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Sobre o Cânon Bíblico Quantas vezes você já ouviu de algum protestante a afirmação de que a Igreja Católica teria acrescentado vários livros apócrifos à Bíblia durante o Concílio de Trento, no séc. XVI? Quando eles falam isso, estão querendo se referir a sete livros do Antigo Testamento que não se encontram em suas bíblias: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc e os dois livros dos Macabeus (além de alguns trechos dos livros de Daniel e Ester). Porém, a própria História - que é imutável - desmente tal argumento, vistos os testemunhos abaixo:
"Cânon 36 - Parece-nos bom que, fora das Escrituras canônicas, nada deva ser lido na Igreja sob o nome 'Divinas Escrituras'. E as Escrituras canônicas são as seguintes: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, quatro livros dos Reinos1, dois livros dos Paralipômenos2, Jó, Saltério de Davi, cinco livros de Salomão3, doze livros dos Profetas4, Isaías, Jeremias5, Daniel, Ezequiel, Tobias, Judite, Ester, dois livros de Esdras6 e dois [livros] dos Macabeus. E do Novo Testamento: quatro livros dos Evangelhos7, um [livro de] Atos dos Apóstolos, treze epístolas de Paulo8, uma do mesmo aos Hebreus9, duas de Pedro, três de João, uma de Tiago, uma de Judas e o Apocalipse de João.10 Sobre a confirmação deste cânon se consultará a Igreja do outro lado do mar11. É também permitida a leitura das Paixões dos mártires na celebração de seus respectivos aniversários12" (Concílio de Hipona, 08.Out.393). "Parece-nos bom que, fora das Escrituras canônicas, nada deva ser lido na Igreja sob o nome 'Divinas Escrituras'. E as Escrituras canônicas são as seguintes: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, quatro livros dos Reinos, dois livros dos Paralipômenos, Jó, Saltério de Davi, cinco livros de Salomão, doze livros dos Profetas, Isaías, Jeremias, Daniel, Ezequiel, Tobias, Judite, Ester, dois livros de Esdras e dois [livros] dos Macabeus. E do Novo Testamento: quatro livros dos Evangelhos, um [livro de] Atos dos Apóstolos, treze epístolas de Paulo, uma do mesmo aos Hebreus, duas de Pedro, três de João, uma de Tiago, uma de Judas e o Apocalipse de João12. Isto se fará saber também ao nosso santo irmão e sacerdote, Bonifácio, bispo da cidade de Roma, ou a outros bispos daquela região, para que este cânon seja confirmado, pois foi isto que recebemos dos Padres como lícito para ler na Igreja" (Concílio de Cartago III (397) e Concílio de Cartago IV (419)).
Fonte: Site "Veritatis Splendor" Como está definido o Cânon Bíblico A Bíblia é formada pelos seguintes livros: Antigo Testamento: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, 1Samuel, 2Samuel, 1Reis, 2Reis, 1Crônicas, 2Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, 1Macabeus, 2Macabeus, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes (ou Coélet), Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico (ou Sirácida), Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
Portanto, o Antigo Testamento é formado por 46 livros e o Novo Testamento reúne 27 livros. A Bíblia foi escrita em três línguas diferentes: o hebraico, o aramaico e o grego (Koiné). Quase a totalidade do Antigo Testamento foi redigida em hebraico, embora existam algumas palavras, trechos ou livros em aramaico e grego. Quanto ao Novo Testamento, este foi completamente redigido em grego - a única exceção parece ser o livro de Mateus, originariamente escrito em aramaico, contudo esse original foi perdido de maneira que resta-nos hoje a versão em grego. Quanto ao Antigo Testamento, a Bíblia protestante possui sete livros a menos que a Bíblia católica. Ocorre que a Igreja Católica, desde o início, utilizou a tradução grega da Bíblia chamada Septuaginta ou Versão dos Setenta (LXX). Essa tradução para o grego foi feita no séc. III aC, em Alexandria (Egito), por setenta e dois sábios em virtude da existência de uma grande comunidade judaica nessa cidade que já não mais compreendia a língua hebraica. Na época em que foi feita essa tradução, a lista (cânon) dos livros sagrados ainda não estava concluída, de forma que essa versão acabou abrigando outros livros, ficando mais extensa. Essa foi a Bíblia adotada pelos Apóstolos de Jesus em suas pregações e textos: das 350 citações que o Novo Testamento faz dos livros do Antigo Testamento, 300 concordam perfeitamente com a versão dos Setenta, inclusive quanto às diferenças com o hebraico. Por volta do ano 100 dC, os judeus da Palestina se reuniram em um sínodo na cidade de Jâmnia e estabeleceram alguns critérios para formarem o seu cânon bíblico. Esses critérios eram os seguintes:
O livro não poderia conter passagens ou textos em aramaico ou grego, mas apenas em hebraico. O livro não poderia ter sido redigido após a época de Esdras (458-428 aC). O livro não poderia contradizer a Lei de Moisés (Pentateuco). Assim, os livros escritos por aquela enorme comunidade judaica do Egito não foram reconhecidos pelo sínodo de Jâmnia, por causa de seus critérios ultranacionalistas. Também em virtude desses critérios, o livro de Ester - que em parte alguma cita o nome de Deus - foi reconhecido como inspirado mas somente a parte escrita em hebraico; os acréscimos gregos, que incluíam orações e demonstravam a real presença de Deus como condutor dos fatos narrados, foram completamente desprezados, deixando uma lacuna irreparável. Os livros não reconhecidos pelo sínodo da Jâmnia e que aparecem na tradução dos Setenta são tecnicamente chamados de deuterocanônicos, em virtude de não terem sido unânimemente aceitos. São, portanto, deuterocanônicos no Antigo Testamento os seguintes livros: Tobias, Judite, Baruc, Eclesiástico, Sabedoria, 1Macabeus e 2Macabeus, além das seções gregas de Ester e Daniel. Com a dúvida levantada pelo sínodo de Jâmnia, alguns cristãos passaram a questionar a inspiração divina dos livros deuterocanônicos. Os Concílios regionais de Hipona (393), Cartago III (397) e IV (419), e Trulos (692), bem como os Concílios Ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870), confirmaram a validade dos deuterocanônicos do Antigo Testamento, baseando-se na autoridade dos Apóstolos e da Sagrada Tradição. Da mesma forma como existem livros deuterocanônicos no Antigo Testamento, também o Novo Testamento contém livros e extratos que causaram dúvidas até o séc. IV, quando a Igreja definiu, de uma vez por todas, o cânon do Novo Testamento. São deuterocanônicos no Novo Testamento os livros de Hebreus, Tiago, 2Pedro, Judas, 2João, 3João e Apocalipse, além de alguns trechos dos evangelhos de Marcos, Lucas e João. Com o advento da Reforma Protestante, os evangélicos - a partir do séc. XVII1 - passaram a omitir os livros deuterocanônicos do Antigo Testamento. Alguns grupos mais radicais chegaram - sem sucesso - a tentar retirar também os livros deuterocanônicos do Novo Testamento. É de se observar, dessa forma, que caem em grande contradição por não aceitarem os deuterocanônicos do Antigo Testamento enquanto aceitam, incontestavelmente, os deuterocanônicos do Novo Testamento. Fonte: Site "Veritatis Splendor" Os livros deuterocanônicos fazem
parte da Bíblia? O texto abaixo é um debate promovido pelo site "Agnus
Dei", defendendo o canôn bíblico definido pela Igreja Católica.
As partes escritas em azul mostram as argumentações de um irmão sobre
a visão protestantes do canôn bíblico. As respostas à todas estas argumentações
são mostradas logo abaixo, nos textos escritos em preto.
Achei
este texto de ataque ao cânon católico. Quando possível, gostaria de
receber observações suas sobre o texto.
Vamos lá... "No que diferem as Bíblias Católicas das Protestantes"
Nas Católicas há os livros chamados Apócrifos. Apócrifo antigamente
no tempo dos Persas tinha um sentido esotérico, depois passou a significar
Coisas Escondidas, Ocultas ou Secretas. Mais tarde esse termo foi sendo
aplicado a livros de autenticidade incerta e hoje se aplica a livros
religiosos não inspirados tais como esses que encontramos nas Bíblias
Católicas;
São chamados mais apropriadamente de "deuterocanônicos"
por se tratar de livros que não se encontram na Bíblia Palestinense
(definida pelos judeus da Palestina em 90 dC), mas na Bíblia Alexandrina
(dos judeus que habitavam nesta cidade do Egito). Os livros que coincidiam
nas duas Bíblias são chamados de "protocanônicos". Foi Lutero quem começou a chamar estes livros de apócrifos
no séc XVI dC e, para complicar mais ainda, passaram a chamar de "pseudoepígrafos"
aqueles livros de autenticidade evidentemente falsa, que nós, católicos
(e também ortodoxos), chamamos de "apócrifos". O motivo disso
é que os protestantes têm certas dificuldades teológicas se admitirem
a autenticidade destes livros, pois apresentam de forma bem clara certas
doutrinas refutadas por eles, como, por exemplo, o purgatório, a oração
em favor dos mortos e a intercessão dos santos. Os livros apócrifos são: Tobias, Judite, Sabedoria de Jesus ben Sirach
ou Eclesiástico, Sabedoria de Salomão, Baruque, I Macabeus, II Macabeus,
Acréscimos a Daniel, Acréscimos a Ester.
Qual a sua origem? a)
Ptolomeu Filadelfo rei do Egito ordenou que traduzissem os escritos
dos hebreus para o Grego, língua oficial do mundo de então, para assim
enriquecer a sua biblioteca;
O autor deste artigo reconhece isto - ainda que timidamente,
pra variar - no item imediatamente a seguir... b) O afrouxamento dos Judeus da grande colônia hebraica de Alexandria
quanto ao estudo da sua própria língua;
c) A grande influência helenista nos judeus alexandrinos;
d) O grande desejo do mundo grego de conhecer os escritos dos judeus.
Em outras palavras: não eram os gregos que tinham interesse
de conhecer os escritos judaicos, mas eram os judeus - e mais tarde
também os cristãos - que tinham o interesse de propagar a Palavra de
Deus; os judeus por puro proselitismo; os cristãos, pela Salvação de
toda criatura humana. Data 200 A.C. até 100 A.C. foram eles escritos.
Entretanto, o fato de terem sido os últimos livros a serem
escritos no Antigo Testamento, de forma alguma reduz-lhes o valor. Também
o fato de alguns terem sido escritos fora do território da Palestina
não significa que não sejam inspirados porque, ainda assim, foram escitos
por representantes legítimos do Povo de Deus! IV - Erros ensinados pelos apócrifos, que estão em contradição com
o restante da Bíblia
Vamos analisar os "erros" e "refutar a refutação"
do autor: primeiro, demonstrando que a Bíblia possui (nos livros que
o autor aceita como inspirados, isto é, os "protocanônicos"
do Antigo Testamento e todo o Novo Testamento) outros exemplos daquilo
que o autor considera errado; segundo, apresentando a contradição do
autor com o ensinamento bíblico... A-1. Dar esmolas purifica o pecado a) Tobias 12:9 - "Porque a esmola livra
da morte e é a que apaga os pecados e faz encontrar a misericórdia e
a vida eterna.";
2. Refutação: a) Oferta em dinheiro para perdão do pecado
não encontramos em nenhum lugar da Bíblia, isto é coisa diabólica, pois
assim somente os ricos teriam o perdão dos pecados;
B-1. Ensino de Crueldade e do Egoísmo a) Eclesiástico 12:6 - "Não favoreças
aos ímpios; retém o teu pão e não o dê a ele".
2. Refutação: a) Eclesiastes 11:1-2 - lança o teu pão;
C-1. Pecados perdoados pela oração a) Eclesiástico 3:4 - "Quem amar a
Deus receberá perdão de seus pecados pela oração". 2. Refutação: a) Os pecados não se perdoam pela oração,
se fosse assim, não teríamos necessidade de Jesus. Todos os povos pagãos
fazem orações, mas os pecados não se perdoam somente pela oração;
D-1. O Ensino do Purgatório a) Sabedoria 3:1-4 - "Mas as almas
dos justo estão nas mãos de Deus; e o tormento da morte não as tocará.
Aos olhos dos ignorantes pareciam eles morrer e sua partida foi considerada
desgraça. E, sua separação de nós, por uma extrema perda. Mas eles estão
em paz. E embora aos olhos dos homens sofram tormentos, sua esperança
está plenamente na imortalidade.";
2. Refutação: a) I João 1:7 - esse ensino aniquila completamente
a expiação de Cristo. Se o pecado, pudesse ser extinguido pelo fogo,
não teríamos necessidade de um Salvador;
No site do Agnus Dei existem diversos artigos sobre o Purgatório,
explicando-o com mais detalhes. Utilize a ferramenta de busca interna,
existente no Índice de Assuntos, para localizá-los mais facilmente...
E-1. O Ensino da Vingança a) Judite 9:2 - "O Senhor Deus, do
meu pai Simeão, a quem deste a espada para executar vingança contra
os gentios".
2. Refutação: a) Gênesis 34:30 - o aborrecimento de Jacó
pela vingança de Simeão contra os cananitas;
F-1. Suicídio a) II Macabeus 12:41 - "... quando
ele se viu a ponto de ser preso, feriu-se com a sua espada, preferindo
morrer nobremente a ver-se sujeito a pecadores, e padecer ultrajes indignos
de seu nascimento".
2. Refutação: a) morrer nobremente é a frase perigosa.
A Bíblia nos conta de alguns suicídios, mas nunca os qualifica de cousa
ou ato nobre;
Se fosse algo sempre nobre ou grandioso, a Igreja Católica,
por conseguinte, não condenaria o suicídio como sempre o fez. Ensina
o Catecismo da Igreja: "Cada um é responsável por sua vida diante
de Deus que lha deu e que dela é sempre o único soberano Senhor. Devemos
receber a vida com reconhecimento e preservá-la para sua honra e salvação
das nossas almas. Somos os administradores e não os proprietários da
vida que Deus nos confiou. Não podemos dispor dela". Entretanto,
a Igreja reconhece: "Não se pode desesperar da salvação das pessoas
que se mataram. Deus pode, por caminhos que só ele conhece, dar-lhes
ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que
atentaram contra a própria vida". G-1. O Ensino de Artes Mágicas a) Tobias 6:8 - "Se tu puseres um pedacinho
do seu coração (do peixe que ele havia apanhado) sobre brasas acesas,
o seu fumo afugenta toda a casta de demônios, tanto do homem como da
mulher, de sorte que não tornam mais chegar a eles". Verso 9 -
"E o fel é bom para untar os olhos que tem algumas névoas, e sararão.".
2. Refutação: a) não encontramos tal coisa em nenhum lugar
da Bíblia;
Torna-se claro, portanto, que existe um interesse oculto
na referida passagem de Tobias, que só será desvendado em 8,3, quando
o próprio Anjo Rafael expulsa o demônio (e não Tobias através do coração,
fel e fígado do peixe). O interesse, portanto, é ocultar a identidade
do Anjo para Tobias até a efetiva expulsão do demônio... H-1. Mentiras a) Judite 11:13-17 - Judite mentindo para
Holofernes;
2. Refutação: a) Deus nunca sancionou a mentira nem mesmo
nos seus servos;
É certo que a mentira atenta contra a verdade e é sempre
proposital; entretanto, não se pode igualar os graus de mentira (generalizando-a)
ou desconhecer-lhe a intenção (para prejudicar ou beneficiar alguém
com ou sem prejuízo de outrem). I-1. Tolices a)
Tobias 2:10 - as fezes de uma andorinha, caindo nos olhos de Tobias
que estava dormindo junto a um muro deixa-o cego;
b) Judite 8:5-6 - uma mulher jejuando a vida inteira, menos aos sábados;
c) II Macabeus 15:40 - "beber sempre água é coisa prejudicial".
V - Razões interessantes Roma
não pode chamar as outras Bíblias de falsas por não conterem os Apócrifos,
assim como não pode se chamar uma nota de falsa por não ter ela uns
acréscimos que alguém julgue que ela deva ter;
E pode também porque a Igreja Católica foi fundada sobre
os Apóstolos, que usaram a Septuaginta para escrever o Novo Testamento:
das 350 citações do AT, 300 obedecem a versão dos LXX! Se o autor segue
a autoridade dos judeus de Jâmnia para definir o seu cânon, deve deixar
de lado todos os livros do Novo Testamento; porém, se aceita a autoridade
da Igreja, fundada por Cristo, não tem como deixar de lado os livros
deuterocanônicos, pois estaria (como de fato está) em contradição. Em II Macabeus encontramos o autor do livro pedindo perdão pelas suas
falhas como escritor. Se crêssemos que estes livros estão no mesmo pé
de igualdade com os inspirados, ficaríamos então admirados de ver agora
o Espírito Santo pedindo desculpas por algumas falhas, o que é inconcebível;
O Senhor Jesus e os Apóstolos fazem 205 citações do V.T. e mais 304
alusões ao mesmo e não dizem nenhuma palavra sequer a respeito de um
dos livros Apócrifos;
Onde você encontra na Bíblia alguém que aceitou ser esquartejado
crendo na esperança da ressurreição? Ele poderá revirar todo o Antigo Testamento da sua Bíblia
protestante, do Gênese ao profeta Malaquias, mas nada encontrará...
O Apóstolo estaria mentindo? Não! Ele se refere ao martírio dos sete
irmãos que lemos em 2Mac 7! Isto é indiscutível!! Fora esta passagem, existem pelo menos mais 344 referências
no NT aos livros deuterocanônicos... Veja a lista em "O Novo Testamento
e os Deuterocanônicos", na área da Bíblia do site do Agnus
Dei. Jerônimo, o tradutor da Vulgata declarou que os Apócrifos não eram
canônicos;
São Jerônimo, até o ano 390 aceitava os livros deuterocanônicos
como inspirados mas, indo para a Terra Santa e passando a traduzir a
Bíblia para o latim diretamente do hebraico, foi influenciado pelos
rabinos a considerar somente os livros aceitos pelos judeus da Jâmnia.
Ainda assim, é possível encontrar mais de 200 referências aos deuterocanônicos
nas obras do Santo. Fora isso, a questão do cânon bíblico para a Igreja
cristã ainda não estava definida, o que torna compreensível e justificada
a posição de Jerônimo. Porém, a Igreja Católica resolveu a situação a partir dos
Concílios regionais de Hipona (393), Cartago III (397) e Cartago IV
(418). Em 450, o papa Inocêncio I reafirmou o cânon bíblico com todos
os deuterocanônicos numa carta ao bispo Exupério de Tolosa. Para maiores
detalhes, ler o artigo "Testemunhos Cristãos Primitivos
- O Cânon Bíblico", na área de Patrística. Somente em 8 de Abril de 1546 é que a Igreja Católica se lembrou que
esses livros deveriam estar canonizados; Nesse concílio que declarou
os Apócrifos como autorizados, não havia nenhuma autoridade entre eles.
Havia somente 53 prelados italianos e espanhóis na sua maioria. Nenhum
alemão. Era mais um concílio religioso do que ecumênico, portanto não
tinha autoridade;
Foi o herege Martinho Lutero, apenas em 1534, que colocou
os referidos livros em apêndice, com o título de apócrifos, em sua tradução
alemã da Bíblia. Pelo menos teve a decência de deixá-los por considerá-los
bons e de utilidade (segundo palavras usadas pelo próprio "rerformador"
no prólogo). A Igreja Católica Ortodoxa sempre fez restrições aos Apócrifos;
Também a Sociedade Bíblica Unida (representada no Brasil
pela Sociedade Bíblica do Brasil), instituição protestante que produz
Bíblias, afirma em sua Agenda de Oração-1996, pág. 5: "Deuterocanônicos:
As Bíblias para as Igrejas Católica Romana e Ortodoxa contêm livros
extras, que não fazem parte da Bíblia usada pelas Igrejas Protestantes".
A única exceção entre os ortodoxos trata-se da Igreja Ortodoxa Russa;
ainda assim, é livre entre estes aceitar ou não os deuterocanônicos.
Católicos Scholars rejeitam os Apócrifos: a) Bede e John of Salisbury - 1180 A.D.;
Não conheço a opinião destes senhores e sinceramente pouco
me importa... São meras opiniões huimanas, sem a autoridade oficial
da Igreja, "fundamento e coluna da verdade" (1Tim 3,15). Nem
todo aquele que se diz "católico" é católico de verdade, infelizmente.
Jesus deu autoridade aos seus Apóstolos, à sua Igreja... Os apóstolos
usaram a Septuaginta com os deuterocanônicos; a Igreja sempre os reconheceu
como inspirados, havendo aqui ou ali poucas vozes destoantes, quase
sempre influenciadas por judeus... Eu aceito a autoridade da Igreja,
dos Apóstolos e, por consequência, de Jesus - que prometeu estar com
sua Igreja até a consumação dos séculos (Mt 28,20). Dizer que a Igreja
errou ao definir o cânon é chamar Jesus de mentiroso, por não cumprir
sua promessa de permanecer conosco. Tal proposição, entretanto, é absurda!
E, pelo que vimos até aqui, existem muito mais argumentos
em favor da inspiração dos deuterocanônicos do que contra... Em outras
palavras: quem é contra os deuterocanônicos ainda não conseguiu provar
que estes não fazem parte da Bíblia... Estão em maus lençóis! |
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