Professora Wania Majadas jovem formanda

Wania de Sousa Majadas: Exegese Biobibliográfica e o Legado Crítico nos Estudos Literários Brasileiros

1. Introdução

A historiografia da crítica literária brasileira, especificamente aquela que emana da rica matriz cultural do Centro-Oeste, é frequentemente edificada através do labor vitalício de professores-pesquisadores que operam na zona de confluência entre a alta teoria e a práxis pedagógica. Wania de Sousa Majadas (1940/1941–2021) constitui um paradigma desta tradição intelectual. Professora, Doutora em Teoria da Literatura, ensaísta e crítica, Majadas esculpiu um nicho distinto no panorama acadêmico de Goiás e do Brasil, oferecendo leituras seminais de autores contemporâneos, com destaque absoluto para a sua reinterpretação da obra de Luiz Vilela e suas incursões na poética do silêncio.

O presente relatório de pesquisa tem como objetivo fornecer um levantamento exaustivo, cientificamente rigoroso e detalhado da vida, produção intelectual e legado de Majadas. Transcendendo o mero esboço biográfico, este documento funciona como uma revisão crítica do "estado da arte" dos temas que ela defendeu: a hermenêutica da compaixão na ficção moderna, a semiótica do silêncio em prosa e verso, e a complexa intersecção entre história e ficção na literatura regional. Ao sintetizar registros acadêmicos dispersos, fragmentos de publicações, recepção crítica de pares e tributos memoriais, reconstrói-se aqui o retrato intelectual de uma mulher que não foi apenas uma guardiã das "letras vernáculas", mas uma pioneira na interpretação afetiva e fenomenológica dos textos literários.

A análise estrutura-se em torno da sua formação geopolítica, das suas contribuições teóricas fundamentais (a tese da Compaixão e a tese do Silêncio), da sua atuação institucional na Universidade Federal de Goiás (UFG) e na Universidade Estadual Paulista (UNESP), e do seu reconhecimento póstumo, marcado pela tragédia coletiva da pandemia de COVID-19.

2. Fundamentos Biográficos e Geopolítica da Formação

A trajetória de Wania de Sousa Majadas não pode ser dissociada do contexto histórico-geográfico do Brasil central em meados do século XX. A sua biografia reflete os movimentos migratórios e a consolidação das elites intelectuais que viriam a formar o corpo docente das primeiras grandes universidades da região.

2.1. Raízes em Orizona e a Herança Baiana

Wania de Sousa Majadas nasceu no município de Orizona, no estado de Goiás, em 08 de maio. As fontes divergem ligeiramente quanto ao ano exato de nascimento: registros biográficos anteriores indicam 1940 1, enquanto o memorial de seu falecimento aponta para 1941, dado que faleceu aos 80 anos em 2021.2 Pertencente a uma geração que testemunhou a transição de um Goiás agrário para a modernidade urbana simbolizada pela construção de Goiânia (1933) e Brasília (1960), a sua identidade foi forjada na confluência de culturas.

Embora nascida em solo goiano, as suas raízes estendiam-se ao Nordeste. Era filha de pais baianos, oriundos do município de Barreiras (frequentemente grafado como "Bariras" em transcrições digitais de seus currículos 1), localizado no oeste da Bahia. Esta região, geograficamente próxima a Goiás e culturalmente híbrida, sugere um background familiar marcado pela mobilidade e pela busca de novas oportunidades no Centro-Oeste em expansão. A família migrou para Goiânia quando Wania era ainda uma menina, inserindo-a precocemente no ambiente efervescente da nova capital, projetada para ser o farol da "Marcha para o Oeste".

2.2. A Formação no Bairro de Campinas e a Vocação Pedagógica

Em Goiânia, a infância e adolescência de Majadas transcorreram no histórico Bairro de Campinas—antiga Campinas das Flores, cidade que existia antes da capital e que foi por ela absorvida. Foi neste reduto de tradição que ela realizou toda a sua educação básica, frequentando o Colégio Santa Clara.1

No Colégio Santa Clara, instituição católica de prestígio, cursou o primário, o ginásio e, decisivamente, o Magistério (Curso Normal). O curso de Magistério, naquelas décadas, representava muito mais do que o ensino médio atual; era uma formação rigorosa, focada na didática, na disciplina e na cultura humanística, preparando as mulheres para a carreira docente com um senso de missão quase sacerdotal.

A vocação para o ensino manifestou-se, contudo, muito antes da formalização acadêmica. Relatos familiares, preservados em sua memória póstuma, descrevem uma Wania criança que "enfileirava garrafas de vidro como se fossem alunos", lecionando para os objetos inanimados com a mesma dedicação e amor que, décadas mais tarde, dedicaria aos seus doutorandos e alunos de graduação.2 Esta anedota ilustra um traço central de sua persona profissional: a indistinção entre a vida e a aula, e a crença na educação como um ato de afeto.

2.3. Estrutura Familiar e Redes Afetivas

A vida pessoal de Majadas foi alicerçada em laços familiares robustos, que frequentemente aparecem entrelaçados à sua narrativa biográfica.

  • Irmãos: Manteve, ao longo de toda a vida, um vínculo estreito com os irmãos Josélia e Rômulo, com os quais construiu um "lindo amor fraterno", descrito como saudável e eterno pelas fontes memoriais.2

  • Matrimônio e Amizade: Foi casada durante 30 anos com Seu Benício. É notável na sua biografia a maturidade emocional com que lidou com o fim da conjugalidade; quando o casamento se dissolveu, a relação transmutou-se numa amizade duradoura, evidenciando a sua capacidade de ressignificar os afetos.2

  • Descendência: Teve um filho, Raul de Sousa Majadas, cujo testemunho foi fundamental para a elaboração dos tributos póstumos que hoje constituem as principais fontes sobre a intimidade da pesquisadora.2

3. Itinerário Acadêmico e Institucional

A carreira de Wania Majadas acompanhou a institucionalização do ensino superior no Brasil Central. A sua formação não foi linear, mas sim um processo cumulativo de especialização que a levou de Goiânia a Minas Gerais e ao interior de São Paulo, tecendo uma rede de saberes que conectava diferentes tradições críticas.

3.1. A Graduação na UFG e as "Letras Vernáculas"

Majadas obteve a sua Licenciatura em Letras Vernáculas pelo Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) da Universidade Federal de Goiás (UFG).1 A UFG, fundada oficialmente em 1960, aglutinou as faculdades isoladas existentes e tornou-se o centro intelectual do estado.

  • Contexto Curricular: A graduação em "Letras Vernáculas" à época implicava uma sólida formação filológica, gramatical e literária, com ênfase nos clássicos da língua portuguesa e na literatura brasileira canônica. Esta base erudita seria fundamental para a sua futura atuação como crítica textual, permitindo-lhe analisar a "fratura das palavras" com precisão linguística.

3.2. A Conexão Mineira: PUC-Minas e Ituiutaba

Num movimento de expansão de horizontes, Majadas buscou qualificação fora do eixo goiano, voltando-se para Minas Gerais. Realizou cursos de Especialização (Lato Sensu) em Linguística e Literatura Brasileira pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas).1

Esta imersão na academia mineira não foi apenas protocolar; ela exerceu docência na Fundação Educacional de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro.3 Esta experiência geográfica e intelectual é crucial para compreender o seu objeto de estudo posterior. Ao viver e trabalhar na região de influência de Luiz Vilela (nascido em Ituiutaba), Majadas absorveu a atmosfera cultural, a oralidade e o ethos que permeiam a obra do contista, conferindo-lhe uma autoridade singular para analisá-lo.

3.3. O Mestrado: A Ruptura na Crítica Vileliana (1992)

Em 1992, Wania Majadas concluiu o seu Mestrado em Literatura Brasileira e Linguística pela UFG.1 A sua dissertação, intitulada O Diálogo da Compaixão na Obra de Luiz Vilela, representou um marco. Numa época em que a crítica literária tendia a focar nos aspectos formais ou sociológicos do "vazio" e da "solidão" na obra de Vilela, Majadas propôs uma leitura humanista e fenomenológica, identificando a compaixão como o fio condutor subjacente à ironia do autor. Esta dissertação foi tão bem recebida que se converteu em livro, prefaciado por um dos maiores críticos do país, Fábio Lucas.4

3.4. O Doutorado: Fenomenologia do Silêncio (2004)

Atingindo o grau máximo da carreira acadêmica, Majadas doutorou-se em Letras, na área de concentração em Teoria da Literatura, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de São José do Rio Preto, em 2004.1

  • A Tese: Defendeu a tese Silêncio em Prosa e Verso: minério na fratura das palavras.5

  • Banca e Qualificação: O seu percurso na UNESP envolveu a interlocução com teóricos de renome. Registros de exames de qualificação indicam a presença de professores como R. E. Chociay e A. M. S. Silva 5, inserindo Majadas num circuito de pesquisa de alto rigor teórico, focado na materialidade do texto e na estética da recepção.

4. Magnum Opus e Contribuição Teórica: A Hermenêutica da Compaixão

A contribuição mais citada e duradoura de Wania Majadas reside na sua exegese da obra de Luiz Vilela. O seu livro, derivado do mestrado, tornou-se uma referência bibliográfica obrigatória para pesquisadores do conto brasileiro contemporâneo.

4.1. A Obra: O Diálogo da Compaixão

Publicado inicialmente em 2000 pela Rauer Livros (Uberlândia) e reeditado em 2011 pela Kelps/PUC-GO 4, o livro O Diálogo da Compaixão na Obra de Luiz Vilela desafiou o consenso crítico.

  • A Tese da Compaixão: Enquanto críticos anteriores enfatizavam o niilismo, a incomunicabilidade e a reificação das relações humanas nas personagens de Vilela, Majadas argumentou que a obra é estruturada por um profundo sentimento de pathos (compaixão).

  • Metodologia: Ela analisou como os "valores humanitários" comparecem na voz de personagens como Epifânio (do romance Graça), sugerindo que a ternura pelos humildes, velhos e crianças é a chave de leitura, e não apenas o cinismo urbano.6

  • A Função da Ironia: Segundo Majadas (citada por Delgado, 2011), a ironia em Vilela não é um fim em si mesma, mas um escudo. O autor utilizaria o humor sutil e a ironia para "minimizar o alto grau de compaixão", evitando que o texto resvalasse no sentimentalismo piegas. A ironia, portanto, serve para proteger a ternura, permitindo ao autor tratar de dores profundas sem sucumbir ao melodrama.7

4.2. Recepção e Impacto na Fortuna Crítica

A relevância deste trabalho é atestada pela sua onipresença em teses e dissertações subsequentes:

  • Referência Canônica: Pesquisadores como Rauer Ribeiro Rodrigues (ele próprio uma autoridade em Vilela) citam Majadas como uma das principais investigadoras da obra, colocando-a ao lado de si mesmo como referência central.8

  • Diálogo Acadêmico: O trabalho de Majadas serve de contraponto ou base para novas investigações. Yvonélio Nery Ferreira, por exemplo, dialoga com a tese de Majadas ao propor uma leitura focada em "Humanismo e Ironia", demonstrando que a definição de compaixão proposta por ela estabeleceu os termos do debate acadêmico sobre o autor.6

  • Intertextualidade: Elioenai Padilha Ferreira destaca a percepção de Majadas sobre a "repetição interna" e o "diálogo constante" entre os textos de Vilela, onde a crítica identificou uma "pluralização de sentido" através da retomada de temas e espaços.10

A tabela abaixo resume a inserção bibliográfica da obra de Majadas na fortuna crítica de Luiz Vilela:

 

Pesquisador/Obra Citante Tema da Pesquisa Uso da Obra de Majadas Fonte
Rauer Ribeiro Rodrigues Solidão e Vazio em Vilela Citada como investigação fundamental sobre a obra. 8
Eliza S. Martins Peron Solidão e "O Outro" Base teórica para entender a incomunicabilidade e o vazio. 11
Yvonélio Nery Ferreira Humanismo e Ironia Contraponto crítico; usa a "Compaixão" como base para discutir o humanismo sartriano. 6
Elioenai Padilha Ferreira Intertextualidade Utiliza a análise de Majadas sobre a repetição de temas e espaços na obra vileliana. 10
Laura E. M. A. Delgado Loucura e Sociedade Cita a definição de Majadas sobre a ironia como redutora do sentimentalismo. 7

5. A Poética do Silêncio e a Maturação Teórica

Se o mestrado foi focado num autor (crítica monográfica), o doutorado de Majadas na UNESP marcou a sua transição para a alta teoria literária.

5.1. Silêncio em Prosa e Verso: Minério na Fratura das Palavras

Defendida em 2004 e publicada em 2007 na Coleção Goiânia em Prosa e Verso (Editora da UCG), esta obra aborda o fenômeno do "não-dito". O título metafórico — "Minério na fratura das palavras" — sugere uma abordagem fenomenológica e pós-estruturalista.

  • Conceito: Majadas propõe que o sentido literário não reside apenas na superfície do texto (o que é dito), mas é extraído ("minerado") das pausas, das elipses e das fraturas da linguagem. O silêncio não é vazio; é uma substância densa, um "minério" que confere peso à prosa e ao verso.

  • Evolução do Pensamento: Esta tese representa um aprofundamento da sua preocupação anterior com o "diálogo". Se em Vilela ela estudou a falha na comunicação verbal, no doutorado ela investigou o que sobra quando a palavra cessa.

5.2. A Crítica da História e da Ficção

Para além da teoria pura, Majadas interveio no debate sobre o romance histórico e a ficção regional. O seu artigo "Quadrilátero: um ângulo diferente da história", publicado no Anuário de Literatura da UFSC, analisa o romance Quadrilátero de Boos Júnior.12

  • Análise: Investigou o "imbricamento entre História e ficção", questionando até que ponto a realidade da imigração alemã no Vale do Itajaí-Mirim (Santa Catarina) poderia ser lida através da ficção.

  • Inovação: Destacou a inovação do romance ao narrar a colonização do "ponto de vista dos derrotados", demonstrando a sua capacidade de aplicar métodos de análise historiográfica à literatura do sul do país, expandindo o seu escopo para além de Goiás e Minas.12

5.3. O Resgate de Maria Luísa Ribeiro e o GEN

Wania Majadas foi também uma crítica militante da literatura produzida em Goiás. Ela dedicou estudos à obra de Maria Luísa Ribeiro, especificamente no capítulo "Leitura Comentada do Romance Os Cordeiros do Abismo", publicado numa coletânea sobre a autora.13

Além disso, atuou na defesa do Grupo de Escritores Novos (GEN), um movimento crucial para a modernização literária de Goiás. Em textos críticos (como orelhas de livros de Moema de Castro e Silva Olival), Majadas defendeu que negar o GEN seria "negar a evolução da própria cultura em nosso Estado", valorizando o "sacrifício e o risco" assumidos por estes escritores ao romperem com o academicismo anterior.14

6. Reconhecimento Institucional e Prêmios

A excelência da produção intelectual de Wania Majadas foi formalmente reconhecida pelas instâncias máximas da cultura goiana.

6.1. Troféu Goyazes – Nelly Alves de Almeida

Majadas foi agraciada com o Troféu Goyazes, na categoria ou patronato de Nelly Alves de Almeida, concedido pela Academia Goiana de Letras (AGL).15

  • Significado: O Troféu Goyazes é uma das honrarias mais prestigiadas do estado. O fato de o prêmio levar o nome de Nelly Alves de Almeida é simbólico; Nelly foi uma filóloga e historiadora fundamental para as letras goianas. Receber este prêmio inseriu Majadas numa linhagem de mulheres intelectuais que moldaram o pensamento crítico na região.

  • Justificativa: A premiação reconheceu o seu conjunto da obra como "professora doutora em Literatura, escritora e crítica literária".15

6.2. Coleção Goiânia em Prosa e Verso

A publicação da sua tese de doutorado na Coleção Goiânia em Prosa e Verso (volume de 2007) 1 atesta o interesse público na sua pesquisa. Esta coleção, frequentemente coeditada pela Prefeitura de Goiânia e editoras locais (como a Kelps ou UCG), funciona como um cânone da produção intelectual da cidade, garantindo que o trabalho acadêmico de Majadas circulasse para além dos muros da universidade.

7. A Dimensão Pedagógica e o Memorial Inumeráveis

A biografia de Wania Majadas encerra-se sob o signo da tragédia humanitária da pandemia de COVID-19, mas a sua memória foi preservada através da afetuosidade da sua prática docente.

7.1. A "Melhor Professora de Literatura do Mundo"

Embora a sua produção escrita fosse densa e teórica, a sua atuação em sala de aula era marcada pela leveza e pelo afeto. Ex-alunos a descrevem como a "melhor professora de Literatura do mundo", destacando os seus "olhos verdes radiantes" e a sua "gargalhada fascinante".2

Ela lecionou em escolas de Ensino Médio e faculdades em Goiânia, ensinando autores complexos como Machado de Assis, Ariano Suassuna, Guimarães Rosa e Clarice Lispector.2 A sua pedagogia não era apenas transmissiva; ela via a literatura como uma ferramenta para "ensinar a arte do amor" e compreender a vida, estabelecendo com os alunos uma relação de mestre-aprendiz que transcendia a burocracia acadêmica.17

7.2. O Falecimento e o Tributo

Wania de Sousa Majadas faleceu em 25 de fevereiro de 2021, em Goiânia, aos 80 anos, vítima de complicações da COVID-19.3

A sua morte ocorreu num momento crítico da história brasileira e foi registrada no Memorial Inumeráveis, um projeto dedicado a preservar as histórias das vítimas da pandemia, contrariando a desumanização das estatísticas. O tributo, escrito por Bárbara Aparecida Alves Queiroz a partir do depoimento do filho Raul, eterniza Wania não apenas pelos seus títulos acadêmicos, mas como alguém que cumpriu com êxito a "dura, mas fascinante" tarefa de viver (citando Suassuna).2 O texto encerra com a afirmação de que "sem a querida e amada professora, o mundo perde um pouco de sabedoria, conhecimento e vivacidade".2

8. Inventário Bibliográfico Consolidado

Com base na pesquisa documental, apresenta-se abaixo o levantamento da produção bibliográfica identificada de Wania de Sousa Majadas:

8.1. Livros Publicados

  • MAJADAS, Wania de Sousa. O diálogo da compaixão na obra de Luiz Vilela. Prefácio de Fábio Lucas. 1. ed. Uberlândia: Rauer Livros, 2000. 206 p.

  • MAJADAS, Wania de Sousa. Silêncio em prosa e verso: minério na fratura das palavras. Goiânia: Ed. da UCG, 2007. 164 p. (Coleção Goiânia em Prosa e Verso). 19

  • MAJADAS, Wania de Sousa. O diálogo da compaixão na obra de Luiz Vilela. 2. ed. Goiânia: PUC-GO; Kelps, 2011. 188 p. 4

8.2. Capítulos de Livros e Artigos em Periódicos

  • MAJADAS, Wania de Sousa. "Quadrilátero: um ângulo diferente da história". In: Anuário de Literatura, Florianópolis: UFSC, n. 4, 1996 (aprox). 12

  • MAJADAS, Wania de Sousa. "Leitura Comentada do Romance Os Cordeiros do Abismo de Maria Luísa Ribeiro". In: Di-Versos Olhares e Trans-Criações Literárias Sobre a Escrita de Maria Luísa Ribeiro. (Capítulo 7). 13

  • MAJADAS, Wania de Sousa. Texto de Orelha/Apresentação. In: OLIVAL, Moema de Castro e Silva. Uma Queda e Outros Galopes (ou obra similar do período). 14

8.3. Trabalhos Acadêmicos (Teses e Dissertações)

  • O diálogo da Compaixão na obra de Luiz Vilela. Dissertação (Mestrado em Letras e Linguística). Goiânia: Universidade Federal de Goiás (UFG), 1992. 1

  • Silêncio em Prosa e Verso: minério na fratura das palavras. Tese (Doutorado em Letras/Teoria da Literatura). São José do Rio Preto: Universidade Estadual Paulista (UNESP), 2004. 1

9. Conclusão

A reconstituição da trajetória de Wania de Sousa Majadas revela uma intelectual que soube conjugar o rigor da academia com a sensibilidade da crítica humanista. A sua tese sobre a compaixão em Luiz Vilela permanece como uma intervenção crítica fundamental, corrigindo leituras unilaterais sobre o autor e oferecendo uma via interpretativa baseada na empatia e na ética. Ao mesmo tempo, a sua pesquisa doutoral sobre o silêncio demonstra uma sofisticação teórica que a alinha com as correntes mais complexas da teoria literária contemporânea.

Premiada pela Academia Goiana de Letras e imortalizada na memória de seus alunos e familiares, Majadas representa a força da intelectualidade feminina no Centro-Oeste brasileiro. A sua obra, preservada em livros e na influência que exerceu sobre novas gerações de críticos, continua a "dialogar" com o presente, provando que, mesmo diante da finitude imposta pela "fratura das palavras" e pela morte física, o "minério" do conhecimento extraído por ela permanece inalterado e valioso.

Referências citadas

  1. Wania de Sousa Majadas - Sílvio de Souza Lôbo Júnior, acessado em janeiro 11, 2026, https://silviolobo.com.br/leitura/104-ii-letras/360-wania-de-sousa-majadas

  2. Wania De Sousa Majadas Não é Um Número | Inumeráveis, acessado em janeiro 11, 2026, https://inumeraveis.com.br/wania-de-sousa-majadas/

  3. Morre a professora de literatura Wânia Majadas. De Covid - Jornal Opção, acessado em janeiro 11, 2026, https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/morre-a-professora-de-literatura-wania-majadas-de-covid-313922/

  4. ERA AQUI, FICÇÃO E SOCIEDADE EM UM CONTO DE LUIZ VILELA | Revista Alere, acessado em janeiro 11, 2026, https://periodicos.unemat.br/index.php/alere/article/view/509

  5. Premio IBILCE | PDF | Pós-graduação | Brasil - Scribd, acessado em janeiro 11, 2026, https://pt.scribd.com/document/806242919/premio-IBILCE

  6. A “GRAÇA” DO NADA: - UFMS - Pós Graduação, acessado em janeiro 11, 2026, https://posgraduacao.ufms.br/portal/trabalho-arquivos/download/1935

  7. A ALTERIDADE EM NARRATIVAS DE LUIZ VILELA, acessado em janeiro 11, 2026, https://repositorio.ufms.br/bitstream/123456789/1819/1/LAURA%20ELIANE%20DE%20MAGALH%C3%83ES%20ALVAREZ%20DELGADO.pdf

  8. a solidão e o vazio: expectativa do “outro” em luiz vilela loneliness and emptiness, acessado em janeiro 11, 2026, https://periodicos.unemat.br/index.php/alere/article/download/3527/2807/12167

  9. Cadernos de Semiótica Aplicada - Unesp, acessado em janeiro 11, 2026, https://periodicos.fclar.unesp.br/casa/article/download/6558/4834/0

  10. UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS MESTRADO EM ESTUDOS LITERÁRIOS ELIOENAI PADILHA FERREIR - Acervo Digital UFPR, acessado em janeiro 11, 2026, https://acervodigital.ufpr.br/xmlui/bitstream/handle/1884/36998/R%20-%20T%20-%20ELIOENAI%20PADILHA%20FERREIRA.pdf?sequence=3&isAllowed=y

  11. A SOLIDÃO E O VAZIO: EXPECTATIVA DO “OUTRO” EM LUIZ VILELA | Revista Alere - Periódicos UNEMAT, acessado em janeiro 11, 2026, https://periodicos.unemat.br/index.php/alere/article/view/3527

  12. QUADRILÁTERO (LIVRO UM: MATHEUS) – DESVENDANDO O LABIRINTO, acessado em janeiro 11, 2026, https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/85640/196748.pdf?sequence=1&isAllowed=y

  13. (Di) Versos Olhares e Trans (Criações) Literárias Sobre A Escrita de Maria Luísa Ribeiro - Ago23 | PDF | Narrativa - Scribd, acessado em janeiro 11, 2026, https://pt.scribd.com/document/705947391/Di-Versos-Olhares-e-Trans-Criacoes-Literarias-Sobre-a-Escrita-de-Maria-Luisa-Ribeiro-ago23

  14. fundações da modernidade literária no cerrado - Biblioteca do Futuro, acessado em janeiro 11, 2026, https://bibliotecafuturo.com.br/wp-content/uploads/tainacan-items/59/735/capaGoiania-mesclado.pdf

  15. João Pessoa, Paraíba - QUARTA-FEIRA, 3 de março de 2021 - A União, acessado em janeiro 11, 2026, https://auniao.pb.gov.br/servicos/copy_of_jornal-a-uniao/2021/marco/jornal-em-pdf-03-03-21.pdf

  16. Livros encontrados sobre De Verso Em Verso | Estante Virtual, acessado em janeiro 11, 2026, https://www.estantevirtual.com.br/busca/de-verso-em-verso?page=1

  17. Acre, acessado em janeiro 11, 2026, https://inumeraveis.com.br/ajax/estados/

  18. Professora Wania Majadas morre com Covid-19 em Goiânia - G1, acessado em janeiro 11, 2026, https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2021/02/26/professora-doutora-em-letras-escritora-e-critica-literaria-wania-majadas-morre-com-covid-19-em-goiania.ghtml

  19. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários Lavínia Resende Passos A IMAGE, acessado em janeiro 11, 2026, https://repositorio.ufmg.br/bitstreams/b5c4416b-5e84-491d-ae2b-ef94665d13d3/download

Nota do Editor: Pesquisas elaboradas com auxílio do Deep Research estão sujeitos a ambiguidade referencial, podendo confundir fatos entre pessoas homônimas. Embora Sílvio Lobo tenha revisado o material para sanar tais inconsistências, adverte-se que imprecisões podem persistir. Contamos com sua ajuda para esclarecimentos e sugestões. Fale comigo.

One comment

Deixe seu comentário.

In reply to Some User