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Quinhentismo Contexto histórico. Onde tudo começou. O Brasil foi descoberto pelos portugueses em pleno o Renascentismo, no primeiro momento não houve uma preocupação em explorar estas bandas, mas depois com o interesse da nobreza, digamos “interesses financeiros”, vieram os primeiros aventureiros, e com eles os jesuítas. Destas expedições de reconhecimento e modesta colonização nasceu os primeiros relatos as quais deu-se o nome de Literatura Informativa Sobre o Brasil. [1] Fatos Históricos Importantes do Século XVI Em 1517 Lutero expõe as 95 teses que marcam o início da Reforma protestante, dois anos depois é excomungado pelo papa Leão X. Martim Afonso de Souza, em 1530, inicia a primeira expedição colonizadora. Dez anos depois da primeira expedição o papa Paulo III reconhece a Companhia de Jesus, fundada por Inácio de Loyola, que servirá como instrumento da Reforma católica nos próximos dois séculos. O Concílio de Treno estabelece a divisão da cristandade católica e protestante, em 1945. A fundação da cidade de Salvador acontece em 1549, a ai que se tem o primeiro Governador Geral, e em 1553, acontece a chegada de Duarte Costa, e junto a ele, chega o padre José de Anchieta que fundaria no próximo ano o Colégio de São Paulo juntamente com Manuel da Nóbrega. Nos últimos anos do século XVI surge outras cidades, como a São Sebastião do Rio de Janeiro. Portugal passa para o domínio espanhol. Morte de vultos celebres. 1580 Morte do poeta Luís de Camões, e no Brasil expirou o padre José de Anchieta em 1597. 2.0 Principais Autores. José de Anchieta. De ponto de vista literário, a obra de Anchieta é a mais importante do século XVI. Nascido em 1534, nas Ilhas Canárias (Espanha), José de Anchieta ingressou com 17 anos na Companhia de Jesus, vindo em 1553 para o Brasil, em missão de catequese, onde ficou até morrer, em 1597. A obra de Anchieta é escrita numa linguagem simples, revelando acentuadas características da tradição medieval portuguesa. Escreveu em latim, português, castelhano e tupi, e, em vista de sua função de catequese e de sua própria formação, sua obra estão impregnadas de idéias religiosas e conceitos morais e pedagógicos. Suas peças de teatro (autos) lembram a tradição medieval de Gil Vicente e são feitas para tornar mais vivos aos olhos dos índios os valores e ideais católicos. Algumas Obras: Autos: Na festa de São Lourenço; Na visitação de Santa Isabel. Cartas Informativas. Outros Autores: Gabriel Soares de Souza (1540 – 1591). Tratado descritivo do Brasil. Manuel da Nóbrega (1517 – 1570). Diálogo sobre a conversão do gentil. Pero de Magalhães Gandavo (século XVI). História da província de Santa Cruz, a que vulgarmente chamamos no Brasil; Tratado da terra do Brasil. (Frei) Vicente do Salvador (1564 – 1639?). História do Brasil.
Barroco (1601 – 1768) Contexto histórico. No fim do século XVI, as renovações culturais trazidas pelo Renascimento na península Ibérica começaram a sofrer uma evolução que deu origem ao Barroco, um novo estilo literário que se estendeu até o final do século XVII. O panorama cultural sobre importantes modificações: encerra-se o ciclo das navegações; as idéias da Reforma protestante começaram a ser combatidas com mais vigor através da Contra-Reforma; procurou-se restaurar um clima de religiosidade, contrário às idéias da Antigüidade greco-romana revalorizada pelo Renascimento. É preciso destacar, porém, que no caso brasileiro não se pode falar de movimento Barroco como um sistema literário vigente em certa época. Ainda não havia, no Brasil dos séculos XVII e XVIII, condições para a formação e evolução, em termos gerais, de sileira era organizada em função de pequenos núcleos econômicos, não existindo efetivamente um público leitor para as obras. Principais Autores. Gregório de Matos Nasceu na Bahia em 1655 e morreu em Recife em 1696. Cultivou a poesia lírica, satírica, erótica e religiosa, mas não teve nenhum livro publicado em vida. O que conhecemos de sua obra é fruto de pesquisa em coletâneas editadas ao longo do séculos. Seus poemas líricos e religiosos, que revelam nítida influência dos poetas barrocos espanhóis, despertaram inicialmente a atenção da critica, mas hoje suas produção sátira também tem sido valorizada. Algumas Obras: não teve nenhum livro publicado em vida. O que conhecemos de sua obra é fruto de pesquisa em coletâneas editadas ao longo dos séculos. Antônio Vieira Nasceu em Lisboa em 1608 e faleceu na Bahia em 1679. Ele representa, sem dúvida, a maior expressão de eloqüência sacra de Portugal e um dos maiores escritores de seu século. Educou-se no Colégio dos Jesuítas da Bahia, em cuja ordem professou. Retornando a Portugal, foi designado por D. João IV representante em importantes missões diplomáticas no exterior. Chefiou ainda missões jesuíticas no Brasil Algumas obras:Sermões: Sermão da Sexagésima; Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda Outros Autores: Bento Teixeira (1562 – 1600). Poesia: Prosopopéia.
Arcadismo (1768 – 1836) Contexto histórico. A segunda metade do século XVIII na Europa apresenta, de modo geral, uma importante fase de transformação cultural. Esta transformação teve início na França, em 1751, com a publicação da Enciclopédia, símbolo de renovação cultural que tinha à frente D’Alembert, Diderot e Voltaire. Os enciclopedistas deram grande impulsos ao desenvolvimento das ciências, valorizando a razão como agente propulsor do progresso social e cultural. Todo esse movimento de renovação, chamado Iluminismo, espalhou-se pela Europa e atingiu Portugal. Coube ao marquês de Pombal, ministro de D. José I, levar ao cabo a tarefa de renovação cultural, tentando colocar Portugal em dia como o progresso do resto da Europa. No Brasil o movimento Arcádio encontrou expressão num grupo de poetas que viveram em Minas Gerais, na época o principal centro econômico do Brasil em razão da descoberta de outro e diamante. Na obra desses poetas, podemos reconhecer a presença não só de alguns elementos típicos da natureza brasileira, como também certa tendência para a confissão de dramas sentimentais e amorosos, antecipando assim o estilo romântico que surgiria plenamente no século seguinte. Características. Reagindo contra os exageros do estilo barroco, os autores da segunda metade do século XVIII propuseram uma literatura mais simples e espontânea. Vivendo numa época de euforia e confiantes no progresso científico, esses novos autores não foram tão religiosos nem expressaram tantos problemas metafísicos quanto os barrocos. O Arcadismo expressa uma visão mais sensualista da existência, propondo uma volta à natureza e um contato maior com a vida simples do campo. As paisagens campestres de outras épocas, com pastoras cantando e vivendo uma existência sadia e amorosa, preocupados apenas em cuidar de seus rebalhos. O bucolismo era uma característica marcante do arcadismo. Principais Autores: Tomás Antônio Gonzaga Nasceu em Portugal em 1744 e morreu em 1810, na África, para onde tinha sido desterrado por seu envolvimento na Inconfidência Mineira. Viveu alguns anos no Brasil, depois foi estudar Direito em Portugal regressando em 1782 como ouvidor de Vila Rica. Sob o pseudônimo árcade de Dirceu, escreveu poesias líricas em que fala de seus amores por Marília, nome criado por ela para à jovem Maria Dorotéia de Seixas. Algumas obras: Marília e Dirceu. Cláudio Manuel da Costa Nasceu em Mariana, Minas Gerais, em 1729, e suicidou-se na prisão, em Vila Rica, em 1789, onde estava preso por sua participação na Inconfidência Mineira. Escreveu poesias líricas (Obras, 1768), um poema épico (Vila Rica, publicado em 1837), o obras de menor importância. A parte mais destacada de sua produção são as poesias líricas, que revelam um poeta de expressão contida, influenciado pelos clássicos sobretudo Camões. Seu pseudônimo árcade era Glauceste Satúrnio. Algumas obras: Poesia: Obras; Vila Rica Basílio da Gama Nasceu em Minas Gerais em 1740 e faleceu em Lisboa em 1795. De sua obra, merece destaque o poema épico O Uraguai (1769), cujo assunto é a guerra movida pelos portugueses e espanhóis contra os índios, instigados pelos jesuítas, na região dos Sete Povos do Uruguai. O Uraguai foi escrito em decassílabos brancos e é composto de cinco cantos; percebe-se nele claramente uma crítica do autor à atuação dos jesuítas, que são caricaturados na figura do padre Balda. Outros Autores: Alvarenga Peixoto (Inácio José de Alvarenga Peixoto, 1743? – 1792). Poesias: Obras poéticas. Santa Rita Durão (Frei José de Santa Rita Durão, 1722 – 1784). Poesias: Caramuru.
Romantismo (1836 – 1881) O Romantismo foi um dos mais importantes movimentos literários do Ocidente, e, particularmente no Brasil, significou uma etapa decisiva na formação de nossa literatura e vida social. O Romantismo foi um movimento rico, com múltiplos desdobramentos, mas há uma característica que distingue o escritor romântico de todos os outros — o gosto pela expressão dos sentimentos, dos sonhos e das emoções que agitam seu mundo interior, numa atitude individualista e profundamente pessoal. No Brasil o romantismo se desenvolveu durante o século XIX, constituindo o período do verdadeiro nascimento da nossa literatura, pois nele a poesia enriqueceu-se admiravelmente, criaram-se o romance e o teatro nacionais e formou-se um razoável público leitor, completando-se o circulo autor-obra-público, tão necessário ao estímulo da vida literária. Nacionalismo No Romantismo, os sentimentos começaram a tornar o lugar da razão como instrumento de análise do mundo, e a vida passa a ser encarada de um ângulo bem pessoal, em que sobressai um intenso desejo de liberdade. Essa ânsia de libertação, que nasce no interior do poeta, em determinado momento alcança também o nível social, com o artista romântico colocando-se como porta-voz dos oprimidos e usando seu talento para protestar contra as tiranias e injustiças sociais, ao mesmo tempo que valoriza a pátria e os elementos que a representam. Indianismo Enquanto, na Europa, os escritores voltavam-se para os tempos da Idade Média, valorizando os heróis que ajudaram a libertar a constituir suas nações, no Brasil desenvolveu-se o Indianismo, que é uma das formas significativas assumidas pelo nacionalismo romântico. Gonçalves Dias Antônio Gonçalves Dias nasceu em Caxias, Maranhão, em 1823, e morreu em um naufrágio, em 1864. Pode-se dizer que com ele começa a nossa verdadeira poesia romântica, e sua influência se fez sentir fortemente na segunda e terceira gerações de poeta do romantismo. Embora seja um dos melhores líricos da nossa literatura, o nome de Gonçalves Dias é freqüentemente associado ao de poetas indianistas, pois foi o único que conseguiu dar realmente uma dimensão poética ao tema do índio. Algumas obras: Poesias: Primeiros cantos; Segundo cantos; Últimos cantos Ultra-Romantismo A expressão plena dos sentimentos pessoais e das paixões atingiu seu ponto mais alto com os poetas da segunda geração romântica, que escreveram principalmente nas décadas de 1840 e 1850. Influenciados pelos românticos europeus, sobretudo Byron e Musset, esses poetas representam o Ultra-Romantismo (também chamado “mal do século”), cuja poesia é extremamente egocêntrica e sentimental, exprimindo um pessimismo doentio, uma descrença generalizada, um tédio pela vida e uma obsessão pela morte que impregna tudo de tristeza e desilusão. “Escrita, na maioria das vezes, por poetas adolescentes, a poesia dessas geração é quase sempre superficial e artificial, servindo, antes, como desabafo das próprias tristezas e frustrações, procurando envolver emocionalmente o leitor” Álvares de Azevedo Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu em 1831, em São Paulo, e faleceu no Rio de Janeiro, em 1852. Não teve nenhum livro publicado em vida e sua obra mais importante é Liras dos vinte anos. Apesar de sua curta vida, Álvares de Azevedo é o melhor representante da poesia ultra-romântica brasileira. Leitor ávido dos românticos europeus, sobretudo de Byron, conseguiu transmitir uma vibração muito grande em suas poesias, que logo encontraram eco na sensibilidade popular, tornando-o um dos poetas mas lidos de nosso Romantismo. Algumas obras: Poesia: Lira dos vinte anos. Teatro: Macário Outros autores que serão estudados à parte, mas merecem lembranças aqui: - Laurindo Rabelo (1826 -1864), cujas poesias estão reunidas no livro Trovas. - Junqueira Freire (1832 - 1855) , autor do livro Inspirações do claustro. - Casimiro de Abreu (1839 – 1860), um dos mais populares poetas do Romantismo, autor do livro Primaveras. Cantou basicamente as saudades da terra natal, da infância e da família, além das desilusões e emoções do amor adolescente. Poesia social Por volta de 1860, seguindo de perto as inquietações políticas que agitavam o Brasil, a poesia romântica ganha novos horizontes ao incorporar temas sociais. É o momento dos oradores, que, com seus estilos vibrantes, empolgavam os ouvintes, nos teatros ou nas praças públicas. A poesia deixa de ser apenas um lamento sentimental murmurando em voz baixa para ser também um grito de protesto político ou reivindicação social.. Castro Alves. Antônio de Castro Alves nasceu em 1847 e faleceu em 1871, na Bahia. Pode ser considerado o último grande poeta do Romantismo. Vindo após o Indianismo de Gonçalvez Dias e os exageros sentimentais do Ultra-Romantismo, escreveu poesias que mostram uma libertação do egocentrismo absoluto, abrindo-se para a compreensão dos grandes problemas sociais e expressando sua indignação contra as tiranias e as opressões. Algumas obras: Espumas flutuantes, Os escravos. Teatro: Gonzaga ou A revolução de Minas. Fagundes Varela Levou uma vida tumultuada (1841 – 1875), encarnando, na própria existência, o modelo de poeta romântico. Sua poesia mostra muitas características do Ultra-Romantismo, mas apresenta também poemas de cunho social e político. Algumas obras: Vozes da América; Cantos o fantasias; Noturnas Sousândrade Joaquim de Souza Andrade (1933 – 1902) permaneceu obscuro em seu tempo e modernamente vem sendo valorizado, principalmente pelo estilo diferente e arrojado, distinto de tudo o que se fazia na época. Sua formação cultura foi feita na Europa, tendo vivido algum tempo também nos Estados Unidos. Algumas obras: Guesa Errante O romance romântico O início da prosa literária brasileira ocorreu no Romantismo. Com o gradual desenvolvimento de algumas cidade, sobretudo do Rio de Janeiro, a cidade da Corte, formou-se um público composto basicamente de jovens da classe alta, cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins. Tendências do Romance Romântico. - Romance urbano: é o que desenvolve tema ligado à vida social, principalmente do Rio de Janeiro. Se destacam à José de Alencar (Senhora; Lucíola), Joaquim Manuel de Macedo (A Moreninha, O moço loiro) e Manuel Antônio de Almeida (Memórias de um sargento de milícias) -Romance sertanejo ou regionalista: tem atração pelo pitoresco e o desejo de explorar e investigar o Brasil do interior, com os hábitos da população que viviam em cidades distantes. Destacando-se José de Alencar (O sertanejo; O gaúcho; O tronco de ipê), Taunay (Inocência) e Bernardo Guimarães (A escrava Isaura; O seminarista) -Romance Histórico: usado par aa reinterpretação nacionalista de fatos e personagens históricos. Destacando-se, José de Alencar (O Guarani; As minas de prata; A guerra dos Mascates), Bernardo Guimarães (Lendas e romances; Histórias e tradições da província de Minas Gerais) e Fanklin Távora (O matuto; Lourenço). -Romance Indianista: valorização do índio, seus autores mais importante foi José de Alencar, que idealizou a figura do índio, exaltando-lhe nobreza e valentia (Ubirajara; Iracema; O Guarani) José de Alencar – O melhor prosador do Romantismo José Martiniano de Alencar nasceu no Ceará em 1829 e morreu no rio de Janeiro em 1877. É o mais importante prosador do Romantismo, tendo lutado pela criação de uma língua literária mais próxima da fala brasileira. No conjunto da obra de Alencar, merecem destaque os romances sociais, em que o autor faz uma representação bastante crítica das relações humanas na sociedade carioca da época. Algumas obras: Romance: Cinco minuto; A viuvinha; As minas de Prata Manuel Antônio de Almeida – o romance da malandragem. Nasceu no Rio de Janeiro em 1831 e morreu em um naufrágio no litoral fluminense em 1861. Formado em Medicina, não tinha nenhuma pretensão literária, tendo escrito seu romance Memórias de um sargento de milícias, que apareceu em folhetins anônimos, durante os anos de 1852 e 1853. Outros Autores: Bernardo Guimarães (Bernardo Joaquim da Silva Guimarães, 1825 – 1884) Romance: O Ermitão de Muquém; Lendas e Romances; O garimpeiro; o Seminarista, entre outros. Franklin Távora (1842-1888) Romance: O cabeleira; Lourenço, entre outros Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) Romance: A Moreninha, O moço Loiro, entre outros. Realismo (1881 – 1902) Contexto histórico. A segunda metade do século XIX presenciou, na verdade, o surgimento de três tendências literárias: o Realismo na prosa, e o Parnasianismo e o Simbolismo na poesia. Constituindo uma oposição ao idealismo romântico, o Realismo propõe uma representação mais objetiva e fiel da vida humana. O romance não é mais visto como distração e sim como meio de combate e de crítica às instituições sociais decadentes. Naturalismo O Naturalismo enfatiza o aspecto materialista da existência, vendo o homem como um produto biológico, cujo comportamento é resultado da pressão do ambiente social e da hereditariedade psicofisiológica. Aluísio de Azevedo Aluísio Tancredo Gonçalves e Azevedo nasceu em São Luis (MA), no ano de 1857, e morreu em Buenos Aires, onde exercia o cargo de agente consular, em 1913. Obrigado por razões econômicas a escrever sob encomenda, foi um dos poucos escritores que viveu apenas de sua produção literária, durante vários anos. É considerado o escritor mais tipicamente naturalista de nossa literatura, tendo presença marcante de idéias científica da época a respeito da influência decisiva da hereditariedade e do meio ambiente no comportamento humano. Algumas obras: O cortiço, O mulato Raul Pompéia Raul d’Ávila Pompéia nasceu em Angra dos Reis em 1863 e suicidou-se na cidade do Rio de Janeiro em 1895. Participou ativamente da imprensa política da época e, por seu temperamento sensível e irrequieto, envolveu-se em polêmicas e situações que o deprimiram profundamente, levando-o ao suicídio no dia 25 de dezembro de 1895. Algumas obras: O Ateneu. Poesias: Canções sem metro Machado de Assis Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 1839, no Rio de Janeiro, e ai morreu em 1908. Trabalhou como tipógrafo e revisor, tornando-se logo colaborador da imprensa da época. Teve uma infância pobre e sua ascensão artística deveu-se a uma longa e séria dedicação. Casou-se em 1969 com Carolina Xavier de Novais, companheira de muitos e estimulou na carreira literária. Foi também o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, que ajudara a fundar em 1897. É considerado o melhor escritor brasileiro do século XIX e um dos mais importante de nossa literatura. Mas é justo falar em imprecisão
diante de uma linguagem assim precisa, tão extraordinariamente clara?
Nítidas as personagens e as coisas, nenhum esfumaçamento nos diálogos
enquanto o leitor avança na leitura descuidada: o texto (conto ou romance)
vai fluindo sem mistério, com a naturalidade de um rio. Contudo, espera
um pouco, o leitor não perde nada por esperar porque na aparente clareza
desse rio é que começam a aparecer certos coágulos de sombra, um aqui,
outro lá adiante e que de repente (ou aos poucos) vão ficando mais densos,
mas de onde vieram? Esses coágulos. E essa névoa agora? De onde vem
a névoa delicada mas perversa e que faz a personagem levantar a gola
da capa? A cara desguardada e exposta já não parece tão exposta assim,
as transformações. A trama, tão evidente na sua estrutura, começa a
enveredar por um outro caminho que vai ficando incerto. Duvidoso, tantas
dúvidas nos detalhes. O medo. Num movimento de verruma (ou parafuso)
o olhar machadiano vai descendo mais fundo, interrogando. Devassando
sem dó nem piedade, era costume dizer isso, sem dó nem piedade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS TUFANO, Douglas. Estudos de Literatura Brasileira. São Paulo: Moderna. 4.ed. 1991 SILVA, Valmir Adamor da; Psicanálise da Criação Literária. Rio de Janeiro: Achimé. 1984. 154 p. ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Seção: Machado de Assis. Jun. 2003 <http://www.academia.org.br/machado.htm> Acesso em 05 de Junho de 2003 [1] Denominação obtida em Estudos de Literatura Brasileira, Douglas Tufano, Editora Moderna, ed 4, p. 58 |
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