"A Carne" é um romance do escritor brasileiro Júlio Ribeiro, publicado em 1888. A obra é considerada um dos primeiros romances naturalistas da literatura brasileira e causou grande polêmica na época devido ao seu conteúdo ousado, especialmente por tratar de temas como o desejo sexual e a liberdade feminina de maneira bastante explícita para os padrões do século XIX.
O enredo gira em torno de Lídia, uma jovem que se muda para a fazenda de um tio após a morte do pai. Na fazenda, ela conhece Manuel Barbosa, um homem mais velho e proprietário da fazenda, por quem acaba se apaixonando. O romance explora o desenvolvimento dessa paixão, focando no desejo físico de Lídia e nas tensões entre seus sentimentos e os padrões morais da época.
"A Carne" provocou reações mistas entre os críticos e leitores da época. Por um lado, foi elogiado por sua ousadia e estilo literário; por outro, foi duramente criticado pela abordagem considerada imoral de questões como sexualidade e comportamento feminino. O livro é um exemplo claro da influência do Naturalismo, movimento literário que buscava retratar o ser humano e a sociedade de maneira mais objetiva e científica, destacando os instintos e as influências do meio e da hereditariedade.
Essa obra é importante dentro do contexto da literatura brasileira por abrir espaço para discussões sobre a sexualidade e o papel da mulher na sociedade.

