Explore a trajetória dos grandes nomes das letras em nossa seção dedicada a escritores de língua portuguesa e espanhola. Aqui, você encontrará biografias detalhadas, o legado de suas principais obras e o reconhecimento de suas carreiras através de prêmios e honrarias. Mergulhe na riqueza literária de autores que moldaram a nossa cultura e história através da palavra escrita.


Em breve um acervo de revistas do século XX. (Saiba mais)

"Celebraremos uma história construída por milhares de vidas que encontraram, em Alcoólicos Anônimos, um caminho de recuperação, esperança e uma nova maneira de viver".
O movimento dos Alcoólicos Anônimos nasceu em 1935, na cidade de Akron, Ohio (EUA), após o encontro entre um corretor de Nova York (Bill W.) e um cirurgião local (Dr. Bob S.), ambos com histórico de alcoolismo grave.
No Brasil, a primeira reunião ocorreu no Rio de Janeiro, em 5 de setembro de 1947, impulsionada por pioneiros e relatos de visitantes estrangeiros. No estado do Rio, o A.A. conta hoje com centenas de grupos ativos de apoio presencial e virtual.
Neste sábado, (5), aniversário de 79 anos de Alcoólicos Anônimos no Brasil, haverá uma live comemorativa, das 11h às 12h30, transmitida no canal oficial do Escritório de Serviços Locais de Alcoólicos Anônimos do RJ (ESL RJ) no YouTube.
“O Escritório do A.A. no Rio vem realizando algumas ações para garantir mais acessibilidade a pessoas com deficiência. Estamos avançando ano a ano e atualmente nossos eventos online contam com intérpretes de libras, diz o diretor do ESL RJ (o nome não é divulgado devido à política de privacidade do A.A.).
Pela Linha de Ajuda, é possível saber quais grupos têm acessibilidade para cadeirantes.
C.S, homem, morador da Rocinha, 54 anos e há 20 anos abstinente: “Percebi que minha vida não tinha progresso. O álcool afetou a minha memória e tinha dificuldade para parar de beber. Cheguei à irmandade aos 34 anos, depois de ir a vários lugares sem sucesso. Não estaria vivo sem a ajuda de Alcoólicos Anônimos, que foi fundamental na minha recuperação. Na verdade, continua sendo. Vou às reuniões de 3 a 4 vezes na semana e levo a mensagem de recuperação de A.A. a quem precisa, o que é muito gratificante”.
C.D, homem, 65 anos, de São Gonçalo, região metropolitana do Rio, está há 34 anos e seis meses em abstinência: “Comecei a beber aos 15 anos, logo após o falecimento da minha mãe. Mas foi em 1992 que cheguei a Alcoólicos Anônimos e, desde então, participo continuamente. A.A. faz parte da minha família e uma das coisas mais importantes para mim. Devo a minha vida a Alcoólicos Anônimos e procuro praticar esse programa de recuperação com persistência todos os dias. A minha sobriedade depende do programa”.
A.D, mulher, 27 anos, moradora da capital e há oito anos sem beber: “Comecei a consumir álcool aos 12 anos e desde o primeiro gole, percebi que meu padrão de consumo era diferente dos meus amigos. Lidava frequentemente com "apagões" (perdas de memória), comportamentos desmoralizantes e, por vezes, agressivos. Minha interação com o álcool me levou ao fundo do poço. Ingressei em Alcoólicos Anônimos aos 19 anos, no final do meu primeiro ano de faculdade, e não hesito em afirmar que essa irmandade salvou minha vida”.
A jovem conta ainda que, “na verdade, o A.A. me presenteou com nova vida. Hoje, tenho dignidade, tomo decisões conscientes e faço projetos a longo prazo, mas todos os dias lembro que o mais vital é evitar o primeiro gole. Apenas assim posso alcançar todas as outras conquistas. Vivo um dia de cada vez, sem consumir álcool - a filosofia do ‘só por hoje’ também se aplica a diversas áreas da minha vida”.
Outro depoimento é de M.T, mulher, moradora no Rio, 46 anos e 19 anos e meio de recuperação. Ela participa das reuniões mistas e de composição feminina: “Ingressei em Alcoólicos Anônimos com 26 anos, depois de diversos episódios de bebedeiras e perda de memória, que chamamos de ‘apagamentos alcoólicos’. Nesses apagamentos, eu permanecia ativa pelo Rio de Janeiro, dirigindo, conversando, me locomovendo, mas não lembrava de muita coisa no dia seguinte, apenas flashes do que se passou na noite anterior”.
Ela diz que, “muitas vezes, sofria violência, muitas vezes era violenta, ou vivia situações humilhantes. Por isso, pessoas foram se afastando de mim, fui me isolando e me sentindo diferente, sozinha. Foi esse sentimento que me levou a pedir ajuda aos meus pais, que me direcionaram a uma terapia de 12 passos, e lá me indicaram o A.A. Desde que ingressei, vivo uma verdadeira transformação, falo que vivo uma nova vida em vida”.

Ao todo, esse gasto chega a somar R$ 4,33 bilhões por ano, estima a pesquisa A pena sem sentença: famílias, gênero e a expansão silenciosa do poder punitivo, divulgada na semana passada pela Pastoral Carcerária Nacional, em parceria com a Assessoria Popular Maria Felipa, sediada em Belo Horizonte e especializada no apoio a pessoas privadas de liberdade e familiares.
A experiência é vivida, em especial, pelas mulheres dessas famílias. Como retrata a pesquisa, 94,1% das pessoas que fazem visitas sociais no sistema carcerário são mulheres. Embora haja também mães, filhas, avós, irmãs, amigas e mulheres com outros tipos de parentesco e vínculo, as esposas estão em maior número (30,3%).
Além disso, a maioria dos visitantes (65,5%) é preta ou parda, com idade entre 25 e 34 anos (32,6%) e ensino médio completo (31,9%). A pesquisa descreve que há uma "feminização e racialização do trabalho social" como sustentáculos do sistema penitenciário.
O estudo reúne dados de 2.706 entrevistas, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 3%
Esses custos se tornam ainda mais pesados se contexualizados com a situação das mulheres negras no mercado de trabalho. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, elas chegam ter menos que a metade da renda dos homens brancos. Além disso, estão mais frequentemente no trabalho informal e sofrem mais com o desemprego. Entre os 25 e os 29 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.
Na gíria utilizada dentro das prisões, as "cunhadas", como são chamadas as esposas e companheiras das pessoas privadas de liberdade, acabam organizando suas vidas em função das visitas.
São elas os principais pilares dessas relações em várias medidas, tanto pela disponibilidade afetiva como material e de tempo. Também são, majoritariamente, quem denuncia violações de direitos ocorridas no interior das unidades prisionais.
Mais da metade (56,9%) dos respondentes gasta mais de R$ 200 em cada visita ao detento. A segunda maior faixa é a de pessoas que desembolsam entre R$ 150 e R$ 200. Uma porcentagem bastante reduzida, de 7%, gasta até R$ 50.
Segundo a pesquisa, o custo de um kit de itens de alimento, higiene e vestuário que dura 15 dias é de, em média, R$ 263,67, enquanto o valor do semanal é de R$ 293,52.
As cifras são acrescidas dos gastos com transporte, refeição durante o deslocamento e, em alguns casos, hospedagem. Os pesquisadores estimam, então, que o custo das visitas quinzenais é de R$ 624,80, e o das semanais, de R$ 1.053,90.
Em uma conta que considerava o salário mínimo vigente em 2025, de R$ 1.518,00, as visitas semanais consomem 69,4% da renda. Já as visitas quinzenais comprometem cerca de 41,2%; as mensais, 30,6%; as bimestrais, 27,5%; e as trimestrais, 23,2%.
"Não se trata, portanto, de gasto ocasional, mas de uma obrigação financeira continuada, diretamente associada ao exercício da visita social e à necessidade de suprir carências materiais do sistema prisional", pondera o relatório. "Parcela relevante do impacto econômico não decorre apenas do transporte, mas da necessidade de complementar condições materiais adequadas que deveriam ser garantidas pelo Estado durante a execução da pena".
De acordo com os autores do estudo, além da falta de fornecimento de itens indispensáveis, as prisões seguem marcadas por deficiências históricas, como superlotação, descumprimento de preceitos da Constituição Federal e precariedade estrutural.
E os visitantes, que aparecem com a intenção de aliviar suas carências palpáveis e as intangíveis, são, com frequência, vítimas de violência institucional. Ao todo, 58,9% dos respondentes da pesquisa da Pastoral Carcerária declararam já ter passado por constrangimentos ou sido alvo de violências.
Dentre as indignidades a que ficam sujeitos, estão a revista íntima (32,5%), medida que vem sendo questionada e denunciada há pelo menos duas décadas, segundo a organização.
Há ainda impedimentos como a exigência de cadastramentos que podem demorar mais de três meses e da apresentação de documentos emitidos por cartórios para comprovar o vínculo, como as certidões de união estável, pelas quais as famílias nem sempre conseguem pagar.
O estudo também aponta maus-tratos, humilhações, desprezo institucional, silenciamento e situações que se enquadram na categoria de tortura institucional. Os familiares compartilham a percepção de que são destratados porque os associam ao crime cometido pela pessoa presa, como se fossem cúmplices.
A forma desumana com que os familiares visitantes são recebidos nas unidades prisionais provoca em muitos deles adoecimento. A maioria (90,1%) atribui a esse fator uma piora em sua saúde, sendo que 66,8% afirmaram ter ocasionado grandes consequências.
A advogada e pesquisadora Fernanda Oliveira, cofundadora da assessoria Maria Felipa, conta que o dado sobre os efeitos das visitas sociais na saúde dos familiares que mantêm essa rotina surpreendeu a equipe de pesquisadores. Ver notícias sobre um acontecimento na prisão e não poder obter rapidamente informações sobre como o familiar preso está é apenas uma das circunstâncias que colaboram para ficarem em permanente estado de alerta, conta a ex-coordenadora-geral de Combate a Tortura e Graves Violações de Direitos Humanos no Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania.
"Isso é uma produção de angústia e adoecimento mental absurda, em escala industrial, para as mulheres. Porque as mulheres sentem, entendem, até pela sua socialização, que esse dever de cuidado e proteção é delas", analisa ela.
Em entrevista à Agência Brasil, a profissional e militante contou que já atravessou o país verificando as condições em que unidades prisionais operam. Um dos casos que carrega até hoje consigo foi a de uma mãe cuja filha foi presa e que ficou totalmente sem recursos, pois se sentiu na obrigação de dar suporte a ela. A mãe era quem trabalhava para sustentar a casa e grande parte do dinheiro ia para as necessidades da filha.
"Então, se ela precisasse comer água de fubá, ela comia."
Uma das soluções para equilibrar as dívidas é o auxílio-reclusão, benefício concedido pela Previdência Social à família do preso. Contudo, os familiares só têm direito se o preso tiver contribuído por pelo menos 24 meses com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), antes de sua detenção.
A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), registra que somente uma porção bem restrita das famílias, de 2,47%, recebe o auxílio-reclusão. O número acompanha a elevada quantidade de trabalhadores e trabalhadoras sem carteira assinada e, por conseguinte, sem contribuição à Previdência.
Para Fernanda Oliveira, os grandes responsáveis pela situação no sistema carcerário são o Judiciário e o Ministério Público.
“É impossível produzir vaga [nas cadeias] na velocidade que se prende. Não é possível, do ponto de vista fiscal, em termos de construção de obras adequadas, de números de trabalhadores que se precisa para funcionar adequadamente, porque eles também estão adoecidos. É absolutamente impossível”.
“A gente iria ter que abandonar todas as outras questões públicas que precisam de recurso: saúde, educação, saneamento básico, infraestrutura. Parar tudo e ficar gastando só com cadeia. Já vi cadeias serem inauguradas e, em um estalar de dedos, já estarem superlotadas."
No sistema do Ministério da Justiça e Segurança Pública, consta que, no segundo semestre de 2025, a população nas penitenciárias era de 727.301 pessoas. Com 505.267 vagas nas unidades, o déficit era de 222.034. O total de visitas ultrapassou os 4,5 milhões.
A coordenadora nacional da Pastoral Carcerária, irmã Petra Silvia Pfaller, avalia que violência policial e as torturas se aprofundaram em relação há 30 anos, quando iniciou sua atuação na área.
A ativista compara que era mais comum o detento ficar em uma unidade prisional próxima à família e chama a atenção para a importância da presença de agentes de fiscalização, uma vez que as famílias se calam diante de injustiças, por medo de represálias.
"Hoje, não existe mais esse respeito [de permitir que a pessoa cumpra a pena perto da família]. E esse deslocamento aumenta bastante as questões financeiras da família", pontua a representante da pastoral.
Para Pfaller, o que geralmente acontece é a dupla marginalização dos detentos, e a segunda começa quando eles se tornam egressos. Com a falta de oportunidades, fruto da estigmatização e do preconceito, às vezes, o resultado é o retorno ao crime, argumenta a religiosa.
"Como ressocializar, se ele é tirado, excluído da sociedade e também do ambiente familiar? Vai aonde? Quem acolhe essa pessoa? Está estampado em seu rosto que é egressa."
Vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Igreja Católica, a Pastoral Carcerária Nacional desempenha funções essenciais junto ao cárcere, monitorando, nesse contexto, a condução de políticas públicas e a efetividade de mecanismos de prevenção e enfrentamento à tortura.
A pastroral representa a sociedade civil nos comitês estaduais do Plano Pena Justa em Santa Catarina, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Sul, Paraíba, Pernambuco, Maranhão, Mato Grosso e Minas Gerais. A iniciativa, coordenada pelo MJSP, visa "a construção de um sistema penitenciário mais eficiente e seguro", a valorização das carreiras ligadas a ele, entre outros pontos.
Embora reconheça o passo dado com a estruturação do plano, a pastoral cita a ausência de orçamento para tocar as ações pensadas em seu âmbito. A Agência Brasil tentou contato com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas não teve retorno até o fechamento desta matéria.

Nos primeiros seis meses deste ano, a comissão contabilizou seis assassinatos no campo, enquanto, de janeiro a junho de 2025, foram 27. O número de conflitos, por outro lado, subiu de 798 para 841.
Os dados relativos ao primeiro semestre de 2026 servirão para avaliação das tendências dos conflitos no campo neste ano e vão contribuir para o relatório anual “Conflitos no Campo Brasil", que será lançado em 2027.
Os levantamentos são realizados com base nas fontes coletadas pelos agentes da CPT em todo o Brasil, além de notícias veiculadas pela imprensa, divulgações de órgãos públicos, movimentos sociais e organizações parceiras da CPT ao longo do ano.
“O campo brasileiro está distante do que chamamos de um lugar de paz, onde as pessoas não precisam sempre resistir para a permanência na terra”, definiu a coordenadora nacional da CPT, Cecília Gomes, em entrevista à Agência Brasil.
Na concepção da comissão, o número de assassinatos foi menor, mas se mantém uma característica do ano passado que são os massacres, quando há o assassinato de mais de uma pessoa.
Na avaliação de Cecília Gomes e da CPT, tem se intensificado a mercantilização e a financeirização da terra, com a atuação de fundos de pensão e o interesse nas chamadas terras raras, que, muitas vezes, estão em comunidades tradicionais e camponesas.
“Toda essa corrida pela terra e pelo que tem na terra acontece cada vez mais no território brasileiro, no sentido da financeirização da terra”, denunciou Cecília.
Os casos registrados neste ano são em grande maioria conflitos por terra (711), seguidos por conflitos por água (100) e ocorrências de trabalho escravo rural (30).
Os 711 conflitos por terra incluem casos de violência e de resistência envolvendo ocupações e acampamentos. Enquanto as violências aumentaram de 584 para 663, as resistências mantiveram a tendência de queda dos últimos 10 anos e caíram de 66 para 48 casos.
O Maranhão (153) também concentra a maior parte desses conflitos, seguido pela Bahia (76), Pará (68) e Rondônia (54). Outro destaque foi o estado do Amazonas, onde as ocorrências subiram 140% em comparação ao mesmo período de 2025 ─ de 37 para 52.
A forma de violência mais frequente nos conflitos por terra foi a contaminação por agrotóxicos, que aumentou de 98 para 169 casos, seguida de invasão aos territórios (de 96 para 109), desmatamento ilegal (de 67 para 107) e ameaça de despejo (de 63 para 70). O CPT atribui essas violências à expansão do agronegócio, destacando o estado do Maranhão.
Cecília Gomes alertou para a gravidade da violência por agrotóxicos, usados como arma química:
“Não vai matar no momento inicial, mas vai matando o sujeito aos poucos”.
Os conflitos pela água foram constatados em 20 estados, com significativa expansão em relação ao primeiro semestre do ano passado ─ um aumento de 47 para 100 registros.
O Pará teve o maior número de ocorrências (16), seguido por Minas Gerais (11), Amazonas (10) e Mato Grosso (10).
No caso do Pará, o CPT informou que os primeiros meses deste ano têm sido marcados pela luta dos povos indígenas contra a privatização dos rios, por parte do governo federal, e contra a ação de garimpeiros. Há também a luta de ribeirinhos e outros povos contra a atuação de mineradoras.
A Comissão Pastoral lembrou que a luta dos indígenas contra a privatização dos rios resultou na revogação do Decreto nº 12.600/2025, em fevereiro de 2026. A medida incluía hidrovias nos rios Madeira, Tapajós e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização.
As ocorrências de trabalho escravo rural caíram no primeiro semestre de 2026, com 30 registros contra 101 no mesmo período de 2025.
Do mesmo modo, o número de trabalhadores vitimados passou de 842 para 355. O maior contingente de trabalhadores resgatados ocorreu no primeiro semestre de 2023, quando 1.395 pessoas foram encontradas nessas condições.
Um dos destaques nesse eixo foi o estado de São Paulo, que apresentou os maiores números de trabalhadores resgatados (148) e de casos registrados (cinco). Em três dessas ocorrências, os trabalhadores foram encontrados em atividades de plantio e corte de cana-de-açúcar.
Entre os seis assassinatos registrados até junho em conflitos no campo está incluído o massacre de três posseiras registrado em Lábrea (AM). Houve ainda dois indígenas assassinados, em Roraima e Mato Grosso do Sul, e um trabalhador rural sem-terra. As vítimas tinham entre 14 e 45 anos.
A CPT informa também que os números de casos e de vítimas da violência aumentaram, passando de 418 para 588 e de 308 para 497, respectivamente.
A violência com maior incidência foi a contaminação por minérios, com 195 casos. Não houve notícia dessas ocorrências no primeiro semestre de 2025.
Todos esses registros foram em Jacareacanga, no Pará. As agressões decorreram do garimpo ilegal de ouro na Bacia do Rio Tapajós e atingiram a Terra Indígena Munduruku.
A contaminação por agrotóxicos (132 em 2026, contra 10 nos primeiros seis meses do ano passado), a criminalização (51 contra 46) e os ferimentos (42 contra 26) também se destacam entre as formas de violência.
As principais vítimas foram os povos indígenas, os trabalhadores e trabalhadoras sem-terra, os posseiros, os seringueiros e os quilombolas.
Embora não integre o cálculo dos conflitos no campo, as manifestações representam importante estratégia das comunidades para denunciar as violências sofridas e lutar pela garantia de seus direitos, sendo uma forma de resistência contabilizada pela CPT.
No primeiro semestre de 2026, houve 284 manifestações, um aumento em relação ao primeiro semestre de 2025, que teve 253. A CPT cita como destaques os atos públicos, marchas, protestos, romarias, bloqueios de rodovias, ocupações de prédios públicos e outras mobilizações.
As principais reivindicações são pela demarcação de terras indígenas, contra os agrotóxicos, contra a mineração e a privatização das águas e por melhores condições de trabalho.
Cecília Gomes afirmou que a CPT entra no campo não somente para denunciar, mas para mostrar como os povos atuam na resistência e no enfrentamento a essas formas de mercantilização e financeirização da terra.
“Ela colabora e está junto das comunidades nesses enfrentamentos. A CPT não só documenta. Ela está lá auxiliando nas vivências com esses povos e comunidades na resistência”.
Além disso, a entidade atua na perspectiva de construção de incidências e políticas públicas voltadas para o campo. A construção de documentos é também nessa perspectiva, indicou Cecília.

Além de reconhecer que Luís Messias foi alvo de prisão arbitrária e exoneração do cargo público de agente de polícia em 1964, a decisão atribui ao Estado a responsabilidade por graves sequelas físicas e psicológicas sofridas por ele em decorrência da repressão.
Depoimentos contidos no texto confirmam a atuação de Luís Messias no movimento estudantil, tendo sido presidente e um dos fundadores do Grêmio Estudantil da União dos Estudantes dos Cursos Secundários do Amapá (UECSA).
Os depoimentos trazem ainda informações sobre a prisão por motivação política, as condições de encarceramento e o impacto psicológico causado pela repressão estatal, incluindo o surto psicótico associado a acidente vascular cerebral (AVC), que Luís Messias sofreu com 25 anos de idade.
Não houve assistência psicológica ou neurológica, o que culminou na perda de forma irreversível da memória recente – circunstância que o impedia de reconhecer, no dia seguinte, pessoas com quem havia acabado de conversar.
Para o juiz, ficou claro que a reparação deveria compreender não apenas a compensação financeira, mas também o direito à memória, à verdade e às garantias de não repetição das violações.
Além disso, o juiz reconheceu que os efeitos da perseguição se estenderam à esposa e aos filhos de Luís Messias, que sofreram dano moral reflexo.
“[A família experimentou], de forma direta e autônoma, a desestruturação da unidade familiar decorrente da privação de liberdade do chefe de família, a perda do sustento em razão da demissão arbitrária, o estigma social de serem rotulados como "família de subversivos" (...) e, sobretudo, o sofrimento prolongado de conviver com o quadro de enfermidade mental irreversível do ente querido”, diz trecho da sentença.
A defensora pública federal Nayara Ribeiro Schröder Xavier, que atuou no caso, ressaltou que a decisão também reforça o entendimento de que familiares têm direito à reparação pelos danos morais reflexos decorrentes da perseguição.
Ela destacou ainda que a sentença aprofunda o entendimento de que ações indenizatórias relacionadas a graves violações de direitos humanos praticadas durante a ditadura são imprescritíveis.
Tal reparação civil não deve ser confundida com o pedido de reconhecimento da condição de anistiado político, previsto na Lei da Anistia, e sob responsabilidade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
“A sentença possui especial relevância por conferir efetividade, no âmbito local, ao direito à memória, à verdade e à reparação, além de reconhecer juridicamente fatos históricos documentados pela Comissão Estadual da Verdade do Amapá e seus efeitos sobre a vítima e sua família”, destaca a defensora pública federal.
O ex-agente de polícia e liderança estudantil do Amapá Luís Messias Tavares foi identificado pelos militares como opositor do regime e rotulado como "comunista". Ele foi preso pelo Exército e mantido na Fortaleza de São José de Macapá, em condições degradantes de higiene e alimentação e sob vigilância armada, além de ter sido exonerado sumariamente do serviço público.
De acordo com o processo, o encarceramento provocou um surto psicótico e um acidente vascular cerebral (AVC), que resultaram em perda irreversível da memória e comprometimento permanente de sua saúde mental até sua morte, em 2011.

A diretora de Ensino e Pesquisa da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Michele Gonçalves dos Ramos, explica que pelo menos outros dois mil profissionais já realizaram esse curso ao longo dos últimos três anos.
O ministro da Justiça e Segurança Pública Wellington César Lima e Silva considera o dia de capacitação fundamental para colocar em prática iniciativas de proteção, visto que são necessários profissionais preparados.
“Isso é muito importante porque estamos falando justamente de quem está todos os dias nas ruas, nas delegacias e nos serviços públicos, atendendo a população e sendo o primeiro contato de uma mulher com o Estado.”
Ele explicou que vão participar da capacitação policiais civis, militares e penais, dos Corpos de Bombeiros, das guardas municipais e das perícias oficiais.
Além da confirmação da capacitação na quarta-feira, o ministro da Justiça e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, assinaram também duas portarias sobre o tema. A primeira regulamenta procedimento de análise e de aprovação dos planos estaduais e do plano distrital de combate à violência contra a mulher.
Segundo Michele Gonçalves dos Ramos, a portaria assegura uma aplicação mais transparente e rápida dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para essa finalidade.
A segunda portaria institui o Grupo de Trabalho interministerial para a elaboração de um protocolo nacional de atendimento às mulheres vítimas de violência sexual.
"O objetivo desse protocolo é de servir como uma referência para o atendimento realizado nas delegacias de todo o país”, disse Michele Gonçalves dos Ramos.
Assim, a ideia é avançar na uniformização de procedimentos para as delegacias de Polícia Civil de todo o país.
“Para que esse atendimento realizado nessas delegacias seja feito de forma ainda mais qualificada, humanizada e articulada entre os diferentes serviços, incluindo a saúde e outros órgãos de rede de proteção.”
Os ministérios ainda entregaram um dossiê com o título Mulheres e Meninas Seguras, Evidências para o Enfrentamento da Violência de Gênero com 14 artigos escritos por pesquisadores do tema.
“Quando a gente publica uma revista, isso tem que fazer chegar lá na ponta para melhorar a qualidade das reflexões, do pensamento e das mudanças que a gente tem que ter”, disse a ministra Márcia Lopes.
Ela destacou que houve queda do número de feminicídios, conforme o governo divulgou neste mês. O Brasil registrou 848 vítimas entre janeiro e julho deste ano, contra 876 no mesmo período de 2025. O resultado representou uma redução de 3,2%.
Começa nesta sexta-feira (4), na Bahia, o Festival da Cultura Japonesa de Salvador. Há vários anos, o público participa de atividades para famílias, jovens e idosos, misturando tradições milenares, cultura pop japonesa e o tempero baiano.

O Festival da Cultura Japonesa de Salvador vai até segunda-feira, no feriado de 7 de setembro.
São quatro palcos, mais o espaço para a tradicional dança circular Bon Odori, sempre no finalzinho da tarde.
O palco Haru recebe quatro dias de shows musicais, apresentações de ilusionismo, danças tradicionais e o concurso de beleza Miss Nikkey.
Já o outro palco, Natsu, é voltado para demonstrações de artes marciais, percussão e workshops de sumô.
O terceiro palco, Mirai, é um espaço Pop para bate-papos sobre animes, encontros de fãs e concursos de cosplay.
A novidade deste ano é o palco Nami, dedicado para disputas de dança, além de bate-papo com dubladores.
Quando bater a fome, muitos pratos típicos e até oficinas de culinária, que ensinam a preparar sushi e dango, aquele docinho feito com farinha de arroz, para crianças.
Mas a cultura japonesa na Bahia não se resume a Salvador. O espaço Bahia Nikkei tem vários itens artesanais e agrícolas produzidos em diferentes cidades do interior baiano.
Também tem oficinas de origami, pintura japonesa, cerimônia do chá, ábaco, e várias atividades com inscrições feitas no parque de exposições de Salvador.
1:29
Em todo o país tem gente preparada para aproveitar o feriado da Independência, não é?

Mas na cidade de São Luís, no Maranhão, esse feriadão terá um dia a mais.
É que a capital maranhense também comemora, dia 8 de setembro, seus 414 anos de fundação.
Para celebrar a data, foi preparada uma programação que se estende ao longo de todo o mês de setembro.
Todas as apresentações, abertas ao público, acontecem na Cidade da Alegria, no centro histórico, ao lado do Terminal da Praia Grande.
Para começar, São Luís, também conhecida como "Jamaica Brasileira", abre as festas no sábado (5) com a "Noite do Reggae".
A abertura oficial celebra o Dia Municipal do Reggueiro e a influência do ritmo jamaicano com shows de Alpha Blondy e Célia Sampaio.
No dia seguinte, quem se apresenta na "Noite do Pop Nacional" são os cantores Fábio Jr., Maria Rita e Hungria.
No dia 7, feriado da Independência, a noite é dedicada ao sertanejo, com apresentações de Simone Mendes, Maiara & Maraisa e Matheus Fernandes.
E no aniversário da cidade, dia 8 de setembro, muito samba e MPB com a maranhense Alcione, Thiaguinho e Carlinhos Veloz.
Mas a festa não acaba, porque a sexta-feira seguinte, dia 11, será de música gospel, com Gabriela Rocha e Felipe Rodrigues.
No sábado, é dia de rock nacional, com as bandas Dado Villa-Lobos, Jota Quest e Capital Inicial.
E no domingo, o arrocha de Pablo e Neto Britto.
Acha que acabou? Ainda não.
Nos dias 17 e 18, ainda acontecem os shows da banda Calypso, Pabllo Vittar, Iza e Luísa Sonza.
O feriadão da Independência e o aniversário de São Luís têm só quatro dias, mas a festa é o mês de setembro inteiro.
*Com sonoplastia de Jailton Sodré
1:52A cinco meses do Carnaval 2027, as escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro dão um passo importante para os desfiles, com a escolha dos sambas-enredos que vão levar à Marquês de Sapucaí nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro.

A novidade desta temporada, é que todo o circuito de eventos está sendo transmitido pelo canal no Youtube da Rio Carnaval TV.
Das 12 agremiações, a Portela abre a rodada de decisões, nesta sexta-feira (4), escolhendo, entre três finalistas, o samba para o enredo “Ao Mestre com Carinho”, de Paulo Barros, em homenagem ao cantor e compositor Monarco, um dos maiores nomes da história da escola. Ele morreu em 2021, aos 88 anos.
Para o presidente da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, Gabriel David, as finais para escolha dos sambas são o momento mais esperado do calendário do Rio Carnaval e lotam as quadras. Agora, segundo ele, com a transmissão online, todos vão poder acompanhar essa festa.
"É uma oportunidade inédita de fazer com que o público do mundo todo acompanhe o que é de melhor nos bastidores da festa. Há cinco meses dos desfiles, as quadras estão lotadas. O YouTube é uma live atrás do outro. Eu tenho certeza que todo mundo que ama o Carnaval está acompanhando de pertinho onde quer que esteja. As pessoas que não conhecem tanto estão aprendendo cada vez mais. Não só o que as escolas vão levar para a avenida, mas todo esse processo de pré-carnaval."
O sábado (5) é de dose dupla. Mangueira e Mocidade Independente de Padre Miguel definem a trilha sonora para seus enredos. A verde e rosa vai falar do Orixá Iansã, também conhecida como Oya, divindade cultuada no Candomblé e associada aos ventos, tempestades e transformações.
Já a Mocidade levará ao Sambódromo a obra “América Invertida”, feita pelo artista uruguaio Joaquín Torres García em 1943 e que discute uma nova ordem no continente, em que a América Latina apareça como protagonista e não os Estados Unidos.
A sequência de finais prossegue na semana seguinte, com Beija-Flor, na quinta-feira, dia 10; Vila Isabel, 11; Salgueiro e Unidos da Tijuca, no dia 12.
Depois, vêm Imperatriz Leopoldinense e União de Maricá, no dia 18; Viradouro, 19, e Grande Rio, no dia 20 de setembro, encerrando o calendário.
O samba-enredo da Paraíso do Tuiutí foi apresentado em 1º de agosto. A escola optou por encomendar a trilha para cantar “Ciata: a mãe preta do samba”. O enredo conta a trajetória de uma das grandes matriarcas do samba. Foi na casa dela, na região central da capital fluminense, que surgiram as rodas que ajudaram a consolidar o ritmo, hoje considerado patrimônio cultural imaterial da humanidade.
A Região dos Lagos do Rio de Janeiro recebe, até a próxima segunda-feira, a 20ª edição do Festival Internacional de Dança de Cabo Frio, que reúne diversos profissionais da área, como bailarinos, professores e coreógrafos, de vários estados e países, como Chile, Argentina e Paraguai.

O evento conta com apresentações em diferentes estilos, além de atividades paralelas, como workshops, intercâmbio técnico e encontros entre profissionais e novos talentos.
A bailarina e idealizadora do festival, Márcia Sampaio, explica como surgiu o projeto.
“Eu tenho uma escola de dança em Cabo Frio há 40 anos, né? E sempre senti falta de um grande evento de dança aqui na nossa região. Os bailarinos precisavam viajar para participar de festivais, fazer cursos, ter contato com outros profissionais. Então surgiu essa vontade de trazer tudo isso para Cabo Frio. A gente começou em 2005, ainda sem imaginar a dimensão que o festival teria. E ele foi crescendo, começaram a vir bailarinos de vários estados, depois de outros países, grandes nomes da dança. E hoje estamos aqui na 20ª edição”.
A idealizadora destaca ainda a alegria deste momento, que, além de representar os 20 anos do evento, marca o seu retorno para o Ginásio Poliesportivo Municipal Alfredo Barreto, local onde o festival começou, após a realização de uma série de reformas.
“Podemos comemorar esses 20 anos, justamente ali onde tudo começou, e tem um significado muito simbólico para a gente. E ainda estamos com um recorde de inscrições este ano. Então é uma mistura de felicidade, orgulho e muita emoção mesmo”.
Márcia Sampaio acrescenta que a organização do evento procura sempre abrir espaço para diferentes estilos. Ela cita as modalidades principais e as faixas etárias participantes nesta edição.
“Nós temos balé clássico, de repertório, nós temos balé neoclássico, dança contemporânea, jazz, danças urbanas, danças populares e estilo livre. E temos também várias faixas etárias e níveis desde criança até bailarinos avançados e profissionais. Então é um festival bem diversificado”.
A Mostra Competitiva conta com um júri formado por profissionais experientes da dança, como a bailarina Ana Botafogo e o coreógrafo Caio Nunes. Márcia explica como funciona a escolha dos vencedores.
“Eles avaliam as coreografias, os bailarinos dentro dos seus critérios técnicos, artísticos do festival. Além de medalhas e troféu, temos 20.000 em prêmios em dinheiro distribuído entre várias categorias. Temos prêmios para melhor bailarina, melhor bailarino, revelação, melhor coreógrafo, melhor duo, pas de deux, também um grande prêmio especial para o melhor grupo de Cabo Frio”.
Além da contribuição cultural, o evento ainda movimenta a economia de Cabo Frio, com impactos na rede hoteleira e no comércio.
A entrada na 20ª edição do Festival Internacional de Dança de Cabo Frio é solidária, com a doação de um quilo de alimento.
3:26A Bienal Internacional do Livro de São Paulo começa nesta sexta-feira (4). O evento chega à edição de número 28 com a presença de cerca de 350 autores e expectativa de receber mais de 700 mil pessoas. 

Até o dia 13 de setembro, o Distrito Anhembi se torna o destino dos apaixonados por livros. O evento traz cerca de 270 expositores e onze espaços temáticos, dedicados a debates sobre literatura, discussões sobre mercado editorial, atividades educativas, apresentação de cordelistas e repentistas, além de um estúdio com mais de 30 transmissões ao vivo em formato videocast e encontros com autores reconhecidos pelo Prêmio Jabuti.
A abertura das palestras fica por conta da escritora Conceição Evaristo, que fala sobre seus 80 anos de escrevivência, na conversa sobre memória e ancestralidade em sua obra com a escritora Eliana Alves Cruz.
A Bienal do Livro reúne mais de 300 autores de gêneros e estilos variados, como Andrea del Fuego, Socorro Acioli, Daniel Munduruku e José Falero.
Uma das grandes obras da literatura brasileira, “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, é celebrada nos 70 anos de sua publicação em uma mesa que reúne o escritor moçambicano Mia Couto, a escritora brasileira Bruna Lombardi e o crítico literário Italo Moriconi.
Entre as novidades deste ano estão a Alameda dos Artistas, dedicada às histórias em quadrinhos brasileiras, com encontros entre leitores e quadrinistas, e um espaço que vai discutir saúde e bem-estar.
O evento oferece a política de cashback para incentivar a compra de livros durante a visita, valendo inclusive para os ingressos noturnos, após as 17h. O valor desses gastos pode ser convertido integralmente em créditos para compra de livros na Bienal.
Um transfer gratuito vai levar e trazer o público ao metrô Portuguesa-Tietê a partir de uma hora antes e até uma hora depois do encerramento. O ingresso custa entre R$15 e R$ 30, e a entrada é gratuita para quem tem credencial plena do Sesc. Alguns dias já estão com ingressos esgotados. Os detalhes estão no site bienaldolivrosp.com.br.http://bienaldolivrosp.com.br
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