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Em breve um acervo de revistas do século XX. (Saiba mais)
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...Na homilia da beatificação, o cardeal Luis Antonio Tagle destacou que a verdadeira fecundidade do evangelizador nasce da comunhão com Cristo e do encontro concreto com os pobres e vulneráveis. Sua memória litúrgica será celebrada no dia 9 de dezembro, data de seu falecimento ocorrido em 1979.
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...Quinta Viagem Apostólica internacional do pontífice conta com a participação de brasileiros que vivem em território francês.
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...Desde o início da viagem, o Papa Wojtyla apresentou a visita como um gesto de amizade para com o povo armênio e como uma oportunidade para aprofundar o caminho rumo à plena comunhão entre as Igrejas. O Papa quis confirmar sua presença em uma terra profundamente marcada pela fé cristã, por uma história milenar e pela memória do Medz Yeghern
As abelhas têm papel fundamental para a polinização de frutas e vegetais. Além disso, a produção de mel e seus derivados movimentam o mercado de exportação. Diante de tamanha importância para a alimentação, a preservação da biodiversidade e o comércio, existe uma preocupação com a redução na população desses insetos devido ao uso de agrotóxicos. E para detectar essas substâncias em abelhas e pólen, uma grande quantidade delas precisa ser sacrificada. Mas uma nova técnica desenvolvida no Instituto de Química do Campus São Carlos da Universidade de São Paulo pode reduzir o impacto ambiental como explica a pesquisadora Ana Maria Barbosa Medina. Ela conta que por meio de testes foi reduzirdo o número de abelhas necessárias para identificar os agrotóxicos.

No estudo, a equipe de cientistas fez testes com duas espécies de abelhas: as africanizadas e as nativas jataís. No método convencional, são necessários entre 5 e 15 gramas de abelhas trituradas. O que equivale a morte de 150 unidades no caso das africanizadas.
Com a nova técnica, é possível detectar a presença de agrotóxicos com apenas três abelhas. De acordo com a pesquisadora Ana Maria Barbosa Medina, na análise das nativas jataís, esse número é ainda mais expressivo.
Além disso, em comparação com o método convencional, a técnica da USP utiliza uma quantidade 15 vezes menor de produtos químicos, gerando menos resíduos. A princípio, foi analisada a presença de dois agrotóxicos: o imidacloprida e o tiametoxam. Em uma próxima etapa, o método será testado com outros tipos de inseticidas e, também, outras espécies de abelhas.
2:30O workshop GameLab reúne professores para discutir como os jogos podem ser incorporados ao processo de aprendizagem nas escolas, conforme explica o organizador do projeto, Ricardo Silva:

"A gente está conseguindo levar como é que esse processo criativo, principalmente para os professores, eles para poderem criar os seus próprios jogos dentro da sala de aula e aplicar isso para os seus estudantes. Seja utilizando conhecimentos que eles têm dentro de sala de aula, mas também aproveitando conteúdos que já existem no mercado e adaptando-os para poder colocá-los em sala de aula. Apresentando um pouco das histórias dos jogos e também ensinar esse processo criativo", diz.
O projeto é direcionado para escolas municipais de Salvador.
"A nossa intenção é que esse projeto continue para mais escolas, não somente aqui de Salvador, mas também pelo interior do Estado, de maneira que a gente consiga aí apresentar todas essas soluções que os professores podem estar criando seus próprios jogos dentro de sala de aula", diz.
Nesta semana, o GameLab é realizado na Escola Subúrbio 360.
Outras informações sobre o projeto podem ser encontradas no site gpescola.com.br.
1:13O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br) apresentou, nesta quinta-feira (17), propostas para regulação das redes sociais no país. A entidade é formada por representantes do terceiro setor, do setor empresarial, da academia e do governo.

O grupo propõe 46 diretrizes para orientar a criação de projetos de lei e subsidiar as decisões dos poderes públicos, como explica Rafael Evangelista, representante da comunidade científica e tecnológica no CGI.
"Porque o que a gente tem hoje é uma situação de assimetria de poder brutal. A gente tem uma concentração de poder daqueles que controlam as plataformas de redes sociais e que têm efeitos em vários aspectos da sociedade. Então, vai ter efeito no processo democrático; o primeiro eixo, que é o eixo de soberania, conversa diretamente com os atentados à democracia que a gente já sabe que tiveram uma viabilização a partir da infraestrutura das plataformas."
As diretrizes foram agrupadas em seis temas: soberania; transparência; economia e concorrência; direitos humanos; prevenção e responsabilidade; e governança e regulação assimétrica. Entre as medidas estão a prevenção contra interferências indevidas em processos eleitorais, a criação de mecanismos de transparência na moderação de conteúdo e a rotulação de conteúdos gerados ou alterados por inteligência artificial.
Para a coordenadora do CGI, Renata Mielli, a regulação das redes sociais precisa garantir a soberania nacional no ambiente digital.
"É a necessidade de o Estado brasileiro ter a capacidade de garantir mecanismos para que nós sejamos soberanos dentro deste ambiente digital. E essa soberania, ela não pode ser vista nem como isolamento; nós precisamos olhar o que está acontecendo no mundo, e adotar, no Brasil, escolhas e medidas que façam sentido para a realidade brasileira."
As diretrizes preveem que as regras não sejam aplicadas de forma idêntica a todas as redes sociais. O texto destaca que é preciso considerar o porte dos aplicativos e seu poder de mercado, além de preservar a atuação de redes comunitárias e de pequenas empresas.
Um jogo educativo de realidade virtual para auxiliar na identificação de situações que podem aumentar ou reduzir o risco de acidentes no ambiente doméstico. A partir de tese desenvolvida pela estudante Jamylle Lucas Diniz, foi criado o PrevineQuedas. Jamylle Lucas , aluna do programa de pós-graduação em enfermagem da UFC, explica o foco do estudo.

"A proposta foi transformar conhecimentos relacionados aos fatores de riscos que ocasionam as quedas e as medidas de prevenção em uma experiência mais interativa com essa população".
Jamylle Lucas fala sobre o processo de concepção do jogo a partir de diálogos com idosos.
"A gente discutiu, em vários momentos, os ambientes da casa em que mais acontecem as quedas, os objetos e os mobiliários que deveriam estar presentes nos cenários de risco de quedas ou os objetos que previnem as quedas dentro desse ambiente. E a tecnologia foi construída não apenas pensando na pessoa idosa, mas também ouvindo e incorporando a perspectiva delas nesse processo".
A tese é intitulada Gerontecnologia do tipo jogo sério de realidade virtual para prevenção de quedas em pessoas idosas. Foi vencedora do prêmio CAPES de Teses 2026, na área de avaliação Enfermagem. Jamylle Lucas dá mais detalhes do jogo.
"Por meio da realidade virtual, o jogador precisa identificar esses elementos e dessa forma é estimulado a reconhecer situações que podem favorecer ou prevenir a queda dentro do ambiente domiciliar.
Para usar o PrevineQuedas são necessários o smartphone, óculos de realidade virtual, o aplicativo correspondente e uma cadeira giratória.
1:50Uma pesquisa apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) está desenvolvendo uma tecnologia que une inteligência artificial e biotecnologia para otimizar a produção de biogás em aterros sanitários. O projeto visa maximizar o aproveitamento de resíduos urbanos e impulsionar a geração de energia limpa, como detalha a Diretora de Administração e Finanças da Faperj, Luciana Lopes:

"Nós estamos falando do aproveitamento dos resíduos dos aterros para ampliar a produção de biogás, utilizando ferramentas de biotecnologia e inteligência artificial. Então, essa é uma pesquisa que tem um potencial alto para produzir, ao mesmo tempo, benefício ambiental, avanço tecnológico e resultado econômico. E é justamente essa capacidade de transformar ciência em solução que torna projetos como esse tão importantes para o desenvolvimento do nosso estado."
O estudo analisa uma série de dados para identificar os fatores que influenciam a produção de metano, principal componente do biogás, e descobrir formas de tornar mais eficiente o desempenho dos poços de captação instalados nos aterros.
A tecnologia será testada em uma unidade em operação e poderá ser adaptada para diferentes locais. De acordo com o pesquisador Álvaro Freitas, a equipe vai avaliar as condições dos aterros para entender por que alguns poços produzem menos gás do que outros.
"Onde a inteligência artificial entra nesse trabalho? Nós precisamos entender quais são as famílias de bactérias que estão presentes dentro do aterro sanitário, as condições da matéria orgânica, as condições do ambiente em termos de temperatura, umidade, pH e uma série de outras presenças físico-químicas. E, misturando todos esses fatores, nós conseguimos estabelecer a melhor dosagem do nosso biocomposto para que ele seja inserido lá."
Outro aspecto destacado pelo pesquisador é a peculiaridade dos aterros nas diferentes regiões do país. Freitas explica que é nessa questão que o uso da IA será mais decisivo.
"O aterro sanitário presente em um estado da região Nordeste é diferente de um aterro sanitário presente no estado da região Sudeste, por exemplo. Então, entendendo as regionalidades, as características de cada aterro e as questões ambientais, nós conseguimos dosar melhor o nosso composto e fazer com que ele maximize aquela produção de metano dentro de um aterro."
O biogás é gerado naturalmente durante a decomposição de resíduos orgânicos e pode ser usado na produção de energia elétrica. Após passar por tratamento e purificação, ele também pode ser transformado em biometano, um combustível renovável.
Com o aumento da quantidade de gás captada, cresce também o potencial de geração energética a partir do lixo que chega diariamente aos aterros sanitários. Além disso, a proposta pode fortalecer a gestão dos resíduos urbanos, combinando inovação, sustentabilidade e aproveitamento de uma fonte renovável de energia.
3:41A partir desta terça-feira, 8 de setembro, procedimentos de certificação e homologação de produtos para telecomunicações serão feitos na plataforma Certifica.

A informação é da Anatel, a Agência Nacional de Telecomunicações.
O antigo Sistema de Gestão de Certificação e Homologação, conhecido pela sigla SCH deixa, então, também a partir desta terça, de receber novos requerimentos.
O acesso à nova plataforma Certifica é feito no endereço: apps.anatel.gov.br.
Por lá, podem ser encaminhados e acompanhados procedimentos relacionados à avaliação da conformidade e à validade de produtos.
Os interessados nesses procedimentos são, geralmente, fabricantes, importadores, laboratórios e agentes envolvidos na certificação de produtos para telecomunicações.
Os formulários e manuais de orientação podem ser consultados na página de certificação de produtos da Anatel. Já as dúvidas sobre os procedimentos podem ser encaminhadas pelo endereço eletrônico [email protected].
1:22
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), iniciou a operação de um modelo computacional próprio de previsão do tempo. Desenvolvido nos últimos três anos, o Modelo para Previsões de Oceano, Terra e Atmosfera (Monan) está rodando no supercomputador Jaci, instalado no centro de dados do Inpe em Cachoeira Paulista (SP).

De acordo com o ministério, com o novo modelo, a precisão das previsões meteorológicas brasileiras passa agora a estar no mesmo patamar de órgãos de referência dos Estados Unidos e da Europa.
Um modelo de previsão do tempo é um software que simula as condições futuras da atmosfera por meio de equações físicas. Ele é alimentado por dados coletados em tempo real por satélites, radares e estações meteorológicas. A precisão e o detalhamento dos resultados gerados dependem diretamente do nível de avanço tecnológico do modelo e da capacidade de processamento dos supercomputadores utilizados.
O modelo brasileiro opera com cobertura global e resolução de 10 km, com duas atualizações diárias. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Monan gera previsões do tempo altamente confiáveis com até 11 dias de antecedência. A pasta ressalta que o novo modelo garantirá alertas antecipados de desastres, agilizando o monitoramento de tempestades, frentes frias e secas severas.
O Monan também deve auxiliar no planejamento de plantios e colheitas, mitigando os prejuízos causados pelas oscilações do clima tropical, além de gerar estimativas mais detalhadas sobre o volume de chuvas nas bacias hidrográficas.
Ainda de acordo com o ministério, as próximas etapas de desenvolvimento incluirão um modelo regional para a América do Sul, capaz de captar o comportamento do tempo em recortes de apenas 5 km. Além disso, serão implementadas ferramentas específicas para previsões de curtíssimo prazo, chamadas de nowcasting, e válidas para até seis horas.
*Com informações da Agência Brasil
2:40Estudantes do curso técnico em Aquicultura do IFPA Campus Vigia aprenderam a transformar o filé de dourada em um novo produto alimentício durante uma atividade prática da disciplina de Beneficiamento do Pescado. O professor do IFPA, Paulo Marcelo Lins, falou sobre a importância do projeto na produção de alimentos.

"Muito do pescado que é produzido tem porcentagens que se perdem. O filé de muitas espécies da nossa região é cerca de 30%, no máximo 30% de proteína que é aproveitada durante o processamento. Então, a elaboração de embutidos de pescado pode ser uma forma da gente aproveitar aquela proteína que não foi bem aproveitada durante o processo de filetagem."
Durante a produção, os alunos acompanharam todas as etapas do processo, desde a preparação dos ingredientes até o embutimento e os cuidados com higiene e manipulação dos alimentos. A receita utilizou o filé de dourada, tripa suína, batata, limão, pimenta-do-reino e açafrão. O professor do IFPA, Paulo Marcelo Lins, falou sobre a importância do projeto para a formação acadêmica.
"Bom, esse tipo de projeto é muito importante para fortalecer o aprendizado dos alunos, para fixar o conhecimento, para pôr em prática aquilo que eles viram em sala de aula e, além disso, desperta neles o potencial empreendedor que pode ter dentro de cada um em vislumbrar a elaboração de tecnologias como essa na vida profissional deles."
A experiência mostrou aos estudantes novas possibilidades de aproveitamento da matéria-prima regional e também apresentou caminhos para quem deseja empreender com produtos derivados do pescado.
1:51Sete em cada dez empresas brasileiras guardam dados de clientes, mas a adoção de medidas de proteção está estagnada, de acordo com pesquisa da Cetic.br, o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (31).

A informação mais armazenada é a biometria, como a digital por exemplo, e 9% das organizações têm dados de pessoas com menos de 18 anos. Apesar disso, somente um quinto tem uma área ou equipe dedicados à proteção de dados pessoais e apenas 16% têm um encarregado sobre o tema.
A questão é que esses números pouco se mexeram desde 2021, ano da primeira pesquisa. Tem espaço para melhorar, diz o coordenador do levantamento com as empresas, Leonardo Lins.
“Há uma preocupação legal, mas essa também é necessidade de aumentar a preocupação como o fluxo dos dados, dentro da organização. E é aí que a gente observa que há algumas lacunas importantes. Por exemplo, a nomeação de um encarregado de dados a gente também não observa aumento ao longo da série de pesquisa, desde 2021, da mesma proporção. Muito focado em grandes empresas e do setor TIC”.
Enquanto isso, um terço dos usuários de internet acima de 16 anos foram alvo de tentativas de golpe, cerca de 45 milhões de pessoas, afirma a pesquisa. Os aplicativos de mensagem, como Whatsapp e Telegram, e as ligações de telefone são os meios mais comuns de abordagem dos golpistas.
É preciso mais informações para uso seguro da internet, avalia Winston Oyadomari, outro coordenador da pesquisa.
“Se, por um lado, qualquer um está exposto a esse risco e pode ser vítima de um golpe como esse, quando a gente avalia o perfil de escolaridade, os indivíduos de menor escolaridade reportam mais, por exemplo, perda de dados de acesso a contas, prejuízo financeiro. Além do mal-estar que isso causa pras famílias. É importante relacionar essa questão dos golpes com dados pessoais à questão das habilidades digitais. Melhores habilidade para um uso seguro e adequado da tecnologia”.
Preocupação que aumenta com a popularização da Inteligência Artificial, destaca Manuela Ribeiro, coordenadora de projetos de pesquisa Cetic.br.
“Isso exige que também sejam pensadas ações para que as pessoas saibam como esses dados estão sendo utilizados, por exemplo, ou como vão ser usados os dados pessoas, na IA generativa. E, além disso, acompanhar que as organizações, sejam públicas ou privadas, de fato usem essas tecnologias de modo que elas garantam a proteção dos dados dos indivíduos”.
66% dos entrevistados que usam IA generativa, como Chat GPT e DeepSeek, afirmam estar preocupados com uso de dados pessoais por essas empresas.
*Com produção de Daniel Lima
2:41A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, lançou neste domingo o telescópio espacial Roman.

O equipamento foi enviado ao espaço a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
A partir do lançamento, o Roman começa a viagem de cerca de três meses até o ponto onde ficará estacionado, a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra.
O novo telescópio vai mapear grandes regiões do universo com um campo de visão cerca de 100 vezes maior que o telescópio Hubble.
A missão está prevista para durar ao menos cinco anos.
O telescópio deverá estudar bilhões de galáxias e medir como o universo evoluiu ao longo do tempo.
Segundo a Nasa, a perspectiva é que ele possa identificar 100 mil novos exoplanetas, que são planetas fora do nosso sistema solar.
O Roman deve auxiliar pesquisas sobre a existência de planetas semelhantes à Terra e sobre a existência de zonas habitáveis.
O telescópio permitirá identificar uma lista de planetas para um estudo futuro mais detalhado sobre condições de existência de vida.
Os dados obtidos pelo Roman permitirão ainda estudos sobre matéria escura, energia escura, evolução das galáxias, expansão do universo e supernovas.
O projeto teve custo estimado em cerca de US$ 4 bilhões.
1:31
Também foram publicados os cadernos de prova e a grade de correção da questão discursiva. Este é o documento oficial e detalhado que a banca examinadora do Inep adota para atribuir a pontuação à resposta discursiva de um candidato do exame.
Os participantes que discordarem da versão preliminar dos gabaritos das questões objetivas e da expectativa de resposta da questão discursiva podem entrar com recurso nesta quinta-feira (24) sexta-feira (25), exclusivamente, no site do Sistema PND.
A prova é composta por duas partes:
A PND aplicou quatro tipos de cadernos de questões objetivas do mesmo exame, como medida de segurança para coibir fraudes. Por isso, foram divulgados quatro gabaritos preliminares das questões objetivas, de cada uma das 21 áreas de licenciatura sob avaliação.
Após o fim do prazo recursal, nesta sexta-feira (25), o Inep publicará a análise dos recursos pela banca corretora da prova em 10 de novembro com as justificativas de deferimento ou indeferimento apresentadas em parecer único e não individualizado. Na mesma data, o Inep divulgará a correção preliminar da resposta da questão discursiva.
Os resultados dos recursos contra a correção da questão discursiva serão disponibilizados ao participante no Sistema PND em 15 de dezembro. Neste dia, também será conhecido o resultado final das PND.
Criado pelo Ministério da Educação (MEC), a Prova Nacional Docente avalia o nível de conhecimento e a formação dos futuros professores das licenciaturas.
A PND não é uma certificação pública para o ofício de professor nem é um concurso. O exame tem o objetivo de auxiliar estados e municípios a selecionar professores para as próprias redes de ensino e, desta forma, aumentar o número de professores efetivos no magistério público do país.
Apelidada de CNU dos Professores ou Enem dos Professores, a prova é realizada anualmente pelo Inep e tem a mesma matriz da avaliação teórica do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, desde 2024, foca nos cursos de formação de docentes.

De acordo com a Lei nº 15.518/2026, estudantes de cursos de licenciatura poderão receber bolsas de iniciação à docência para participar de atividades de formação em escolas públicas.
Os projetos deverão ser apresentados pelas instituições de ensino superior e terão foco na formação prática dos futuros docentes. A legislação prevê convênios e acordos de cooperação para a execução das atividades.
Entre os objetivos do programa estão incentivar a formação de professores em nível superior para a educação básica, contribuir para a valorização do magistério e elevar a qualidade dos cursos de licenciatura. A proposta também busca aproximar a educação superior da realidade das escolas públicas.
A lei estabelece que poderão ser apoiadas ações voltadas às diferentes etapas e modalidades da educação básica, com destaque para educação do campo, indígena, quilombola, de jovens e adultos (EJA).
O número de bolsas ofertadas será definido de acordo com a disponibilidade orçamentária e regulamentação da Capes. O programa contará com cinco modalidades de bolsas:
Além das atividades voltadas à formação de professores, o programa também poderá apoiar projetos relacionados à gestão educacional e às diferentes etapas e modalidades da educação básica.
A expectativa do governo é que a iniciativa contribua para a melhoria da formação docente e para o fortalecimento da educação pública no país.

Nesta quarta-feira (23), aos 17 anos, Biatriz fará uma viagem sem a família em busca das estrelas. Vai para Hanói, no Vietnã, para ser a única menina dos cinco estudantes brasileiros a participar da 19ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), uma das mais prestigiadas competições estudantis do mundo, que começa na próxima sexta-feira (25).
“Eu tenho um caderno exclusivo onde estão anotadas mais de 380 estrelas e eu decoro também as posições”.
A conquista nacional, quando ainda era estudante de escola pública, rendeu a ela uma bolsa de estudos para uma escola que tem preparação especial para ingressar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ela quer cursar engenharia. “Quem sabe aeroespacial”.
A estudante diz que tem uma rotina de estudos normal e disciplinada. Como toda adolescente de sua idade, gosta de se divertir com os amigos e o estudo não faz o papel de inimigo.
“Gosto também de desenhar”, acrescenta a estudante apaixonada pelo universo .
De tantas estrelas no céu, a preferida é de Alchiba, da constelação do Corvo, que fica a cerca de 49 anos-luz da Terra.
“É porque o Corvo fica numa localização muito boa. É a estrela alfa e era a mais brilhante”.
A estrela brilhante da família Silva disputou essa oportunidade com cerca de 300 estudantes do país. “Foi árduo, mas é muito gratificante”.
Além de Biatriz, outros quatro estudantes brasileiros representarão o Brasil e também estão ansiosos pela troca de experiências com jovens de diferentes idiomas e olhares para a astronomia.
Três colegas de Biatriz são de Fortaleza: Jailson Henrique Godeiro Neto, de 17, Arthur Alencar Spuri, de 16, e Isaac Victor de Araújo Santos, de 16. O quinto é Eyke Cardoso de Souza Torres, de 17, de Ourilândia do Norte (PA).
“É uma experiência que eu vou levar para minha vida toda. É muito gratificante ter essa oportunidade, principalmente pelos desafios que envolveram chegar até aqui”, disse Eyke Torres.
A olimpíada internacional tem 67 equipes inscritas de todas as regiões do mundo, o que vai garantir contato dos brasileiros com diferentes olhares para a área.
No Brasil, os estudantes passaram por processo seletivo promovido pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. Para disputar uma vaga nas olimpíadas internacionais e latino-americanas, os estudantes do ensino médio precisam obter nota igual ou superior a 7 na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) do ano anterior.
Já os alunos do 9º ano do ensino fundamental devem alcançar nota igual ou superior a 9. Os classificados participam de três provas on-line em níveis avançados. Depois, 45 estudantes são selecionados para treinamentos intensivos e avaliações presenciais. Ao final do processo, são definidos os cinco jovens que representam o Brasil no evento.

Na ferramenta, o material pedagógico produzido pelo MEC estão no formato de textos e de vídeos.
Com o conteúdo organizado, os estudantes podem acessar no Guia do Enem o material de apoio que contribui para sua rotina de estudos, conforme as necessidades individuais.
De acordo com o MEC, os destaques da nova página são as dicas de professores, orientações sobre métodos de estudo e vídeos com orientações sobre os procedimentos e a aplicação das provas.
Há também uma área de acesso gratuitos a aplicativos da pasta para dispositivos móveis, a partir do cadastro no portal Gov.br. São eles:
O catálogo digital está estruturado em 26 temas, voltados a democratizar o acesso à leitura.
Além das dicas de professores, o novo documento ainda abre espaço para os chamados enemzeiros, que são os participantes do exame de diversas partes do país que compartilham a rotina de estudos, desafios, sonhos e expectativas sobre o exame.
Outro espaço é o Alunos Nota Mil, que traz as trajetórias de participantes que alcançaram a nota máxima na prova de redação em edições anteriores do Enem.
Para entender melhor o funcionamento do concurso e esclarecer dúvidas, o MEC compartilha a série Bastidores do Enem, com episódios sobre a organização e a para o exame nos meses que antecedem as provas.
Entre os temas, estão a elaboração das 180 questões; a produção dos cadernos de prova com o nome do estudante impresso; e a distribuição dos inscritos por local de aplicação das provas.
Além disso, a série também direciona os inscritos para a Página do Participante, no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia responsável pela realização do Enem.
Pelo Guia do Enem, os internautas também podem acompanhar as notícias oficiais do Ministério da Educação (MEC) somente sobre o Enem.
O guia redireciona o participante ao site para ficar por dentro de novidades, orientações, prazos do exame e demais informações para esclarecer dúvidas.
O Exame Nacional do Ensino Médio é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições de ensino de Portugal que têm convênio com o Inep.
Os estudantes que ainda não concluirão o ensino médio neste ano podem fazer as provas na condição de “treineiros” para testar seus conhecimentos e ver como o exame funciona.
Desde a edição de 2025, o Enem também voltou a certificar a conclusão do ensino médio para os candidatos com 18 anos de idade completos que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Pela primeira vez, em 2026, o Enem também será adotado como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, o que amplia seu papel no acompanhamento das políticas educacionais.

Os beneficiários que cursam a educação de jovens e adultos (EJA) também recebem agora a parcela de aprovação no segundo semestre do ciclo EJA.
O valor é de R$ 200 para os estudantes do ensino regular, e de R$ 225 para os da EJA.
Neste período, também poderão ser pagas parcelas de matrícula de 2026 e de frequências de meses anteriores para estudantes que tenham informações enviadas ou corrigidas pelas redes de ensino.
A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos. Entre eles, estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
Em 2026, é preciso que as famílias dos estudantes tenham cadastro ativo no CadÚnico até a data-base de 7 de agosto de 2026. A atualização do CadÚnico tem validade de 24 meses. Também é preciso que a renda familiar seja de até meio salário mínimo por pessoa.
Além disso, os alunos precisam ter entre 14 e 24 anos, no ensino médio regular, ou entre 19 e 24 anos, na EJA.
O estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular e manter frequência escolar em pelo menos 80%.
Caso a frequência do estudante fique abaixo de 80% em algum momento do ano letivo, os valores das parcelas referentes a esses meses ficarão retidos.
Quando o beneficiário voltar a apresentar uma frequência igual ou superior ao mínimo exigido, poderá receber os recursos bloqueados.
No ensino médio regular, os estudantes recebem até nove parcelas de frequência por ano, no valor de R$ 200. Já no ensino médio da EJA, são até quatro parcelas por semestre, totalizando até oito parcelas de frequência por ano, cada uma delas de R$ 225.
O Pé-de-Meia é o programa federal de incentivo financeiro-educacional, na modalidade de poupança, voltado à permanência escolar e à conclusão dos estudos por alunos matriculados no ensino médio público. O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil.
O beneficiário do Pé-de-Meia ainda recebe R$ 1 mil ao final de cada ano letivo do ensino médio regular concluído. O valor só pode ser retirado da poupança após a formatura no ensino médio.
Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.
O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login e senha da plataforma digital Gov.br.
Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa por meio da página eletrônica de Perguntas Frequentes do Pé-de-Meia, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa, incluindo critérios para participar, formas de consultar o benefício, calendário de pagamentos, perguntas frequentes e passo a passo sobre a liberação de movimentação da conta para menores de idade.
Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco, no telefone 0800-616161.

O Ministério da Educação (MEC) orienta que os inscritos nesta edição acompanhem a própria classificação, por curso e turno de cada local de oferta do ensino, no endereço eletrônico do Fies Seleção. Para o acesso, deve ser usada a conta do portal Gov.br.
Se o candidato for pré-selecionado na lista de espera, deverá complementar as informações da inscrição na página do Fies, em até três dias úteis, a contar da data de sua convocação.
Na sequência, o estudante deverá validar sua documentação na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição privada de educação superior para a qual foi pré-selecionado.
De acordo com o edital, os estudantes devem apresentar:
O prazo para a validação na CPSA da faculdade é de cinco dias úteis, contados a partir do dia da complementação das informações de inscrição.
Após o aceite da documentação, o estudante deve se dirigir a uma agência bancária do agente financeiro do programa, a Caixa Econômica Federal, para validação do novo contrato de financiamento pelo banco público.
Nesta edição, foram disponibilizadas 75,5 mil vagas, distribuídas em 1.274 instituições privadas de educação superior, para ingresso em 28.741 cursos e turnos.
O processo seletivo teve 127.175 inscritos, que realizaram 315.431 inscrições, já que cada candidato pode escolher até três opções de curso.
O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
Os pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social poderão financiar até 100% dos encargos educacionais, o que cobre integralmente os valores das mensalidades.
Tanto no Fies quanto no Fies Social, há a reserva de vagas para os seguintes perfis: pessoas com deficiência (PCD), indígenas, quilombolas e autodeclarados pretos e pardos.
Anualmente, o Fies realiza dois processos seletivos regulares, um para cada semestre, além de processos seletivos para vagas remanescentes.
Se ainda tiver dúvidas, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.

Para os alunos concluintes, a PND é considerada a avaliação teórica obrigatória do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, por sua vez, é um pré-requisito para a obtenção do diploma do curso de graduação.
Neste ano, a PND contemplará 21 áreas de avaliação: Artes Visuais, Biologia, Ciências da Natureza, Ciências Sociais, Computação, Dança, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras Espanhol, Letras Português, Letras Português e Espanhol, Letras Português e Inglês, Letras Inglês, Matemática, Música, Química, Pedagogia e Teatro.
Os portões nos locais de prova da PND serão abertos em todo o país às 12h e fechados às 13h (no horário de Brasília). A prova começa às 13h30 e termina às 19h.
As provas são compostas por uma parte de Formação Geral Docente, com 30 questões objetivas e uma discursiva, e 50 questões objetivas de componente específico da área escolhida.
A nota geral varia de 0 a 100 pontos. A parte objetiva corresponde a 80% da nota, enquanto a questão discursiva representa os outros 20%.
O Cartão de Confirmação da Inscrição pode ser acessado pelo Sistema PND. O documento também mostra o local de aplicação do exame. Será necessária a apresentação de documento oficial com foto, físico ou digital. Documentos digitais devem ser apresentados no aplicativo oficial do Gov.br.
Para o preenchimento da prova só será permitida a caneta esferográfica de tinta preta em material transparente. Outros materiais e cores não serão aceitos.

Os docentes que fariam a prova no Colégio Estadual Astolpho Macedo de Souza, no bairro São Basílio Magno, agora terão que fazer o exame na Escola Municipal Hilda Romanzini de Melo, que fica na Praça Coronel Amazonas, 100, no Centro.
Segundo o Inep, a mudança ocorreu devido à necessidade de uso dos dois colégios estaduais, onde originalmente seria aplicada a prova, para abrigar a população afetada pelos recentes eventos climáticos locais.
A orientação é que todos os participantes consultem novamente seu cartão de confirmação de local de prova no Sistema PND para verificar as informações atualizadas.
Outra ação obrigatória antes da realização da prova é responder ao questionário da PND até as 23h59 deste sábado (19). O preenchimento é obrigatório para que o participante possa visualizar o local onde realizará a prova neste domingo (20).
Os portões dos locais de prova abrem às 12h (horário de Brasília) e fecham às 13h (também no horário de Brasília), simultaneamente em todo o país. O exame começa às 13h30 e termina às 19h.
De acordo com o Inep, é obrigatória a apresentação de documento oficial com foto, físico ou digital. Documentos digitais devem ser apresentados no aplicativo oficial do Gov.br. Só é permitido o uso de caneta esferográfica de tinta preta feita com material transparente. Outros materiais e cores não serão aceitos.

Silva analisou as informações de mais de 6 mil exoplanetas já descobertos até agora, a partir de um banco de dados da Nasa, a agência espacial estadunidense. Ele examinou informações como raio, densidade e distância em que orbitam em relação à estrela.
“A zona de habitabilidade é uma zona que possibilita a água líquida porque não é nem tão quente, mais próximo da estrela, e nem tão frio, para longe da estrela. Então é a zona perfeita. A gente chama de Goldilocks Zone, a Zona dos Cachinhos Dourados”, explica Silva.
Por fim, estimou as características da atmosfera, além da pressão e temperatura da superfície. Silva, então, elencou os oito exoplanetas mais parecidos com o nosso, portanto, com maiores possibilidades de possuir água em estado líquido e sustentar vida.
“A Terra é o único exemplo que a gente vai ter, por enquanto, para se definir vida, para se definir quais são as características necessárias para se ter água líquida”, afirma o pesquisador, que apresentou seu trabalho nesta semana, na 6ª edição do Astrobion, evento sobre astrobiologia organizado pelo Observatório Nacional, no Rio de Janeiro.
Dos oito exoplanetas, o mais parecido com a Terra é chamado de GJ 1002b, que, segundo a pesquisa do Observatório Nacional, tem 98% de similaridade com o nosso planeta.
Descoberto em 2022, o GJ 1002b, localiza-se a 16 anos-luz do nosso planeta (ou seja, a luz leva 16 anos para fazer o trajeto entre os dois planetas). Ele orbita uma estrela anã-vermelha (tipo M), que é mais fria que o Sol. Cada volta em torno da estrela, leva apenas 10 dias.
“A gente está buscando um planeta que tenha condições similares à Terra. Mas isso não quer dizer que seja o único lugar possível de ter vida no universo, porque podem existir outras formas de vida que a gente ainda não conheça e que precisem de características químico-físicas diferentes”, ressalta o professor Marcelo Borges Fernandes.
A possibilidade de haver vida fora da terra é parte do imaginário popular há séculos. Na Grécia Antiga, pensadores já especulavam sobre a possibilidade de haver vida na Lua. A busca por organismos extraterrestres ganhou força com o início da corrida espacial, entre os anos 50 e 60.
Nas primeiras décadas, no entanto, a busca se focou em nosso Sistema Solar, em especial naqueles corpos celestes mais próximos da Terra, como a própria Lua e o planeta Marte, e na recepção de sinais enviados por eventuais civilizações extraterrestres.
Em 1992, no entanto, os primeiros exoplanetas, chamados de Poltergeist e Phobetor, foram descobertos. De lá para cá, foram mais de 6 mil descobertas na nossa galáxia, elevando assim o número de locais onde a vida pode ter se desenvolvido.
A busca por vida nesses locais, no entanto, é uma tarefa difícil, uma vez que todos eles estão a anos-luz da Terra, o que inviabiliza, pelo menos com a tecnologia existente, que sejam visitados. O estudo desses exoplanetas é feito por meio de observações intermediadas pela estrela à qual eles orbitam.
A forma de verificar a possível existência de vida nesses casos é através do exame da atmosfera desses exoplanetas. Telescópios, como o James Webb, possuem equipamentos que analisam as ondas de luz emitidas pela estrela quando o planeta está transitando em frente a ela. Esses aparelhos conseguem perceber as variações ocorridas quando elas interagem com a atmosfera do exoplaneta, já que cada substância química tem sua própria marca.
“Com alta resolução espectral, você pode ver se existe uma atmosfera, determinar a composição química da atmosfera e, com isso, você vai juntando cada pecinha do quebra-cabeça de forma tentar definir se aquele planeta pode ter condições ideais para existência da vida ou não”, explica Fernandes.
O que os cientistas que buscam vida fora da Terra, os chamados astrobiólogos, buscam são as chamadas bioassinaturas. São substâncias ou uma combinação delas que, na Terra, são comumente produzidas pela ação de mecanismos biológicos, como é o caso da coexistência dos gases metano e oxigênio.
Recentemente um estudo liderado pela Universidade de Cambridge analisou a atmosfera do exoplaneta K2-18b e encontrou sinais de metano e dióxido de carbono. Também foi detectada uma assinatura que poderia ser sulfeto de dimetila (DMS), uma molécula que, na Terra, é produzida apenas por seres vivos, como os fitoplânctons.
Como este é um planeta que tem probabilidade de ser coberto por um oceano de água global, veículos de imprensa noticiaram que cientistas haviam descoberto sinais de vida em um planeta distante.
O problema é que muitas das bioassinaturas, inclusive as substâncias encontradas em K2-18b, poderiam ser produzidas também por meios abióticos, como processos geológicos ou radiação.
“A gente tem que ter sempre muito cuidado para analisar isso e comparar com o único exemplo que a gente tem, que é a Terra, para saber se a única explicação seria uma fonte de vida ou se pode ser de fontes geológicas ou atmosféricas não ligadas à vida, que reproduziriam aquela possível bioassinatura”, ressalta Fernandes.
De acordo com o pesquisador do Laboratório Analítico de Astrobiologia da Nasa José Aponte, encontrar bioassinaturas de forma isolada no espaço não é sinal inequívoco de vida. "Nenhuma análise, por si só, pode garantir uma confirmação definitiva [da existência de vida]. É preciso haver mais de uma linha de evidência para que isso aconteça".
Aponte destaca que a combinação de três aspectos pode ser um forte indicador de que aquelas bioassinaturas são mesmo produzidas por seres vivos. O primeiro seria a repetição de moléculas no ambiente. "Se aquela molécula se repete exaustivamente e isso é consistente depois de várias medições, isso poderia representar uma bioassinatura".
A segunda linha de evidências seria a predominância de um tipo de quiralidade. Moléculas quirais são aquelas que têm a mesma estrutura química, mas não são exatamente iguais. Algumas desviam a luz para a esquerda e outras, para a direita. Um bom exemplo para explicar isso são as mãos esquerda e direita. Elas são a imagem espalhada uma da outra, mas se formos sobrepô-las (ambas com as palmas para baixo), elas não se encaixam.
Na Terra, os organismos usam quase que exclusivamente os aminoácidos de configuração L (ou seja, são como nossa mão esquerda), salvo poucas exceções. Já os açúcares são praticamente todos de configuração D (isto é, como a mão direita). "Então uma segunda linha de evidência seria encontrar a predominância de um tipo de molécula quiral [no lugar investigado]".
E a terceira linha de evidências seria a análise de isótopos, isto é, elementos químicos que têm massas diferentes. Na Terra, a vida tem preferência pelos isótopos mais leves, como o carbono 12, em vez do carbono 13, e pelo hidrogênio em vez do deutério (isótopo mais pesado do hidrogênio).
"Bioassinaturas em outros lugares também poderiam ser ricas nos isótopos mais leves. Então, não se trata apenas de encontrar uma única molécula, mas sim de encontrar mais de uma linha de evidência combinada", explica o pesquisador da Nasa.
Mesmo aquelas moléculas orgânicas que são chamadas de ingredientes da vida, como os aminoácidos ou as bases nitrogenadas que formam nosso código genético, não podem ser consideradas provas da existência de vida extraterrestre.
Aponte é parte do grupo de cientistas que analisou amostras de rochas coletadas por uma sonda no asteroide Bennu, que orbita próximo à Terra. Dezenas de moléculas orgânicas foram detectadas no corpo celeste, entre elas os três componentes dos ácidos nucleicos: fosfatos, o açúcar ribose (que é parte da estrutura do RNA, o ácido ribonucleico) e as cinco bases nitrogenadas que formam os nucleotídeos de todos os seres vivos: adenina, guanina, citosina, timina e uracila.
Também foram detectados, nada menos que 14 dos 20 aminoácidos usados na produção de proteínas pelos organismos terrestres, inclusive o triptofano, que nunca havia sido observado em amostras extraterrestres.
Nada disso, no entanto, é sinal de vida extraterrestre, já que essas moléculas podem ter sido formadas de forma abiótica pela ação de radiação ou de reações químicas em um ambiente aquoso, há centenas de milhões de anos.
“No caso de encontrarmos um composto do tipo nucleotídeo ou uma cadeia de RNA, a história é outra. Isso poderia ser uma evidência mais robusta, porque moléculas como essas são muito frágeis e se decompõem muito rapidamente em termos geológicos”, afirma Aponte.
Apesar das dificuldades para se localizar vida fora da Terra, há grandes expectativas em relação a futuras missões não tripuladas dentro do próprio Sistema Solar, como a Europa Clipper, que deve chegar, em 2030, a Europa, satélite que orbita Júpiter. Há indícios de que, sob a crosta de gelo dessa lua joviana, exista um oceano de água salgada, que pode ter condições de abrigar vida.
Outra missão, a Dragonfly, deverá ser lançada em 2028, rumo a Titan, uma das luas de Saturno, que possui uma atmosfera possivelmente rica em nitrogênio, além de metano em forma líquida em sua superfície. O robô, que tem o mesmo nome da missão, deve chegar a Titan em 2034 e buscará indicadores químicos de vida baseada em água ou em hidrocarbonetos, como o metano.
Há expectativas também em relação a outra lua de Saturno, Enceladus, que, assim como Europa, também pode abrigar um oceano sob sua crosta de gelo; e a Marte, onde há calotas de gelo e possivelmente reservatórios subterrâneos de água.

Os participantes surdos ou com deficiência auditiva, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou com dislexia também contam com versões do documento que trazem orientações específicas a estes públicos, no mesmo endereço eletrônico.
As provas do Enem 2026 serão aplicadas nos domingos 8 e 15 de novembro. A redação integra o primeiro dia de aplicação do exame, em todo o país.
A publicação reúne recomendações gerais e orientações do Inep para auxiliar os participantes na preparação para a prova de redação.
O conteúdo esclarece qual é a Matriz de Referência da redação. Traz também exemplos, acompanhados de comentários pedagógicos dos corretores, das redações que alcançaram altas pontuações na edição de 2025 do exame, o que permite aos participantes compreender, na prática, os critérios utilizados na avaliação dos textos.
O material ainda incentiva quem está se preparando para a prova de redação a ler frequentemente para ampliar o vocabulário, diversificar o repertório sociocultural e auxiliar na elaboração de propostas de intervenção ao tema proposto pelo Inep.
O documento detalha as cinco competências avaliadas pelos corretores da redação do Enem 2026. Ao redigir seu texto, o candidato deve:
Neste último ponto, o documento observa a necessidade de respeito à dignidade humana; igualdade de direitos; reconhecimento e valorização das diferenças e diversidades; Estado laico; democracia na educação; e sustentabilidade socioambiental.
A cartilha alerta o aluno para ter cuidado com o chamado “repertório de bolso”, com referências prontas, memorizadas e frequentemente usadas pelos participantes, de forma genérica e pouco aprofundada, sem conexão real com o tema.
“É como se fosse um repertório guardado no bolso para ser usado com qualquer tema, mesmo que não seja totalmente adequado ou pertinente”, diz a cartilha.
Ainda de acordo com o documento, para que uma redação seja compreendida é necessário selecionar os argumentos; relacionar as partes do texto; progredir adequadamente no desenvolvimento do tema com a apresentação das ideias de forma organizada e apresentação dos argumentos para a defesa do ponto de vista escolhido.
Cada redação será corrigida por dois avaliadores, que atribuirão uma nota de 0 a 200 pontos em cada uma das cinco competências avaliadas.
A soma desses pontos vai compor a nota total atribuída por cada avaliador, que pode chegar a 1 mil pontos. A nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores.
Entre as situações que podem levar à nota zero ou anulação estão:
A cartilha explica que, se ocorrer a cópia de textos da própria prova de redação ou do caderno de questões, a quantidade de linhas copiadas será descontada do total de linhas.
O Exame Nacional do Ensino Médio é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições de ensino de Portugal que têm convênio com o Inep.
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para os candidatos com 18 anos de idade completos que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Pela primeira vez, em 2026, o Enem também será adotado como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, o que amplia seu papel no acompanhamento das políticas educacionais.