II
Voltando ao beijo de nossos heróis. Anos atrás.
Alex e Maria se beijaram timidamente. O rapaz estava nervoso, fantasiara muitas coisas, muitas palavras. Não conseguiu dizer nada, armou um grande sorriso no rosto, eles se abraçaram com muita força e assim ficaram por alguns segundos. Marcaram de encontrar em outra noite, e novos beijos...
Assim aconteceu, não falaram em namorar, ou em qualquer compromisso. No final de semana Alex foi apresentado à família da jovem. Passou um mês, outro. Alex estava presente o quanto podia, e ao notar que ela precisava de espaço, lhe deixava sozinha o tempo necessário. Continuou a morar no cortiço, ficava na biblioteca todo o dia e depois acompanhava sua paixão no trajeto entre o hospital e o ponto do ônibus que seguia para casa de seus pais em Goiânia. Logo viria a formatura e eles já se conheciam bastante quanto a humor e gostos. Os passeios frequentes eram caminhadas à praça, cinema, coisas simples, mas se divertiam muito, talvez não o quanto gostariam. As obrigações do final do curso impediam. Talvez por isso os momentos juntos eram tão especiais.
Um sábado como os outros, Alex ligou para seu tutor Tiburtino. João, o caseiro, atendeu. Friamente comunicou que o senhor Tiburtino morrera. Informou do atraso no velório, providência tomada para que seus poucos parentes pudessem vir de São Paulo. Abatido, Alex ligou para casa de Maria e deixou com a irmã um recado contando sobre o que acontecera, depois tomou um ônibus e voltou para a fazenda.
* * *
Pouquíssimas pessoas estavam na casa. Os desejos do velho foram respeitados, assim seria enterrado ali, na fazenda onde passou os últimos anos. Seu filho, esposa e um de seus netos estavam na sala. Carlos, um fazendeiro próximo, e único amigo e único com semblante triste.
Alex adentrava a casa quando foi interrompido pelo caseiro, que lhe entregou uma carta e aconselhou a ler naquele momento.
Com a carta em mãos, seguiu ao quintal, e sentado em um tronco cortado, se colocou a ler atentamente a narração dos fatos relevantes acontecidos a cinquenta anos antes da Chegada de Alex em Anápolis. A leitura causou tal choque que despertou séculos de lembranças.
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Pouquíssimas pessoas estavam na casa. Os desejos do velho foram respeitados, assim seria enterrado ali, na fazenda onde passou os últimos anos. Seu filho, esposa e um de seus netos estavam na sala. Carlos, um fazendeiro próximo, e único amigo e único com semblante triste.
Alex adentrava a casa quando foi interrompido pelo caseiro, que lhe entregou uma carta e aconselhou a ler naquele momento.
Com a carta em mãos, seguiu ao quintal, e sentado em um tronco cortado, se colocou a ler atentamente a narração dos fatos relevantes acontecidos a cinquenta anos antes da Chegada de Alex em Anápolis. A leitura causou tal choque que despertou séculos de lembranças.



