Page 93 - Alice Spíndola - Perfil Biográfico
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“FIO DE LABIRINTO”,




                                Por Gilberto Mendonça Teles










                       amos, Alice: sei de um lugar utópico, ucrónico              147
                       e ubíquo, onde as coisas não têm nome, nem
               Vforma, nem sentido. E existem de passagem,

               respirando no momento em que algum olhar as vai
               imaginando e recolhendo ao ritmo da emoção e do

               silêncio.
                     Ali se vai através do espelho, pelo buraco da
               fechadura e, mesmo, pelo vão das imagens, no

               vazio inicial que se sabe e quer anterior à Pronúncia,
               embora sempre à espera de quem o possa perceber

               e articular:
                     O que me atrai /está além do muro.
                     Do lugar ao não-lugar, do verso ao não-verso,

               do soneto ao não-soneto e da poesia à não-poesia
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