anos, floresce também na história do Viva Maria, com sua presença, seus saberes e sua paixão pelas plantas medicinais.
Não é por acaso que a doutora Lívia faz parte do calendário das Super Marias, que celebrou os 40 anos do nosso programa. E agora, na festa dos 45, ela é uma das homenageadas em versos no Cordel das Marias, com o qual a poeta de Xinguara,(PA), Kennya Silva, presenteou o nosso programa. Ouça a homenagem no player!

A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.
Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes.
"Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje, a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”.
Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência.
"É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca".
Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.
Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.
São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.
Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.
A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.
"Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional".
O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.
*Com colaboração de Guilherme Strozi e Raquel Júnia.
5:26É a última das crónicas sobre a ‘Magnifica Humanitas’ de Leão XIV. Segundo o Papa, ‘o papel que a Inteligência Artificial desempenha na guerra
...É a última das crónicas sobre a ‘Magnifica Humanitas’ de Leão XIV. Segundo o Papa, ‘o papel que a Inteligência Artificial desempenha na guerra traz enormes riscos: ‘torna mais rápida e impessoal a decisão sobre a vida e a morte. e apresenta o recurso à força como uma opção imediata e exequível’ (nº182). Há dados evidentes: ‘a revolução digital está a modificar a gramática dos conflitos (…). A fronteira entre a proteção e a agressão está a dissipar-se’ (nº183).
A teóloga Sónia Monteiro assinala a importância de envolver “representantes do Estado” e “figuras de empresas multinacionais” na reflexão
...A teóloga Sónia Monteiro assinala a importância de envolver “representantes do Estado” e “figuras de empresas multinacionais” na reflexão proposta pelo Papa na sua encíclica.
“O mundo está cada vez mais agressivo, está cada vez mais pedindo mais das pessoas, dos consagrados”. Foi com estas palavras que o Padre
...“O mundo está cada vez mais agressivo, está cada vez mais pedindo mais das pessoas, dos consagrados”. Foi com estas palavras que o Padre Agostinho Maholele, psicólogo clínico e religioso da Congregação do Santíssimo Sacramento, destacou a crescente necessidade de atenção à saúde mental na vida consagrada.

É a primeira edição do torneio em um país da América do Sul, nas seguintes unidades da Federação:
Primeiramente, a competição do futebol feminino deve afetar diretamente as oito cidades-sede e cerca de 174 municípios que integram suas regiões metropolitanas ou áreas de influência direta.
Nessas localidades, os sistemas de ensino deverão promover os ajustes em seus calendários escolares para que o recesso, logo após encerramento das atividades do primeiro semestre de 2027, coincida com o período do torneio.
Já as redes estaduais e municipais de ensino que não sofrerão impacto direto do campeonato mundial têm autonomia para decidir se querem adequar as férias ao evento esportivo. O parecer detalha que estas devem considerar as realidades locais, conforme necessidades educacionais, socioeconômicas e até climáticas.
As orientações sobre os calendários escolares de 2027 estão no Parecer CNE/CEB nº 7/2026, do Conselho Nacional de Educação (CNE), homologado pelo MEC nessa terça-feira (8).
O objetivo do parecer é dar segurança jurídica e uniformidade de orientação aos sistemas de ensino de todo o país, no período entre a abertura e o encerramento da Copa do Mundo Feminina.
Na prática, as orientações permitem que estudantes e profissionais da educação acompanhem os jogos sem perder aulas, além de facilitar a mobilidade urbana e evitar congestionamentos.
O documento deixa claro que a adaptação do calendário escolar 2027 não afasta a obrigatoriedade do cumprimento dos 200 dias letivos e da carga horária escolar mínima anual exigida, conforme determinado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
O parecer esclarece ainda que as orientações se aplicam, inclusive, aos cursos de qualificação profissional e de educação profissional técnica de nível médio previstos na LDB.

A expectativa é que o benefício atenda a 150 mil estudantes de escolas públicas e particulares.
Ouça mais detalhes na Radioagência Nacional:
Os estudantes que ainda não têm a gratuidade no JaÉ precisam fazer o cadastro para vincular o CPF no aplicativo.
Após o procedimento, a prefeitura do Rio de Janeiro vai liberar crédito de R$ 10 para cada domingo de prova, com direito à integração modal, ida e volta.
A estimativa é que R$ 3 milhões sejam investidos no projeto, segundo a Secretaria Municipal de Transportes.
No estado do Rio, 16 dos 92 municípios já implantaram tarifa zero universal.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que a aproximação ocorreu principalmente porque o desempenho brasileiro permaneceu relativamente estável enquanto a média dos países da organização recuou, especialmente nos últimos anos.
Notícias relacionadas:
"O país tem mantido seus resultados relativamente estáveis, enquanto a média da OCDE recuou. Portanto, embora tenha evitado uma piora, o desafio brasileiro continua sendo promover ganhos consistentes de aprendizagem", diz Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann
O Pisa é o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), coordenado pela OCDE, entidade que reúne 38 países, incluindo algumas das maiores economias do planeta, para produzir estudos, estatísticas e recomendações sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico e social. Aplicado a cada três anos pela entidade, a prova avalia os conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências.
"Podemos afirmar que o Brasil melhorou no longo prazo, sobretudo em ciências e leitura. No entanto, parte importante da aproximação ocorreu porque a média da OCDE caiu, especialmente em matemática", avalia Rodrigo Fulgêncio, 1º vice-presidente da Associação Brasileira de Sistemas de Ensino e Plataformas Educacionais (Abraspe).
Com os resultados de 2025, que se mantiveram similares em relação a 2022, o Brasil segue no grupo abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas. Foram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Nessa mesma ordem, a média de 23 países da OCDE ficou em 466 (leitura), 469 (matemática) e 486 (ciências). Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Em matemática, por exemplo, o Brasil está com cerca de 4,6 anos de atraso em relação aos membros da OCDE.
A distância, no entanto, já foi bem maior, quando se comparam os dados entre os anos de 2006 e 2025. A diferença de desempenho em relação à média dos países da OCDE diminuiu de 102 para 58 em leitura (redução de 44 pontos), de 131 para 92 em matemática (39 pontos) e de 113 para 77 em ciências (36 pontos).
Mestre em matemática e gerente da CASIO Educação, Jalman Lima afirma que é positivo que o Brasil não tenha acompanhado a intensidade de queda na educação observada em diversos países, mas essa estabilidade ainda ocorre em um patamar de desempenho educacional muito baixo, já que somente 28% dos estudantes atingiram pelo menos o nível 2 em matemática, que é o mínimo.
"O principal desafio continua sendo transformar essa estabilidade em crescimento real da aprendizagem matemática, ampliando a capacidade dos estudantes de interpretar situações, relacionar informações, escolher estratégias de resolução", pondera.
"O ponto central é que o Brasil ainda não conseguiu produzir ganhos de aprendizagem em escala. Seguimos com uma parcela muito elevada de estudantes abaixo dos níveis mínimos de proficiência, especialmente em matemática e leitura, e com desigualdades importantes de desempenho. É preciso considerar também que esta é uma geração que teve sua trajetória escolar diretamente impactada pela pandemia, com efeitos sobre a aprendizagem que não desaparecem de um ano para outro", argumenta Felipe Proto. Segundo ele, a recomposição das aprendizagens continua sendo fundamental para garantir que nenhum estudante fique para trás.
Além de ampliar o domínio básico em disciplinas como matemática, o país ainda precisa criar mais oportunidades para desenvolver o raciocínio mais sofisticado.
"Muitos ainda têm dificuldade em interpretar uma situação, decidir com autonomia, qual o conhecimento matemático utilizar. Ao mesmo tempo, praticamente não temos estudantes nos níveis mais altos de proficiência. E isso é um grande problema. É um desafio nas duas extremidades", observa Jalman Lima.
Rodrigo Fulgêncio, da Abraspe, também alerta para essa disparidade. Entre os principais gargalos, ele enfatiza, estão o elevado percentual de estudantes abaixo do nível básico, a presença muito pequena nos níveis mais altos de proficiência, a situação especialmente crítica em matemática e a forte desigualdade socioeconômica.
"Em ciências, por exemplo, a diferença entre os 25% mais favorecidos e os 25% mais vulneráveis chega a 96 pontos. Quase cinco vezes o aprendizado médio associado a um ano escolar, que é de aproximadamente 20 pontos", afirma.
O Pisa 2025 envolveu 760 mil estudantes de 91 países. O Brasil participou da pesquisa com 30.140 estudantes. O perfil dos participantes brasileiros avaliados foi composto por 72,4% de estudantes oriundos de escolas da rede estadual, sendo a quase totalidade (96,9%) delas localizada em áreas urbanas. Cerca de 84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do ensino médio na época das provas, aplicadas entre abril e maio de 2025. Nesta edição, o foco foi o letramento dos alunos em ciências, com o maior número de itens aplicados.
"Mais do que a posição relativa do país no ranking, o Pisa reforça a urgência de transformar a melhoria da aprendizagem em prioridade nacional, com foco em garantir que todos os estudantes desenvolvam as competências essenciais para a vida, o trabalho e a participação cidadã no século XXI", reforça Felipe Proto, da Fundação Lemann .
Na avaliação do Pisa em 2025, os estudantes também respondem a questionários contextuais, incluindo o uso de celulares em sala de aula. O resultado mostrou que 81% dos estudantes brasileiros avaliados frequentavam escolas com restrições ao uso desses dispositivos. Em 2022, eram 37%. A proporção brasileira supera amplamente a média da OCDE (49%). Segundo o MEC, o percentual medido está alinhado às evidências de que estudantes em escolas com esse tipo de regra apresentam menor probabilidade de relatar distrações digitais.
A ocorrência, por exemplo, da chamada "leitura apressada", que é quando o estudante lê rapidamente, mas de maneira imprecisa, quase dobrou entre 2018 e 2025. A OCDE também identificou fragilidades crescentes na capacidade de avaliar informações, relacionar diferentes fontes e pensar criticamente sobre o que se lê. Além disso, 28% dos estudantes disseram que os colegas se distraem com dispositivos digitais na maioria ou em todas as aulas de Ciências, e 46% já utilizam Inteligência Artificial (IA) semanalmente ou mais para estudar.
Segundo Rodrigo Fulgêncio, diante desse cenário, cabe refletir se os estudantes e suas formas de aprender mudaram mais rapidamente do que as práticas escolares conseguiram acompanhar. "O grande alerta do Pisa 2025 talvez seja exatamente esse: ampliar o acesso à informação e à tecnologia não garantiu maior aprendizagem. O desafio atual é ajudar os estudantes a sustentar a atenção, ler com profundidade, avaliar informações, construir raciocínios e utilizar a tecnologia para ampliar, e não substituir, o pensamento".

A informação está disponível no cartão de confirmação de inscrição, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta quarta-feira (9).
A Prova Nacional Docente (PND) é um exame anual do Ministério da Educação (MEC) para facilitar a contratação de professores.
As redes públicas de ensino podem usar os resultados do certame – conhecida como Enem dos Professores – em processos seletivos e concursos para professores, de forma classificatória, eliminatória ou complementar à prova prática.
A PND não é obrigatória para os professores.
Para orientar os candidatos a não perderem prazos importantes, o Inep elaborou o Guia do Participante da Prova Nacional Docente – 2026.
Conforme previsto no edital [ https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/edital-n-67-de-22-de-maio-de-2026-708710229 ] da PND 2026, a aplicação das provas está marcada para 20 de setembro em todos os estados, no Distrito Federal e nos municípios listados no Portal do Inep.
Confira as demais datas do cronograma da PND 2026:
A avaliação teórica terá como base o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, desde a edição de 2024, foca nos cursos de formação de docentes.
A prova, com duração total de cinco horas e 30 minutos, será composta por uma parte de formação geral (30 questões), comum aos cursos de todas as áreas, e outra de componente específico (50 itens), próprio de cada área de avaliação das licenciaturas.

O levantamento, feito em parceria com a Equidade.info (iniciativa que produz dados para pesquisas), ouviu 1.912 estudantes de 191 escolas de todo o país. Um dos dados de maior impacto é que as apostas começam aos 11 anos de idade. Pelo menos 9,5% dos estudantes até essa faixa etária disseram já ter feito apostas.
De acordo com o levantamento, os meninos apostam mais (27,8%) que as meninas (12,6%).
No ensino médio, 41,7% dos meninos já apostaram - mais que o dobro do registrado entre os do fundamental 2 (19%).
O levantamento foi realizado nos meses de agosto e setembro deste ano, com entrevistas presenciais e questionários estruturados.
De acordo com o professor e pesquisador brasileiro Guilherme Lichand, coordenador da pesquisa, as soluções centradas exclusivamente no comportamento individual dos usuários podem ser insuficientes para enfrentar o problema.
Professor de Educação da Stanford Graduate School of Education, ele considera que há uma tendência de culpar as pessoas e alerta para o fato de que as plataformas costumam sugerir que, por haver perdas, é necessário moderar as apostas.
O pesquisador explica que estudos científicos sugerem que essas soluções não funcionam.
“Em vez disso, a proibição de propaganda e impostos relevantes sobre valores transacionados pelas bets colocam a responsabilidade nos atores corretos e têm efeitos comprovados sobre redução do risco de exposição”, destaca.
Para Lichand, os dados indicam ainda que educação financeira não tem se mostrado suficiente para prevenir exposição às bets, já que estudantes em escolas com maior proporção de alunos com letramento financeiro têm maior probabilidade de apostar e menor controle sobre ganhos e perdas.
A pesquisa estima que as perdas agregadas podem ultrapassar R$ 1 bilhão entre o público pesquisado. Os organizadores do levantamento fazem uma série de recomendações de proteção. Entre elas:
A cidade de São Paulo recebe neste sábado (12) a Feira de Educação Internacional da CI, um evento com entrada gratuita que destaca oportunidades de intercâmbio para ensino médio no exterior, graduação, pós-graduação e MBA.

A feira reunirá mais de 40 expositores com oportunidades de intercâmbio e consultorias especializadas para países como Inglaterra, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Itália e Emirados Árabes Unidos.
O grande destaque do evento são as bolsas esportivas, que permitem que esportistas cursem o ensino médio em países como Estados Unidos, Canadá, Espanha e Portugal.
Destinadas a estudantes de 14 a 17 anos que desejam conciliar os estudos com a rotina de competições, as bolsas concedem um ano acadêmico em instituições dos Estados Unidos, Canadá, Espanha ou Portugal.
As modalidades contempladas pelo programa são futebol, basquete, vôlei, beisebol, natação e tênis, sendo que as bolsas de futebol são exclusivas para estudo na Espanha e Portugal.
Para concorrer, os candidatos devem apresentar bom desempenho escolar, conhecimento intermediário de inglês e comprovar a prática do esporte por meio de fotos e vídeos.
O processo seletivo compreende uma avaliação de proficiência no idioma inglês, preenchimento da ficha de inscrição e entrevista online com treinadores. A taxa de aplicação exigida será isenta para quem se inscrever durante a feira, e o resultado final é divulgado em até 30 dias.
O benefício anual concedido aos aprovados varia entre US$ 20 mil e US$ 50 mil, cobrindo a moradia no campus da escola e a alimentação ao longo do período. Custos pessoais, como emissão de passaporte, taxa de visto, passagens aéreas, seguro-saúde, uniforme e material escolar, não estão inclusos na bolsa.
Além de consultoria, os visitantes podem conhecer cursos de idiomas e participar de palestras, orientações personalizadas e promoções exclusivas.
Nos próximos finais de semana do mês de setembro, o evento passará por Campo Grande (15), Brasília (17) e Goiânia (19). É necessário fazer a inscrição no site oficial do evento para participar da feira, mas também será possível acompanhar o evento de forma online, através de transmissões ao vivo no YouTube.
O evento acontece no Tivoli Mofarrej São Paulo Hotel, localizado na Alameda Santos, 1437, Cerqueira César.
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

A premiação é realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Ministério das Mulheres, o British Council no Brasil e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF).
De acordo com o edital desta nova edição, o prêmio mantém as quatro categorias de premiação.
Confira quem pode participar em cada uma delas:
A inscrição nas categorias Incentivo, Estímulo ou Trajetória deverá ser feita individualmente, a partir do preenchimento de formulário específico, além de preenchimento do currículo na Plataforma Lattes, do CNPq.
Em caso de mais de uma inscrição feita pela mesma candidata, será considerada válida apenas a última inscrição feita dentro do prazo.
As vencedoras da categoria Incentivo receberão prêmio de R$ 5 mil, além de passagem aérea e diárias para participação na cerimônia de premiação, passagem para participação em congresso científico nacional e certificado.
Na categoria Estímulo, cada pesquisadora agraciada receberá R$ 20 mil, além de passagens e diárias para participação na cerimônia, apoio para participação em congresso científico no Brasil ou no exterior e certificado.
As vencedoras da categoria Trajetória receberão R$ 40 mil, além de viagem ao Reino Unido para participação em atividades relacionadas a políticas de educação superior e ciência, passagens, diárias e certificado.
Na categoria Mérito Institucional, cada uma das três instituições vencedoras receberá R$ 60 mil, destinados ao desenvolvimento das ações previstas em seus planos institucionais de promoção da igualdade de gênero, além de participação em programa de desenvolvimento de capacidades promovido pelo British Council.
Os recursos da premiação são voltados ao fortalecimento de ações voltadas à promoção da igualdade de gênero.
O resultado final será divulgado em novembro e a cerimônia de premiação está prevista para ocorrer em março de 2027, em Brasília.
Criado em 2024, o prêmio tem o objetivo de:

O teste de 2025 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), realizado com 760 mil jovens de 15 anos em 91 países, mostrou que as notas em leitura, matemática e ciências atingiram seus níveis mais baixos desde que os dados começaram a ser coletados, em 2000.
A pontuação máxima de 501 em leitura, registrada em 2012 no índice do Pisa, caiu para 466 no ano passado. O teste é considerado o principal indicador mundial de desempenho educacional, e seus resultados são analisados minuciosamente por governos e educadores.
“O aumento do tempo gasto diante de telas e a diminuição da leitura por prazer têm andado de mãos dadas com resultados mais fracos”, afirmou o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, em entrevista coletiva.
“Também estamos observando uma leitura mais apressada, com os alunos percorrendo um texto às pressas e dando respostas erradas rapidamente.”
As notas em leitura caíram mais acentuadamente entre os alunos de origens mais abastadas, acrescentou o estudo.
Prejudicadas pela queda nos padrões de leitura, as habilidades médias dos adolescentes em ciências e matemática também atingiram seu nível mais baixo neste século. A pontuação em ciências caiu de 506 — o pico registrado em 2009 — para 486, enquanto a de matemática caiu de 502 para 469 no mesmo período.
O Leste Asiático foi a região com melhor desempenho. As cidades chinesas que participaram do teste, além do Japão, da Coreia, de Singapura e de Taiwan, apresentaram os melhores sistemas educacionais, sendo o Reino Unido e a Estônia os únicos países fora da região que figuraram entre os dez primeiros em leitura, matemática e ciências.
O relatório não chegou a endossar a proibição de smartphones nas escolas. No entanto, afirmou que a distração digital está associada a notas mais baixas em ciências em 59 dos 82 sistemas educacionais estudados, e mais de um em cada quatro alunos afirmam que os dispositivos distraem os pares nas aulas de ciências.
A OCDE informou que os alunos relataram passar, em média, 3,4 horas por dia útil em dispositivos digitais para lazer nos países-membros da OCDE e mais três horas por dia útil na sala de aula e em casa para fins de aprendizagem.
Os dispositivos digitais podem ser usados para melhorar a aprendizagem, mas apenas até certo ponto, disse Cormann. Se usados por mais de cinco horas por dia, os resultados começam a cair, acrescentou.
O estudo também constatou que quase metade dos alunos usa chatbots de inteligência artificial regularmente para aprender, mas aqueles que os utilizam para redigir redações, resumir textos e pesquisar temas geralmente obtêm notas cerca de 20 pontos mais baixas em ciências, o que equivale a um ano de aprendizado.

Com os resultados de 2025, que se mantiveram estáveis em relação a 2022, o Brasil segue no grupo abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas. Foram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Nesta mesma ordem, a média de 23 países da OCDE ficou em 466 (leitura), 469 (matemática) e 486 (ciências). Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Em matemática, por exemplo, o Brasil está com cerca de 4,6 anos de atraso em relação aos membros da OCDE.
O estudo do ano passado envolveu 760 mil estudantes de 91 países. O Brasil participou da pesquisa com 30.140 estudantes. O perfil dos participantes brasileiros avaliados foi composto por 72,4% de estudantes oriundos de escolas da rede estadual, sendo a quase totalidade (96,9%) delas localizada em áreas urbanas. Cerca de 84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do Ensino Médio na época das provas, aplicadas entre abril e maio de 2025. Nesta edição, o foco foi o letramento dos alunos em ciências, com o maior número de itens aplicados. Foi em ciências, aliás, que a nota do Brasil mais evoluiu na comparação com o ciclo anterior de avaliação (2022), saltando de 403 para 409 pontos.
O Pisa 2025 também aponta melhor recuperação do Brasil após a pandemia de covid-19 do que a média da OCDE. Entre 2018 e 2025, o país recuperou e superou o desempenho pré-pandemia em ciências e registrou perdas menores que a média da OCDE em Leitura e Matemática. No Brasil, a avaliação é aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
O ano de 2025 marca o nono ciclo da avaliação do Pisa desde seu lançamento, em 2000, ano em que o Brasil aderiu ao programa, participando de todas as avaliações desde então. Nesta edição, como é praxe, o Pisa introduziu um novo domínio. A dimensão escolhida foi "Aprendizagem no Mundo Digital", que envolveu dois atributos: a Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais (RPFC) e Processos de Aprendizagem Autorregulada.
Na divulgação do primeiro volume de resultados, a OCDE disponibilizou as médias e os níveis de proficiência no atributo de RPFC. Já os resultados sobre o construto de Processos de Aprendizagem Autorregulada serão disponibilizados em 2027.
Em RPFC, o Brasil ficou com 406 pontos, abaixo da média da OCDE (500). Entre os 19 países selecionados, a Coreia do Sul apresentou a maior média (538), enquanto o Paraguai apresentou a menor (352).
Na avaliação do Pisa em 2025, os estudantes também respondem a questionários contextuais, incluindo sobre o uso de celulares em sala de aula. O resultado mostrou que 81% dos estudantes brasileiros avaliados frequentavam escolas com restrições ao uso desses dispositivos. Em 2022, eram 37%. A proporção brasileira supera amplamente a média da OCDE (49%).
Segundo o MEC, o percentual medido está alinhado às evidências de que estudantes em escolas com esse tipo de regra apresentam menor probabilidade de relatar distrações digitais. "O resultado também reflete a implementação da Lei nº 15.100/2025, que estabeleceu regras para o uso de celulares na educação básica em todo o país", observou a pasta, em nota.
No relatório anterior, de 2022, a OCDE havia apontado que o uso excessivo de dispositivo digital afeta desempenho de alunos em todos os países analisados.
Em 2025, 72% dos estudantes brasileiros afirmaram ter interesse por diversos assuntos, ao passo que 59% disseram se esforçar mais diante de desafios. Ao mesmo tempo, caiu para 16% a parcela que considera a escola uma perda de tempo, percentual significativamente inferior à média da OCDE (24%) e 6,9 pontos menor que em 2022.
Os dados também mostram que a valorização da escola faz diferença na aprendizagem. No Brasil, estudantes que reconhecem o valor da educação e rejeitam a ideia de que a escola é uma perda de tempo obtêm, em média, 35 pontos a mais em ciências do que seus colegas, impacto superior ao observado na média da OCDE (27 pontos).
Resultados do Pisa 2025 mostram também que os estudantes brasileiros estão entre os mais engajados com as questões ambientais. No Brasil, 84% acreditam que podem gerar impactos positivos para o meio ambiente, 87% confiam na força da ação coletiva para enfrentar desafios ambientais e 77% afirmam saber trabalhar em grupo para promover mudanças positivas. São percentuais superiores aos observados na média da OCDE, destacou o MEC.
Coordenado pela OCDE, o Pisa é uma avaliação internacional aplicada a cada três anos a estudantes de 15 anos. É considerado o maior estudo sobre educação no mundo e avalia até que ponto os estudantes dessa idade, próximos ao que se considera o final da escolaridade obrigatória na maioria dos países (equivalente ao Ensino Médio), adquiriram conhecimentos e habilidades essenciais para plena participação na vida social e econômica.
O exame procura medir a capacidade dos jovens de aplicar conhecimentos de matemática, leitura e ciências em situações da vida real e permite comparar o desempenho dos sistemas educacionais de diferentes países. A cada edição, uma dessas três áreas recebe maior ênfase. No Pisa 2025, o foco principal foi ciências, além da introdução de uma avaliação de língua estrangeira e de um novo domínio sobre aprendizagem no mundo digital.
No Brasil, a aplicação é coordenada pelo Inep, que seleciona as escolas participantes, organiza a aplicação e analisa os dados. O Brasil participa do Pisa desde 2000. O exame é amostral e não corresponde a uma prova aplicada a todos os estudantes de 15 anos. O ciclo mais recente foi realizado em 2025, depois de o calendário ter sido alterado pela pandemia de covid-19: a edição prevista para 2021 foi realizada em 2022, e a que estava prevista para 2024 foi transferida para 2025.
A OCDE é uma organização internacional que reúne 38 países, incluindo algumas das maiores economias do planeta, para produzir estudos, estatísticas e recomendações sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico e social. O Brasil, embora não seja membro, participa de programas da entidade, como o Pisa. Em 2022, o país recebeu o convite formal para iniciar o processo de adesão, mas a entrada depende do cumprimento de uma série de requisitos e da aprovação dos países membros.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a 8ª edição do prêmio será dedicada à categoria “Meninas na Ciência”.
Serão selecionadas seis vencedoras: três estudantes do ensino médio e três da graduação, distribuídas entre as três grandes áreas do conhecimento:
As vencedoras serão anunciadas até 15 de janeiro de 2027.
Prêmios para as vencedoras:
As informações sobre as regras de participação estão disponíveis no edital do prêmio. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo formulário online.