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Chegou a hora de transar  /Sílvio Lôbo Júnior

Alguns amigos me procuram para conversar sobre sexo. Eles têm em média dezessete anos, são virgens e querem justificar porque chegou a hora de transar, expondo seus pontos de vista sobre política, família, religião...

Nada que for dito vai lhe servir num curto prazo, ou simplificando, nada que for dito vai impedi-los de fazer sexo, e nem eu quero ser o obstáculo de seu deflorar. Meu papel é apenas evitar que ele se ‘lasquem”. Assim sendo o melhor a fazer é buscar meus óculos e colocá-los. A principio esta ação é insignificante, porém um movimento discreto puxando o óculos pra baixo e um flertar, pode passar um ar de intelectualidade que ira melhorar bem a relação entre o aconselhador e aconselhado.

Para a maioria dos indivíduos não há um despertar súbito para sexualidade. Todos nós desde do nascimento somos direcionados pra este momento, seja pela consciência de que há machos e fêmea, seja pela observação da estrutura familiar. Uma educação de autoconhecimento se faz indispensável uma vez que cada indivíduo deverá mais do que estar pronto, se sentir pronto pra iniciar uma vida sexual ativa.

O deflorar da sexualidade faz parte do ciclo da vida como o nascimento ou a morte, e não deve de forma alguma ser visto como libertinagem. Porém o modismo social do sexo entre jovens vem sendo um grande problema uma vez que muitos jovens iniciam suas vidas sexuais somente pelo fato que outros jovens já iniciaram, jovem estes que iniciaram pelo mesmo motivo ou por mera rebeldia.

E distante aos tantos estudos sobre a conseqüência da iniciação sexual traumática. Há também de se observar outros aspectos que muitas vezes passam despercebidos da visão cientifica. Um deles que seria bom ressaltar é a expectativa dos jovens em viverem sua sexualidade em um clima carinhoso e romântico.

Não importa o quanto uma garota demonstre carinho e doçura, muito rapazes estão condicionados a não ver delicadeza em uma jovem deflorada, e o garoto tímido tende a achar que porque perdeu a virgindade deve subitamente ganhar maturidade, exigindo de si mesmo um controle que de forma alguma se consegue na cama.

Sendo certo que os jovens, de ambos os sexos, que iniciam sua vida sexual sem estarem preparados, acabam por não conseguir realizar seu desejos românticos de viver o sexo com carinho e romantismo que sempre sonhavam. Muitos também queixam das exigências do parceiro, que demonstra maturidade sexual diferente da suas, algo que deve ser tratado com muito diálogo e respeito.

Sílvio Lôbo Júnior


 

Ela é difícil

  ? Tenho 25 anos, minha garota é bem mais jovem e meu namoro parece coisa de criança. Só rolam uns beijinhos. Mão-boba, nem pensar! O que devo fazer para termos mais intimidade e chegar ás vias de fato? M.L, São Luis (MA).

 

“O fato de outras garotas experimentarem maior intimidade nos relacionamentos não significa que sua namorada tenha algum problema psicológico ou sexual”, pondera o médico Gerson Lopes, chefe do setor de sexologia do Hospital Mater Dei, de Bolo Horizonte. Tudo depende de maturidade emocional e, muitas vezes, trata-se só da existência de um ritmo diferente entre os parceiros. Nesses casos, o melhor é respeitar essa diferença. O acerto dos ponteiros tem de ser feito com diálogo, e o próprio leitor tem de conversar um pouco consigo mesmo. “Você precisa se perguntar o que é mais importante: respeita-la e amá-la ou satisfazer a convenção de ter de tranzar”, aconselha Lopes.(Playboy, Brasil, Outubro de 1998, p.12)

 

 









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