Page 76 - Alice Spíndola - Perfil Biográfico
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de Menezes e outros intelectuais, ao lado do brilho de

               Stella Leonardos, todos do Rio de Janeiro, atreviam a
               promover festas anuais em que referendavam a obra

               de autores muitos de além oceanos. Branca Bakaj, de
               Brasília./DF. Acyr Castro, de Belém do Pará. Bariani
               Ortencio, de Goiânia. Paulo Bomfim e seus interes-

               santes livros. Caio Porfírio Carneiro; Rosani Abou Adal
               e Adriano Nogueira, do Jornal Linguagem Viva, de

               São Paulo. Todos  em  fase de intensa vida  literária.
               Cartas, de elegante conteúdo, iam e vinham. Recebi
               telegramas até de Paris. As portas para a Arte esta-

               vam abertas. Ambicioso entusiasmo.
                     Nelly Novaes Coelho, em livros de crítica literária,

               refere-se a este tempo, com brilho e intensa vibração.               95
               Foi em meio a esta efervescência cultural, que rece-
               bi, em Goiânia, região Centro-oeste do Brasil, OBRA

               IIIde António Salvado livro de 278 páginas. Grafica-
               mente bem produzido. Nas mãos, aquele exemplar de

               tamanho grande. A capa, suave ao tato, instigando a
               curiosidade sobre o autor, ensejando convite à leitura.
               A dedicatória me fez adivinhar o conteúdo.

                     A essa altura, anos oitenta e noventa, e início do
               terceiro milênio, António Salvado manteve estreito in-

               tercâmbio com inúmeros desses escritores. Teve poe-
               mas publicados na REVISTA LITERATURA – a Revista
               do escritor brasileiro – do editor Nilto Maciel, em Bra-

               sília, além de outros jornais e revistas literárias. Na
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